Promoções de livros (Saraiva e Submarino)

Parece que a proximidade da FLIP esquentou as promoções de livros das lojas virtuais. Submarino e Saraiva estão com ótimas promoções literárias.

Harry Potter: R$ 9,90 cada.

Harry Potter: R$ 9,90 cada.

No Submarino, Harry Potter continua com aquele descontão camarada: R$ 9,90 cada livro. A coleção completa, contendo os sete livros mais Os contos de Beedle, o Bardo, sai por apenas R$ 79,00, o equivalente a aproximadamente dois livros se considerarmos os preços regulares.

Outra promoção é a dos três livros. Os títulos dessa custam, com desconto, R$ 15,00 cada, mas na compra de três, o terceiro sai de graça, no esquema leve três, pague dois.  Há bons e/ou famosos títulos disponíveis, como O curioso caso de Benjamin Button, de F. Scott Fitzgerald; O pequeno príncipe, de Antoine De Saint-exupery; Marley e eu (edição especial), de John Grogan (crítica aqui); O caçador de pipas e A cidade do sol, ambos de Khaled Hosseini; e A lição final, de Randy Pausch.

A última promoção no Submarino dá desconto progressivo na compra de dois ou mais livros, chegando ao máximo de 20% na compra de 4 ou mais. Aqui há vários best sellers, como o recém-lançado Amanhecer, de Stephenie Meyer; Anjos e demônios, de Dan Brown; e A menina que roubava livros, de Markus Zusak (crítica aqui).

Já na Saraiva, o leque de promoções é maior – são oito simultâneas. A melhor, sem sombra de dúvidas, é a de livros por R$ 9,90. Dentre os títulos, O caçador de pipas, de Khaled Hosseini; e A arte da guerra, de Sun Tzu (tem outras cinco ou seis versões, todas pelo mesmo preço). Vale destacar também livros em pré-venda com descontos.

Lembrando que compras realizadas no Submarino através do livro acima revertem uma pequena comissão para mim. Não é muito, mas ajuda a garantir o passeio do fim de semana ;-) .

Escrever para o momento ou para a posteridade?

Twitter.

Twitter.

Robert Scobler tocou num assunto sobre o qual eu nunca tinha parado para pensar, e que é de suma importância em tempos onde a maioria dos bloggers abdicam de seus próprios blogs em prol de ferramentas como Twitter e FriendFeed. Em suma, Scobler diz que, nesses sistemas, o conteúdo produzido “perde-se” depois de algum tempo, simplesmente porque a busca tem prazo de validade.

Confesso que fiquei um tanto surpreso ao ler isso. Aproveitando o lançamento do Firefox 3.5, decidi fazer um teste. No lançamento do Firefox 3.0, a Mozilla fez uma grande campanha para que o programa entrasse no Guinness como o mais baixado do mundo. Batizou-a de “Download day”. A movimentação no Twitter, naquele dia, foi intensa, logo, muito material com os termos “download day” foi produzido. Fiz uma busca por ele no Twitter Search, e o mecanismo retornou quatro páginas de resultados, sendo o último de onze dias atrás. O conteúdo do dia 17 de junho de 2008, o tal download day, ainda está no sistema, mas virtualmente perdido por não ser possível encontrá-lo.

E aí entram os blogs, que de tanto se falar em mídia social, Twitter, orkut, Facebook e etc., ostenta, hoje, uma fisionomia cansada para muitos. Fazendo uma pesquisa no Google pelos mesmos termos citados acima, acrescido da palavra “blog”, o primeiro resultado é este. Para ficarmos num exemplo mais próximo, uma busca por “download day” no WinAjuda retorna quatro posts específicos sobre o assunto desejado.

Microblogs têm a vantagem de serem rápidos. Um link publicado há um minuto pode ganhar o mundo em poucos mais, graças a retweets, trending topics e outras características inerentes ao sistema, que privilegia bom conteúdo, mas trata com descaso coisas antigas – e entenda como “antigas” tweets da semana passada para trás. Enfim, não servem, de maneira alguma, como registro histórico. Se tivesse que escolher um ditado para simplificar essa questão, seria o célebre “o apressado come cru”.

No fim das contas, a história se repete: Twitter, FriendFeed, microblogs em geral não são os algozes dos canais mais antigos, como o blog e a “velha mídia”. Eles vêm para complementar. Citando exemplo levantado pelo Scoble, alguém consegue achar, no Twitter, o tweet com a foto daquele avião que pousou no rio Hudson, alguns meses atrás? No Google, é fácil.

Crepúsculo, de Stephenie Meyer

Crepúsculo, de Stephenie Meyer.

Crepúsculo, de Stephenie Meyer.

