Arquivos do mês April 30e 2007

Vamos trabalhar!

Publicado originalmente em 5 de janeiro de 2005.

Estava meio irritado com tudo e com todos nessa época. Fazia pouco menos de um mês que tinha sido despedido do escritório, ainda não tinha renda proveniente da Internet, minha insegurança para com o curso de Direito atingia seu nível mais alto desde sempre. Enfim, estava meio receoso em relação ao futuro.

Estava navegando em um fórum de adolescentes dia desses, e um dos tópicos me chamou a atenção. O assunto era qual a faculdade que eles pretendiam cursar. 95% disseram que pretendem cursar algo relacionado à informática, pois é o que eles gostam, blablablá… Pobres coitados. Informática não é a profissão do futuro. Quem pensa em fazer fortuna mantendo um host de fundo de quintal, ou então “desenhando” páginas, está viajando. Enfim, não é sobre isso que vou escrever, apenas citei o caso acima para exemplificar o verdadeiro assunto deste post: trabalhar no que se gosta.

Li certa vez, infelizmente não me lembro onde, que é um terrível engano as pessoas pensarem que se realizarão profissionalmente quando fizerem o que gostam. Segundo este mesmo artigo, o caminho é inverso: temos que gostar do que fazemos, almejar a excelência no trabalho, independente do que seja, se gostamos ou não, se o patrão é chato ou legal. No futuro, este comportamento renderá bons frutos. Por quê? É simples, lógico. Destacando-se na sua função, as chances de uma promoção aumentam consideravelmente; sendo mais produtivo, seu chefe ficará mais satisfeito, fato que se converte em mais regalias a você, podendo transformar-se até num aumento salarial. Além disso, há benefícios a nós mesmos. Minha mãe sempre diz que o que fazemos de bom gosto sai bem melhor do que o que fazemos a contra gosto. É exatamente esta a situação do trabalho, sem contar que nos sentimos melhores. Quando eu faço uma coisa contra a minha vontade, fico irritado, faço de qualquer jeito, e f***-se se gostarem ou não. Quando faço algo que me agrada, ou pelo menos que eu tenha a intenção de fazer bem, sou meticuloso ao extremo, o que resulta em um algo melhor.

Voltando ao artigo sem fonte, o autor critica veementemente o estigma que o brasileiro tem de achar que só é feliz quem faz o que gosta. Novamente, concordo. Até mesmo porque eu (ainda) estou nesse grupo sonhador. Mas estou me reeducando. Sempre tive a sensação de que as coisas vêm facilmente… Na minha antiga concepção, há um desequilíbrio descomunal entre trabalho e salário. E isso é errado, totalmente errado! Mas que droga, se é errado, por que eu acreditava nisso!? No meu ex-emprego, eu entrava às 8h, tinha um horário de almoço de 2h, e saía às 17h 30min. Era cansativo? Sim. Desgastante? Também. Chato!? Por vezes, sim. Mas era dignificante. Na sexta feira saía de lá com uma tranqüilidade que hoje invejo. “O trabalho dignifica o homem”… Exatamente isso. Não fazia nada que eu gosto. Era um estagiário misto de office boy e secretário. Mas aprendi a gostar do que fazia, e nos últimos tempos, estava batalhando para atingir a excelência. Fui despedido, mas esta é outra história…

Por ora não pretendo sair à caça de trabalho. Estou fazendo uns serviços de free lancer pela Internet, e está dando pra quebrar o galho. Aliás, esta é uma coisa que sempre quis: trabalho pela Internet, na hora que quero… Grande bosta.

Bom, vou ficando por aqui. O dever me chama!

[tags]Trabalho, Carreira, Emprego, ProBlogger[/tags]

Filho da mãe!

Filho da mãe.Estudar Direito às vezes é deveras interessante. Descobrimos curiosidades bacaníssimas sobre os mais variados assuntos, já que, como todos sabem, o Direito incide sobre praticamente tudo. Bem ou mal, é a regulamentação da vida em sociedade, e como todos sabem também, ninguém vive sozinho, logo, todos vivemos em sociedade.

