A Raquel pediu, e eu fiz um layout para o blog dela. Ficou bem simples, seguindo as recomendações dela. Simples, porém, eficiente e agradável. Como diz o velho ditado, e com a devida licença da minha modéstia, a perfeição está na simplicidade.
Arquivos do mês November 27e 2005
Ontem encontrei um CD que gravei há uns três anos atrás. Naquela época, havia acabado de ganhar o computador novo, e estava descobrindo o mundo da música. O disco, recheado de sons barulhentos, os quais não ouço há tempos, fez com que eu rebuscasse sensações, histórias e situações daquela época. Bateu uma saudade, a nostalgia foi total. Embora muitos não liguem para o passado, eu sou, sim, muito ligado a ele.
Mais uma prova de que, em se tratando de qualidade, enredo e excelência, os americanos tomam uma surra dos japoneses.
Logo que passei a me ver como gente, a primeira providência que tomei foi me livrar de vícios, adorações e qualquer sentimento que me vinculava de forma maléfica a outras coisas. Neste leque de coisas estão inclusos fanatismo por outras pessoas, defesa incondicional de dogmas, e tudo mais relacionado. Me sinto mais livre assim, tendo o livre arbítrio de achar ou deixar de achar algo estúpido ou não embasado em minhas opiniões, sem estar condicionado a qualquer coisa. Claro que essa liberdade não é absoluta, já que, como qualquer pessoa normal, tenho lá meus princípios e, junto deles, opiniões formadas que beiram o dogmatismo, mas que, para mim, não são maléficas. Isso é inerente ao ser humano.
É incrível o poder de persuasão que as novelas têm no Brasil. As músicas que compõem as trilhas sonoras logo viram sucesso, os produtos que os atores usam em cena idem, as gírias, os gostos, enfim, o dramaturgo brasileiro tem uma poderosa ferramenta manipuladora em mãos. Mas, mesmo com todo esse poder, ele não consegue se desvencilhar de clichês bobos, passagens patéticas, e estórias enfadonhas, problemas estes comungados por todas as novelas do mundo, desde as sofríveis mexicanas, até as ridículas brasileiras. Uma das novelas da Rede Globo no ar atualmente, a Alma Gêmea, quebra todos os recordes de bobagens veiculadas em rede nacional. Seria triste, se não fosse cômico.

Acabei de receber o anuário 2005 do Prêmio iBest. Acabamento bacana, qualidade impecável. Nem estava esperando… Pra falar a verdade, nem sabia que tinha essa parada. Só faltou o WinAjuda na categoria informática. Mas, se tudo der certo, no ano que vem ele aparece lá.
Queremos paz. Mas somos capazes de viver em paz?
Tudo indica que não. E não é pessimismo. A sociedade teria que ser ideal, justa e igualitária. Para uma sociedade assim, o gênero humano deveria ser também ideal, justo e “igual”. E somos tão distintos uns dos outros, imperfeitos e longe do ideal que é praticamente impossível tal sociedade pacífica em que todos vivam plenamente felizes e seguros. Não seria humano. A paz não é humana, pois exige do homem harmonia e senso além da sua capacidade.
Mudanças drásticas deveriam ser feitas. Não apenas as referentes às relações internacionais, étnicas, religiosas, culturais, familiares, entre outras; mas, essencialmente, alterações individuais.
E o homem quer mudar? Seria bom, mas nem sempre o homem quer o bom e agradável. Por vontade (e por poder tê-la), talvez opte pelo nocivo. E assim, por querer, afirma que 2 + 2 = 5, desprezando a lógica e o senso comum universal de que 2 + 2 = 4, por mais que este seja agradável e produtivo, mesmo que seja a melhor coisa do mundo. Prefere o 2 + 2 = 5 ao 2 + 2 = 4 socialmente correto, porque não precisa seguir a nada se essa for sua vontade, mesmo que mergulhe em dor, sofrimento e abjeção. Seria imbecil e absurdo, ou até “irracional”, agir contra si mesmo, não é? Mas justamente por ser “racional”, por poder escolher lançar-se voluntariamente ao lodo, o faz. Outros animais não o fazem, eis a “razão” que nos distingue dos demais. E mesmo que conseguíssemos viver pacificamente uns com os outros, ela não nos deixaria viver em paz com nós mesmos; já não deixa…