Arquivos do mês May 27e 2007

Linkin Park, do Hybrid theory ao Minutes to midnight

Quando descobri a Internet, e conseqüentemente, o mundo da música, me encantei com as bandas norte americanas. Encabeçando sem-cérebros como Blink-182 e Limp Bizkit, estava o Linkin Park, minha banda favorita durante um longo tempo.

Linkin Park - Hybrid Theory.Na época em que tive o primeiro contato com as faixas do CD de estréia da banda, o Hybrid Theory (2000), achei o máximo a mistureba de estilos que eles faziam, cumulada com os gritos potentes do Bennington e a inclusão de batidas eletrônicas (ou qualquer coisa do tipo) no meio das melodias. Era, para mim, algo realmente inovador, diferente de tudo que eu já havia ouvido, e exatamente por isso, irresistível. Era, na verdade, um novo estilo musical, o new metal. Quando meus ouvidos agüentavam coisas desse nível, praticamente todas as faixas desse álbum estavam dentre as minhas prediletas. Exceção a isso só a With you, Crawling e Forgotten.

Linkin Park - Reanimation.Passado algum tempo, saiu o Reanimation (2001), uma reinterpretação das músicas do Hybrid Theory, com diversas participações especiais. Tudo bem que, dessas participações especiais, a única que eu conhecia era o Jonathan Davis, vocalista do Korn, mas isso é um mero detalhe. Essa experimentação não me agradou, pois eles puxaram muito para o rap, não por acaso, a porção deles que eu menos gosto. De positivo neste disco, um clipe muito bacana em CG, da música Points of authority, e a reinterpretação da Pushing me away, de longe a melhor faixa do Reanimation.

Linkin Park - Meteora.O segundo disco de inéditas, Meteora (2003), embora não tivesse mais consigo a vantagem do fator surpresa, conseguiu manter o nível e o estilo já consagrado da banda. Acho que foi o álbum que mais repercutiu, com direito até a Faint tocando na novela das oito. Aqui minha mudança de gosto musical, saindo do new metal e entrando aos poucos no indie e rock alternativo, estava começando, e talvez por isso o impacto do Meteora não fora tão grande quanto o do Hybrid Theory na minha vidinha. Todavia, tal qual todos os anteriores, também comprei o CD original, o último deles. Esse álbum tem músicas boas, algumas das quais ainda hoje ouço de bom grado, como Lying from you, Breaking the habit (favorita desse álbum) e Nobody’s listening.

Ainda em 2003, saiu o Live in Texas, primeiro ao vivo do Linkin Park. Até cogitei comprá-lo, mas o preço proibitivo (R$ 50,00) me impediu. Cheguei a ouví-lo, e é bacana e tal, mas enfim, mais do mesmo, e ao vivo. Não vale a pena.

Live in Texas — Collision Course — Fort Minor (The Rising Tied).

E assim, o tempo passou. Nele, o Linkin Park se juntou ao Jay-Z e produziu a maior merda da história da banda, o Collision Course (2004), uma nova reinterpretação de alguns clássicos, com a (nojenta) participação do Jay-Z. Para mim, foi o fundo do poço. Pior que isso, só aquele projeto do Shinoda (cantor-rapper-produtor da banda), o Fort Minor, cujo disco de estréia, The Rising Tied (2005), é uma imensa droga. Mas como é o projeto de um membro só, desconsidero-o.

Nem lembrava mais do Linkin Park, vejam só. Ando ouvindo um pouco de Limp Bizkit (Nookie é ótima!), e só quando erro a banda, e clico em Linkin Park, ouço-a. Porém, como que por ação do destino, navegando num site qualquer me deparei com um nome estranho: minutos para a meia noite. Em inglês, trata-se do título do novo álbum da banda, o Minutes to midnight (2007). Antes de analisá-lo, um comentário na lata: quatro anos de silêncio fizeram muito bem a eles.

Linkin Park - Minutes to Midnight.

