Parece que as autoridades estão levando a sério essa história de acabar com o estigma de que Internet é terra sem lei. Depois do orkut e dos blogs, agora é a vez daqueles que baixam músicas de compartilhadores - ou seja, quase todo mundo, pagarem pelos seus atos. A IFPI abriu mais de oito mil processos contra pessoas que baixaram músicas ilegalmente. Destas, vinte são brasileiros.
Ok, baixar música é errado, é feio, é imoral. Mas há por aqui alguma alternativa legal, viável e decente? Decente que eu digo é no sentido mais amplo da palavra. Entenda por decente um serviço onde eu baixe a música livre de DRM e no formato *.mp3. *.wma? Não, obrigado.
Não sei se compraria música digital. A idéia é interessante, e a legalidade é um atrativo que, pelo menos para mim, é tentador. O que empaca a idéia é, além dos dois pontos descritos acima (DRM e *.wma), o preço. O Hot Fuss, dos Killers, por exemplo, na UOL Mega Store está custando R$ 23,00. Já o CD, que não tem essa frescura de DRM, que eu posso converter em *.mp3 e que ainda por cima vem com caixinha, encarte e todas essas coisas legais, no Submarino está saindo por R$ 24,90. Quem, em sã consciência, compraria as músicas na UOL em vez do CD no Submarino? Ainda se fosse um CD meia-boca, tudo bem; vou na UOL e compro as duas ou três faixas que se salvam. Agora CDs legais, completamente legais como o Hot Fuss, não dá, tem que ter todas as faixas. E aí vamos para o CD.
Analisando a situação de cima, parece até que é um jogo de empurra. O cara vai na melhor das intenções comprar a música digital, mas aí vê o preço, se desanima e compra o CD. Tipo uma conspiração pró-CDs das gravadoras, ou algo parecido.
Outro ponto interessante e obscuro é como as gravadoras chegam até os internautas que baixam músicas. Os principais clientes p2p atualmente são BitTorrent e o eMule. Ocupam o lugar que já foi do Napster, do Morpheus e do Kazaa. A EA, famosa produtora e distribuidora de jogos, já está enviando cartas para quem baixa seus produtos ilegalmente. Neste caso específico, eles descobriram os “infratores” através do IP, numa ação conjunta com o ISP (provedor de acesso). Não tenho certeza, para falar a verdade, isso é só um chute, mas acredito veementemente que as associações de gravadoras (RIAA, IFPI etc.) monitoram redes de compartilhamento e, a partir dos IPs dos participantes, entram em contato com os ISPs a fim de identificar os donos deles. Ratifico que isso é um “achismo” grosserio; eu nem sei se isso é legalmente permitido…
Há como fugir desta marcação? Sim! Por favor, não levem as informações abaixo como dicas, mas sim como meras curiosidades.
Há alguns anos surgiu uma moda que não pegou, pelo menos em larga escala: as darknets, redes fechadas onde só entram pessoas confiáveis. São redes geralmente pequenas, onde os membros trocam, entre si, arquivos dos mais variados tipos. São seguras para o propósito de piratear, porém como já citado, são pouco populares. Outro recurso que eu sinceramente não sei se se aplica nesta situação é protocol obfuscation, introduzido numa das últimas versões do eMule. O intuito de sua criação não é esconder as atividades dos usuários das gravadoras, mas sim dos provedores de acesso. A fim de não prolongar muito este texto, recomendo a leitura desse outro, publicado no WinAjuda. Como o conteúdo compartilhado é criptografado, e no eMule, por mais incrível que pareça, há arquivos legais, se por um acaso alguém que o usa ser processado, terá uma atenuante, já que, considerando que essa criptografia seja válida no sentido em que imagino, não há provas de que o que a pessoa baixou seja conteúdo pirata.
Independente do parágrafo acima, quero deixar claro que sou contra a pirataria, embora às vezes o seja contra a vontade, em virtude do preço alto que é cobrado pelos CDs (e agora, pelas músicas digitais também).
Quando o Napster caiu ante a RIAA, quando o Morpheus rachou com a Sharman Networks e deixou de operar com a FastTrack, e quando o Kazaa foi invadido por spywares e fakes a ponto de se tornar inutilizável, os internautas não se sentiram intimidados. A justiticativa sempre foi a seguinte: “cai o programa ‘x’ hoje, amanhã aparece um melhor”. De fato, a história mostra que eles tinham razão. Hoje, BitTorrent e eMule estão no topo, e são, de longe, os melhores compartilhadores de arquivos já criados até o momento. Agora, porém, a coisa será diferente. Não que esses programas, em especial o BitTorrent, irão acabar; acredito, porém, que essa pressão exercida pelas gravadoras em conjunto com as autoridades dará uma freada no uso destas ferramentas para fins ilegais. Infelizmente, não pela conscientização, como tanto querem a IFPI, a RIAA e a ABPD, mas sim pelo medo…
Neste dia, em anos anteriores...
