Eu gravo, tu gravas, nós gravamos
22 Ago
A indústria fonográfica é hipócrita. Não bastasse a eterna briga contra o mp3 e outros formatos de áudio digitais, agora resolveram encrespar com os CDs gravados. Levaram um sabugo da CEA (Consumer Electronics Association), mas e aí, como fica essa história?
A tecnologia cria problemas, tanto quanto gera soluções. Acho até que isso seja o básico da natureza do ser humano, o que o move e o instiga a buscar a plenitude da sua existência. Traduzindo essa filosofada nervosa, quero dizer que são os problemas que motivam as pessoas a estudarem, pesquisarem e criarem novas coisas. Mas e quando este impasse atinge níveis subjetivos? Aí sim, temos um grande problema.
Em 1999, com o lançamento do Napster e a explosão do mp3, as indústrias fonográficas, amparadas pelo RIAA (Recording Industry Association of America), a associação das gravadoras americanas, iniciaram uma verdadeira guerra contra as ferramentas de distribuição ilegal de músicas. Conseguiram derrubar o Napster e o Audio Galaxy, dois programas campeões de audiência. Venceram algumas batalhas, mas não a guerra: outros programas apareceram, melhores que estes que foram fechados, como o Kazaa e o eMule, e permaneceram até hoje fazendo a alegria dos adoradores de música desprovidos de dinheiro.
Dinheiro este que, caso a pessoa queira viver na legalidade, precisará ser muito. Os preços praticados pelas gravadoras e distribuidoras de CDs é um absurdo! Exemplos não faltam, pois, para alguns pode ser que não, mas para mim, pagar mais que vinte reais em um CD está fora de cogitação. Isso sem contar os CDs gringos que sequer são lançados aqui, e que nas importadoras, custam os olhos da cara.
Não sei quanto é, mas imagino que o custo de produção de um disquinho não seja muito elevado. Some aí o “custo intelectual” da obra, que sim, deve ser bastante valorizado, e teremos um preço bom, acessível a todos. Não acho que as gravadoras perderiam rios de dinheiro baixando pela metade seus preços. Exercitando meu lado especulador, creio que os resultados seriam iguais ou até melhores, graças à quantidade. Afinal, o que rende mais: vender poucas unidades a preços exorbitantes, ou muitas a preços baixos? Equivalência, isso responde esta pergunta.
Baixar mp3 ilegalmente é errado sim, não há o que ser discutido quanto a isso. Mas aos poucos, até nesta área antes tida como caso perdido, as coisas vão se acertando. A Music Store da Apple, já é uma realidade bem sucedida em vários países desenvolvidos. Não tem aquela frescurada toda dos arquivos wma, que restringem o número de gravações em CD, uso em players portáteis etc. É simples e direto: pagou, levou a música, sem nenhuma restrição. Uma pena não existir isso no Brasil… Seria uma boa, desde que os preços fossem amenos.
Deve haver muita má vontade neste meio. As iniciativas para tentar mudar o quadro são raras, e quando surgem, são idéias idiotas como aqueles CDs single do Christian e Ralf. Então, de duas, uma: ou espero os chefões da música brasileira abrirem os olhos, ou mudo de país.
Acho que vou começar a treinar meu inglês…
Lu
22 Ago, às 17:14
Eu dou meus jeitos: freqüento locadora de CDs, pego emprestado com os amigos… porque pagar o que pedem é, realmente inviável. Grande parte do valor é pura exploração. Os artistas não ganham com vendagem de cds, mas com shows. Se a pirataria incomoda aos cartolas, bastaria que reduzissem sua exorbitante margem de lucro.
Saed
22 Ago, às 19:40
A briga das indústrias fonográficas,é e continuará sendo ineficiente contra quaisquer tipo de pirataria existente mundialmente.Com o crescimento abundante,a situação infelizmente é descontrolável e irreversível.
http://saed89.blogspot.com/
Tuca
23 Ago, às 16:30
O que é indústria fonográfica? Tem algum arquivo mp3 que explique isso?
Neto Cury
23 Ago, às 18:34
Cara, se abrir uma loja virtual dessas por aqui, pode crer numa coisa, se de um pequeno trecho de mp3 para o celular paga-se geralmente 5 reais, imagine quanto se pagará por uma música completa!
Te incluí nas minhas subscrições, a partir de agora comentarei sempre por aqui.
Abração
bruno
23 Ago, às 21:59
Eu admito q sou pirata, mas vc foi bem “caridoso” ao mencionar o preço de 20 reais…a grande parte dos cds (pelo menos os decentes, sem contar akeles tipo Tonhão & Morocotó) esta no minimo 30 reais….
Endora
23 Ago, às 23:11
Eu sou uma fora da lei. Se fosse contar todos os mp3 ilegais que eu baixo, definitivamente, pegaria prisao perpétua. Mas é isso aí: contra burguês, baixe mp3!
amanda mcqueen
24 Ago, às 11:39
eu acho melhor vc ir treinamdo seu idioma…euheuheuheuueuhe
muito intersante isso que vc desicute no seu blog… parabens!
esse povo das grvadoresw reclma pq perde cash eu baixo mp3 ate a morte e filme nem se fala eu acho q me eskeci ate qdo eu fui numa locadora pela ultima vez
abraços ;]
Coeli
25 Ago, às 03:07
Por isso que já entrei num curso de english, em breve estarei speakando bacana e me mandarei daqui!
Lucio
28 Mar, às 09:50
Mp3 pode ser feito automaticamente pelo windows media player 10 ao se inserir qualquer disco de audio.
Tendo um gravador de CD estaremos sempre com mutios discos de mp3 gravados.
Proibam ou nao vendam gravadores e desabilitem os compartilhadores e não teremos a “pirataria”.
Deixem de hipocrisia, pois crescemos gravando fitas pra ouvir no carro e hoje os tempos são outros.
Temos a tecnologia a nosso favor e os hackers pra arranjar as senhas.
Phantam
22 Abr, às 14:46
“Pirataria é Crime, Original é roubo”