Estudando direito de família, deparei-me com uma curiosidade interessante. Todos conhecem o xingamento “filho da mãe”, certo? Atualmente, ele é usado para ofender alguém levemente, substituindo o pesado “filho da p*ta”. Muitas pessoas não sabem a origem deste xingamento, e acredito que a maioria delas surpreender-se-ia se soubessem que, há algum tempo, este era um xingamento tão ou até mais pesado que o filho de prostituta.

O culpado e criador indireto do “filho da mãe” é o antigo Código Civil (Lei nº 3.071/16), promulgado em 1916, e que foi revogado pelo novo Código, de 2002. Este quase centenário diploma distingüia filhos legítimos, frutos do casamento, daqueles tidos fora dele, fosse por adoção, fosse através de casos extraconjugais. Aos legítimos, todos os direitos; aos bastardos, nada. Essas crianças eram registradas apenas pela mãe, não tendo direito a absolutamente nada do pai, sequer o sobrenome. Ser “filho da mãe” era uma tristeza, uma vergonha, e ser chamado assim, um insulto.

O novo Código Civil (Lei nº 10.406/02), em seu artigo 1.596, diz expressamente que todos os filhos têm direitos iguais, independente da “procedência”:

Art. 1.596. Os filhos, havidos ou não da relação de casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação.

Ou seja, no nosso contexto, o novo Código acabou legalmente com a eficácia do xingamento “filho da mãe”. Hoje, o “filho da mãe” chegou a tal nível que nem pode mais ser considerado um xingamento… Sua única utilidade é servir de tradução para “son of bitch” nas legendas de filmes estrangeiros.

Sim, sei que é um assunto besta, mas cultura inútil nunca é demais, não?

[tags]Filho da mãe, Origem, Etmologia, Direito, Família[/tags]

Second Life: um caso de hype passageiro…

A web 2.0 trouxe à tona na Internet a palavra hype, que numa tradução livre e simplificada, significa “exagero”. Hoje, qualquer site de relacionamentos é elevado ao status de última bolacha do pacote, qualquer novo serviço disponibilizado torna-se instantaneamente indispensável, e por aí vai. O último hype de que se tem notícia atende pelo nome de Second Life. O joguinho da Linden Lab, uma espécie de The Sims multiplayer, é um grande sucesso no mundo inteiro, tem economia e moeda próprias, e está desembarcando oficialmente no Brasil, tendo este fato recebido uma mega-cobertura da chamada “mídia especializada” nos últimos dias.

Second Life.

Dados do Ibope mostram que a audiência do jogo no Brasil caiu bastante em março deste ano. O mesmo ocorreu nos Estados Unidos. Isso, para mim, mostra que o negócio não vai vingar. E o motivo desse desinteresse precoce pela “ferramenta revolucionária” é exemplarmente explicado por Alexandre Magalhães, analista do Ibope, num comentário ao IDG Now!: “É uma grande ferramenta de marketing, sobre a qual as pessoas falam muito, mas usam pouco. Não é como o YouTube ou o Orkut, que são fenômenos de mídia e audiência”. Ou seja, é um puro e simples hype.

Vejo o Second Life como aquela velha máxima da informática elevada ao extremo: “uma coisa que serve para resolver problemas que, antes dela, não existiam”. Nerds, tímidos e afins, já têm, de forma bem mais simples e eficaz, ferramentas para se relacionar – orkut, messengers, salas de bate papo, sites de relacionamentos. O Second Life, a meu ver, consegue, no máximo, fazer com que o cara sinta-se tentado a experimentar o joguinho. Comigo, aliás, nem isso conseguiu.

