Uma análise do Régis Rösing
15 Mai
Nunca estudei a parte teórica do jornalismo, logo, encare este texto como a opinião de um telespectador meio assíduo. Ultimamente venho acompanhando mais o Globo Esporte do que o Jornal Hoje. Acredito que seja pelo fato de, ao término do primeiro, meu saco para assistir televisão já esteja cheio, então, abandono-a. No Globo Esporte, vez ou outra o Regis Rösing aparece, com suas reportagens mirabolantes. Detesto essas reportagens mirabolantes.
Já tiraram sarro do Regis. Achei que seria o primeiro a perceber as manias dele, mas quando fui pesquisar informações para embasar este artigo, me deparei com este texto (o segundo da página) do Esculhambação!. Mas só se ateram a uma parte da coisa, a porção vidente do nosso intrépido repórter. Vejamos, agora, uma análise mais profunda dele.
Quando ele começa a vomitar verbos incessantemente, sinto-me constrangido. Num jogo de futebol, é algo como: “pegou, driblou, chutou, marcou”. Frases neste estilo são ruins de serem lidas, piores ainda de serem digeridas. Vez ou outra ele faz umas referências esdrúxulas à cultura contemporânea, numa tentativa pífia de parecer cool, de dar um ar irreverente à matéria. Tanto que, há ocasiões onde eu me pergunto se o que estou assistindo é uma reportagem, ou um filme B.
Recentemente ele foi para a Espanha, fazer uma série de reportagens com jogadores famosos que moram por lá. Assisti a do Julio Baptista, e novamente, acho que corei. (Sim, tenho vergonha pelo non sense alheio). Na ocasião, a mãe do craque estava junto, e como se isso já não bastasse para transformar a entrevista em algo chato, nosso repórter-ator ficava entrando no meio da conversa, tirando o microfone do Julio, dentre outras coisas. Se continuar neste ritmo, ele poderá vir a ser a versão gente fina (literalmente) do Faustão.
Certa vez, ele foi, não sei a mando de quem, ao Iraque (ou um outro país devastado, não lembro), fazer uma série de reportagens. O que foi aquilo!? Tinha que rir quando ele falava, no tom mais sério do mundo, tendo ao fundo uma cena de molecotes jogando bola num campo de areia, que o esporte traz a paz, dá esperanças, e blablablá. (Aliás, isso não é mérito dele: a maioria dos jornalistas esportivos prega o esporte como se pregasse a religião verdadeira, dizendo ser ele a salvação da humanidade, a ferramenta que trará a paz onipresente, universal. Menos, né!?). As tais reportagens no Iraque foram veiculadas no Jornal Nacional! Quanta honra, não?
Ele tem seus méritos, e eu gostava das matérias dele há uns cinco anos atrás. Porém, acho que o status de repórter especial, chamado apenas para cobrir clássicos no Maracanã, ou fazer reportagens com craques no estrangeiro, meio que inflou o ego do pobre Régis, e isso se reflete no seu desempenho escroto frente às câmeras. Ele deve ter aquele complexo de Capitão América, sabe? “Opa, me chamaram, então tenho que mostrar serviço! Vou bolar um roteirinho bacana aqui, e voy la, todos ficarão espantados!”. De fato, todos ficam espantados, ante a incrível capacidade de transmutar o mais interessante dos assuntos em algo desinteressante.
Repórter que é repórter, faz seu trabalho numa boa, sossegado, sem querer ofuscar o brilho do assunto que trata. É igual técnico de futebol: tem que trabalhar em prol da exposição dos jogadores, e não o contrário.
Sei lá… Vai ver o Régis é fera, um fenômeno jornalístico, e só eu não reconheço o quilate do seu talento. Mas eu tinha avisado: minha opinião é de alguém sem formação jornalística, não? Acredito que este resumo de uma reportagem sobre o próprio, no Correio Braziliense, feche a questão: “Chato para alguns, divertido para outros, Régis Rosing passou um mês entre Japão e Coréia antes de viajar para cobrir a Copa do Mundo”. Tá vendo como não é difícil, Régis?
duard - Carlos Aquino
15 Mai, às 11:00
Hahahahaha muito bom cara.
Aqui em MG temos os “Regis” da vida no horário do almoço.
Claro que são menos famosos do quê este Regis da tua área.
Mas no esporte atualmente, nenhuma é mais chato do que o ( me desculpem, eu não resisto ) comedor oficial do Pedro Bial : Tadeu Schmidt.
Podiam trocar o horário do JH com o GE. Melhor.
rafael fermiano
15 Mai, às 16:52
já ouviu falar no pinga fogo??? ratinho??? “alborgueti”???
então…não é só no esporte que isso acontece
qto ao blog…
ficou, ahm.., “bem feito”…
porém, e isso é apenas a minha opinião, “tá afrescalhado pra caralho”…
sem mais, fico aguardando sua aprovação desse comentário(viu que coisa fresca?) uhahuahuahuhu
Felipe
15 Mai, às 17:14
O jornalismo na globo é podre, e isso também é valido para o esportivo.
