Meu primeiro flagra fotográfico
O que justifica um celular com câmera? Uns podem dizer que é a portabilidade, outros, o preço, e há ainda quem diga que pode ser pela qualidade. De minha parte, comungo das três opiniões, tanto que, após dividir por anos uma velha (e boa) Sony Cyber-shot DSC-S40 com minha irmã mais nova, decidi comprar uma só para mim. Como meu velho (e horrível) celular já pedia substituição há tempos, pesquisei e, enfim, cheguei ao Nokia N82, o celular com a melhor câmera fotográfica do mercado.
Sobre o N82, só elogios. O celular é espetacular, e a câmera superou minhas expectativas. Quem ainda acha que câmera em celular é quebra-galho de baixa qualidade, comece a rever seus conceitos. Nokia N82 e N95, e Sony Ericsson K850 estão aí para dizer exatamente o contrário. O flash de xenônio, última vantagem das câmeras compactas em relação aos celulares, começa a se popularizar nestes últimos.
Estou preparando um mega-review do Nokia N82, que provavelmente será publicado no WinAjuda. Aqui, quero falar sobre algo que ocorreu ontem: o primeiro “flagra” com a câmera do celular, a primeira situação inusitada, registrada graças à portabilidade do celular - afinal, quando eu carregaria uma câmera convencional para o estágio da faculdade?
Estava voltando do estágio, prestes a atravessar a Av. Colombo, uma grande avenida que corta Maringá de ponta a ponta, quando notei uma aglomeração num dos semáforos. Olhei, e… fogo! Um Chevete branco, possivelmente mais velho que eu, estava pegando fogo, literalmente. Saquei o celular, e registrei a fumaça subindo. Vejam (clique para vê-la em tamanho real, sem retoques, nem cortes):
Foi minha primeira experiência do tipo, e espero que aconteça mais vezes. Calma, não desejo que mais carros antigos quebrem na minha frente, mas sim que eu possa registrar pequenos acontecimentos cotidianos com a câmera-celular. Jornalismo cidadão, essas coisas. Adoro isso.
Ontem, me enrolei um pouco, não sei se pela empolgação, ou pela falta de habilidade, típica de iniciantes. Com o tempo a técnica se aperfeiçoa, e o ato passa a ser mais natural, quase automático. Embora ainda não tenha enviado, a foto acima, bem como as demais de minha autoria, podem ser conferidas no meu Flickr.
Noroestão, o site de Paranavaí e região
Numa tarde de domingo, conversando com o Leitaum, surgiu a idéia de fazermos um site sobre Paranavaí, nossa cidade natal. A idéia amadureceu, e recebeu o apoio de outras pessoas, as quais conhecem e vivem de perto a realidade paranavaiense. E assim, depois de algumas reuniões, e muito trabalho em cima dos aspectos estruturais, o Noroestão foi lançado.
A idéia é fazer dele uma voz ativa e influente na cidade. É um blog de cunho jornalístico, mas feito por cidadãos comuns. O tal do jornalismo cidadão em sua mais pura forma. Eu, Carlos KK Scarabelli, Lucas Gabriel e Joaquim de Paula somos os redatores iniciais deste projeto que, espero, em pouco tempo será reconhecido.
O site é simples, e ainda não está totalmente pronto. Pensei até em colocar um “beta” abaixo do nome, mas isso soaria muito web 2.0… O básico e mais importante, porém, está lá: as colunas dos redatores. Com o tempo (que me sobra), vou corrigindo e acrescentando as informações que faltam.
Então, é isso. Se você é de Paranavaí, ou tem curiosidade em conhecer essa pacata cidade, visite o Noroestão. Eu, em nome de toda a equipe, agradeço sua visita!
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Minha conturbada relação com a GVT

A GVT é uma das operadoras de telefonia mais novas do Brasil, e preza pela agilidade e qualidade no atendimento ao cliente, bem como no serviço oferecido. A empresa se gaba de possuir o aparato tecnológico mais moderno do país, algo óbvio, afinal, enquanto outras operadoras estão no mercado há décadas, conseqüentemente usando equipamentos datados também, a Global Village Telecom usa equipamentos recentes, modernos.
