Nunca foi minha intenção fazer deste blog um diário, ou qualquer coisa que se assemelhe a isso. E é curioso, porque, quando se fala em blog, uma das primeiras coisas pensadas/citadas é o autor do mesmo, o que, num primeiro momento, dá a sensação de que o blog é o diarinho do autor. Este, invariavelmente, é a alma do negócio, e ser parcial, extravasar opiniões, comentar situações que aconteceram, enfim, essas coisas que remetem diretamente ao autor, é necessário para que o blog tenha alma. Mesmo assim, fujo do estilo diarinho. Bem como evito escrever palavrões, do tipo “porra de celular”, ou então, “aquele filme é do caralho”. Mas vá lá, nem conversando com meus amigos mais íntimos falo palavrões, o que torna tal protesto de minha parte absolutamente irrelevante; tanto que nem sei porque escrevi essa merda.
Quando comecei isso aqui, meu objetivo era criar um acervo cultural particular, de modo a imortalizar as coisas com que tivesse contato. Como escrevi na época, queria fazer um “Omelete particular”. Bobagem. Eu realmente não sei o que quero com isso aqui, o que não significa que não goste do blog, ou mesmo que queira acabar com ele. Não, longe disso! Eu só queria ter uma, como posso dizer… Linha editorial. E é aqui que está o ponto crucial de tudo, e voltamos ao ponto inicial, do diário, e eu não sei o que quero, pra ser sincero. Textos muito polidos, como este aí embaixo, do Superman, soam artificiais. Não que eu tenha inventado aquilo tudo, ou mentido (o filme é realmente fantástico); mas a forma como o escrevi me desagrada. Ou melhor, foge do que, imagino, seja a tal linha editorial do meu blog. Há textos que escrevi e que considero legais, como este um pouco mais embaixo, do Reinaldo; gostei muito do resultado, e mais ainda, das circunstâncias: pesquisar as comunidades no orkut, páginas sobre ele no Google, e o melhor, interagir com o próprio Reinaldo. Isso sim é cool! E não é diarinho.
Quem nunca leu meu perfil autobiográfico não sabe que estudo Direito, que namoro a Heri, que já servi o Tiro de Guerra, que tenho duas irmãs (se bem que acho que isso não está lá…), que sou tímido, e um monte de outras coisas sobre mim. Isso realmente faz diferença? O professor de Economia Política do primeiro ano da faculdade estranhou o fato de nenhum funcionário da universidade ter entrado na sala com ele no primeiro dia de aula, e o tivesse apresentado à turma. Na época achei estranho, e até um pouco esnobe da parte dele, mas hoje entendo o que ele quis dizer. Blogs são feitos por pessoas, logo, nada mais natural do que saber que pessoa está por trás de determinado blog. Tenho um impulso de, assim que conheço um blog e gosto, buscar informações do autor. No mínimo nome, idade e cidade onde vive. É a identificação, o que difere um blog de um… um site normal, um jornal, enfim, qualquer meio de comunicação impessoal.
Estou escrevendo este monte de coisas sem nexo porque, há dias, não sei o que escrever, sobre o que escrever. E aqui faço uma confissão: invejo blogs como o do Marmota, onde o grande André escreve suas peripécias em vários lugares, passagens de sua vida, e até detalhes íntimos, com uma naturalidade e de maneira tão interessante, que mesmo sendo tachado por alguns de diarinho, ele não passa essa sensação (ao menos para mim, e acredito, suas centenas de leitores). Queria, sim, escrever as (poucas) coisas interessantes que faço, como por exemplo, os dias que passei recentemente em Maringá, durante o vestibular da UEM, que foram divertidíssimos, uma das melhores férias que já tive, ou então, escrotísses que acontecem comigo, como minha mais recente espinha, nascida num lugar pouco convencional. Não tenho “tato” para escrever um negócio like-diarinho sem que seja chato como um diarinho de fato, legal como os textos do Marmota.
Enquanto não encontro um norte a seguir, acho que vou continuar no esquema atual, alternando textos artificiais e idiotas, com alguns bacanas e gratificantes. Poderia algum jovem padawan sugerir que eu suprimisse os textos artificiais e idiotas, e só publicasse os alguns bacanas e gratitificantes, mas aí os hiatos entre as atualizações seriam imensos. E pior que textos artificias e idiotas, só texto nenhum.
