Baianos e pagodeiros parte 2: a missão
E não é que eu fui no tal show!? Calma, não virei um pagodeiro, tampouco um “manow”. Eu explico…
Estava eu com dois amigos, jogando conversa fora, quando um (chamaremos este de Maluco) faz o estranho e temido convite: “vamos no show do Alexandre Pires?”. Acho que ele não gosta do tal cantor tanto quanto eu, o que explica o espanto nosso, meu e do outro amigo (este é o Do Topete) que estava conosco. A explicação para tal anomalia nos foi dada, e era perfeitamente compreensível, passível até de um sacríficio homérico que é ouvir o Alexandre Pires, ao vivo, num show gratuito: conhecer pessoalmente uma menina com quem ele conversava pela Internet. Tal qual os três mosqueteiros, eu e o Do Topete topamos ir lá dar cobertura para o Maluco.
(Abre parênteses). Devo parabenizar publicamente o trabalho da Prefeitura de Paranavaí, e da Polícia Militar: a estrutura do show, o esquema de segurança, estava tudo impecável. Tanto que, mesmo com os reveses do show ser próximo a um dos bairros mais violentos da cidade, e do local estar infestado de “manows”, houve apenas um princípio de briga, rapidamente controlado pela PM. A apresentação aconteceu no meio da principal avenida da cidade, que a corta de fora a fora. Foram interditados umas três quadras, sendo que apenas a primeira estava lotada; dali para trás, muito espaço, um ambiente agradável para curtir a música (música!?). Poderiam repetir a dose, eu iria novamente, hehe! (Fecha parênteses).
Logo de cara, o Maluco encontrou a maluca, quero dizer, a moça com quem conversara pela Internet. E, não sei se foi a seca, ou se amor à primeira vista, os dois saíram juntos, e, pasmém, no primeiro encontro já passeavam, esnobes, de mãos dadas! Deus, o Maluco ou é muito inocente, coisa que não acredito muito, ou é… Maluco! Enfim, depois que virar um pau mandado da futura namorada, não adianta chorar… Quem avisa, amigo é.
Eu e o Do Topete ficamos rodando por ali, cumprimentando alguns conhecidos, analisando as (poucas) gatinhas presentes, e, claro, tomando um incomensurável cuidado para não pisar no pé, nem esbarrar com nenhum “manow”. Eles andam em bando, que é uma espécie de defesa desleal, já que, da mesma maneira que nós três, eu, o Maluco e o Do Topete, os “manows” também têm como lema o “um por todos, e todos por um”. Estava uma coisa linda de Deus: umas mulheres muito feias e, pior, semi nuas, dançando loucamente; mais pareciam cobras mal matadas do que qualquer outra coisa. Vários “manows” mal encarados, algumas famílias, e poucas gatinhas, sendo que todas, sem exceção, estavam ou acompanhadas, ou cercadas de “manows”. Caramba, quanto “manow” neste texto! Está enchendo o saco já. Então, se não encontrei nenhuma ninfa que se encatasse por mim à primeira vista, pelo menos me diverti. Essas festas populares gratuitas concentram o que há de mais engraçado na cidade, já que há representantes de todas as faixas etárias e classes sociais, um verdadeiro zoológico humano misturado com circo. Melhor que isso, só se pudéssemos rir das trapalhadas e dos(as) malucos(as) que apareciam a todo momento à vontade, coisa que, ali, era quase que pedir para morrer.
Lá pela metade do show, que por sinal durou pouco mais de uma hora, o Do Topete encontrou umas amigas, e com elas ficamos conversando até o fim. É, tirando o cantor, o show foi legal. Ah, o Maluco? Só sei que ele chegou em casa duas horas da manhã, sendo que o show acabou não era nem uma hora. O que ele e a maluca, ops, a moça ficaram fazendo durante este tempo? Isso é mais um dos mistérios incógnitos e ocultos da humanidade. Alguém arrisca um palpite?
Neste dia, em anos anteriores...
- Harry Potter e as Relíquias da Morte (2007)
- Notebook (2007)
- Spam (2006)
Andrei
10 Dez, às 19:06
Percebi que o cantor foi um mero detalhe, já que tudo que acontecem não se refere em nada a qualidade da “apresentação/música”(adiciona mais uns 10 pares de aspas ae).
Queria que tivesse uns shows assim, pois os daqui não tem segurança, brigas é algo comum e sua vida é colocada em risco!
