Archive for January, 2007

Uma análise de Lara Croft, o modelo de mulher feminista

Monday, January 15th, 2007

As feministas são tão chatas quanto xiitas, fanboys e afins. Aliás, tudo que é extremado é chato, e isso me remete a um dos melhores ensinamentos que meus pais me deram: “tudo que é demais, estraga/é chato/enjôa”. As feministas bradam aos sete ventos que igualdade entre os sexos é o caminho da libertação, mas quando se deparam com uma barata, ou com um pote de conserva lacrado, a quem elas recorrem? Isso mesmo, ao ser abominável com quem dividem espaço, ou melhor, com quem disputam espaços. O homem.

Embora seja um, não defenderei os homens neste texto. Minha intenção é mostrar as falhas do movimento feminista analisando (psicologicamente, que fique claro) um dos maiores ícones feministas dos últimos anos: Lara Croft, a arqueóloga inglesa protagonista da série de jogos Tomb Raider. Antes de entrarmos no mérito, uma pequena montagem, mostrando-a em diferentes etapas da sua “vida”:

Lara Croft.

O primeiro aspecto que impressiona em Lara é a beleza estonteante. Sim, não serei hipócrita em dizer que beleza não chama a atenção, pois chama sim. Aliás, tenho uma teoria de que metade do sucesso da série de jogos Tomb Raider se deve ao fato da protagonista ser gostosinha, e que muitos molecotes, no final do século passado, jogavam tais games apenas para admirarem a personagem. Afinal, o jogo era uma bosta. Beleza intimida, especialmente os feios, como este que vos escreve. Não que este detalhe seja crucial para determinar o nível de intimidação, mas num primeiro momento, ele tem forte influência, e isto pode ser tanto bom, o que ocorre quando o conjunto da obra ratifica a primeira impressão, como propaganda enganosa, quando a moça integra o time das que só são notadas de boca fechada.

Como estamos falando de Lara Croft, um ícone feminista, é óbvio que, ao abrir a boca, ela não só confirma sua prepotência sobre os demais, como os esmaga. Este detalhe, por motivos óbvios e que dispensam explicações, são melhores sentidos nos filmes. Lara não esconde a influência de Indiana Jones, importando deste, além da profissão, o modo de ser e as tiradas bacanas, flertando com um Spiderman way. Não chega a tanto, mas para menos esclarecidos, causa o mesmo efeito que o humor cool de Peter causa em seres de nível mais elevado. Quando o interlocutor da moça é um homem, então, aí ela deita e rola. A cada cena onde está presente um espécime masculino, temos a nítida sensação de que a personagem de Jolie tenta se impôr sobre o pobre coitado com quem contracena. E os homes, claro, raramente se rebelam contra ela, afinal, se fazem isso, recebem o castigo dali a duas cenas. Com mulheres a situação é diametralmente inversa: sorrisinhos, abraços, cumplicidade. Seria Lara, e conseqüentemente as feministas, lésbicas? Melhor parar este assunto por aqui…

Psicologicamente falando, Lara é uma muralha. A única coisa capaz de abalá-la é a lembrança de seu falecido pai. Ou pais, sei lá (nunca joguei nenhum game da série). Nas piores situações, tal qual os grandes heróis que mentes brilhantes da humanidade pariram, ela se mostra bem disposta e inabalável. Bom humor acima de tudo, este é o espírito.

Passemos agora aos aspectos circunstanciais de Lara. Ela é rica, rica e rica. Bem sucedida no que faz, a melhor arqueóloga da paróquia, e, detalhe importante, está acima de todos os homens (arqueólogos), embora eu ache, se me permitem o comentário, que Indiana Jones é mais legal. Sua fortuna deve-se à herança, e o que poderia ser mostrado como um ponto fraco na sua barreira feminista, torna-se irrelevante ante o fato de que, graças às suas expedições arriscadas nos confins do mundo, ela lucra horrores. Ou seja, ela é indepentente. Talvez esta palavra defina o que é ser feminista: é levar a níveis extremos a independência. Veja, não defendo a idéia de serem as mulheres dependentes e submissas. Mas um pouco de dependência dos demais, em especial do cônjuge (que ela não tem, outro detalhe relevante) e/ou da família, é natural e saudável, e isso vale para os homens também.

Divulgação Tomb Raider.
A mais legal foto de divulgação da série Tomb Raider.

Fazendo um resumo de Lara Croft, podemos defini-la assim: moça bonita, inteligente e sagaz; durona, auto-suficiente, extremamente independente e prepotente; confia em si mesma, subjuga os homens sem dó, é aventureira e sabe exatamente o que quer; não consegue manter relacionamentos fixos, tem apenas parceiros ocasionais; mente inabalável, sempre mantém o auto-controle. Rica e bem sucedida no que faz.