Tem gente ganhando horrores com o jogo, através do “ramo imobilário”. Na minha cabeça, o cara que paga dezenas de milhares de dólares por um “terreno” no SL é tão ou até mais maluco que o que compra terrenos na Lua. A única diferença é que a especulação faz o preço da terra no jogo subir, ao passo que, na Lua, pelo menos por enquanto, nenhum ET entrou na jogada querendo comprar algo. Grandes empresas, inclusive nacionais, estão investindo muito em publicidade virtual dentro do mundo virtual, para que o consumidor virtual as vejam, e, às vezes, muito raramente, e de preferência inconscientemente, tais anúncios toquem o consumidor real. A cereja do pudim, porém, são cursos sobre Second Life (pescado aqui), não no sentido de ensinarem as pessoas a jogarem-no, mas sim a fazer dinheiro lá dentro. É o típico caso em que se dá atenção excessiva ao fim, esquecendo-se do meio. Ou seja, é o típico caso de fracasso iminente.

Estou vacinado contra isso. Já tenho minha conta no orkut, e já joguei The Sims. Talvez faça meu cadastro, por mera curiosidade, ajudando a aumentar os números do Ibope, que com certeza ludibriarão muitas empresas que, na ânsia de querer aparecer, investirão numa barca furada. É a vida… Aos aventureiros que preferem ter uma vida secundária, jogando sua vida principal de lado, boa sorte. Só não reclamem quando o pôr do Sol parecer quadrado, graças à sua placa de vídeo podre, ou aquele esquema com a PrettyGirl18 ir para o saco, simplesmente porque a luz acabou, ou a conexão caiu.

[tags]Second Life, The Sims, orkut, Hype[/tags]

O feriado do Santo Galvão

Dia 11 de maio de 2007 provavelmente será feriado. Esta tramitando no Congresso Nacional um projeto de lei que visa instituir o Dia de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão. Esta mesma lei transforma a data em feriado este ano (e apenas neste ano). O motivo, segundo os parlamentares, é permitir que os brasileiros possam acompanhar a cerimônia de beatificação de Frei Galvão, a ser realizada na referida data, pelo Papa Bento XVI, durante sua visita no Brasil. Portanto, ao contrário do que vem sendo divulgado em alguns blogs, apenas em 2007 o dia 11 de maio será feriado; nos próximos anos, se este projeto for sancionado sem alterações, não.

Não vou entrar no mérito de que o Brasil, segundo a Constituição Federal, é um país laico (sem religião oficial), o que torna a criação desse feriado um ato, do meu ponto de vista, falho.

Quem vive em Maringá, como este que vos escreve, terá folga em dobro: a cidade faz aniversário no dia 10 de maio.

[tags]Feriado, Frei Galvão, Papa Bento XVI, Lei[/tags]

Detran Digital

Publicado originalmente em 3 de dezembro de 2004.

O ex-blog começou a funcionar no dia 20 de novembro de 2004. Alguns dias depois, publiquei este texto, mostrando um pouco do procedimento para se conseguir uma CNH. Texto este que, aliás, serve para mostrar empiricamente duas características do meu finado blog anônimo argüidas no texto inaugural desta categoria: o excesso de palavrões (aqui, propositadamente censurados), e o falar da minha vida sem dar brechas da minha identidade. E, se não gostarem, dêem um desconto: eu só tinha 18 aninhos :) .

Ao atingir a maioridade, recentemente, a primeira providência que tomei foi ir atrás da minha habilitação para dirigir. Fui na auto escola, me informar sobre o trâmite, quanto tempo demora, quais as frescuras etc. Enfim, a funcionária disse que todo o processo demora 45 dias (burocracia do c******…), isso se eu não reprovar em nenhuma prova. Pois bem, já que não há outra maneira (creio que comprar uma habilitação fria não seja uma boa idéia…), assinei o contrato no mesmo dia, e já desenbolsei R$ 150,00 =(

Minha primeira e dificultosa tarefa na árdua busca pela habilitação foi o instigante exame psicotécnico, precedido das fotos e do teste de visão, que é realmente f***! O aparelho que tem lá é tão velho que as letras aparecem todas desfocadas! Sorte que minha visão de raio-x me ajudou a passar desta fase =) Logo após, vem a fotografia, aquela coisa ridícula que todo mundo tem vergonha de mostrar. O chamado Detran Digital, uma pequena repartição, é uma das poucas coisas do Detran que funcionam rápida e eficientemente. Em menos de cinco minutos, tiram a foto, registram digitais e assinatura, tudo digital. O controle de candidatos ainda é manual (uma velha dita os nomes dos candidatos, e a outra mulher do PC confere no banco de dados se já está catalogado). É uma parte que precisa melhorar. De resto, nota dez para o Detran Digital! Todas as unidades do Detran/PR já estão equipadas. Não tenho certeza, mas creio ser este serviço exclusivo do meu querido Estado-membro =)