*(Poderiam repetir a dose, eu iria novamente, hehe! (Fecha parênteses) )
Espero que tenha mais sorte da próxima!
Patrícia
10 Dez, às 22:04
Nunca em toda minha vida imaginaria o Rodrigo indo a um show de pagode. Tirando o pequeno fato de sujar o nome da familia, é perdoavel o fato dele querer conhecer a variedade de pessoas em nossa cidade.
O texto, no geral, ficou bom.
Contando que voce e seus amigos nao formem um trio de samba, pagode ou apareça com o cabelo descolorido, tudo bem.
Obs:Belos pseudônimos você deu aos seus amigos!
Faby
11 Dez, às 11:58
“Manow” aqui em Curitiba a gente chama de “vilero”. Fala sério! Nem de graça iria num “show” desse!
Marcus Danillo
11 Dez, às 14:39
(…) Poderiam repetir a dose, eu iria novamente, hehe!
Grande! Que coragem! Virei seu fã. heheheh
josephine
11 Dez, às 16:45
o que a gente não faz pelos amigos, hein?
realmente, não creio q tenha sido tão ruim. preconceito contra os shows “alternativos”
=D
yuri
11 Dez, às 22:26
uhauhauhhuauhahuhuahua
carai deu trabalho arrasta o ghedin pro pagodao
sem falar que o juh quase gelo quando um negao deu um esfrega nele por traz huauhuahhauhuauhuh
do topete (Juh)
11 Dez, às 22:39
Cara é incrivel a miscigenação racial que ocorreu sexta. ;D, mais incrivel ainda foi ver o Ghedin dançando e batucando com a rapaziada
daHDUAHUDA
duard - Carlos Aquino
12 Dez, às 08:23
Tome um gole…e deixa as feias ficarem … menos feias ;-).
Subversivo.
12 Dez, às 12:07
Já fui a muitas festas deste tipo, às vezes é bacana. Não acho bom deixar o preconceito privar-nos de esperiências novas, como as tais festas. E os manows? E conheço alguns e são gente boa, não há o que temer, aliás! Há sim, mas é só ficar tranquilo que não moderão. Namastê, subversivo.
Gwen
12 Dez, às 12:52
Descomento o primeiro paragrafo depois dos parenteses!
Unf!
rafael fermiano
12 Dez, às 16:10
o importante é que o maluco é “prevenido”
Caio Andrade
12 Dez, às 19:12
ehehehe
shows assim costumam dar muitos manows mesmo… calças da conduta e camisas XXL sao suas grifes preferidas aeheuahaeuhea
mas ghedin… e quanto ao Show mesmo? ele cantou alguma boa, ou deu vontade de jogar algo no palco?
ehehehe
abraços
Tuca
12 Dez, às 21:24
Pra quem gosta de observar as pessoas com olhar de cronista, nada melhor do que se aventurar nos locais onde playboys não pisam. Sempre tem algo interessante acontecendo, sem aquela mesmice dos endinheirados fashion.
Me lembrei de uma vez quando, alta madrugada, acompanhado por um amigo meio doido, artista plástico, fui parar num boteco de periferia, desses com aquelas vitrolas antigas, movidas a fichas. Num dado momento, começou a tocar “La Isla Bonita” da Madonna, com 3 gordinhas caidaças fazendo a coreografia bizarra ali mesmo, todas trajadas no estilo short minúsculo e top mais do que apertado, não se importando com o barrigão saltando adiante, tal qual a superfície de um queijo parmesão intacto.
Interessantíssimo! Sem frescuras!
Coeli
14 Dez, às 10:26
Metia a mão na bunda das meninas e saia correndo
Selph
15 Dez, às 14:24
Nossa! Me lembrou tanto Manaus (com execção dos manows, lá é jiujiteiros) que me deu até “”"”"saudades”"”" dessse aspecto da minha cidade.
Se falta de opção matasse…
Stefani
16 Dez, às 17:05
Rodrigo, perdão pelo local inapropriado do aviso, é porque não tenho o seu orkut para fazê-lo, te adicionei do MSN messenger, ok!?
Beijos! ;**
Gabriel Ahrens
17 Dez, às 07:49
“Ghedin dançando e batucando com a rapaziada”
hahahahaha
Karinassa
19 Dez, às 13:21
Onde é que tem baianos nessa história?