Assim que coloquei para tocar o novo CD, e ouvi a segunda faixa (a primeira é só uma introdução), Given up, imediatamente me veio a lembrança da Grey Daze, a falecida banda do Chester Bennington, que surgiu e morreu antes do Linkin Park. Bem menos rap, bem menos batidas eletrônicas; mais guitarras nervosas, (ainda) mais destaque para a voz do Bennington. Com essa fórmula, o Linkin Park conseguiu se renovar.

Muitos fãs se revoltaram com a mudança. De fato, está bem diferente do jeito Linkin Park de ser, mas isso, pelo menos a meu ver, foi bom. Funcionou bem melhor que outras guinadas radicais, como por exemplo, a que os Cardigans fizeram no Long gone before daylight. Talvez seria interessante manter um certo foco na influência da música eletrônica, mais pela nostalgia do que pela qualidade, mas enfim, não afeta a qualidade a sua ausência. E quanto ao rap, dane-se ele. Está bem melhor assim, com o Shinoda interferindo bem menos (ouvi pouco, e até agora, só notei ele na quarta faixa, Bleed it out – e até que ficou bom no contexto).

Ainda ouvirei bastante esse Minutes to midnight. Nele, o Linkin Park está bem mais maduro. Acabou com aquela imagem de banda decadente que ficou após o lançamento do Collision Course, definitivamente. Até pela arte da capa vê-se um grupo mais polido, direcionado, experiente. E eu fico muito feliz com isso, pois querendo ou não, essa banda marcou minha adolescência. Vê-la evoluindo, lapidando seu som, mudando onde tem que mudar, é deveras gratificante. Há alguns anos, dizia que Linkin Park era o tipo de banda da qual eu jamais enjoaria. O Collision Course, juntamente com outras influências com que tive contato então, meio que fizeram eu engolir essa afirmação estúpida (admito). O novo CD da banda, porém, talvez seja a contra-resposta da banda, do tipo “vem cá, antigo fã, a gente tem muita consideração por você”. E eu, obviamente, só posso responder uma coisa: “obrigado!”.

[tags]Linkin Park, Minutes to Midnight, Hybrid Theory, Meteora, Chester, Bennington, New metal[/tags]

Eu em São Paulo

Na última quarta-feira, saí da minha pacata cidade rumo a São Paulo, uma das cidades mais populosas do mundo, a convite da Microsoft Brasil, a fim de participar de um encontro de bloggers. Esta parte eu já escrevi e publiquei no meu “blog” sobre Windows. Embora tenha sido o motivo principal da minha viagem, não foi o único. Houve mais, todos dependentes do principal, é verdade, mas tão legais quanto, sem dúvida.

Logo que surgiu a possibilidade de eu ir à terra da garoa, entrei em contato, via messenger, com o primeiro morador de lá conhecido que me veio à mente: Marmota. Dali para esquematizarmos alguma coisa durante minha estada, foi um pulo, e mais, com outras duas ilustres presenças confirmadas: Tuca Hernandes e Patrícia Köhler, o casal que se conheceu aqui no meu blog, e do qual, espero, serei padrinho de casamento, hehe.

É engraçado quando essas possibilidades surgem… Acompanho o André (Marmota) há anos, o blog dele, aliás, foi um dos que me inspiraram a criar o meu. O mesmo sobre o Tuca, que acompanho desde os tempos em que o Fiapo de Jaca era horrivelmente hospedado no UOL Blogs. E, obviamente, a Pat também, antes no Striptease Cerebral, hoje no Cintaliga. Estar prestes a conhecê-los pessoalmente me deixou muito entusiasmado.

O plano inicial era almoçarmos assim que eu chegasse lá, perto das 14h30min. Afinal, como disse o Marmota, São Paulo é especial: uma das poucas cidades onde há almoço às 15h e janta às 3h em alguns lugares. Infelizmente, o destino conspirou contra nós: meu vôo atrasou muito, cerca de três horas, e eu cheguei praticamente atrasado. Não bastasse isso, chovia horrores na capital paulista, e duas (ou três) passeatas durante o dia conseguiram piorar ainda mais o tráfego maluco de lá.

