O Brasil adota o sistema jurídico positivista. Isso significa que nossa Justiça é baseada em leis, editadas, aprovadas, promulgadas e publicadas. É por isso que existe lei para tudo, até para instituir o Dia Nacional do Forró. Condutas cíveis óbvias, inerentes a qualquer pessoa com um mínimo de caráter, como devolver um objeto encontrado ao acaso para o dono que o perdeu, estão tipificadas, ou seja, escritas em leis. Estas, sendo assim, tentam abranger tudo, ditar em palavras as infinitas possibilidades que o ser humano tem a seu dispor. Nesta eterna (e desigual) luta, surgem curiosidades, interpretações equivocadas, e até passagens cômicas. Algumas são óbvias, tanto que até um acadêmico de Direito desinteressado as percebem, e são estas que pretendo relatar neste texto, sem querer me estender, e sendo assim, citando só o que me vier à mente nos próximos minutos.
Arquivos do mês May 29e 2006
Sabe qual é o texto mais lido deste blog? Aquele do cachorro mais feio do mundo.
Sabe qual é o mais comentado? Aquele da novela mexicana idiota.
E sabe o que eu acho disso? Que os leitores que conhecem o blog através destes dois artigos supracitados, saem daqui com a pior impressão possível sobre o mesmo…
Quem usa a Internet com uma certa regularidade, sabe que, tal qual na vida real, a web está cheia de safados aproveitadores. São pessoas sem escrúpulos, que se aproveitam da ingenuidade e ignorância alheia para ganhar dinheiro ilicitamente. Termos antes técnicos, como spyware, scam e phishing, hoje são comuns, e permeiam conversas sérias em todos os lugares, causando espanto e indignação. Denunciar crimes é uma atitude que todos deveriam tomar quando cientes de algum. No mundo virtual, a mesma regra é válida. Já pensou em ser um quase-Neo?
O que me motivou a escrever este texto foi um publicado recentemente no ótimo Meio Bit, sob o título “Caçando criminosos na Matrix: caso real”. Cardoso, o autor do relato, mostra como proceder quando algum desocupado tenta aplicar um golpe via phishing scam. É simples, e como o mesmo disse, só é necessário dez minutinhos, e, dependendo do local em que o arquivo malicioso esteja hospedado, saber um pouco de inglês. Hoje já fiz minhas boas ações: denunciei um scam que usava como isca um “WebCard”, e outro sobre o “cancelamento do orkut”. O primeiro arquivo estava hospedado num site próprio, o que me leva a crer que, por falha na administração do mesmo, o scammer hospedou o dito cujo lá (mesmo problemas no caso do Cardoso); já o segundo estava no Webcindario, um host gratuito espanhol. No site próprio, apesar de não ter recebido resposta, o arquivo já foi removido; no gratuito, ainda está lá. Continue lendo ‘Neo da vida real’
Fala a verdade: o palavrão empreendedorismo passa uma idéia de energia, inovação, arrojo, sucesso, e, claro, dinheiro, não? Agregado a ela, vêm outras várias expressões, como marketing de guerrilha, marketing viral etc. Longe de querer definir tais termos, ou mesmo dissertar sobre, eu, como mero espectador e usufruidor de serviços bem sucedidos, farei uma análise como tal sobre o assunto.
Você é legal? Digo, você é bom? Katie Carr, a personagem principal do livro Como Ser Legal, de Nick Hornby, faz esse difícil questionamento. Aliás, acho que o título traduzido ficou meio deturpado… O original é “How to be good”, que traduzindo literalmente, seria algo como “Como ser bom”, o qual, para ser sincero, é mais condizente com a história. Mas, independente do título, que em ambos os idiomas faz o livro parecer auto-ajuda, trata-se de uma obra magnífica, a qual comentarei nos próximos parágrafos.
Está positivado na nossa Constituição, no inciso XV, do artigo 5�, o direito à livre locomoção, em tempo de paz, dentro do território nacional. Tal artigo, que elenca as garantias fundamentais, que por sua vez são direitos que todo brasileiro tem, está sendo ferido pelos agricultores, que, insatisfeitos com a situação em que se encontram, desde a semana passada vêm bloqueando rodovias em determinados horários, principalmente aqui no Paraná. Ontem, o bloqueio passou a ser geral, e incluiu os bancos. Até que ponto eles têm razão?
Nunca estudei a parte teórica do jornalismo, logo, encare este texto como a opinião de um telespectador meio assíduo. Ultimamente venho acompanhando mais o Globo Esporte do que o Jornal Hoje. Acredito que seja pelo fato de, ao término do primeiro, meu saco para assistir televisão já esteja cheio, então, abandono-a. No Globo Esporte, vez ou outra o Regis Rösing aparece, com suas reportagens mirabolantes. Detesto essas reportagens mirabolantes.