Video games violentos

Um estudo feito pela RSNA (Radiological Society of North America), e divulgado na última terça-feira (28/11), mostrou que jogos eletrônicos violentos afetam jovens negativamente. O estudo, realizado com cerca de quarenta e quatro adolescentes, os expôs a rodadas de trinta minutos de jogatina, alternando entre um título violento (Medal of Honor: Frontline) e outro não-violento (Need For Speed Underground). Quando expostos ao primeiro, os pesquisadores notaram um aumento de atividades na área do cérebro responsável pelas emoções, e declínio nas áreas responsáveis pelo auto-controle, foco e concentração. Esta pesquisa, embora não diga diretamente que os jogos influenciam jovens homicidas, reabre as discussões acerca da má influência dos vídeo games num momento-chave, quando a indústria dos games, que fatura U$ 10 bilhões por ano, acaba de lançar uma nova geração de aparelhos, a chamada next-gen. E aí, influenciam ou não?

Carmageddon (mini).Difícil questionamento… Eu mesmo sou um exemplo que refuta o resultado da pesquisa. Desde os cinco anos jogo vídeo game, e entre os dez e quinze, período importante no desenvolvimento do caráter de um ser humano, tive uma maior exposição aos jogos. Diria até que, no meu caso, foi algo meio exagerado. Eu era aficcionado, comprava revistas especializadas, debatia estratégias e lançamentos das empresas, sabia os nomes dos principais desenvolvedores (tanto empresas, quanto designers)… Enfim, era um nerd-mirim dos vídeo games. E é claro que, dentre tantos jogos que jogava, havia aqueles violentos, sangrentos e até eróticos (vai dizer que você nunca deu dinheiro para a meretriz da boate, no Duke Nukem 3D?).

Haviam jogos que simulavam violência, mas haviam jogos que eram violentos de fato. Exemplos? Carmageddon, Metal Gear Solid, Resident Evil, Mortal Kombat… Só para citar alguns. Gostava muito deles (exceto o Mortal Kombat), e, bom, o fato deles serem violentos não me tornou uma pessoa agressiva. Pelo contrário, às vezes me acho pacato demais. A única briga em que me meti na escola foi na quarta série, e foi uma das coisas mais toscas das que lembro da minha tenra infância. Me atraquei com o colega de classe, por um motivo tão bobo que me escapa no momento e, bom… belisquei o traseiro dele. Nessa época já jogava Mortal Kombat, Street Fighter e outros jogos de luta, e isso me leva a outra constatação: jogar games de luta não me tornou um exímio pugilista.

Medal of Honor: Frontline (mini).Outra tipo de jogo que eu adorava era o de corridas. Need For Speed, Carmageddon, Gran Turismo… E o simples fato de eu fazer barbeiragens de deixar qualquer mulher em processo de aprendizagem estarrecida, não significa que, atrás do volante de um carro de verdade, eu cometa as mesmas atrocidades que cometia segurando um joystick. Outro exemplo? Me divertia muito com survivor horrors, o equivalente nos vídeo games aos filmes de terror/suspense. Resident Evil, Silent Hill, Dino Crisis… Nem por isso ia dormir no quarto dos meus pais, com medo de zumbis, almas penadas ou dinossauros. Por fim, e este exemplo é também uma frustração, apesar de ser um dos melhores jogadores de Winning Eleven do bairro, nunca tive tal glória nos gramados de verdade.

O ponto a que quero chegar é: vídeo game só influência adolescentes perturbados, com outros problemas. Fosse verdadeiro este papo de que jogos violentos criam exércitos de jovens violentos, tal regra deveria valer para outros tipos de entretenimento, como o cinema. Sei que a pesquisa não diz isso, mas abre brecha para tal entendimento. E, antes que interpretações equivocadas se propaguem, julgo ser conveniente tal explanação. Se tais jogos alteram o emocional dos jovens, aí é um problema particular, e não deve ser encarado como a última desgraça do mundo moderno.

Sinto dor de cabeça quando jogo Call of Duty 2 por muito tempo, mas tenho absoluta certeza que este desconforto se deve mais aos movimentos abruptos da câmera, do que ao sangue que jorra dos soldados do Eixo.