Como que saindo do céu para o inferno, fui fazer o psicotécnico. A hora da verdade chegou… Muita tensão… Uma mulher com cara de sonsa entra na sala… Várias folhas e lápis nas mãos… Chega! =P Olha, se tem gente que reprova naquela p****, não pode ter habilitação mesmo! Aquele teste é a coisa mais ridícula que já fiz. Perguntas bobas, testes estúpidos… O cara tem que ser muito anta pra reprovar no psicotécnico. Ou estar nervoso, porque outra explicação não há. Você fica até irritado com aquela merda, e o f*** é que a mulher enrola pra caramba pra entregar as provas. Enfim, fiz o bendito exame e, depois de quase quatro horas preso naquela droga, fui pra casa, repousar no pouco tempo que sobrou do meu horário de almoço =(

Passados dois dias, liguei na auto escola a fim de saber o resultado. Passei (ó, eu sou realmente f***! =P)… Na segunda as aulas teóricas começam. Espero sinceramente que sejam mais emocionantes que o espetacular exame psicotécnico =)

Arquivos secretos

Houve uma época, anterior à da criação deste blog, em que eu escrevia textos sobre temas variados e incertos n’outro lugar. Os lapsos temporais entre eles eram maiores, minha mentalidade e visão de mundo, bem menores; a quantidade de palavrões, não sei (ainda hoje) por qual motivo, imensa, e a satisfação de manter este labor periódico, muito grande. E assim eu escrevia, tal qual este parágrafo: entre altos e baixos.

Pouca gente leu esses textos, pois eu os escrevia protegido por um pseudônimo, além de não fazia nenhum tipo de propaganda dos mesmos. A princípio, eles eram apenas válvulas de escape, mas com o passar do tempo, e o feedback dos poucos e seletos leitores, o escopo foi mudando. Esta evolução, aliás, era facilmente percebida comparando os primeiros textos com os últimos: de uma raiva transbordante e sem sentido, migrei para um estilo mais rasgado e ácido, porém mais polido (e sim, isso soou paradoxal, embora não seja). Antes do “sucesso” vir, porém, achei melhor matar a idéia. Parei de escrever daquela forma e naquele lugar, apaguei os textos, e tudo que sobrou foi uma vaga e gostosa lembrança de uma das épocas mais solitárias da minha solitária vida.

Dia desses, remexendo arquivos velhos no PC, encontrei aqueles velhos textos, renegados, escondidos, censurados. Mesmo hoje, anos depois, alguns deles conseguem tirar de mim um sorriso, um sentimento de aprovação, do tipo que me faz pensar “neste dia eu estava inspirado” (porque humildade é para os fracos!). Outros, porém, fizeram-me corar, devido ao excesso de subjetivismo, à forma aberta com que contava minha vida (mesmo sem deixar rastros que pudessem entregar minha identidade), às inúmeras palavras de baixo calão gratuitas, a idéias estúpidas das quais, atualmente, não comundo de forma alguma.

Hoje, com mais experiência, um blog bem encaminhado, senso crítico apurado, e outras melhorias, consigo fazer a separação do trigo do joio naqueles textos. E, exatamente por isso, resolvi pegar os melhores segundo minha ótica, e republicá-los aqui. Não sei ao certo quantos são, pois ainda estou lendo-os e separando os melhores, e nem sei também quando os publicarei. Só sei que o primeiro não demorará a aparecer, devidamente identificado, com a data de redação e, se minha memória e consciência permitirem, um pequeno resumo das circunstâncias da época em que o escrevi.

Até o primeiro de muitos (ou quase isso)!