- Talvez (2005)
Rodrigão meu broder,
Isso tudo, na minha modesta opinião, é querer curar a dor e não a doença. O problema não é o preço das coisas, é o quanto o pobretão do brasileirinho ganha. Então, ao invés de querer que todos ganhem bem pra poder comprar o que tem vontade, ficam brigando pra baixarem os preços. Heheheheheh
Realmente as redes p2p dão um prejuízo grande para gravadoras, estúdios, etc. Mas acho que no Brasil essa não é a principal fonte de pirataria, uma parcela pequena da população tem banda larga para fazer grandes downloads, não sei se isso tem na sua cidade mas tenho quase certeza que sim, aqueles camelôs que vendem dvd e cds antes até de serem lançados!? Esses caras sim atingem milhões de pessoas e movimentam bilhões de reais em todo o país. Concordo com você em relação ao preço do mp3 legalizado se for para pagar esse preço eu compro o cd que tem tbm o material gráfico junto e escuto no meu celular normalmente. Salve o compartilhamento como vamos fazer download de animes sem ele hehehe.
Ha um abaixo assinado em reacao as medidas da industria fonografica contra os usuarios: http://www.direitodeacesso.org.br
Muito legal seu blog cara! Bonito e interessante.
Faz tempo que não uso programas como BitTorrent ou eMule. Baixo diretamente de sites, onde as pessoas disponibilizam as músicas.
Não é seguro? Uso Linux!
Realmente as alternativas deixam a desejar. Até mesmo alguns CDs são difíceis de se encontrar no Brasil. Esses eu não tenho dúvidas na hora de baixar.
Se for importar eu vou pagar o dobro do preço. Pagar e baixar pela net, muito caro também. Tenho coisas importantes para fazer com meu dinheiro.
… IP é uma coisa mais mutavel que cabelo de mulher , ou seja é impossivel vc dizer com certeza se o IP encontrado pertence aquele endereço ou pessoa, a não ser que vc tenha um serviço de certificação digital, o que provavelmente a maioria dos usuarios não tem já que custa o olho da cara … os provedores e de acesso que detem o seus dados pessoais, tem por obrigação legal manter sigilo dos seus dados e das movimentações dos usuários, já que por analogia já se aplicam a eles as mesma diretrizes de sigilo das empresas de telefonia…
Se a gravadora encontrou vc, uma limpeza de HD resolve seu problema ou no caso de ela ter tido acesso ao seu movimento na net através do seu provedor de acesso, com certeza a prova é ilegal e não pode ser aceita pelo juiz do caso … no fim das contas entra com uma indenização contra o provedor e a gravadora que vc fatura facil.
Penso que p ideal seria penalizar (de verdade) as pessoas que fazem cópia para vender, e não os que baixam pela internet. Nós baixamos (sim, eu baixo e daí?) porque estão disponíveis. S estão disponíveis, por quê não baixar? É errado? É errado o amigo que gasta horas e dias copiando CDS e distribuindo para colaborar com a pirataria em massa.
Se eu não baixar uma musica na internet, outros tantos neguinhos irão comprar num camelô, por menos da metade do preço original. Quem ta errado?
Mas, como isso não acontece no Brasil, preferem punir o mais fraco = nós . É menos trabalhoso do que “tentar” punir quem eles não podem.
Se for pra proibir, que proibem a Microsoft e outras tantas empresas (peixe grandes) de desenvolverem software que possibilitam a pírataria, que proibem, os fabricantes de CDS virgens, que proibem (de verdade) a venda de CDs nos camelos, que pribem um monte de coisas… menos nós!
Abraços
ta otimo mais deixa seu msn po eu queria te conhecer nem que seja com palavras e fts ta lindo bay bay
pelo que parece, se o eMule não continuar a criar novas ferramentas como o protocol obfuscation, os programas terão o mesmo destino do napster. o eMule é excelente, só não gosto do fato de para ter uma boa velocidade, deve-se upar, upar, e upar.
quero uma musica da emma roberts
[...] Após ler um artigo da Bia sobre as lojas que vendem música digital, ler um artigo do Rodrigo Ghedin sobre redes p2p versus compra de músicas na internet (com DRM) e ainda um artigo do Sergio Lima sobre música gratuita na rede sem apelar pra pirataria, cheguei a algumas conclusões. [...]
Nos moldes atuais da venda de música tanto no formato original (CDs) como no formato digital, sou completamente a favor do download ilegal. Faço e continuarei fazendo até ter uma loja que venda música barato e sem DRM. Abraços…
M?sica digital. Comprar ou n?o comprar…
Tá rolando na blogosfera uma grande discuss?o sobre m?sica digital. Tudo come?ou quando