Archive for February, 2007

A força do Fantástico em prol da Amazônia

Monday, February 12th, 2007

Quanto tempo leva para uma iniciativa se popularizar? Depende. Se a divulgação for feita, por exemplo, via boca-a-boca, ou então por publicidade convencional, no mínimo alguns dias. Se o tema for banal, então, demora mais. O orkut, por exemplo, demorou alguns meses para virar febre no Brasil. O messenger da Microsoft, anos.

Agora imagine uma iniciativa mostrada numa matéria no Fantástico, da Rede Globo, em horário nobre, e a respeito de uma nobre causa. O resultado só pode ser um só: sucesso instantâneo.

Não faz nem duas horas que a matéria foi veiculada, e já há mensagens circulando pela Internet sobre o assunto. Ah sim, o assunto… Artistas que participaram da minissérie Amazônia, preocupados com a devastação da floresta homônima, resolveram fazer um abaixo-assinado para tentar reverter a situação. A meta é alcançar um milhão de assinaturas, e então, entregá-las ao nosso querido presidente. A coleta de vistos está sendo feita através da Internet, pelo site Amazônia Para Sempre. Quando votei, há meia hora, a quantidade de assinaturas estava em aproximadamente vinte e dois mil. Sinceramente? Não duvido, ou melhor, aposto que chega a um milhão.

Sobre os dois spams pedidos via Internet. Um, obviamente, veio através do orkut:

Amazônia para sempre (orkut).

O outro, mais surpreendente, apareceu no fórum de um dos sites que administro, o do WinAjuda:

Amazônia para sempre (WinAjuda).

Repetindo o que escrevi neste último link, não acredito que este abaixo-assinado será a salvação da Amazônia. Obviamente, os próprios artistas idealizadores do projeto (Cristiane Torloni, Juca de Oliveira, Victor Fasano) também acham. Como um deles bem definiu, a idéia é alertar a sociedade, dar um grito de indignação contra as atrocidades que são feitas ao nosso maior patrimônio natural. E, sendo assim, eles têm todo meu apoio, incluindo uma assinatura, e um pedido aos meus poucos, mas grandes leitores: vamos assinar o abaixo-assinado?

Mudanças I

Friday, February 9th, 2007

Períodos pré-grandes mudanças são deveras difíceis de serem assimilados. O pior é que, não bastasse esta TPPGM, todo o resto fica meio em stand by, eu fico fora do ar, e tudo vira uma bola de neve cada vez maior, tal qual minha caixa de entrada com e-mails a serem respondidos. Sei que depois da tempestade, vem a calmaria, mas enquanto ela não chega, parece que a tempestade é infinita, durará para todo o sempre, e essa angústia, idem.

Analisando tudo friamente, acho que a transição será tranqüila. Quando ela estiver acontecendo, creio até que ela será mais fácil do que imagino. Incertezas… Como detesto isso.

Em breve, dou mais detalhes. Prometo. Ou você achou que o “I” no título era só de enfeite?

O fim de Harry Potter está próximo

Wednesday, February 7th, 2007

Era difícil imaginar a saga de Harry Potter, criada pela inglesa J. K. Rowling, próxima do fim no longínquo ano 2000, quando tive meu primeiro contato com a obra. Aliás, os primeiros livros da série foram, também, os primeiros livros da minha biblioteca particular, e isso, somado à qualidade e complexidade (para meu eu de treze anos) do texto, fazem com que eu me lembre de Harry Potter com um quê de nostalgia.

Hoje encaro a série como um entretenimento barato. Ela virou carne de vaca, foi adaptada para o cinema, gerando péssimos filmes, e meu refinamento natural em termos de leitura transformaram os livros do bruxo de Hogwarts em algo meio bobo, infantil. Não que minha simpatia pela obra tenha se transformado em ódio mortal; ainda gosto dos livros, ainda espero com ansiedade o lançamento dos novos, ainda recomendo-os a amigos. Acontece que aquele fascínio que tinha perdeu o brilho. Natural, absolutamente natural. Comparar um Harry Potter, munido de toda a sua previsibilidade e clichês vergonhosos, com um Aldous Huxley, ou Nick Hornby, por exemplo, seria covardia. Evolui. Esta evolução pode ser notada através da minha opinião sobre Harry Potter, e isso é ótimo.

Harry Potter 7.Me assustei quando vi, em pré-venda, o sétimo e último livro da série, Harry Potter and the Deathly Hallows (numa tradução livre, algo como Harry Potter e as Insígnias Mortais). O livro só sai em julho, no dia vinte e um, e apenas em inglês, mas já está em pré-venda. No Brasil. E pode apostar que, na madrugada de vinte para vinte e um de julho, haverá filas e mais filas, e o lançamento mundial do livro será notícia em todos os telejornais. Foi assim no lançamento do sexto, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, será igual ou maior no do sétimo.

Muitos estão esperançosos de que, ao contrário dos planos da autora, este não seja o último livro. Contrariando a opinião da maioria, torço para que a tentação ($) não faça com que Rowling cometa a besteira de estender a série. Todo material cultural estendido além do planejado se deprecia de maneira assustadora. Isto é fato. O lance é ignorar os spoilers, esperar a versão nacional (que sempre sai uns seis meses depois da original - inglesa), e se deliciar com a última aventura de Harry Potter, que apesar dos pesares, é um best seller, e tem um lugar garantido na história da literatura mundial.


Lifestream