Dizem que aprendemos com os nossos erros. Analisando friamente várias situações passadas, todos hão de convir com tal afirmativa. Ao afirmá-la, somos remetidos a outro sábio pensamento popular, que diz serem todas as experiências válidas, até mesmo as ruins. Ora, se você nunca cair e ralar o joelho, jamais terá a prudência dos precavidos quando estiver correndo desesperadamente na rua, independente do motivo, ou de sua urgência.
Algo que tardei a perceber é como a escola é um lugar bacana. Nos meus tempos de estudante do ensino médio, amaldiçoava o Enira, colégio que freqüentei por muitos anos, sempre que acordava pela manhã. E nem a completa mudança de humor que me ocorria ao pisar no pátio daquele estabelecimento, quando estampava um grande e animado sorriso, me fazia perceber o óbvio. Somente depois que saí de lá, e isso puxa outro dito, que diz que as pessoas só dão valor às coisas que perdem, tive noção do quanto gostava daquilo, e ainda hoje, do tanto que a escola, e principalmente a convivência com os melhores amigos que alguém pode desejar, eram importantes para mim.
Nesta semana que está chegando ao fim, outras duas etapas de minha vida se completaram. A primeira, em parte, já que no próximo ano voltarei às carteiras da Universidade; a segunda, esta sim, completamente, já que, a menos que o Brasil entre em conflito com outra nação, jamais usarei uma farda militar. O Tiro de Guerra foi uma boa experiência. Ao contrário do que rogava meu pai, eu não me arrependo nem um pouco de ter sido voluntário para servir o Exército. Valeu pelos ensinamentos, pelas valorozas lições proferidas pelos sargentos, e, acima de tudo, pelas amizades, muitas novas, outras ratificadas.
Hoje, com um pouco de maturidade proveniente da maturidade, posso dizer, com absoluta certeza, que daqui a alguns meses sentirei falta de acordar de madrugada, de passar noites em claro fazendo a guarda do quartel, de falar bobagem e dar risada com um grupo de atiradores.
Por fim, não querendo demonstrar uma falsa superioridade, mas apenas no intuito de dar um conselho a quem possa interessar, digo o seguinte: aproveite a situação, por mais controversa e ruim que seja. Um dia, você olhará para trás e verá que muito do desgosto daquela ocasião poderia ter sido diversão, não fosse sua rabugice involuntária.
tá, tudo bem…mais ainda acredito que foi ótimo não ter servido nossa pátria dessa forma. Sou muito preguiçoso e preciso de 8 horas por noite, ou melhor, 6.
abraços
Interessante a ligação entre os ditos populares que você foi fazendo no começo. Pra mim esses ditos populares são como pragas de mãe, sabe? Aquelas que pegam, quando sua mãe fala, pode acreditar que vai acontecer :).
E outra coisa, séria uma “árvore de natal” ali do lado do titulo do Blog? Interessante
“Viva como se hoje fosse o último dia de vida”.
Esse é o grande lance.
Eu odiava o colégio, mas não a bagunça com os amigos. Mas isso ainda continua…
E o exército, rezei todas as noites pra não ser escolhido. Fui dispensado de cara! haha Nem pra isso eu sirvo… ¬¬’
vivemos em pleno orgasmo e só nos damos conta disso quando ele é interrompido.
beijos
(Vinícius de Moraes)
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências …
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, trêmulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer … Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando
comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
valeu cara !!!
Abraço !!!
04/12/2005
Pois é. Mas o pior é quando você vai embora pra outro lugar e o povo fica. Aí, não tem IM, não tem Orkut que chegue…
É o que eu sempre digo, pelo menos vamos ter o que contar pros nossos netos.
Cara, não tem jeito, é da nossa natureza ficar injuriado com os problemas, mas o que você disse é verdade, sempre aprendemos com nossos erros e/ou merdas que acontecem em nossas vidas, mas depois sempre achamos graça do que aconteceu… assim é a vida!