Muita gente torce o nariz para fenômenos literários. Autores vendidos, enredos fraquinhos/comerciais, enfim, sempre têm uma desculpa para ignorar o que está em evidência e, destilando veneno, citar obras obscuras, cult, algumas vezes enfadonhas, vangloriando-se do fato de conseguir ler e gostar de livros às vezes ruins.

Não posso me enquadrar nesse grupo. Leio coisas ruins também, mas não deixo de lado os livros que, dali a alguns meses, tornam-se filmes e viram sinônimo de cultura de massa. Afinal, tornei-me um leitor assíduo com… Harry Potter. Antes, apenas livros esparsos, Coleção Vagalume, alguns clássicos nacionais (a pedido da escola), e por aí vai. E é justamente por essa ausência de preconceito que recentemente encarei Crepúsculo (Intrínseca, 2008, 2ª edição, ISBN 978-85-98078-30-4), livro de estreia de Stephenie Meyer.

Envolvendo vampiros, lobos e outras criaturas fantasiosas, Crepúsculo mostra o primeiro amor de Bella Swan e do vampiro Edward Cullen. E… bom, é basicamente isso durante o livro inteiro, que se enrola no dilema ético-gastronômico do jovem Cullen, que, ao mesmo tempo em que diz amar Bella, controla seus instintos a fim de evitar que faça da namoradinha sua janta.

Os vampiros, seres imaginários que há tanto tempo assustam e fascinam, têm características pouco comuns dentro da mitologia do personagem. Esse detalhe enfurece fãs mais radicais do vampiro clássico, mas é uma licença poética, no geral, digerível. Algumas, como brilhar no sol ao invés de se queimar, com certa dificuldade, mas tudo bem.

A lenga-lenga entre Bella e Edward é maçante, e a (falta de) dinâmica de Meyer não ajuda muito. A cada fala, a autora acrescenta algumas palavras descrevendo cada personagem. Algo mais ou menos assim:

- Oi, tudo bem? – Perguntou ele cheio de si, com aquele sorriso torto e blablablá.

É meio que a versão literária da direção das novelas da Globo. A devoção exagerada de Bella a Edward também irrita em certo ponto. Até entendo que é o primeiro amor, que o cara é um vampiro, dirige a 240 Km/h sem olhar pra pista e consegue parar uma Kombi em movimento com um braço; são coisas legais, mas, calma lá, tudo tem limite. Louis Lane namora o Super-Homem, mas nem por isso fica babando em cima dele o dia inteiro – é quase o contrário.

Some-se a isso diálogos enfadonhos, do tipo “eu te amo mais que você”, e a leitura torna-se arrastada. O clímax é confuso, curto, e quando tem-se a sensação de que finalmente os vampiros vão cair no pau, não é bem isso o que acontece.

Crepúsculo é bem fraquinho. Fala de amor, vampiros e põe um príncipe encantado sem cavalo branco e com jeitão de malvado que impressiona pré-adolescentes. Bem ou mal, talvez esteja aí o segredo do sucesso.

Tradução do K2 (pt_Br)

Se você usa o tema K2 em seu blog movido pelo WordPress, talvez esse post lhe interesse. Tirei um tempinho e traduzi o tema usando o método oficial, que permite redistribuição do arquivo. Assim, caso queira traduzir seu blog com alguns cliques para o português do Brasil, basta pegar seu arquivo de tradução e seguir as instruções. Está tudo nesta página.

Ainda contém alguns bugs e errinhos de tradução/contexto, mas, para uma versão inicial, está de bom tamanho. Ah, caso use e encontre os tais erros, por favor, reporte via formulário de contato. Obrigado!

Imagens azuis no cabeçalho

Ao trocar o tema do blog (é, mais uma vez), aproveitei uma feature nativa do K2, tema atual, e coloquei imagens aleatórias no topo. Algo que fazemos, eu e o resto da equipe, no Noroestão, e que sempre chama a atenção. E gasta mais banda do site, já que 99% dos leitores que descobrem esse detalhe dão refresh na página várias vezes até ver todas as imagens. Pode fazer aqui, afinal, se tem alguma coisa que a Nightmarehost Dreamhost oferece de bom, é a transferência de dados praticamente ilimitada.

Como o K2 tem muitos elementos azuis, procurei me ater a essa tonalidade na hora de buscar as imagens do cabeçalho. Porém, antes de sair à busca, havia tentado implementar este script, que faz com que imagens específicas, escolhidas por mim, apareçam em determinados dias do ano, como Natal, ano novo e meu aniversário (anote a data e encomende o presente: 8 de novembro). Ainda não sei o que fiz de errado, mas o script não funcionou, de modo que me contentei em usar apenas imagens aleatórias mesmo.