Este texto é diarinho (acho que já deu pra perceber, né?), e por isso peço perdão a você, nobre leitor.
Ish, crise de identidade do blog…hehehe
Não precisamos seguir linha alguma, se temos um blog, ele é nosso e pronto, quem acompanha o faz porque gosta do jeito que está.
Nem ligue! :`)
Ah, as crises bloguísticas… já tive várias. Queria, também, conseguir uma tal “linha editorial” para o blog, mas minha criatividade/habilidade não permite. Não sou especialista em nada… aí, vou enrolando mesmo e, de vez em quando, fazendo “textos-diarinhos”.
Nem me fale!
O André Marnota é invejável!!! Meu blog surgiu por causa do blog dele e do Inagaki.
Ah… Eu acho qeu você deve escrever o que tiver vontade sem pensar se vai agradar ou não, ja que ter um grande público creio que nao seja o seu objetivo.
E obrigada por nao me citar no seu perfil:PPPPPPPPPPP Sem graça!
ahuahuah
Beijo
Oi passei para conferir o link para coloca-lo na lista WP e me divertir com esse post.
Para o que sempre funciona eh esquecer o leitores, nao que eles nao seja importantes, nao, mas porque se escrevo como se fosse para mim mesma o texto sai legal, mas se escrevo preocupada com quem vai ler, se vai agradar ou nao, ai so sai caca.. ehehehe…
Ate mais!!
Concordo com as pessoas que disseram acima que como proprietário do blog é vc quem decide o que escrever, como escrever e quando escrever. Acho natural que a maioria dos artigos acabem se relacionando mais com determinados assuntos, e isso realmente atrai público, mas sempre há espaço para dizer algo pessoa, existencial ou o que quiser.
Sobre a “atenção” referente ao blogblogs, nem precisa agradecer. Ah, ganhou um leitor, abraços.
Rodrigo, fico mesmo feliz com o seu elogio! Mas não se sinta “privilegiado”: ando com cada vez menos tempo para escrever o que eu gostaria. Ainda tenho fotos e histórias da Alemanha, coisas que aconteceram em outubro, que eu não consegui organizar por questões de prioridade… É complicado.
Mas não encane mesmo com essas questões todas. Sabe o que faz um blog interessante? A pessoa que está por trás dele. E você nunca me decepcionou, cara. De verdade. Independente do “norte” que você pense em seguir, basta que seja você: as pessoas não visitam aqui para ler sua opinião SOBRE um assunto, mas sim por ser a opinião do RODRIGO. Captou?
Abração!!!
[...] - project.47 : “…Trata-se, na verdade, de uma sátira que mostra bem essa padronização que está acontecendo no Web Design atual…” - Rodrigo Ghedin: “…Este, invariavelmente, é a alma do negócio, e ser parcial, extravasar opiniões, comentar situações…” [...]
Todos nós, blogueiros, passamos por momentos como esse. Crise bloguística como diz o Rafael. E é bom escrever para desabafar.
Nem ligo se meu blog não fala sobre nada em específico, apesar de saber que isso atrapalha a visitação.
Se quero escrever sobre várias coisas, esse problema é somente meu e acabou. Visita quem quer, não fico pedindo para que outros leiam ou que vejam o que posto.
Se eu sei que escrevo o que gosto de escrever, então é isso o que importa. Abraços.
O lado bom do seu blog é justamente fugir da “babaquice” convencional. Pouco me importa se fulano foi pros quintos dos infernos com a nomorada, o que está fazendo nas férias dele, etc. Os seus textos induzem o leitor a reflexão e procuram abordar assuntos relevantes. De que adianta escrever alguma coisa pras pessoas se isto não é útil pra ninguém?
Abraços.
Ola!
Parabens!
Gostariamos muito que escrevesse em nosso portal http://www.zigbr.com sobre qualquer assunto escolha o assunto obrigado
ficaremos muito felises com sua participaçãoz
[...] E como não poderia deixar de ser, vamos a mais um “momento diarinho”. [...]
[...] lado até que os problemas se resolvessem. Quando a poeira baixo, me vi enrolado com a faculdade (momento diarinho detected), mas enfim, agora que estou sem problemas extra-WinAjuda para resolver, pretendo deixar o [...]