Já reparou que a atenção que os homens dispensam às mulheres, quando ambos são desconhecidos, é proporcional ao tamanho dos seios ou das nádegas dela? E já reparou também que, neste caso, a recíproca não é verdadeira, cabendo aí até mesmo um paradoxo, já que, não raras vezes, as tais mulheres que esbanjam belas formas dispensam mais atenção a caras deprovidos de beleza e, quase que invariavelmente, de cérebro? Este mundo é muito cruel em se tratando de relações interpessoais. Vale, e muito, aquele ditado que diz “quem não arrisca, não petisca”. As chances de tomar um “não” num princípio de conversa com uma mulher desconhecida são grandes, o que intimida até o mais corajoso dos homens. Essa intimidação varia, está calcada numa escala que acompanha a beleza da fêmea; está condicionado ao grau de intimidação, também, o nível de timidez do sujeito que se propõe a tentar algo com uma homo sapiens de saias. Sem mais delongas, o simples ato de conhecer alguém do sexo oposto está relacionado a tanta coisa, mas tanta coisa, que, ao contrário do que possa parecer, torna-se algo deveras complicado, um verdadeiro desafio a ser vencido, um trabalho de Hércules!
Ou…
Vai ver o problema é só comigo mesmo.
