A nona sinfonia, enfim, completa
Sempre relacionei música clássica ao sono. Acho que isso é algum resquício da influência de filmes de adolescentes americanos descolados, rebeldes e roqueiros dos anos oitenta. Quando percebi isso, resolvi ver, ou melhor, ouvir com meus próprios ouvido a tal “música de ninar” para, ou ratificar a idéia dos mancebos yankees, ou constatar que eles estavam redondamente enganados.
Meu primeiro contato com com Johann Strauss e seus filhos. Famosos pelas valsas, foi Strauss II que compôs a interplanetária (graças à obra prima de Stanley Kubrick, 2001: Uma Odisséia no Espaço) Danúbio Azul.
Em seguida, e influenciado pela magnífica, estupenda, irretocável trilha sonora do anime Neon Genesis Evangelion, comecei a ouvir outro Johann: Johann Sebastian Bach.
Ainda na trilha do referido desenho japonês, veio o supra-sumo da música erudita: um trecho, de oito minutos, da aparentemente interminável nona sinfonia de Ludwig van Beethoven. E hoje, sem muita coisa para fazer, adquiri e ouvi os setenta e um minutos desta obra prima.
E a que conclusão chegamos após eu relatar tudo isso? Não, não, não é que eu sou esnobe, não. A resposta certa é: adolescentes americanos descolados, rebeldes e roqueiros dos anos oitenta não sabem de nada. Música clássica é um remédio para ouvidos cansados, alívio para a mente estafada. Um carinho em forma de som, perfeito para descansar, dormir, relaxar… Enfim, é isso.
Ainda vou aprender a tocar violino.