Rodrigo Ghedin

Cine pipoca

Depois de meses sem ir ao cinema ou alugar DVDs, nos primeiros dias de 2006 tirei o atraso cinematográfico com quatro filmes.

O primeiro que assisti foi Sideways, de 2004, que inclusive ganhou um Oscar (não lembro em qual quesito). O filme mostra a despedida de solteiro de Jack (Thomas Haden Church), na companhia do amigo Miles (Paul Giamatti). Uma semana, degustando vinhos, e tendo convesas típicas da meia-idade. O filme tem lá umas tiradas bacanas, mas no geral é meio monótono. Acredito que quem curte um vinho deve ter uma opinião diferente da minha.

Logo em seguida, e agora no cinema, foi a vez de O Exorcismo de Emily Rose, de 2005. Contrariando o comum neste tipo de filme, aqui no exorcismo dá errado, e a Emily (Jennifer Carpenter) morre. O exorcismo fracassado do padre Moore (Tom Wilkinson) gera muita polêmica na cidade, e ele é indiciado por homicídio culposo e omissão de socorro. Cabe a Erin Bruner (Laura Linney), uma ambiciosa advogada, livrar o padre da prisão. Durante o julgamento, há vários flashes do drama de Emily, e também acontecem alguns fatos sobrenaturais com a advogada. Nota: nunca esteja acordado às três horas da madrugada.

Voltando ao DVD, assisti Guerra dos Mundos, de 2005. A nova superprodução de Spielberg mostra mais uma vez um provável fim do mundo, novamente ocasionado pela invasão alienígena. Desta vez, porém, não temos um herói; Ray Ferrier (Tom Cruise) é um pai de família desleixado, comum, que se vê no meio da invasão dos ETs, e tem como único objetivo salvar as vidas dos seus filhos. É um diferencial interessante. Entretanto, o impacto causado por esta versão do fim dos dias é menor do que o que gera Impacto Profundo, ou O Dia Depois de Amanhã (em tempo: todos filmes medianos). Vale pelos efeitos e pela qualidade da produção.

Pra fechar, já que eu não agüentava mais assistir filmes, uma comédia light, séria candidata a marcar presença na Sessão da Tarde daqui a alguns anos: A Escola de Rock. Mostra a vida de um rockeiro inveterado, Dewey Finn (Jack Black), que de uma forma não muito correta assume o cargo de professor substituto. O velho sonho de montar uma banda e fazer sucesso ainda não o abandonou, e vendo o talento musical das crianças a quem deveria lecionar, junta todas elas e monta sua banda de rock. Vale por Black, que faz uma interpretação divertidíssima. De resto, é aquele lenga-lenga digno da Sessão da Tarde: todo mundo dá duro, se dedica, aí no final tudo se acerta e a banda consegue se apresentar no “Battle of Bands”. Ahn, acho que escrevi demais…

Até o fim do mês, pretendo assistir: Kung-Fusão, King Kong e Quarteto Fantástico. É isso aí.

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Publicado em 06 de January de 2006, às 12:11 pm, na categoria Cultura.

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