Abrindo um (grande) parêntese, deixe-me falar brevemente da sensação que dá ao voar de avião pela primeira vez. De tudo o que eu podia esperar, essa parte era a que mais me afligia. Ainda escreverei algo sobre os pensamentos mórbidos que tive na véspera da viagem, mas enfim, é bem melhor do que eu imaginava. A viagem é estupidamente rápida, tranqüila e, na que eu fiz, sem sustos. O avião, segundo o comandante, voa a cerca de 7 quilômetros de altura, numa velocidade de 810 Km/h. Viajei num Airbus 320, da TAM:

Airbus 320.

Achei pequeno, mas como não tinha e nem tenho base de comparação, essa é uma constatação bem idiota de se fazer. Na ida, serviram um pãozinho delicioso, com lombo defumado e um abacaxi assado/frito/cozido dentro. Na volta, um café completo: pão com presunto e muçarela, algumas frutas frescas e um pedaço de bolo. Ambos vinham acompanhados de uma bebida (guaraná, Coca-Cola, água, suco ou cerveja). Nota dez!

Quando entrei no avião, a primeira sensação que tive foi um quase déjà vu: o interior do mesmo me fez lembrar aqueles filmes do tipo “Pânico no ar”, bem típicos da Sessão da Tarde.

Interior do A320.

Mas chega de enrolação e vamos ao que interessa. Cheguei em Congonhas perto das cinco da tarde. Depois de um breve desencontro, finalmente achei o Marmota, e como nem nosso plano B podia ser executado (tomar um café da tarde), recorremos a um rápido capuccino mesmo. Um papo bem rápido, e dali peguei um táxi para me levar à sede da Microsoft.

(Fast forward ativado. Se quiser ler o que se passou entre as 18h e 21h30min, clique aqui.)

Depois do shopping, eu, Alexandre Fugita e Mario AV ficamos do lado de fora do WTC, esperando a Pat. Como senso de direção definitivamente não é o forte dela (e acho que de nenhum paulistano), demorou um pouquinho até nos encontrarmos. Demorou, mas deu tudo certo: no terceiro piso do estacionamento de uma das torres, a achamos, e eu finalmente conheci a Patrícia!

Isso já era um tanto tarde, mas sem problemas, afinal, o Marmota só sairia da redação do jornal à meia noite. O destino, previamente combinado com o Tuca, era um Fran’s Café na Paulista, aparentemente o café com o pior atendimento da cidade. Durante o trajeto, Mario AV ficou pelo caminho, eu conheci a famosíssima Avenida Paulista, e nela, o famosísíssimo MASP.

Eu na Av. Paulista.

Chegamos ao tal café, e eu finalmente conheci o grande Tuca. Tal qual eu imaginava, ele e a Pat formam um casal bacaníssimo!

Pat, eu e Tuca.

Dali em diante, um papo muito bom, enriquecido lá pelas tantas com a chegada do Marmota (que também relatou o dia em seu blog). Abordamos diversos assuntos no bate papo, com destaque para histórias antigas dos tempos das cavernas da Internet, e as bizarrices e possibilidades interessantes do Second Life. Aliás, quando o Fugita disse que, ao entrarmos no jogo, nosso personagem aparece sem roupa e andrógino, surgiu na roda a teoria de que a fonte de inspiração da Linden Lab para essa feature foi o Exterminador do Futuro. Partindo dessa pitada do papo, dá para ter noção do quão o papo foi divertido, não?

Todo mundo.

Como coisa boa passa rápido, quando alguém resolveu consultar o relógio, se espantou com o mostrador marcando mais de três da manhã. Saímos então, e sob um frio de cerca de 10º C, fomos embora. Voltei com o André e o Fugita, no Marmotamóvel. Primeiro deixamos o Fugita, aí o André se perdeu, e uma hora depois, após ter passado duas vezes no Museu do Ipiranga, e umas três vezes na frente do hotel, finalmente chegamos.

Com muito medo de dormir e perder a hora do vôo, embora o recepcionista do hotel tenha ficado de ligar na hora pedida (e realmente o fez), não dormi. Aguardei uma hora lendo a revista que havia ganho na Microsoft, e quando deu a hora, tomei café e, em seguida, um táxi rumo a Congonhas. A propósito, como Congonhas é grande! Gigantesco, para ser mais exato, se comparado ao aeroporto de Maringá…

Congonhas.

