Posts do mês Abril de 2007

O feriado do Santo Galvão

24 Abr

Dia 11 de maio de 2007 provavelmente será feriado. Esta tramitando no Congresso Nacional um projeto de lei que visa instituir o Dia de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão. Esta mesma lei transforma a data em feriado este ano (e apenas neste ano). O motivo, segundo os parlamentares, é permitir que os brasileiros possam acompanhar a cerimônia de beatificação de Frei Galvão, a ser realizada na referida data, pelo Papa Bento XVI, durante sua visita no Brasil. Portanto, ao contrário do que vem sendo divulgado em alguns blogs, apenas em 2007 o dia 11 de maio será feriado; nos próximos anos, se este projeto for sancionado sem alterações, não.

Não vou entrar no mérito de que o Brasil, segundo a Constituição Federal, é um país laico (sem religião oficial), o que torna a criação desse feriado um ato, do meu ponto de vista, falho.

Quem vive em Maringá, como este que vos escreve, terá folga em dobro: a cidade faz aniversário no dia 10 de maio.

[tags]Feriado, Frei Galvão, Papa Bento XVI, Lei[/tags]

Detran Digital

23 Abr

Publicado originalmente em 3 de dezembro de 2004.

O ex-blog começou a funcionar no dia 20 de novembro de 2004. Alguns dias depois, publiquei este texto, mostrando um pouco do procedimento para se conseguir uma CNH. Texto este que, aliás, serve para mostrar empiricamente duas características do meu finado blog anônimo argüidas no texto inaugural desta categoria: o excesso de palavrões (aqui, propositadamente censurados), e o falar da minha vida sem dar brechas da minha identidade. E, se não gostarem, dêem um desconto: eu só tinha 18 aninhos :).

Ao atingir a maioridade, recentemente, a primeira providência que tomei foi ir atrás da minha habilitação para dirigir. Fui na auto escola, me informar sobre o trâmite, quanto tempo demora, quais as frescuras etc. Enfim, a funcionária disse que todo o processo demora 45 dias (burocracia do c******…), isso se eu não reprovar em nenhuma prova. Pois bem, já que não há outra maneira (creio que comprar uma habilitação fria não seja uma boa idéia…), assinei o contrato no mesmo dia, e já desenbolsei R$ 150,00 =(

Minha primeira e dificultosa tarefa na árdua busca pela habilitação foi o instigante exame psicotécnico, precedido das fotos e do teste de visão, que é realmente f***! O aparelho que tem lá é tão velho que as letras aparecem todas desfocadas! Sorte que minha visão de raio-x me ajudou a passar desta fase =) Logo após, vem a fotografia, aquela coisa ridícula que todo mundo tem vergonha de mostrar. O chamado Detran Digital, uma pequena repartição, é uma das poucas coisas do Detran que funcionam rápida e eficientemente. Em menos de cinco minutos, tiram a foto, registram digitais e assinatura, tudo digital. O controle de candidatos ainda é manual (uma velha dita os nomes dos candidatos, e a outra mulher do PC confere no banco de dados se já está catalogado). É uma parte que precisa melhorar. De resto, nota dez para o Detran Digital! Todas as unidades do Detran/PR já estão equipadas. Não tenho certeza, mas creio ser este serviço exclusivo do meu querido Estado-membro =)

Como que saindo do céu para o inferno, fui fazer o psicotécnico. A hora da verdade chegou… Muita tensão… Uma mulher com cara de sonsa entra na sala… Várias folhas e lápis nas mãos… Chega! =P Olha, se tem gente que reprova naquela p****, não pode ter habilitação mesmo! Aquele teste é a coisa mais ridícula que já fiz. Perguntas bobas, testes estúpidos… O cara tem que ser muito anta pra reprovar no psicotécnico. Ou estar nervoso, porque outra explicação não há. Você fica até irritado com aquela merda, e o f*** é que a mulher enrola pra caramba pra entregar as provas. Enfim, fiz o bendito exame e, depois de quase quatro horas preso naquela droga, fui pra casa, repousar no pouco tempo que sobrou do meu horário de almoço =(

Passados dois dias, liguei na auto escola a fim de saber o resultado. Passei (ó, eu sou realmente f***! =P)… Na segunda as aulas teóricas começam. Espero sinceramente que sejam mais emocionantes que o espetacular exame psicotécnico =)

Arquivos secretos

19 Abr

Houve uma época, anterior à da criação deste blog, em que eu escrevia textos sobre temas variados e incertos n’outro lugar. Os lapsos temporais entre eles eram maiores, minha mentalidade e visão de mundo, bem menores; a quantidade de palavrões, não sei (ainda hoje) por qual motivo, imensa, e a satisfação de manter este labor periódico, muito grande. E assim eu escrevia, tal qual este parágrafo: entre altos e baixos.

Pouca gente leu esses textos, pois eu os escrevia protegido por um pseudônimo, além de não fazia nenhum tipo de propaganda dos mesmos. A princípio, eles eram apenas válvulas de escape, mas com o passar do tempo, e o feedback dos poucos e seletos leitores, o escopo foi mudando. Esta evolução, aliás, era facilmente percebida comparando os primeiros textos com os últimos: de uma raiva transbordante e sem sentido, migrei para um estilo mais rasgado e ácido, porém mais polido (e sim, isso soou paradoxal, embora não seja). Antes do “sucesso” vir, porém, achei melhor matar a idéia. Parei de escrever daquela forma e naquele lugar, apaguei os textos, e tudo que sobrou foi uma vaga e gostosa lembrança de uma das épocas mais solitárias da minha solitária vida.

Dia desses, remexendo arquivos velhos no PC, encontrei aqueles velhos textos, renegados, escondidos, censurados. Mesmo hoje, anos depois, alguns deles conseguem tirar de mim um sorriso, um sentimento de aprovação, do tipo que me faz pensar “neste dia eu estava inspirado” (porque humildade é para os fracos!). Outros, porém, fizeram-me corar, devido ao excesso de subjetivismo, à forma aberta com que contava minha vida (mesmo sem deixar rastros que pudessem entregar minha identidade), às inúmeras palavras de baixo calão gratuitas, a idéias estúpidas das quais, atualmente, não comundo de forma alguma.

Hoje, com mais experiência, um blog bem encaminhado, senso crítico apurado, e outras melhorias, consigo fazer a separação do trigo do joio naqueles textos. E, exatamente por isso, resolvi pegar os melhores segundo minha ótica, e republicá-los aqui. Não sei ao certo quantos são, pois ainda estou lendo-os e separando os melhores, e nem sei também quando os publicarei. Só sei que o primeiro não demorará a aparecer, devidamente identificado, com a data de redação e, se minha memória e consciência permitirem, um pequeno resumo das circunstâncias da época em que o escrevi.

Até o primeiro de muitos (ou quase isso)!