Arquivos do mês December 27e 2005

Admirável mundo novo

Imagine uma sociedade treinada. Desde pequeninos, como frutos da clonagem, somos condicionados a ter um estilo de vida funcional e que se adeque ao meio. As castas, ou seja, as classes sociais, já são previamente definidas, o que faz com que todos trabalhem felizes e no que gostam, sem pretensões de subir na carreira, ou de organizar greves idiotas. Velhos tabus, aparentemente inabaláveis, são desconhecidos de todos. Pai, mãe, casamento, Deus, tudo lorota… Qual seria sua sensação diante deste cenário?

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A vida como ela é

Estou pensando seriamente em virar “prostituto”, viver três anos de pura libertinagem e muito dinheiro fácil, escrevendo neste blog meus programas. Depois, me aposentar, escrever um livro contando minhas desventuras sexuais, virar figurinha fácil em programas de auditório de gosto duvidoso, produzir um filme relatando minha conturbada trajetória, e viver às custas de mulheres ensandecidas e taradas, consumidoras de putaria que a sociedade engole e, pior, toma como “exemplo de vida”.

Alguma moça afim de ser minha primeira cliente?

Um Cara Que Não Presta

Ele começou comentando aqui neste espaço. Conhecendo-o a tanto tempo, e sabendo da sua capacidade, comecei a instigá-lo a inaugurar seu próprio blog. Hoje, tenho o privilégio de dizer que ajudei o Rafael, do Um Cara Que Não Presta, a entrar nessa vida de blogger. E como não basta ser amigo, tem que participar, após um pedido do mesmo me encarreguei de criar um layout personalizado para seu blog. Ele me passou as coordenadas, e eu, com o limitado, porém funcional conhecimento que tenho de webdesign, criei-o.

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Anjos, EVAs e Adão: divagações sobre Neon Genesis Evangelion

Um anime que revolucionou o mercado em meados da década passada, recriando o filão dos desenhos para adultos, e bombardeando os telespectadores com um enredo surpreendente, Neon Genesis Evangelion foi, e ainda hoje é, uma obra prima. Escrito por Hideaki Anno, e lançado em 1995 pelo renomado estúdio Gainax, fez um sucesso estrondoso, e gerou dois filmes, que recontam os dois últimos (e polêmicos) episódios da série, que é composta por vinte e seis episódios. Até a metade, trata-se de uma história até previsível, porém empolgante, de mechs, espécies de robôs gigantes, controlados por crianças. Dali para frente, a densidade é tamanha que tudo o que era focado na primeira parte da série torna-se secundário; o autor vai fundo na mente dos personagens, nos seus medos, conflitos e incertezas. Pode soar meio batido, mas acredite, é algo extremamente bom!

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Baianos e pagodeiros parte 2: a missão

E não é que eu fui no tal show!? Calma, não virei um pagodeiro, tampouco um “manow”. Eu explico…

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Baianos e pagodeiros

Antes de qualquer coisa, duas considerações. Se Bahia se escreve assim, com “h”, por que diabos “baiano” se escreve sem? Ok, dúvida publicada, vamos ao outro ponto de discórdia. Eu filosofei muito até decidir em qual categoria abrigar este texto. Estava em dúvida entre Cultura e Fora de Categoria. Acabei optando pela primeira, mas confesso que se eu tivesse criado uma categoria chamada Lata de lixo, era pra lá que este post iria.

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Teoria das relações interpessoais

Já reparou que a atenção que os homens dispensam às mulheres, quando ambos são desconhecidos, é proporcional ao tamanho dos seios ou das nádegas dela? E já reparou também que, neste caso, a recíproca não é verdadeira, cabendo aí até mesmo um paradoxo, já que, não raras vezes, as tais mulheres que esbanjam belas formas dispensam mais atenção a caras deprovidos de beleza e, quase que invariavelmente, de cérebro? Este mundo é muito cruel em se tratando de relações interpessoais. Vale, e muito, aquele ditado que diz “quem não arrisca, não petisca”. As chances de tomar um “não” num princípio de conversa com uma mulher desconhecida são grandes, o que intimida até o mais corajoso dos homens. Essa intimidação varia, está calcada numa escala que acompanha a beleza da fêmea; está condicionado ao grau de intimidação, também, o nível de timidez do sujeito que se propõe a tentar algo com uma homo sapiens de saias. Sem mais delongas, o simples ato de conhecer alguém do sexo oposto está relacionado a tanta coisa, mas tanta coisa, que, ao contrário do que possa parecer, torna-se algo deveras complicado, um verdadeiro desafio a ser vencido, um trabalho de Hércules!

Ou…

Vai ver o problema é só comigo mesmo.