Sem atrasos, tranqüila e rapidamente, voltei a Maringá, onde fui recepcionado, aqui em casa, pela minha mãe, irmã e namorada. E só para constar, fui dormir só no final da tarde de ontem. Ou seja, ao todo, fiquei mais de 36h acordado. Um recorde pessoal!

De São Paulo, guardei boas e inesquecíveis lembranças. São coisas como essa que fazem com que a Internet me fascine tanto. Quando, em outra época, eu poderia ter amigos “virtuais”, com os quais eu posso contar, e que, ao trocar duas palavras ao vivo, consiga ficar e me deixar à vontade, tal qual me sinto com meus amigos “reais”? Espero voltar mais vezes a São Paulo, com calma, sem pressa, para rever esses amigos, conhecer mais gente de lá, e apreciar melhor as coisas boas que a terra da garoa tem a oferecer.

Agradecimentos à Microsoft, por ter possibilitado tudo isso, ao André, que foi me receber no aeroporto, ao pessoal que foi ao I Encontro Microsoft com Blogueiros, e à Pat, ao Tuca e ao Fugita, que junto com o André, propocionaram momentos divertidíssimos no Fran’s.

[tags]Microsoft, Blogueiros, São Paulo, Blogosfera, Encontro, Second Life[/tags]

Eu queria

Publicado originalmente em 20 de março de 2005.

Meu texto favorito da fase antiga. Nele, consegui resumir, de forma bem bacana (e dá licença, modéstia), meus maiores sonhos naquele momento. Ainda hoje lembro a leveza sentida logo após publicá-lo, sensação esta que, dias depois, foi potencializada em virtude dos poucos, mas ótimos comentários recebidos. Alguns desses sonhos eu já consegui realizar, outros foram retirados da minha wish list particular, uns poucos continuam… O que importa mesmo é que este texto, que você lerão a seguir, foi marcante nessa fase de “blogger anônimo”.

Eu queria pegar o carro e sair por aí, sem rumo, sem destino. Seria uma aventura e tanto, parar de cidade em cidade, sem pressa, conhecendo gente nova, lugares bonitos, tendo contatos culturais realmente interessantes. Haveria vários empecilhos, como falta de dinheiro, cansaço, e por aí vai. Mas pra tudo dá-se um jeito, e creio que neste caso não seria diferente. Um fim? Quando eu me acidentasse, ou a grana ficasse realmente escassa, sendo impossível continuar.

Eu queria tirar meu sustento da coisa que mais gosto: a Internet. Ver um trabalho no qual me dedico com extrema metódica ser recompensado de forma financeira. Isso traria mais empolgação ainda para continuar este trabalho semi voluntário, e abriria novas possibilidades, novos projetos, novas perspectivas. As pessoas à minha volta não poderiam mais jogar na minha cara que passo tardes e tardes no computador sem fazer nada. Mal sabem elas o tanto que me dedico a isso. Mesmo sem receber nada além de agradecimentos em troca.

Eu queria finalmente descobrir qual a minha vocação. Tirar este peso da consciência de estar fazendo algo que não tenho certeza ser o que eu realmente quero. Neste novo curso, poderia encarná-lo de tal maneira que teria prazer em estudar. Teria um futuro a perseguir, algo no que me apoiar quando tudo parecesse difícil e complicado, quando as portas se fechassem, quando desse vontade de mandar tudo para o inferno. Além de, claro, não ter que acordar todo dia com essa incerteza desgraçada.

Eu queria ver as pessoas de outra forma. Ultimamente, salvas raras exceções, as tenho como animais; paro para analisar seus comportamentos friamente, e sempre chego à conclusão de que pouca coisa difere o ser humano de um cavalo, ou um cão, ou qualquer outro bicho idiota. Alguns neurônios a mais, somente. E é justamente este detalhe que abre brechas para que certas pessoas cometam atrocidades absolutamente desumanas, só fazendo aumentar meu desprezo pelos semelhantes. Prefiro manter poucos, mas valorosos amigos, do que ter uma infinidade de gente nojenta e pútrida ao meu redor. E estou bem assim, obrigado.

