Elephant (White Stripes, The)

Elephant, do The White Stripes.
No final de 2002, surgiram algumas bandas aclamadas como “salvadoras do rock”. Pra ser sincero não sei dizer se elas surgiram neste período, ou se eu simplesmente as descobri, mas o que importa é que me identifiquei muito, e desde então elas têm sido presença obrigatória em qualquer porta CD que eu carregue por aí. As primeiras que ouvi foram The Hives, que hoje não está entre minhas favoritas (vocal muito rasgado, machuca os tímpanos), mas que na época curti tanto que comprei o Veni vidi vicious, e The White Stripes, que também me fez comprar um CD, o White blood cells. Alguns anos se passaram e, depois de ficar um tanto esquecida, devido ao excesso de experimentações e algumas músicas sem sentido - pra não dizer chatas, The White Stripes voltou a figurar entre as minhas bandas prediletas, graças ao ótimo Elephant.
White Blood Cells, penúltimo disco da dupla, tem músicas muito boas. Como citar The White Stripes sem falar de Fell in love with a girl, ou Hotel Yorba? Entretanto, algumas músicas são extremamente irritantes: Little room (isso é música?), I think I smell a rat, Aluminum, This protector… Maluquices à parte, não é sobre este álbum que gostaria de falar, mas sim de Elephant. Lançado em 2003, levou dois prêmios no Grammy 2004: melhor álbum de música alternativa, e melhor canção de rock (Seven nation arms). Merecido.
Jack e Meg White fazem um som rudimentar, de qualidade (no sentido estrito da palavra) duvidosa, mas que passa uma sensação nostálgica deliciosa. A dupla usa equipamentos antiqüíssimos, da década de 60, criando um indefectível som chiado, sua característica marcante. É o diferencial. Às vezes eles se excedem um pouco, e saem coisas medonhas, como as músicas referidas no parágrafo anterior. Mas é o risco que se corre quando se produz algo original. E colocando na balança, essas tosqueiras casuais viram meros detalhes irrelevantes em relação às boas canções.
Elephant é um dos melhores trabalhos da dupla. Sem alguns vícios e excentricidades presentes em trabalhos anteriores, neste, Jack e Meg (irmãos ou amantes?) aparecem mais maduros e seguros, características que refletem nas músicas. Para quem curte rock, mas está cansado de bandas medíocres que estagnaram e não criam nada original, The White Stripes é obrigatório!
As músicas
Seven nation arms abre o CD. Melodia boa, embora um pouco distante do estilo característico da dupla, que volta com tudo em Black math: riffs rasgados e o vocal desenfreado de Jack. As músicas seguintes mantêm o ritmo, quebrado na quinta faixa, com In the cold, cold night, baladinha cantada por Meg. O próximo destaque é Ball and biscuit, que apesar dos mais de sete minutos de música, não cansa, graças à ótima performance instrumental de Jack (guitarra) e Meg (bateria). The hardest button to button, próxima faixa, é uma das minhas favoritas. A seguir, uma introdução no mínimo curiosa na faixa Little acorns; mas vá lá, quando a música começa, não decepciona. Girl, you have no faith in medicine também é muito boa. Pra fechar, It’s true that we love one another, bem leve, com direito a dueto de Meg e Jack.



Juninho...
18 Mai, às 12:48
Ainda prefiro os bons e velhos(muito velhos) Rolling Stones… sem falar dos Beatles… bons tempos.. e olha q eu nem era nascido ..
Selph
19 Mai, às 10:18
Strokes tmb entra nesse barco? Bem, eu tmb ficava de saco cheio com os verbetes cehios de desespero que os críticos davam pra algumas bandas ou estilos, tipo: “Salvação do Rock”, creio que o rock não precisa de salvação, sua maior caracteristica é ser um perdido mesmo…
Quanto ao WS eles vem pra cá e mês que vem, não sei se vou ainda…
Rodrigo Ghedin
19 Mai, às 13:07
Claro! Strokes, Vines, Libertines… Citei apenas White Stripes e Hives porque foram as duas primeiras que tive contato.
[]’s
Bernardo Amorim
19 Mai, às 17:35
eu baixei o White Blood Cells e gostei bastante, mas nao tocom tempo pra ouvir direito. to fazendo curso pra indie e falta 2 do muse e o novo do weezer.
Tuca
19 Mai, às 23:30
Rapaz, tem uma banda britânica que descobri tempos atrás, chamada Razorlight. Pela sua admiração frente ao White Stripes, é capaz que vc goste dela. Procure no Soul Seek, que em meia hora vc baixa o album inteiro deles.
Sempre ouço algumas rádios pela net que tocam um rock, digamos, independente, sem frescuras e original, nada que lembre os Link Parks da vida. Talvez vc conheça algumas delas. Segue as sugestões:
http://www.woxy.com
http://kcrw.com
http://indie1031.fm
http://www2.uol.com.br/garagem (programa de rádio do Brasil mesmo, com bastante novidade)
Se já as ouviu, tudo bem. Se não, faça bom proveito. Abraços!
Raquel
20 Mai, às 00:30
ser indie está na moda, antes alguém falava de Muse, Hives e outros tantos eu perguntava se era de comer, hoje parece que ser chique é ser indie.
neto
24 Mai, às 16:14
parece coincidencia mas essa banda vai fazer um show aqui em manaus n curto muito o estilo mas vou da uma olhada no material , detalhe vai ser no teatro amazonas para apenas 500 pessoas , logo o preço do ingresso … bom isso é um caso aparte desse mundo capitalista.
dioni
04 Nov, às 06:41
cara axo muito bala white stripes pena q acabaram + a nova deles é foda tambem o raconteurs +a meg n faz parte da banda
dtshpcrcih
18 Jun, às 21:54
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