Voltando a elas, aliás, a ideia era concentrar-se no azul, para combinar com o restante do layout. E como não quero andar fora da legalidade, lembrei de um recurso novo da busca de imagens do Yahoo!: filtro de imagens licenciadas sob Creative Commons. Busquei por “blue” (azul, em inglês), e muitos resultados apareceram, a maioria, se não todos, do Flickr, rede social de fotografos também da Yahoo!. Depois disso, tive o trabalho de encontrar as mais legais, cortá-las no tamanho correto (780×200), e mandá-las para o servidor. E agora, tenho o trabalho de satisfazer a curiosidade dos leitores, e colocar todas as imagens armazenadas, com os respectivos links aos fotógrafos que gentilmente as disponibilizaram na Internet sob Creative Commons.

Para não quebrar o layout, redimensionei as imagens. Clique nelas (com o botão do meio, para abrir em outra página) para ir às respectivas páginas no Flickr.

Blue.

Blue.

Blue. Foi a primeira que achei, e, caso não houvesse o sistema de imagens aleatórias, a que ficaria no cabeçalho do blog. O efeito desfocado em parte da imagem é bem legal.

Windows 7.

Windows 7.

Windows 7. Um dos wallpapers baseados em imagens de divulgação bastante preliminares do Windows 7, novo sistema operacional da Microsoft com lançamento previsto para 22 de outubro.

Blue wall.

Blue wall.

Blue wall. Uma parede azul, com alguns canos à mostra. Achei simples e, justamente por isso, bonito, embora a textura da parede tenha detonado fontes menores do cabeçalho do blog.

Blue lagoon.

Blue lagoon.

Blue lagoon. A foto mais “amadora”, por assim dizer. O detalhe da pessoa refletida na beirada do lago me conquistou. Poderia estar num tamanho maior; dá para contar nos dedos quem ainda usa resolução 800×600…

Blue.

Blue.

Blue. Clima de Natal, frio, cafeteria ao fundo… Tem coisa melhor?

blue.

blue.

Blue. Casinha em estilo antigo, bem simpática. Tive que fazer alguns ajustes na imagem, já que na forma original as cores eram muito claras, acabando com o contraste entre o fundo e as palavras do cabeçalho.

Blue.

Blue.

Blue. Prédios em construção ao fundo, e outros já prontos no primeiro plano. Um detalhe legal é que o tom mais forte dos prédios em primeiro plano servem de um fundo para os itens do menu do cabeçalho. A propósito, bela imagem.

E, por ora, são essas. Encontrei várias outras no caminho, mas algumas dispensei por não se adequarem bem no tamanho pedido, outras por não baterem com a fonte branca dos textos do cabeçalho. De qualquer maneira, gostei do resultado, e na medida em que encontrar mais imagens em minhas andanças pela Internet, abastecerei a pasta de imagens – só que, essas, vocês terão que achar por conta própria.

O vídeo legendado de Hitler

Viral. Se antes essa palavra só se resumia a doenças causadas por vírus, hoje, na Internet, ela é mais associada a campanhas que se propagam espontaneamente do que às viroses propriamente ditas. Publicidade online movimenta muito dinheiro, e ações virais, embora na maioria dos casos surjam sem pretensões financeiras (sem pretensão alguma, para ser mais exato), é o filão da vez nas agências de publicidade.

Um que chama bastante a atenção é a redublagem de um trecho do filme A Queda, no qual Bruno Ganz interpreta o maquiavelico Adolf Hitler nos seus últimos momentos. A cena em questão mostra a decepção do Führer ao constatar que a II Guerra Mundial estava perdida para os Aliados. Esta é a cena original:

Como alemão provavelmente não é o idioma mais comum e fácil de entender do mundo, alguém teve a brilhante ideia de pegar esse trecho e legendá-lo… livremente. Segundo este artigo do NewTeeVee, o primeiro vídeo do tipo falava sobre um carro roubado. Confira (legendas em inglês):

Dali para frente, a coisa “pegou”, ou, dentro do contexto, o viral começou a se disseminar. Algumas características de Hitler, como sua impaciência e raiva, casam perfeitamente com as de muitos fanboys, pessoas que defendem algo ou alguma coisa, geralmente uma marca ou produto, como se fossem suas mães. Dali até aparecer uma versão baseada em fanboys, não demorou muito. Além dessa faceta, outra bastante recorrente nas legendas é a indignação com alguma empresa ou produto. O primeiro dessa fase foi uma legenda baseada na no banimento de usuários com consoles Xbox 360 chipados da Xbox Live, rede de jogos da Microsoft:

Ainda de acordo com o NewTeeVee, a mania de legendar essa cena estourou com a intervenção do Cracked.com, um dos sites de humor mais famosos do mundo, que fez o trabalho relacionado a uma derrota dos Cowboys no campeonato de futebol americano dos EUA. Vasculhei o site à procura do vídeo, mas infelizmente não consegui encontrá-lo.

