Nostalgia
Ontem encontrei um CD que gravei há uns três anos atrás. Naquela época, havia acabado de ganhar o computador novo, e estava descobrindo o mundo da música. O disco, recheado de sons barulhentos, os quais não ouço há tempos, fez com que eu rebuscasse sensações, histórias e situações daquela época. Bateu uma saudade, a nostalgia foi total. Embora muitos não liguem para o passado, eu sou, sim, muito ligado a ele.
O CD de ontem me fez lembrar dos tempos do IRC, onde conversava, pela Internet, com o pessoal da cidade e região. Dali para se conhecer pessoalmente, era um pulo. Bons tempos aqueles, de Internet discada, Internet esta que eu só acessava nos finais de semana e feriados, e quando em férias, todos os dias após a meia noite. Era quase um corujão! Aquele mesmo CD me fez ver, com mais clareza do que nunca, como somos seres mutáveis… Aquelas músicas, que à época eram as que mais agradavam meus ouvidos, hoje chegam quase ao ponto de ferí-los. Se continuar neste ritmo, daqui cinco anos estarei ouvindo cantigas de ninar. Outro ponto que voltou à minha mente foi a escola, os amigos que via todos os dias, os professores, trabalhos em grupo. Naquele tempo, dizia não gostar da escola; hoje, vejo o real valor daquele ambiente, e tudo que ele trazia consigo.
Como tudo tem um lado bom, dessa história toda pude tirar algumas lições. Aproveitar o momento atual, por mais ruim que possa parecer, é uma delas. Guardar lembranças, singelas, porém que transbordam significados, é outra.
Às vezes acho que fico me lamentando muito pelo que passou, ou melhor, excedo os limites da saudade do passado, e acabado me descuidando no presente. E nessa, forma-se um ciclo vicioso infinito… Mas, será? É tão maléfico assim o simples fato de ser nostálgico? Ainda não sei a resposta desta indagação. Só espero que, daqui a alguns anos, eu olhe para trás e veja este momento com nostalgia, com saudade, tal qual vejo hoje o tempo que já passou, e que eu esteja melhor do que estou hoje.