Só que, de nada vale toda essa modernidade se a relação com o cliente, único responsável pelo sucesso ou fracasso de uma empresa, não reflete a qualidade técnica oferecida. Talvez seja Murphy exercendo sua força única e exclusivamente sobre mim, talvez seja um problema geral, mas enfim, a verdade é que venho tendo problemas chatos e desgastantes desde o início do ano. Hoje foi a gota d’água, e por isso decidi compartilhar minha via crucis com vocês, caros leitores.
Sou assinante da GVT há mais de um ano, desde que me mudei para Maringá, cidade na qual, além dela, Brasil Telecom e NET Virtua oferecem acesso à Internet rápida. Escolhi a GVT pelo fato dela praticar preços camaradas, e ser muito elogiada por amigos e conhecidos. Além disso, há um ano a NET não estava presente no bairro onde moro, logo, era uma opção nula. Brasil Telecom? Digamos que os preços eram inviáveis.
O mais engraçado é que no primeiro ano tudo correu tranqüilamente. Nada de problemas técnicos, um bump compulsório na velocidade, de 512/256 kbps para 1 mbps/512 kbps (guardem essa informação), enfim, sem problemas mesmo. Aí veio o fim do ano, e com ele as férias, que por sua vez me levou de volta a Paranavaí por alguns meses - e ao inferno do SAC da GVT.
Todas as operadoras permitem a suspensão do serviço. Essa suspensão consiste em cessar temporariamente o serviço oferecido, e, obviamente, isenção da mensalidade durante o período. Primeira decepção: a suspensão só é válida para a Internet. O telefone continua sendo cobrado, não por acaso, a maior fatia da conta. Tudo bem, fazer o que, não? Para quem ia pagar X à toa, pagar X-Y já é alguma coisa…
Segunda decepção: chega a primeira fatura do período de suspensão, com o valor integral da conta. Liguei para o SAC, e me informaram que, para eu obter o desconto relativo à suspensão previamente realizada, teria que ligar todos os meses do período de suspensão e solicitar o desconto. Enfim, não sei por que diabos oferecem a suspensão, que em tese serve para dar tranqüilidade ao cliente, se todo mês o desgraçado do cliente tem que ligar para a GVT e solicitar algo que deveria ser automático. Tudo bem, tudo bem. Após horas pendurado no telefone, e de ter pago uma fatura integralmente a fim de evitar multa por mora, acertamos abates proporcionais à diferença paga nas faturas seguintes. Solução totalmente gambiarra, tanto que teve mês em que a fatura foi de R$ 0,00, mas pelo menos consegui o que queria - suspender a Internet.
Vejam bem: não fiquei satisfeito com a solução apresentada pela GVT. A deficiência do departamento de logística (ou seja lá quem cuide disso) acarretou um estresse desnecessário, do qual imaginei, quando do pedido da suspensão, estar imune. Afinal, quase um ano na GVT e nenhum problema, significava alguma coisa, não? Pobre de mim pensar assim…
A Internet de alta velocidade torna-se cada vez mais acessível, e em meados de março deste ano, logo após retornar das férias, a GVT anuncia com bastante alarde novos preços. Fazendo um ajuste na franquia de telefonia, eu podia dobrar a velocidade da Internet pagando menos. Liguei lá, solicitei a alteração, e esperei. Um mês, literalmente. Isso porque a atendente disse, nas quatro vezes que liguei reclamando da demora, que “o prazo máximo para a execução da solicitação é de 72 horas”. Não sei se eles usam relógio marciano, ou se o tempo dentro da GVT passa em slow-motion, mas um mês depois, trinta dias após a solicitação, meu plano foi alterado.
