Sou o primeiro a protestar quando alguém contesta a existência deste ser intangível, porém muito poderoso. Sim, é fato, e está mais do que provado, pelo menos para mim: Murphy existe.
Você pode até não saber quem é Murphy, mas invariavelmente já foi vítima de alguma das suas leis. Essas leis dizem basicamente que, quando há probabilidade de algo dar errado, dará. Há diversas variações desta “lei-mestra”, por assim dizer, todas elas impregnadas de uma ironia engraçada e trágica. Este site é um dos melhores sobre o assunto, recomendo a visita.
Para fazer jus à categoria em que este post está abrigado, “Eu e eu mesmo”, narrarei alguns fatos que aconteceram e ainda acontecem em minha vida que provam a existência de Murphy. São coisas das quais, tempos depois, chego a dar risada, mas que no momento em que as vivo, me desanimam demais, ou me deixam em estado de pânico.
Mulheres. Sim, as mulheres… Nunca fui de marcar muitos encontros. Poucas pretendentes, e quase sempre levava um “não” tácito antes mesmo de fazer um convite. Entretanto, nas poucas vezes que consegui chegar neste estágio, e claro, que a manceba aceitou o convite, tudo conspirava contra a realização do encontro. Nos tempos em que não tinha habilitação para dirigir e dependia das minhas pernas para chegar aos destinos, era o clima. Podia estar o Sol que fosse, mas no fatídico dia o céu escurecia, trovões imponentes estrondavam lá em cima, e momentos antes de eu sair de casa rumo ao encontro, uma chuva ininterrupta despencava. Quando São Pedro não atrapalhava, era a puberdade. Desde a pré-adolescência tenho um certo problema com a acne, e às vésperas dos encontros, parece que essa doença fazia de tudo pra atrapalhar. Sempre nascia uma espinha sobressalente, daquelas vistosas, amarelas e nojentas. O jeito era espremer… Ok, Murphy não é o único culpado pelo meu desempenho pífio na arte de flertar com o sexo oposto, mas, sem sombra de dúvida, ele atrapalha um bocado, e faria um grande favor se, pelo menos neste campo, desse uma folga a mim.
Computadores. Outra grande paixão, além das mulheres. Aqui há muito a ser dito. Sempre, mas é sempre mesmo, que faço algum upgrade no PC, ou a peça vem com defeito, ou ela não funciona de primeira, ou ela não vem. Simples assim. Agora mesmo, por exemplo, estou com um PC novinho em folha, fruto de meses de trabalho, desligado, em cima da mesa. O que há com ele? Não sei… Só sei que não funciona, e a vontade que me dá é de dar um chute com toda a força, daqueles de estourar o dedão, nessa lata velha maldita. (Desculpem, precisava desabafar). Tem ainda os vários fax-modems que já queimei, quero dizer, que já queimaram em virtude de relâmpagos. A eles se juntou, semana passada, meu finado modem ADSL. Se não gostasse tanto, e não trabalhasse com isso, acho que já teria desistido da informática há muito tempo.
Trabalho. Murphy não perdoa nem no trabalho, atividade esta que dignifica e dá subsídios para este que vos escreve. Trabalho administrando uns poucos sites, e vez ou outra, motivado por novos conhecimentos adquiridos, resolvo implementar novos recursos neles. Não preciso dizer que, mesmo planejando, revisando, e muitos outros “andos”, sempre há algum imprevisto nestas implementações. Aí o pateta aqui fica horas pregado no PC, a ponto de ficar com olheiras, a fim de resolver um problema que, na maioria das vezes é tão bobo que fico com vergonha de mim mesmo.
E aí, ainda duvida da existência dessa poderosa entidade comumente conhecida como Murphy? Eu não…
13 comentários até agora ↓
1 Dériqui // 08 Feb, 2006, às 9:55 pm
Murphy funciona por apenas uma razão: nossa memória seletiva, que costuma guardar acontecimentos ruins isolados, em maior quantidade que os bons, fazendo nos achar que só acontecem coisas erradas com a gente.