Eu não sei como você, telespectador, vê isso, mas como estudante de jornalismo, é nítido que o “padrão globo de qualidade” é extremamente mediocre. O jornalismo é totalmente anti-ético (caso Suzane von Richthofen é um exemplo) e parcial. A Globo abusa do seu poder econômico para manipular massas, e o pior é que consegue.
É simples perceber isso olhando o jornal da Ana Paula Padrão. No SBT dá pra perceber que ela tem muito mais espaço e liberdade. Coisa que na Globo não se via.
É triste perceber que até no esporte o jornalismo da Globo consegue ser ridículo.
Coeli
16 Mai, às 17:19
Ainda bem que nunca cheguei a ver esta figura na TV…
Marmota
16 Mai, às 19:33
Sacanagem com o pobre Regis! Tbm não gosto do estilo dele, mas é um estilo. Obviamente, a porção “vidente” dele é questionável: o pobre cinegrafista chega a gravar umas 50 passagens em cobranças de escanteio. Mas enfim, eu lembro dele no RS no início dos anos 90, fazendo matérias para um programa da RBS chamado “Esporte Amador”. Também lembro dele fazendo matérias no Oriente Médio, mandando muito bem. Podemos dizer, apesar das palhaçadas, que ele cresceu, vai!
Tuca
16 Mai, às 21:40
Quero ver se ele é capaz de narrar partidas de ping-pong com a mesma previsibilidade que ele faz nos jogos de futebol!
Quanto ao fato dele “adivinhar” o momento dos gols, isso não me incomoda. Até acho interessante, original. Agora, o que não gosto são das edições das reportagens dele, onde temos um relato recheado por um lirismo bobinho, misturado com mitologia barata. Qualquer jogo de importância razoável vira algo como “uma batalha épica entre os titãs da bola“.
Nesse caso, Armando Nogueira faz bem melhor. Sem dúvida.
alberto
15 Jul, às 18:48
“Conheço” o Regis do sul, onde fazia um esquema de entrevistar o jogador antes de fazer o gol, e onde este era prognosticado, era interessante.
Mas outro dia assisti uma entrevista com Ronaldinho Gaúcho (na Espanha) e também não gostei; Tive a mesma impressão, parece que já não faz com vontade, deve estar sentido o peso da “Globo”.
Mas concordo com o colega, Pedro Bial é campeão, falta mesmo entrar para a Academia Brasileira de Letras ..huahuauha
Rafael
24 Nov, às 20:03
Percebe-se que seu comentário não condiz com o profissionalismo do repórter esportivo referido. Régis Rösing “transformou, inovou a maneira de fazer jornalismo na editoria de esportes no Brasil. Muitos acreditam que o profissional é guru, pastor, Mãe Dinah, ou coisas do gênero… por gravar o boletim atrás da goleira no momento em que o gol acontece. Isso é incrível! Sensacional! Nenhum outro repórter teve uma idéia tão brilhante de fazer o diferente, o novo. Sair do convencional faz bem em qualquer profissão. Se você acha ridículo a originalidade do cara, preocupe-se com o seu trabalho. Você está satisfeito com o seu profissionalismo ou sua capacidade de inovar a cada dia?
Régis ama o que faz, e faz com prazer e se entrega ao trabalho. Inova, inventa, recria e até fantasia… mas essa é a cara do jornalismo esportivo. É assim que deve ser feito… por pessoas que sejam livres para fazer da reportagem esportiva algo INOVADOR!!
CHEGA DE MESMICE NO JORNALISMO! INOVAÇÃO É A PALAVRA!
E tenho dito!!
Junior
27 Out, às 16:00
poxa eu sou fã desse cara eu queria saber como eu podia conhecer vc regis??
junior de aracaju sergipe
vc pode me dar seu msn??
wladmir carneiro
25 Nov, às 13:09
mesmo respeitando a opnião das pessoas
naum posso deixar de repudiar esses comentarios que desmerecem o trabalho inteligente e inovador deste grande reporter ; reportagens que simplesmente repetem fatos ou assuntos são monotonas e cansativas
inovação ,criatividade ,alegria e emoção trazem pro telespectador um up ao menos naquele momento quiça pra sua vida com os ensinamentos de moral, etica ,união perceverança com que é imbutido nas estorias por ele reportadas…
reavaliem ,naum deixe que sua frustração não afete sua opinião.
parabens cara sou seu fã.
alberto
25 Nov, às 16:38
Tb acompanhei alguns trabalhos do Regis no sul e gostava, era diferente,inovador, bacana.
Mas ao assistir a entrevista com o Ronaldinho me decepcionei, parece que :
1) ou não faz com gosto.
2) ou como o colega falou, tem de fazer alguma coisa diferente e ai nem sempre da certo.
—————-
Agora o Pedro Miau é uma mala sem alça, e em janeiro tem + BBB, vai dar audiência e moral pra este “fenominu” da cultura brasileira.
—————-
Soh naum sabia q era/eh viado…