Meu nome em japonês
Ah, o Japão! Cultura riquíssima, culinária exótica, costumes milenares. Meu interesse neste longínquo país vem de cedo, desde os tempos em que passava os finais de semana, e os dias normais da semana, jogando games japoneses, no vídeo game japonês PlayStation, da Sony. Pouco depois, veio a febre dos animes, a princípio liderada por Pokémon (sim, já gostei e admito) e Dragon Ball Z. Dali foi um pulo para buscar informações sobre a terra do sol nascente, e também brotar em mim o desejo de, um dia, conhecê-la.
Na época do PlayStation, um dos meus jogos favoritos era Winning Eleven (futebol). Primeiro a versão 3, depois a 3 Final Version, e por fim, a 4. Todas elas tinham uma característica em comum: os menus e nomes dos jogadores vinham em japonês! Evidente que não sabia o nome de nenhum jogador estrangeiro, mas os brasileiros eram identificáveis via dedução. E, graças a este imprevisto, aprendi duas sílabas em japonês:

Significa “Ro”.

Significa “Ri”.
O primeiro era fácil aprender devido à grande quantidade de “Ro” na seleção brasileira: Ronaldo, Roberto Carlos, Romário (sim, ele ainda estava lá). Já o “Ri” era por causa do Rivaldo. E o que podemos concluir disso? Que esses jogos são muito velhos.
Alguns anos mais tarde, uma amiga de longa data me deu um presente. Pequeno, singelo, porém incrível (para mim). Era o ano de 2002, estávamos no segundo ano do Ensino Médio, e do nada a Denise Oyama me deu um papelzinho, com meu nome grafado em japonês por ela mesma! Na época, ela estava fazendo aulas de japonês, que dali a pouco mais de um ano se mostraram úteis, já que viajou para o Japão, onde está até hoje.
Graças à minha mania de guardar cadernos e folhas da escola, pude encontrar com relativa facilidade o papel. Veja que legal:

Repare que a leitura é de trás para frente, e a escrita, verticalizada.
Todas as sílabas acima são kanji*, o “alfabeto” japonês (que, curiosamente, teve origem na China). Não dá para dizer que seja um “alfabeto” como é o nosso, por exemplo, pois o kanji é mais amplo. Um kanji pode representar uma sílaba, uma palavra, ou ainda, ter mais de um significado. Há, inclusive, dois tipos de leituras possíveis de kanji, o que torna este… esta forma de escrita ainda mais complexa. Para se ter idéia da magnitude do kanji, no Japão, o governo fixou uma lista com 1945 oficiais! Fico pensando a dureza que deve ser para os pequenos japinhas aprenderem a ler e a escrever na escola… Essas e outras informações podem ser lidas na Wikipédia, tanto a portuguesa, quanto a inglesa.
Ontem, lendo meu agregador de feeds, me deparei com uma manchete curiosa no Terra Tecnologia: Site converte nomes para o japonês. Cliquei no link, que me levou à página Japanese Translator.
O sistema é o máximo! Basta inserir um nome, e clicar no botão Translate. É possível, ainda, escolher a “fonte” do kanji. Minha favorita, e a que usei no topo do blog, é a Calligraphy. Entretanto, o sistema só reconhece nomes “comuns”; patronímicos (vulgos sobrenomes) e nomes japoneses, ele não converte. Então, se você tem um nome comum, como o meu (Rodrigo), divirta-se!

“Rodrigo” em japonês. Legal, não?
* O Vinícius, no primeiro comentário deste texto, informou que o “alfabeto” dos símbolos acima não é o kanji, mas sim o katakana. Vale pelo toque!