O que você faz na Internet?
Eu não consigo conceber o fato de certas pessoas restringirem seu acesso à Internet ao orkut e ao messenger. E não digo nem dos casos de vício, onde o internauta passa mais tempo perdendo tempo nos referidos serviços do que vivendo sua vida, mas sim daquele que, quando está na Internet, automaticamente está utilizando-os.
Pare e responda, na lata: o que você faz na Internet? A grande rede é uma selva a ser desbravada, um admirável mundo novo, cheio de possibilidades, conhecimento, diversão e tudo mais. E isto me deixa ainda mais intrigado com as pessoas descritas no parágrafo acima. O que desmotiva essas pessoas a irem atrás do novo? É a dificuldade? A preguiça de pesquisar? O que será?
Quando estou online, cerca de dez horas por dia, me divido entre o trabalho e a leitura do meu agregador de feeds (que, em 50% do tempo, é parte do trabalho também). Tenho muitos blogs e sites de tecnologia cadastrados no meu agregador, e, sendo assim, ele serve como uma espécie de atalho entre eu e a Internet. Neste momento, tenho cerca de 56 feeds cadastrados nele. Em outras palavras, acompanho 56 sites de perto, sendo sempre alertado sobre as últimas novidades em cada um deles. Some a eles outras dezenas que encontro ao acaso, através de links ou pesquisas em buscadores, e o número de sites acessados diariamente chega fácil aos três dígitos.
Note que não estou tentando dizer que meu modelo de uso da Internet é o ideal. Seria arrogância e prepotência de minha parte querer vender este peixe, até mesmo porque dá para contar nos dedos pessoas que trabalham exclusivamente com a Internet e, confesso, não utilizo com total eficiência o tempo que passo em frente ao monitor. A idéia que quero passar é que a Internet não se limita a um site de relacionamentos e um programa de bate-papo.
Dá para elencar inúmeros problemas e deficiências do brasileiro médio na Internet e na vida, de modo geral. Não é preciso ser gênio para fazer isso. Genial seria alguém que conseguisse reverter este quadro, de maneira controlada, transparente e rápida, pois, a longo prazo, a solução é fácil e única: educação.
Update: O Glaydson Lima escreveu, baseado no texto acima, o “passo-a-passo do brasileiro médio na Internet”. Ficou muito bom!