A verdade é que, hoje, existem dezenas, talvez centenas de vídeos com a mesma cena, mas legendas das mais variadas. Uma das mais recentes, e que me motivou a fazer essa pequena pesquisa, é sobre Left 4 Dead 2, jogo da Valve que sairá menos de um ano após o lançamento do original, o que causou indignação numa boa parcela dos fãs da franquia. As duas legendas que vi são hilárias, mas, como a maioria delas, só é percebida por quem conhece o contexto da situação:

Há algumas versões em português. Essa, sobre gastos do governo, é bem divertida:

De qualquer maneira, as melhores estão no idioma do Tio Sam. Como esta abaixo, onde Hitler descobre que estão sacanaeando suas falas. Afinal, sempre dá para fazer piada de piada, né?

E como fazer sua própria legenda? O procedimento é simples, porém cansativo. Antes de qualquer coisa, é preciso um roteiro. Depois, baixe o vídeo original, sem legendas, do YouTube, usando a melhor técnica que você conhece. Particularmente, gosto de usar o KickYouTube. Em seguida, é preciso criar a legenda. O próprio Google disponibiliza uma ferramenta para tal, além de permitir a integração de legendas no formato *.sub automaticamente em vídeos seus. No entanto, para um resultado mais profissional, o ideal é criar a legenda no Bloco de notas mesmo (pegue uma pronta como base) ou em programas específicos, e depois integrá-la ao vídeo com a ajuda de programas como o VirtualDub (aqui tem um tutorial completo). Como dito, não é uma das coisas mais legais de se fazer na vida, mas o resultado compensa.

Paradinha é o caramba!

Sempre ouvi Galvão gritando “pênalti é loteria!” em finais decididas nos pênaltis, e em cobranças decisivas durante os jogos. Embora técnica conte bastante, havia um quê de verdade no bordão do caricato narrador Global. Afinal, às vezes, por melhor que o artilheiro batesse uma penalidade, um pulo certeiro do goleiro era suficiente para buscar a bola no ângulo. Residia aí a loteria bradada por Galvão, e em grande parte, a graça e a expectativa de tirar o fôlego que esse lance do futebol causava.

Dizem que Pelé é o pai dessa praga. Se foi ou não, não sei; sei que, hoje, a tal paradinha, uma das coisas mais desleais do futebol, virou isso, uma praga. Se antes cobranças “em dois tempos” eram raras, hoje é o contrário. É raro encontrar um jogador que bata o pênalti sem frescura, direto, como todo bom e emocionante pênalti deve ser.

É desleal porque tira não só a magia da loteria, mas também porque acaba com quaisquer chances do goleiro agarrar a bola. É como se o batedor utilizasse um cheat, que lhe permita saber, com antecedência, em qual canto o goleiro pulará. Pensando bem, não é “como se”, é isso que acontece de fato – dá uma olhada no vídeo acima.

Questões éticas à parte, a paradinha é feia. O telespectador, o torcedor, espera um chute seco, bem colocado ou com força, bem batido a ponto de não dar chances ao goleiro, ainda que ele pule no canto certo. Essa disputa desleal entre craque e goleiro fica desnivelada. Teria graça assistir a uma luta entre eu e o Myke Tyson? Não.

O pior mesmo é saber que a paradinha é permitida. Sérgio Corrêa, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, disse o seguinte:

O ato de fintar é permitido pela regra. Está nas diretrizes para árbitros, os jogadores têm direito de fazer isso. O jogador só não pode passar o pé sobre a bola. Nós não inventamos [regra], nós não criamos. Além disso, o goleiro tem o direito de dar um passo para impulso, mas também não pode exagerar.

Estou longe de ser um especialista em futebol e regras, mas até onde compreendo, discordo dessa analogia à finta. Finta ocorre com a bola rolando, o que não é o caso do pênalti. Ora, o jogador já tem a vantagem de estar a poucos metros do gol, sem barreira, precisa de mais o quê? Só falta tirarem o goleiro de baixo da baliza.

***

Vale a pena ler o desabafo do Emerson, de quase um ano, sobre essa aberração da paradinha. Comungo com ele a impressão de que paradinha é coisa de brasileiro. Gostaria muito de ver a interpretação de um juiz europeu sobre as tais paradinhas tupiniquins…