Quanto tempo leva para uma iniciativa se popularizar? Depende. Se a divulgação for feita, por exemplo, via boca-a-boca, ou então por publicidade convencional, no mínimo alguns dias. Se o tema for banal, então, demora mais. O orkut, por exemplo, demorou alguns meses para virar febre no Brasil. O messenger da Microsoft, anos.
Agora imagine uma iniciativa mostrada numa matéria no Fantástico, da Rede Globo, em horário nobre, e a respeito de uma nobre causa. O resultado só pode ser um só: sucesso instantâneo.
Não faz nem duas horas que a matéria foi veiculada, e já há mensagens circulando pela Internet sobre o assunto. Ah sim, o assunto… Artistas que participaram da minissérie Amazônia, preocupados com a devastação da floresta homônima, resolveram fazer um abaixo-assinado para tentar reverter a situação. A meta é alcançar um milhão de assinaturas, e então, entregá-las ao nosso querido presidente. A coleta de vistos está sendo feita através da Internet, pelo site Amazônia Para Sempre. Quando votei, há meia hora, a quantidade de assinaturas estava em aproximadamente vinte e dois mil. Sinceramente? Não duvido, ou melhor, aposto que chega a um milhão.
Sobre os dois spams pedidos via Internet. Um, obviamente, veio através do orkut:

O outro, mais surpreendente, apareceu no fórum de um dos sites que administro, o do WinAjuda:

Repetindo o que escrevi neste último link, não acredito que este abaixo-assinado será a salvação da Amazônia. Obviamente, os próprios artistas idealizadores do projeto (Cristiane Torloni, Juca de Oliveira, Victor Fasano) também acham. Como um deles bem definiu, a idéia é alertar a sociedade, dar um grito de indignação contra as atrocidades que são feitas ao nosso maior patrimônio natural. E, sendo assim, eles têm todo meu apoio, incluindo uma assinatura, e um pedido aos meus poucos, mas grandes leitores: vamos assinar o abaixo-assinado?
Me assustei quando vi, em pré-venda, o sétimo e último livro da série, Harry Potter and the Deathly Hallows (numa tradução livre, algo como Harry Potter e as Insígnias Mortais). O livro só sai em julho, no dia vinte e um, e apenas em inglês, mas 