Eu queria montar um café estilizado. Teria uma temática retrô, tipo anos 60. Já tenho até o nome em mente: “Oldies”. Tocaria só música antiga, teria alguns PCs num canto, comidas leves, bebidas, nada de cigarros, e teria um limite máximo de pessoas no recinto. Seria um lugar agradabilíssimo.

Eu queria ser mais otimista. Que quando eu dissesse “amanhã vou começar a fazer as coisas mais bem disposto”, eu realmente fizesse, que não ficasse só na promessa. Queria ter ânimo para encarar as adversidades de frente, sem pestanejar nem deixar aquela maldita preguiça chegar perto do meu ser.

Eu queria… Eu queria… Eu queria…

Será que consigo?

[tags]Desejos, Wish list, Motivação, Vocação, Internet[/tags]

O exterminador de sites em crise existencial

Se você tem alguma pretensão de, num momento futuro, criar e administrar seis sites, ouça o que tenho a dizer: não faça isso. É loucura, de verdade. Você não conseguirá dar conta de todos de maneira igualitária, e isso causará uma série de transtornos dispensáveis. Pior: com o passar do tempo você verá que não vale a pena, e que alguns dos sites poderiam muito bem integrar outros, ou serem substituídos por serviços gratuitos de fácil administração e manutenção inexistente.

Administrava seis sites, listados abaixo, em ordem cronológica:

O que eu fiz foi acabar com os dois últimos. Na verdade, não “acabei” com eles, apenas remanejei seus respectivos conteúdos para lugares melhores.

O vidinhos, patinho feio da turma, foi transformado numa tag da minha conta no del.icio.us. Sei que, para quem era um site, ser convertido numa etiqueta é algo que chega até a ser… cruel, mas será melhor para todo mundo. Ao invés de um site inteiro dedicado à única tarefa de recomendar vídeos, melhor uma página enxuta, com links diretos para os melhores vídeos. A essência é a mesma, o que muda é a ferramenta. E aqui, aquela velha máxima de “pra que usar uma espingarda pra matar mosquito?” se mostra com toda sua força. Pra quê? Poderia haver uma justificativa nas ferramentas interativas que o WordPress proporcionava, como comentários, recomendação de vídeos, notas. Mas se levarmos em conta o fato de que os visitantes pouco ou nunca as usavam, então ficamos na mesma. É bem verdade que a tag terá ainda menos acessos que o site (que, por sua vez, patinava por volta das cem visitas diárias), mas enfim, é a vida…

(A propósito, vejam esses vídeos da “nova fase”: THIS IS SPARTA, The Simpsons Marge On Google e 300 – Leônidas.)

Coloquei uma nota póstuma lá, em respeito aos gatos pingados que visitavam o site. Já ouvi protestos das minhas irmãs e da namorada. Pior que isso, foi ter que ouvir algo como “era seu site que eu mais gostava”. Será que escrevo tão mal assim?

Já o Deskmod, nascido em novembro último em razão do aniversário de quatro anos do WinAjuda, voltará ao seu local de origem: o WinAjuda. Conforme explicação veiculada no próprio site, a mudança será benéfica a todos, pois além de integrar várias informações num só endereço, graças à nova versão do WinAjuda (ainda não lançada), será possível aos leitores sugerir novos resources de deskmod para serem publicados. Todos saem ganhando: o site com conteúdo, eu com diminuição da carga de trabalho, e os leitores com mais material disponível.

Falando no novo WinAjuda, está ficando tão legal, mas tão legal, que estou tabalhando ininterruptamente para lançá-lo o quanto antes. Logo, logo sai.

E como não poderia deixar de ser, vamos a mais um “momento diarinho”.