Este texto, embora tenha um evidente tom irônico, expressa minha real opinião sobre o movimento feminista “ortodoxo”. Levando esta informação em conta, digam-me, em especial as mulheres: é isso que vocês querem ser? A mulher adquiriu muitos direitos no último século, equilibrou a balança com os homens de uma maneira jamais vista na humanidade, chegando a ultrapassá-los nas áreas onde suas qualidades e habilidades as fazem melhores profissionais que eles. Têm todo o mérito, de verdade. Mas, daí a querer invadir todos os espaços, inverter leis básicas de convivência, rebaixar os homens a níveis de objetos… Não é demais? Até nossa Lei estabelece diferenças entre os sexos, o que demonstra que, por mais que se lute, certos aspectos envolvendo homem e mulher são pétreos, inalteráveis.

Pense nisso.

Google e Yahoo, amor e ódio

Saturday, January 13th, 2007

As duas são concorrentes ferrenhas na web 2.0, e é exatamente por isso que os dois casos a seguir expostos são tão curiosos. Google e Yahoo!, histórias parecidas, caminhos diferentes, confusões envolvendo ambas.

O primeiro caso ocorreu há alguns meses, na época do lançamento do Internet Explorer 7 (aliás, se ainda o fez, atualize o seu agora!). A Yahoo!, aproveitando o embalo e a euforia do lançamento, preparou uma edição especial do navegador, toda personalizada com seus links e serviços. Para incrementar a campanha, criaram uma página especial, mostrando as “vantagens” do IE 7, e as diferenças desta versão para a tradicional. Confira-a:

Página especial para o IE 7, da Yahoo! (mini).

A Google, querendo aproveitar-se da onda do momento também (embora apoie descaradamente o navegador concorrente), fez o mesmo. Literalmente.

Página especial para o IE 7, da Google.

E isso passou batido pra praticamente todo mundo! Aqui no Brasil, pelo menos, não li nada a respeito (e olha que eu leio muitos sites e blogs de tecnologia). Descobri essa pérola apenas hoje, no blog do Jeremy Zawodny.

Enfim, no título, essa parte é a do ódio. Não que haja desavenças entre as duas empresa, nem que este episódio em particular tenha causado embaraços diplomáticos. É que achei o título deste post tão legal, que tive que criar um contexto para mantê-lo :P.

O amor vem agora, e graças a Steve Bryant, do blog Google Watch, que publicou um layout-conceito de como ficaria a simplicidade do Google no Yahoo! way de ser.

Google Yahoo! (mini).

Legalzudo, não? O Michael Arrington, do Techcrunch, local onde achei esta montagem, concorda.

Eu quero é que a concorrência entre ambas aumente cada vez mais, concorrência esta que, invariavelmente, gera serviços cada vez melhores (e curiosidades bacanas, como estas aí de cima).

Quem quer tatuar seu nome em japonês!?

Thursday, January 11th, 2007

Parece que é sina, karma, ou qualquer coisa do tipo. Quando tranquei os comentários dos posts do cachorro feio e dos mexicanos toscos, imaginei, na minha santa ingenuidade, que estaria livre de acéfalos vindo do Google. Mas eis que, num texto que, particularmente, me agradou muito, eles retornaram, e com um pedido em comum: mande meu nome em japonês. O pedido vem assim, seco, descarado, partindo da premissa de que eu sou um japonês especialista em katakana, kanji e hiragana. Eles nem se dão ao trabalho de ler; vão direito nos comentários, e soltam o pedido.

Aí estava pensando… Eu posso fechar os comentários, e problema resolvido. Um ou outro que porventura possua meio neurônio poderia localizar meu e-mail ali do lado, e enviar um, mas com certeza a quantidade de pedidos de “tradução” de nomes cairia bastante. Outra hipótese, esta bem interessante, foi sugerida pela Fabiane, num texto que publiquei no BlogAjuda: enviar para essa galera palavras estúpidas, tipo um baka, para tatuarem, de preferência, bem no meio da testa. Mas, por mais tentador que seja, não faria isso jamais. Minha benevolência não permite, de verdade.

Desdobrando o assunto, falemos de tatuagens. Sou careta, quadrado, antiquado, jamais faria qualquer tipo de tatoo. Não discrimino quem as tem, mas luto com todas as forças para que amigos e entes queridos não caiam na besteira de fazer uma. A primeira coisa que me vem à cabeça quando o assunto é tatuagem, é imaginar o recém-tatuado velhinho, ostentando sua tatuagem feita décadas antes, totalmente desfigurada em virtude de rugas e flacidez. Deve ser totalmente constrangedor… Imaginem, por exemplo, esta moçoila com oitenta anos (a propósito, encontrei essa imagem no bizarro ModBlog):

Moçoila tatuada.

Ratificando o que disse, cada um é dono do seu próprio corpo, logo, façam o que quiserem. Só não peçam emprego para mim :D.

Enfim, voltando ao texto dos nomes em japonês, acho que vou deixar rolar durante algum tempo. Vez ou outra aparece um comentário engraçado, e esse material poderá, num futuro próximo, servir de base para um artigo científico, no qual tentarei explicar o porquê de muitas pessoas, mesmo tendo um em perfeito estado, não usam seus cérebros. A julgar pela quantidade e “qualidade” do objeto de pesquisa, não duvido nada que meu artigo seja publicado numa Nature da vida…


Lifestream