Rodrigo Ghedin

As deslumbrantes Cataratas do Iguaçu

O terceiro e último passeio da minha viagem a Foz do Iguaçu foi justamente no cartão postal da cidade, o Parque Nacional do Iguaçu. A viagem, aliás, já foi há bastante tempo, logo, não garanto que este texto trará todas as informações que naquela época estavam frescas em minha mente.

À primeira vista, tudo é belíssimo e bem cuidado. À segunda, também. E à terceira, quarta, quinta… O complexo do parque é algo que impressiona duplamente: pela beleza, e pelo esmero com que as coisas são feitas por ali. Chegamos no ônibus da universidade, e após descermos no estacionamento, dirigimo-nos para a bilheteria. Há preços diferentes dependendo da idade e, o que achei um absurdo, da região onde se mora. Trocando em miúdos, se o visitante é de Foz ou região, paga um valor ridículo; se é turista, paga os olhos da cara. A loja de souvenirs serviu só para passar o tempo, enquanto o ônibus do parque não chegava. Ou alguém pagaria quase R$ 30,00 por uma Havaianas?

Quando o ônibus chegou, fiquei empolgado com um detalhe: ele tinha dois andares, e o mais legal é que o andar superior não tinha janelas, era tudo ao ar livre. Logicamente, eu e a Heri nos acomodamos na parte superior. E ainda bem! O ônibus faz uma viagem relativamente longa até as Cataratas do Iguaçu, e a julgar pelo calor que fazia, de certo derreteríamos embaixo. Lá em cima, só alegria: um vento delicioso no rosto, descendo por ruas espetacularmente lisas, ladeadas por um paisagem exuberante. No dia que as rodovias privatizadas paranaenses forem iguais àquela estradinha, eu pagarei os R$ 6,20 que cobram de pedágio com um sorriso no rosto…

O ônibus nos deixa no começo da trilha para as Cataratas, em frente a um hotel extremamente chique, um prédio estilo colonial todo rosa. “Trilha” é modo de dizer; na realidade, trata-se de um passeio de madeira, que desce o barranco rumo às quedas d’água.

Parque Nacional do Iguaçu.

Há descidas e subidas, algumas bem íngremes e cansativas. Na metade do caminho, aproximadamente, temos a primeira visão das cachoeiras.

Cataratas do Iguaçu.

À essa altura, o cansaço estava atingindo níveis quase insuportáveis. Mas eis que, antes de entregarmos os pontos, chegamos ao ápice da viagem: as Cataratas do Iguaçu!

Cataratas 1.

Cataratas 2.

A passarela felizmente estava aberta ao público, e desta vez deixei o medo de lado e, ao contrário do que fiz dez anos atrás, fui até o final. Vejam o vídeo:


(Acabei de enviar, pode ser que não funcione já… Experimente mais tarde, ok?)

Admiramos, admiramos e admiramos. Depois admiramos mais um pouco. Totalmente molhados, porque na passarela, é como se estivesse chovendo constantemente: a água vem das quedas bastante forte, sendo que é impossível sair de lá seco.

Mais à frente, há uma espécie de mirante, que fica imediatamente ao lado das quedas. Impressionante!

Lado das quedas.

Para felicidade geral, há um evelador que nos leva de volta ao início da trilha. Como o cronograma estava meio apertado, deixamos de visitar muitos lugares do parque. Há muitas outras coisas bacanas para se ver lá, como o museu, e os jogos radicais. Numa próxima oportunidade, com bastante tempo livre, explorarei com mais atenção esses extras do Parque Nacional do Iguaçu.

Depois deste último e maravilhoso passeio, voltamos à Itaipu para ver o show de luzes (esta história eu já contei). Dali, finalmente, jantamos numa pizzaria bem ruizinha, e depois, exaustos, voltamos a Maringá.

A viagem foi excepcional, em todos os sentidos. Espero que tenham gostado desta série de três dois textos. Sempre que possível, e eu julgar interessante a vocês, publicarei relatos de passeios e viagens que faço por aí. São poucos, sim, mas poucos que valem por muitos.

[tags]Cataratas, Viagem, Passeio, Foz do Iguaçu, Parque Nacional do Iguaçu, Parque, Cataratas do Iguaçu[/tags]

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Publicado em 03 de April de 2007, às 9:29 pm, na categoria Passeios e viagens.

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