Estou num momento bastante delicado. Tenho os sites, que embora não sejam um PlentyOfFish da vida em termos de visitação e rendimento, têm lá seus milhares de visitantes diários e me dão alguns trocados no fim do mês. Isso sem falar no prazer de administrá-los, nas oportunidades de poder ajudar as pessoas, na alegria de receber um singelo e-mail de agradecimento ou parabenização. Paralelamente a eles, porém, estudo Direito, e nutro a esperança de, num futuro próximo, estar advogando, mais especificamente na área trabalhista, com a qual me simpatizei muito durante as aulas práticas. E, bom, não sei se é incompetência, ou má vontade, ou algo inexplicável, mas não consigo me dedicar às duas atividades, o trabalho e os estudos, de forma satisfatória em ambos. Na dúvida, ultimamente venho pendendo mais para os sites. E minha consciência me massacra por isso.

O momento delicado é justamente este: apostar num empreendimento relativamente novo, instável e instigante, com potencial e na qual eu posso me considerar, de certa maneira, um dos pioneiros em âmbito nacional, ou no tradicional, que corresponda à expectativa de todos, e que cujas chances de eu me dar bem em termos de estabilidade são maiores, ainda que, neste caminho, eu corra o risco de cair no abismo da monotonia?

Difícil…

[tags]Sites, Webmaster, vidinhos, Deskmod, Direito, Advocacia[/tags]

O último dos apaixonados

Publicado originalmente em 17 de fevereiro de 2005.

Texto bem simpático, escrito numa época onde eu estava bem recluso, sem namorada, ficante ou qualquer coisa do gênero.

Durante minha adolescência, quando meu pai me levava de carro à escola todo dia de manhã, sofria com seu gosto musical. Entre Tião Carreiro & Pardinho, Milionário & José Rico, Tonico & Tinoco, e outras pérolas brega-sertanejas (nada contra quem goste), tinha um maldito CD do Zezé di Camargo & Luciano. Não sei se ele percebeu que eu odiava aquela desgraça, ou se porque ele gostava mesmo, mas a droga do CD foi o “oficial” do carro durante uns três meses. Sem ofensas pessoais, mas se tem duas coisas que os Camargo não sabem fazer é compor e cantar. As músicas são idênticas, só mudam as letras, que ainda assim sempre tem o mesmo apelo: servir de consolo para cornos desolados. Isso sem falar da voz extremamente irritante do Zezé. Entretanto, tinha uma música cuja a letra me chamava a atenção. O nome dela é “O Último dos Apaixonados”. Ainda lembro do refrão, era mais ou menos assim (ô vergonha…):

Eu sou um dos últimos / dos apaixonados / do tipo que ainda faz serenata a um graaaaaaaaaande amor.
Se o romantismo / ficou no passado / posso ser careta, ser antiquado, ser o que fooooor.

A letra dela é boa, acreditem! Meio piegas, como todo sertanejo é, mas além de original, trata de um tema em decadência atualmente, o romantismo, o que eu particularmente acho um ultraje!

Eu adoro o romantismo, gosto de tratar bem uma pessoa que gosto, de fazer surpresas, enfim, de “ser antiquado”, como diria o filósofo chifrudo Zezé di Camargo. Qual o mal que há nisso? Muitos podem dizer que, dessa forma, a mulher se aproveita, faz do cara gato e sapato; ledo equívoco, são coisas completamente diferentes. Ser romântico não é fazer todas as vontades da mulher, pelo contrário, é dizer “não” às vezes. Agir com respeito, demonstrando apreço e carinho, dar liberdade à ela, e ela a ele, enfim, essas e outras coisas também caracterizam um casal romântico. É difícil manter um relacionamento, é verdade, mas se as duas partes estiverem cientes de tudo isso, torna-se algo muitíssimo benéfico, revigorando até o mais infeliz dos seres humanos.

Na teoria é tudo maravilhoso, mas e na prática? Talvez seja pelo pouco contato que tenho com outras pessoas, mas com base no meu limitado convívio social, sinto que nem mesmo as mulheres gostam disso. Preferem o malandro ao romântico. Dá pra entender!? Dia desses, vindo da faculdade, surgiu esse papo na van (é, sou pobre, vou de van pra faculdade…). Como lá a maioria é mulher – graças a Deus -, tive que defender a classe sozinho. Todas foram unânimes: homem é tudo igual, só muda o endereço. Será mesmo? Ou seria culpa delas, que tomando por exemplo uns poucos homens, formaram uma opinião generalizada sobre o assunto, repelindo os bons homens? O meu palpite é que seja isso.