Curiosidades jurídicas IV

Hoje trago um especial da série Curiosidades jurídicas, iniciada há algum tempo, cujo objetivo, obviamente, é mostrar detalhes e curiosidades do complexo e por vezes contraditório Direito. O “especial” desta edição é em virtude de, desta vez, eu me ater a fatos recentes. São três, para ser mais exato: duas mudanças na lei, e uma previsão que afetará a vida de todos nós.

Progressão de regime para crimes hediondos

No começo deste ano (ou final do ano passado, não lembro), houve um grande rebuliço nacional em virtude de um entendimento do Supremo Tribunal Federal, o STF. Segundo este entendimento, a vedação da progressão de regime em crimes hediondos, prevista no texto original da Lei 8.072/90, seria inconstitucional. Tão convictos estavam os ministros acerca da matéria, que mesmo a referida lei estando em vigor inalterada, concederam a progressão para um criminoso do tipo.

Era questão de tempo até que uma alteração do texto viesse. Há alguns dias, em 28 de março deste ano, a tal lei, de número 11.464, foi publicada, alterando vários artigos da Lei 8.072/90, incluindo os referentes à progressão. Agora, onde se lia “integralmente”, lê-se “inicialmente”. A redação do § 1º do artigo 2º é a seguinte:

§ 1º. A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado.

Não sei se isso é bom ou ruim… No meu âmago, vejo como um retrocesso, mas vendo a situação sob um prisma sociológico e humanitário, talvez seja a melhor solução. Enfim, o tempo dirá.

Divórcio no cartório

A Lei 11.441, de 4 de janeiro deste ano, acrescenta o artigo 1.124-A ao Código de Processo Civil (Lei 5.869/73), que por sua vez permite que separações e divórcios consensuais, de casais sem filhos ou cujos filhos sejam absolutamente capazes, sejam feitos diretamente no cartório, mediante escritura pública, sem a necessidade de homoloção judicialmente. Há algumas formalidades a serem seguidas, como a presença de advogado (que pode ser comum às partes), mas acredito que o trâmite seja bem mais simplificado que pelas vias judiciais tradicionais.

Há quem critique esta novidade, mas particularmente, ignorando o fato de eu achar a separação e o divórcio institutos extremos, somente compreensíveis quando as circunstâncias não permitem, de maneira alguma, a convivência do casal, acho uma boa. A intenção é desafogar o Judiciário, mas além disso, acredito que facilitará as coisas para o (ex-)casal.

O Plebiscito mais polêmico da história!

Li no BlogueIsso! que passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado um projeto para a realização de um superplebiscito, o qual versaria sobre as seguintes questões:

  • Legalização do aborto;
  • União civil homossexual;
  • Financiamento público de campanhas;
  • Fim do voto obrigatório.

Os dois últimos pontos não tem nem o que dizer, não? Obrigatoriedade de votar é muleta de político corrupto, e financiamento público de campanhas é, a meu ver, jogar dinheiro do povo no ralo. Agora, as duas primeiras… Estas causarão muito debate. Se você ficou de saco cheio do referendo das armas, prepare-se. Já há textos inflamados pululando a Internet, e olha que o negócio nem está certo ainda. De certo, religiosos e liberais surtarão se o plebiscito vingar, o que, de certa maneira, estressará todo mundo (inclusive este que vos escreve).

Hoje, aborto é crime contra a vida, tanto para a mãe que o faz, quanto para a que autoriza terceiro a fazê-lo. Crime, aliás, passível de ir para o tribunal do júri. Há quem diga que o aborto é uma espécie de homicídio. Há outros, porém, que dizem que o aborto é parte da solução para a pobreza e os problemas sociais brasileiros. Já as relações homoafetivas estão presentes no cotidiano, e embora eu não ligue muito para elas, desde que sejam discretas, acho que essa curva de aceitação, em boa parte graças às novelas da Globo, desvirtua o modelo tradicional de família, hoje já tão calejado e maltratado.

Espero que tenham gostado das informações acima. Achei-as bastante relevantes, tanto pela matéria em si, quanto pela atualidade (duas leis bastante recentes, e uma possibilidade revolucionária). Até a próxima!