Quem quer tatuar seu nome em japonês!?

Parece que é sina, karma, ou qualquer coisa do tipo. Quando tranquei os comentários dos posts do cachorro feio e dos mexicanos toscos, imaginei, na minha santa ingenuidade, que estaria livre de acéfalos vindo do Google. Mas eis que, num texto que, particularmente, me agradou muito, eles retornaram, e com um pedido em comum: mande meu nome em japonês. O pedido vem assim, seco, descarado, partindo da premissa de que eu sou um japonês especialista em katakana, kanji e hiragana. Eles nem se dão ao trabalho de ler; vão direito nos comentários, e soltam o pedido.

Aí estava pensando… Eu posso fechar os comentários, e problema resolvido. Um ou outro que porventura possua meio neurônio poderia localizar meu e-mail ali do lado, e enviar um, mas com certeza a quantidade de pedidos de “tradução” de nomes cairia bastante. Outra hipótese, esta bem interessante, foi sugerida pela Fabiane, num texto que publiquei no BlogAjuda: enviar para essa galera palavras estúpidas, tipo um baka, para tatuarem, de preferência, bem no meio da testa. Mas, por mais tentador que seja, não faria isso jamais. Minha benevolência não permite, de verdade.

Desdobrando o assunto, falemos de tatuagens. Sou careta, quadrado, antiquado, jamais faria qualquer tipo de tatoo. Não discrimino quem as tem, mas luto com todas as forças para que amigos e entes queridos não caiam na besteira de fazer uma. A primeira coisa que me vem à cabeça quando o assunto é tatuagem, é imaginar o recém-tatuado velhinho, ostentando sua tatuagem feita décadas antes, totalmente desfigurada em virtude de rugas e flacidez. Deve ser totalmente constrangedor… Imaginem, por exemplo, esta moçoila com oitenta anos (a propósito, encontrei essa imagem no bizarro ModBlog):

Moçoila tatuada.

Ratificando o que disse, cada um é dono do seu próprio corpo, logo, façam o que quiserem. Só não peçam emprego para mim :D .

Enfim, voltando ao texto dos nomes em japonês, acho que vou deixar rolar durante algum tempo. Vez ou outra aparece um comentário engraçado, e esse material poderá, num futuro próximo, servir de base para um artigo científico, no qual tentarei explicar o porquê de muitas pessoas, mesmo tendo um em perfeito estado, não usam seus cérebros. A julgar pela quantidade e “qualidade” do objeto de pesquisa, não duvido nada que meu artigo seja publicado numa Nature da vida…

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