Apesar dos pesares, as perdoô (que prepotência, não?). E só faço isso por um motivo: eu amo as mulheres!

[tags]Mulheres, Zezé di Camargo, Romantismo, Sertanejo, Amor, Namoro[/tags]

Homem Aranha 3

Tenho um trabalho enorme de Medicia Legal para fazer, mas dane-se ele. Há algo mais importante a ser feito, algo que, até agora, havia protelado por motivos alheios à minha vontade: comentar Homem Aranha 3 (Spiderman 3).

Pensei em vários prováveis títulos para este post. “Como fazer um filme de merda com 258 milhões de dólares”, ou “como cagar uma trilogia que tinha tudo para ser perfeita”, ou ainda “como acabar com a trajetória cinematográfica do maior ícone dos quadrinhos”. No final, resolvi deixar um singelo “Homem Aranha 3″ mesmo, afinal, o título é um espaço pequeno para abrigar todo o repúdio e nojo que senti ao assistir este filme.

Homem Aranha 3 tinha tudo, mas tudo mesmo, para ser o melhor dos filmes do Aranha, e, conseqüentemente, o melhor filme de um herói já feito. Tudo conspirava para isso: o uniforme negro, Gwen Stacy, Venom (Venom!!!), até o Homem Areia, que embora seja um vilãozinha de segunda, é bem carismático, pelo menos a mim. Uma pena o roteiro ser tão medíocre, mas tão medíocre, que fica aquela sensação de que o Sam Raimi teve uma recaída e quis dar um ar de Uma Noite Alucinante no seu Homem Aranha…

São tantos pontos ruins que terei bastante trabalho para elencá-los de forma ondenada e compreensível, ordenação esta que, diga-se de passagem, o roteiro não tem. Sim, você não leu errado: o roteiro é bagunçado, recheado de clichês, cheio de buracos. Simplesmente tosco. Mas vamos por partes…

Tá cheio de spoilers, então, se não assistiu essa bomba ainda (sortudo!), cai fora.

Uniforme negro

Comparação entre os uniformes negros (gibi x cinema).

Começo com o mais light dos defeitos: o uniforme negro, obtido por Peter graças ao simbionte alienígena que, muito curiosamente, cai ao lado da motoca do nosso herói.

O uniforme negro é legal e podre ao mesmo tempo. Paradoxal, mas nem tanto. Vendo-o só, sem influências externas, ficou bem bacana. Agora, comparando com o dos gibis… Vejam vocês mesmos, na imagem ao lado.

Sei que é detalhe bobo, mas se conseguiram fazer um uniforme tradicional simplesmente perfeito, por que não fazer o mesmo com o negro? Poxa, no gibi o Aranha sequer veste o uniforme… O simbionte simplesmente cai fora, e ele fica com a aparência normal, com a força da mente. Aí, quando precisa ser o Aranha, ele mentaliza, e num esquema meio Power Ranger (mas sem as frescuras), o uniforme negro surge. No filme, ficou aquela sensação de que os produtores jogaram um balde de tinta preta no uniforme reserva das filmagens e beleza, lasque-se se ficou tosco ou não.

Ainda sobre o uniforme: chega de tirar a máscara do Aranha… Ficou legal o rasgo nela no primeiro filme, na luta contra o Duende Verde, mas daí a repetir a dose sempre, enche o saco.

A morte do Tio Ben

Me digam: para quê? Para que revirar a morte do tio Ben, e o que é pior, colocar como assassino o Marko, vulgo Homem Areia? Mais uma das mirabolantes coincidências e laços, tão típicas do cinema norte-americano, das quais a franquia estava livre até então (salvo o necessário, como a aranha radioativa ter picado justamente o Peter, e por aí vai). Achei essa alteração no passado, além de absolutamente desnecessária, um ultraje à história original, à gênese do Homem Aranha.