(A caixa de mensagem no Opera tá invadindo o menu aqui da direita)
2 rafael fermiano // 09 Feb, 2006, às 8:55 am
Quando eu era novo, e não tinha acesso a internet, vi uma tal de “murphy’s law” pendurada na escola de inglês. No momento, meu inglês ainda era uma “cacA”, e fiquei sem traduzir a maldita. Quando mais velho, e com o inglês um pouco melhor, reencontrei o quadro. Pensei “agora é a hora”. Pra mim era algo que incentivasse o estudante e talz…mas a dita dizia o seguinte(recordo perfeitamente)
“Nada é tão ruim quanto parece a primeira vista, tudo leva mais tempo que o necessário, e se alguma coisa puder dar errado…DARÁ…no pior momento possivel”
Gostei da frase, e passei a me interessar por teoria do caos, da conspiração e dos jogos…
Mas mesmo com tudo isso, ainda chove em domingos de churrasco…
Murphy rules!!!
3 selph // 09 Feb, 2006, às 12:01 pm
Murphy tem poder!
No caso das mulheres, eu concordo com vc. Com certos individuos (eu por exemplo) chega a dar ódio. Cheguei até a pensar que tinham feito algum “trabalho” pra mim. Solução? Tentar e tentar até a maldita fase passar…
No trabalho até que foi tranquilo, mas vale resaltar uma frase digna de um autor argentino assumidamente murphiano:
“A corda vem com merda, e vc tem que agarra-la com os dentes”
[]´s
4 Faby // 09 Feb, 2006, às 12:10 pm
CRaro que Murphy existe. Acho que ele foi meu padrinho quando nasci. Só pode…
5 Lu // 09 Feb, 2006, às 4:07 pm
Cara, Murphy me ama. Felizmente, porém, parece ter largado um pouco do meu pé em 2006. Vamos ver até quando…
6 Gabriel // 09 Feb, 2006, às 10:05 pm
pow…com relação as mulheres ela pelo menos nao tem um peso tão grande quanto parece ter pra vc…mas com computadores…nunca vi pior do q eu… nunca consigo nada d primeira, isso quando consigo!!
abraço
7 josephine // 10 Feb, 2006, às 1:36 pm
pois é… todas as vezes q combinava com antecedência d ir a praia com minha amiga, chovia no fatídico dia marcado.
murphy não perdoa.
=]
8 Raquel // 11 Feb, 2006, às 2:24 pm
Ele existe! e não duvido disso.
9 Tuca // 11 Feb, 2006, às 6:31 pm
E Murphy parece ser um nome maldito, desses que atraem vibrações negativas. Durante uns dois anos o nome da minha banda foi “Lady Murphy”, período marcado por apresentações desastrosas, desarmonia total, tanto musical, quanto pessoal. Ao que parece, o sentido do nome havia se incorporado na dinâmica do grupo.
Depois, mudamos o nome pra “São Rock”, pois já tinha uma outra banda “Lady Murphy”, cujo nome eles já haviam registrado. Algo mudou pois, apesar de continuamos desconhecidos, conseguimos agora nos divertir de verdade, zero de stress, em ensaios e shows. E nunca mais desafinei!
Xô, Lady Murphy!!!
10 thaly // 12 Feb, 2006, às 12:43 am
bom… uma vez eu tava com uma espinha daquele estilo ALIENÍGENA no nariz, tava com mó vergonha de ir com aquele troço pro colégio. espremi, espremi, até que sei lá como, SAIU SANGUE. sim sim eu lhe digo: sangue. daí ficou uma casquinha nojenta, ficou pior ainda. e eu tive que ir com aquela budega pro colégio.
era melhor nem ter espremido. :B
mas tudo bem, era só colégio, pior se fosse um encontro… râ.
11 Carlos Aquino // 13 Feb, 2006, às 4:53 pm
Thaly,
passei por isso semana passada…no primeiro dia da faculdade…um vulcão nasceu no meu “narizinho” !
12 Daniel Santos // 18 Feb, 2006, às 7:23 am
Dia desses fui reinstalar alguns programas pra minha mãe na casa dela, porquê eles simplesmente pararam de funcionar, em uma demonstração Murphiana de peso.
Ela me perguntou se eu estava tendo algum problema do gênero no meu próprio computador e eu respondi na brincadeira que era melhor nem comentar, pois Murphy tem poderes muito fortes e algo poderia dar errado a partir dali… pois se algo pode dar errado, simplesmente e certamente dará.
Estando na cabeça das pessoas ou não, o fato é que Murphy, mesmo nos fazendo passar pelas piores desgraças da vida, não deixa de ter um lado divertido… Abraço!!
13 Jessica // 06 Apr, 2007, às 8:47 pm
Nao gostei de nada disso…..
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