O fundo do poço é um lugar inalcançável, e não demorou nem uma semana, a conexão ficou lenta. Um vídeo no YouTube demorava mais para carregar do que quando a velocidade era de 1 mpbs. Novamente, liguei lá. Fui atendido por um senhor extremamente estúpido, que insistia para que eu atualizasse o firmware do modem, dizendo que, se isso não resolvesse, o problema seria do meu computador. Atualizei a droga do firmware, e a droga do problema continuou. Liguei novamente, e desta vez agendei a visita de um técnico.
O técnico veio aqui, mexeu nas configurações do modem, ligou para o suporte, pediu que alterações fossem feitas no armário, e blablablá. Enfim, resolveu o problema. Isso foi numa sexta. No sábado de manhã voltei para Paranavaí, e domingo à noite, quando retornei para cá, constatei, me sentindo um idiota, que a Internet caía a cada cinco minutos.
É, liguei lá de novo… O mesmo técnico veio aqui, e assim que o recebi ele disse que já sabia qual era o problema. De fato, bastou ele dar uma orientação para o pessoal do suporte, e tudo voltou a funcionar maravilhosamente bem.
Mas como a GVT me odeia, a primeira fatura pós-mudança de plano chegou ontem, e advinhem? 25% mais cara que o contratado. Lutando contra a tentação de mandar às favas a GVT, e assinar a NET, liguei para o suporte, e tive algumas surpresinhas.
Antes, porém, descobri que realmente houve um erro no valor da fatura. Se eu não ligo, pagaria mais caro e ficaria por isso mesmo. A primeira surpresa foi saber que o valor correto é R$ 10,00 mais caro do que a atendente informou na época em que solicitei a mudança de plano. Como assim!? Segundo a atendente extremamente mal educada com quem conversei, nunca houve um plano cujo valor era o que eu achei que pagaria. Tudo bem.
A cereja do pudim, porém, é que meu plano, de 2 mbps, não existe mais. Agora, ou é de 1, ou de 3 mbps. Detalhe: os planos de 2 mbps e 3 mbps custam rigorosamente a mesma coisa. Por que não fizeram como ano passado (lembram que pedi para guardar a informação?), ou seja, aumentaram a velocidade automaticamente? Segundo a atendente, clientes reclamariam dessa mudança no plano. Eu não queria acreditar que ela tinha dito isso, mas não teve jeito, já que ela repetiu: clientes poderiam reclamar de uma mudança para melhor, sem aumento no preço. Pedi a ela que me apresentasse algum idiota cliente que, em sã consciência, reclamaria disso. Claro que não tive resposta…
Como desgraça pouca é bobagem, pelo simples fato de ter mudado de plano, meu contrato foi renovado, o que significa que a fidelidade foi interrompida. Isso, em termos leigos, quer dizer que a contagem do prazo no qual sou refém da GVT sob pena de pagar multa, caso rescinda o contrato, voltou à estaca zero. Nem discuti muito, pois cinqüenta minutos no telefone, escutando abobrinha e brigando com gente ignorante e mal educada drenam as forças de qualquer ser com sangue correndo nas veias.
Estou no aguardo da próxima que a GVT aprontará para cima de mim. O pior, ou melhor disso tudo, é que salvo o período de transição entre 1 e 2 mbps, em regra o serviço oferecido é muito bom. Em quase dois anos de uso, só uma vez, há cerca de duas semanas, a Internet me deixou na mão por causas naturais - ou seja, problema na rede. Foi geral, afetou o bairro inteiro, porém foi arrumado em tempo recorde, aproximadamente duas horas. Como cliente, fico dividido entre o SAC sacana e o serviço de qualidade, afinal, na concorrência corro o risco de sofrer traffic shaping, algo que, digamos, eu dispenso. Por ora, prefiro suportar os aborrecimentos e problemas de ordem administrativa tendo em troca uma Internet decente, rápida e barata. Só não sei até quando agüentarei…
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Olá! Me chamo Rodrigo Passoli Ghedin, tenho 21 anos, sou acadêmico de Direito, e moro em Maringá e Paranavaí, ambas cidades do noroeste do Paraná. Este é meu blog pessoal, criado com o intuito de divulgar idéias e fazer amigos.



