Posts do mês Janeiro de 2007

O difícil retorno

27 Jan

Juro que, em determinado momento, enquanto estava a mais de quinhentos quilômetros do aconchego do meu lar, senti vontade de deixar tudo para trás e ficar por ali indefinidamente. O desprendimento da rotina, a brisa do mar, nada para se preocupar, nada para esquentar a cabeça… Tentador, de verdade. Mas, como este é, para mim, um objetivo para quando for um membro da terceira idade, há dois dias me despedi de Guaratuba e voltei para Paranavaí.

Sete dias longe da frenética Internet é um tempo monstruoso, e foi o bastante para eu perder o fio da meada, ficar desatualizado. Felizmente, a programação prévia que fiz em alguns dos sites funcionou, o meu grande amigo Octávio segurou as pontas onde a presença de um ser humano era imprescindível, e no fim tudo correu maravilhosamente bem. A única frustração foi não ter acompanhado de perto o lançamento do WordPress 2.1; esta frustração, entretanto, foi apaziguada graças ao outro grande camarada Daniel, que cobriu o lançamento da nova versão da melhor plataforma de blogs do mundo no BlogAjuda de maneira exemplar.

Entrar no ritmo novamente está sendo complicado, pois não bastasse a dificuldade normal em consumir sete dias de notícias simultaneamente às novas que saem, problemas circunstanciais surgiram:

  • Amigos resolveram fazer churrascos, um ontem, para comemorar o aniversário de um deles, e outro hoje, para comemorar a aprovação de alguns no vestibular da UEM. O melhor dos problemas, sem dúvida :)
  • O Thunderbird, meu cliente de e-mails, não agüentou o tranco de sete dias de e-mails, e abriu as pernas quando tentei baixar todos simultaneamente (mais de 2000). Centenas de mensagens se corromperam, e a única atenuante para esta desgraça é que a maioria era spam;
  • Estou sozinho em casa, já que neste ano me desgarrei da minha família, que só retorna segunda-feira da praia, e viajei com a da Heri. Assim que cheguei de viagem, fiz uma faxina superficial, e jantei wafer de morango com Coca-Cola. O pente fino na faxina ficou pra diarista, que vem na terça, e o problema das refeições foi resolvido graças às intervenções da namorada e sua mãe, a Leonice (obrigado!), que gentilmente me convidaram para almoçar e jantar em sua casa até que meus pais cheguem.

Confesso que uma ponta de preguiça embola o meio-campo, mas aos poucos ela está sumindo, e o intuito é pegar firme, mas muito firme mesmo, a partir de segunda. Ao contrário do que acontece todos os anos, onde o ano começa depois do Carnaval, em 2007 farei esta pequena antecipação, visando dias melhores no futuro, em todos os aspectos. Espero que surta o resultado esperado…

A arte de gravar CDs

23 Jan

Usei este mesmo título há mais de quatro anos, num artigo no WinAjuda no qual ensino os leitores a gravar CDs. Lembro que, na época, achei o título bem pavão, imponente, e, confesso, não liguei muito para o real sentido do mesmo. “Arte”, uma palavra forte e requintada, um bom título.

Hoje, pensando nas músicas que comporiam um CD que ainda hei de gravar, lembrei-me de Rob Fleming, do livro Alta Fidelidade, e em seguida, do meu texto, publicado em 2002. E cheguei à conclusão que não consegui chegar naquela época, à conclusão da qual Nick Hornby concorda comigo (ou vice-versa), mesmo gravando fitas ao invés de CDs, à conclusão de que gravar um CD é uma arte.

Numa passagem do livro, Rob, que é um admirador de música pop, nos entorpece com dúvidas acerca de como gravar uma fita. Qual música entra primeiro? Músicas de um mesmo intérprete devem ser gravadas juntas ou separadas? É melhor começar a fita com músicas agitadas ou calmas? Manter uma linha, uma seqüência lógica, ou se render ao aleatório? E no caso do aleatório, como fazer algo realmente aleatório?

Sempre demoro dias para gravar um CD de músicas selecionadas. Costumo fazer uma primeira triagem, na qual não ligo para a quantidade de músicas; simplesmente vou colocando as que me agradam, e se o CD tem uma linha, as que me agradam daquela linha. Passada esta primeira fase, faço uma nova triagem, desta vez removendo aquelas músicas “não-tão-legais-assim”, deixando apenas o supra-sumo, apenas o que meus ouvidos recebem sem reclamações. Finalizada esta segunda etapa, caso a quantidade de músicas tenha ultrapassado o limite do CD, vem uma das partes mais difíceis: remover as músicas extras. É complicadíssimo mensurar o quão se gosta de uma música, e o quão ela é descartável neste contexto, mas como o problema é a capacidade da mídia, ou seja, algo absolutamente fora da minha esfera de atuação, não tem outro jeito: algumas favoritas vão para o limbo.

A partir de então, tem início a segunda grande parte do processo: ordenar as músicas. Neste ponto, tudo depende do meu estado de espírito no momento, do tipo de música predominante no CD, de qual o destino do mesmo. Em outras palavras, é algo não-padronizado. Todavia, alguns detalhes costumo preservar, como evitar colocar músicas excessivamente destoantes em seqüência, e evitar se prender muito a um intérprete, pois a princípio, é uma seleção, logo, se for para gravar treze músicas de um cantor num CD onde há quinze, melhor comprar o CD do cantor logo. Uma dica interessante neste ponto é gravar a playlist (gosto dos formatos *.m3u e *.pls).

A última grande parte do processo é a gravação. É a mais simples, mas nem por isso desmerece cuidados especiais. O primeiro e um dos mais importantes é escolher uma mídia (CD) de qualidade. De nada adianta todo o trabalho feito até aqui se ela for de má qualidade, o que diminuirá consideravelmente a vida útil da sua coletânea. Independente do programa que for usar para gravar o CD, o faça em baixa velocidade. Atualmente, gravadores rápidos, com velocidades de gravação chegando a 52X, são popupales, mas gravar um CD de áudio nesta rapidez implica problemas, dos quais os mais graves são distorções na música, e incompatibilidade com aparelhos de som. O ideal é gravar numa velociade entre 8X e 12X. Demora um pouco, mas o resultado compensa.

Assim, após três grandes etapas, o CD com músicas seletas está pronto para ser ouvido. Depois deste “textão”, me diga: gravar CDs é ou não é um arte? Pois é.

Spam da Editora Abril nos comentários?

22 Jan

Quem tem blog sabe a m*rda que são os spams. Quem tem blog powered by WordPress, sabe também que o Akismet segura tudo e mais um pouco. Agora, duvido que quem tem blog já tenha se deparado com um comentário/spam igual este:

Spam da Abril.

Isso mesmo, um comentário/spam da Editora Abril. Eu juro que ia deixar passar, mas quando li o nome que o sujeito usou (Divulgação), pensei duas vezes. O site que ele recomenda tem algo a ver com o assunto do post. O que será isso? Uma nova (e idiota) campanha de marketing? Algum desocupado da Abril tratando de vender seu peixe, na tentativa (idiota) de fazer média com o chefe? Não sei. Só sei que apaguei o comentário/spam :).