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Pesquisando imagens para ilustrar este artigo, encontrei um site francês sobre o assunto. Não entendi bulhufas, mas ri muito na página de jogos violentos (segundo eles). Contra? Street Fighter II? Dead or Alive Xtreme Beach Volleyball!?!? Ah não, este último é considerado obsceno, só porque mostra um monte de mulheres em trajes de banho. Purista o site, não?

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Apesar da irregularidade, da morbidez e tudo mais, Carmageddon para PC é um dos games mais divertidos que já joguei. Além de matar pedestres, haviam outros detalhes legais, como as frases do piloto carequinha (eu tinha a versão brasileira do game - frases em português), as avarias no veículo e a polícia. Parece que, durante um tempo, a Justiça proibiu a venda do jogo… Se quiser conhecer sobre ele, esta análise ficou bacana.

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14 Responses to “Video games violentos”

  1. Guilherme Says:

    Acho essas “pesquisas” uma grande besteira… desde pequeno me divirto com esses jogos considerados violentos, mas nunca saí matando ninguém por aí. :P

    Também pode ser considerada uma questão de cultura, varia muito de país pra país.

    Abraços! ;)

  2. Guilherme Says:

    Ah, postei com o site errado, se der pra editar o comentário acima, quando puder, agradeço… ;)

  3. junior Says:

    Rapaz, eu nem curto jogos eletronicos, imagine os violentos. rsss
    Abração

  4. Neto Cury Says:

    Cara, não acredito que tu não citou o game cult do politicamente incorreto!!!
    GTA rulez
    Abração

  5. Oi, Rodrigo,

    Isso tudo é besteira, cara! Lógico que haverá um aumento das emoções ao jogar alguns títulos, senão, para que serviriam os jogos?!?!
    Esses cientistas querem provar o improvável. Desligou o console, acabou a emoção. Tudo bem, você pode se tornar um pouco nerd, mas não é isso que vai deixá-lo mais violento, salvo aqueles com distúrbios mentais.
    O bom do jogo é a diversão. Não é porque você “acaba com vários” em um jogo que você vai sair na primeira esquina com uma bazuca atirando em todo mundo, não acha?

    Um abraço!

  6. Se os jogos influênciassem as crianças eu seria um assassino em potencial. Jogo desde os 5 ou 6 anos de idade, ganhei meu primeiro videogame com 7 anos e hoje tenho 8 consoles em casa. Além disso também joguei RPG por alguns anos. Sou uma bomba prestes a explodir! :P

  7. Mateus Says:

    Se jogos violentes realmente influenciassem as crianças, eu seria o Stewie do Family Guy. xD

    O pessoal aqui em casa vive dizendo que jogos violentes deixam as pessoas violentas, eventualmente. Eu discordo. Sou o melhor exemplo de que isso é mentira. Também jogo video-game desde quando me conheço por gente, e embora pratique artes marciais há 6 anos, nunca me envolvi em uma briga sequer. Muito pelo contrário, até passo longe!

    A FALTA de jogos violentes é que dá raiva! Coitados dos japoneses, que a justiça local mandou a Capcom censurar as melhores cenas de matança no Resident Evil 4. =/

  8. arabic chillout…

    abrikoskos 1087414 arabic chillout intro…

  9. johnes Says:

    e muito erado ter ese jogos de violecia

  10. Grand Teacher Says:

    cara só pessoas que ja sao meio erradas da cabeça que fazem doideiras dessas =D entram tanto na dinamica do jogo que acham que vivem ele na vida real tem que saber separar mas proibir é bobagem e nao adianta p**** nenhuma =)

  11. big tit ass fucking…

    ka-ka-sh-ka 710031 home | big tit ass fucking | contacts…

  12. Miguel Says:

    eu concordo não era para existir jogos violentos.uma vez em gta san andreas um jogo para lá de violento que eu jogava,vi um símbolo da nova era e quem não sabe o que e nova era e uma salada de heresias

  13. Miguel Says:

    um exemplo de um jogo muito violento e um pouco de heresia gta san andreas a pessoa que mais matar mais roubar e mais destruir e o que vençe e o que ganha mais pontos.e outra em gta encontrei um simbolo na frente da kombi de gta sa o simbolo pe de galinha ou cruz de nero

  14. caralho Says:

    os jogos violentos sao fixes porque eu tenho o jogo mais violento que existe que e o god of war 2

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