Rodrigo Ghedin

É bacharel em Direito, aficionado por tecnologia e admirador de cultura (in)útil.

O poder do WordPress

06 de July de 2006 · Webdesign

Apresentei o novo WinAjuda a um amigo, e ele disse o seguinte: “NOSSA! Isso é WordPress!?”

O WinAjuda, para quem não sabe, é meu site mais antigo. O mantenho desde 2002. A princípio, era um projeto simples, hospedado no finado hpG gratuito, sem grandes pretensões. Era feio de doer, e recebia poucas visitas de alguns amigos do glorioso IRC (que só o acessavam depois de eu muito insistir). Com o tempo, as coisas foram melhorando, as visitas aumentando, e hoje posso considerá-lo um site bem sucedido, principalmente se levarmos em conta seu início despretencioso.

Até segunda-feira, o modelo do site ainda era o mesmo de 2002: páginas esparsas, editadas manualmente no Notepad++, e enviadas para o servidor via FTP, com a ajuda do FileZilla. Exceções só as seções de notícias e downloads, geridas, até então, pelo competente, porém limitado, AJ-Fork. Enfim, era um trabalho um tanto desgastante, mas mesmo assim o fazia de bom grado, pois, como já disse aqui, o WinAjuda é meu xodó, hehe.

Insatisfeito com a situação, e já tendo contato com ele aqui no blog e no BlogAjuda, resolvi migrar o WinAjuda para o sistema WordPress. Há alguns meses atrás não teria conseguido, sem dúvida. Fazer o tema atual do blog foi um grande aprendizado, e me deu uma boa base para tentar algo maior, para tentar mudar o conceito do WordPress, fazer dele, que é em essência um sistema de blog, um completo e funcional sistema de portal.

As dificuldades foram muitas. Entretanto, mais uma vez o WordPress mostrou seu poder em um ponto onde muitos pecam: documentação e colaboração. O Codex, sistema wiki onde usuários avançados escrevem uma espécie de grande manual colaborativo, foi crucial para resolver problemas e fazer as adaptações necessárias. Muito bem organizado e redigido, é um exemplo de como, com boa vontade e dedicação, qualquer coisa dá certo. Quando nem o Codex pôde ajudar, recorri ao fórum de suporte oficial, onde fui muito bem recepcionado, e onde recebi ajuda rápida e precisamente.

Voltando ao WinAjuda. Como toda migração, sacrifícios tiveram que ser feitos. O que mais me doeu foi remover do site as notícias até então publicadas. A mais antiga, salvo engano, era de dezembro de 2004. Ao todo, mais de mil e quatrocentas notícias foram suprimidas do site… Não as apaguei, e pretendo, tão logo seja possível, “reintegrá-las”. Entre aspas porque não será uma integração plena; ao invés de jogá-las para o WordPress, algo que seria desumano tamanho o trabalho, vou jogá-las, tal qual era no site antigo, numa página à parte. Ficará ali, servindo como consulta e histórico. Afinal, há muita coisa bacana ali, dentre as quais destaco o período em que o Windows Vista foi anunciado oficialmente (até escrevi algo sobre ele aqui).

Finalizando, só tenho a dizer que estou extremamente satisfeito com o resultado. Foi trabalhoso, cansativo e até estressante em alguns momentos, mas tudo valeu a pena. O site está voando, muito rápido, bonito e bem estruturado. Velhos problemas foram dirimidos, e hoje minha única preocupação para com o WinAjuda é procurar material para o site, editá-lo e publicá-lo, situação esta que, sem dúvida, nunca ocorrera; sempre tinha coisas a consertar no site, problemas pendentes, e por aí vai. Felizmente, a julgar pelo feedback recebido na nota de reestréia, e pelas conversas que tive com alguns amigos, o novo site foi muito bem recebido também pelos visitantes do WinAjuda.

Mas o tempo para comemorar é pouco: outros projetos clamam por uma reformulação.

Neste dia, em outros anos...

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3 comentários até agora ↓

  • 1 Thássius Veloso // 06 Jul, 2006, às 6:24 pm

    Realmente ficou bem legal. Se o conteúdo continuar o mesmo, tá ótimo!

  • 2 Rafael Slonik // 07 Jul, 2006, às 9:23 am

    Realmente o WP mata a pau.

    Já fiz vários projetos tendo ele como CMS, fica excelente!

  • 3 Fabiane // 07 Jul, 2006, às 4:31 pm

    Realmente, fazer um tema funfar direitinho no Wordpress não é um trampo dos mais simples…

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