Homem Areia

Outra mancada. Nos gibis, Flint Marko, o Homem Areia, é um vilão de segunda, daqueles que, em regra, são fracos, e nunca, jamais, em tempo algum, dão trabalho ao herói. No filme ele virou um megalomaníaco, e, arrisco dizer, o vilão mais forte de todos, graças a tosqueiras como ficar gigante, ou sair por aí voando. Como cagada pouca é bobagem, ainda tem uma filha doente que serve de desculpa para os crimes que ele comete, o já dito assassinato do tio Ben, e o pior, a regeneração no final… Como eu odeio clichês.

Algo que se salva? A caracterização ficou perfeita, e a interpretação do ator, o Thomas Haden Church, idem.

Clichês e coincidências

Vamos contar?

  1. Aranha com bandeira dos EUA atrás, momentos antes da luta contra Venom e Homem Areia;
  2. Harry se regenera e vai ajudar Parker. Ele chega no último momento, e salva o herói;
  3. O verdadeiro assassino do Ben Parker é, vejam só, o Homem Areia, coincidentemente o vilão deste filme;
  4. O Homem Areia se regenera no final…;
  5. …E Parker o perdoa pelo assassinato do seu tio;
  6. O simbionte cai exatamente do lado da motocicleta do Peter;
  7. Eddie namora Gwen, Peter namora Mary Jane; Peter larga Mary Jane, e começa a sair com Gwen; Eddie fica chupando dedo. Peter é o Homem Aranha, Eddie é o Venom. Precisa dizer algo?

E tem mais, pode apostar.

Faça-me o favor, seu Raimi! Nem filme da Sessão da Tarde tem tantos clichês e coincidências toscas juntos assim.

Buracos no roteito

Reza a lenda que o filme começou a ser rodado sem que o roteiro estivesse pronto. Não sei se essa informação confere, mas a julgar pelo que saiu, deve ser. Há tanta coisa estúpida e sem sentido, que fica difícil às vezes entender a continuidade do filme. Por que aquele beijo do Aranha na Gwen? Por que o Parker não contou à MJ sobre o uniforme negro? Como MJ e Harry “fizeram as pazes” após a cachorrada dele? Como MJ perdoou Peter tão facilmente no final do filme? O Aranha chega para Harry, e pede a ajuda deste para salvar MJ; o detalhe é que, alguns dias antes, aquele explodiu uma bomba no rosto deste. Normal, né? Como também foi normal o Harry esperar o Peter terminar seu papo de analista com o Homem Areia, para aí sim, com o herói do lado, finalmente morrer.

É tanta bizarrice, informações sem nexo vomitadas na tela, que é difícil descer…

Emo Aranha

Emo Aranha.Quem assistiu, sabe. Aquela franja, aquela parte de dança e tudo mais, Deus, pra que diabos colocar aquilo no filme!? Ficou parecendo uma comédia pastelão da pior qualidade. E olha que este deveria ser o filme mais sombrio de todos… Ficou engraçado? Sim. Mas não combina com o filme. Não era o momento. Peter estava no fundo do poço, cheio de ódio e rancor, graças ao simbionte. É isso que ele causa em seu hospedeiro; não é loucura, ou retardamento.

E sobre a franjinha, em especial aquela jogada de franja totalmente gay que ele faz para o J.J. Jameson (aliás, o dono do Clarim Diário é uma das poucas coisas boas do filme), eu isento-me de tecer comentários.

Gwen Stacy

Gwen Stacy.Gwen Stacy teve um papel pífio no filme, muito aqüém do que ela merecia. Eu já esperava isso, desde quando fiquei sabendo que ela teria participação no longa. Nos gibis, Gwen foi a primeira namorada de Peter. Ela era amada pelos fãs, era cool, bacaníssima. Como encaixá-la no estágio atual dos filmes, onde Peter e Mary Jane estão quase casados!? Escolheram a pior forma possível: para fazer ciúmes na MJ. No lugar do seu Raimi, eu faria um flashback (mas em cores, nada de p&b clichêzão) sobre ela. Ficaria mais legal.

A propósito, gatíssima aquela atriz, a tal da Bryce Dallas Howard!

Vilões

Três vilões no filme. Tava na cara que ia ser complicado conciliar todos eles. Duende “Júnior” teve uma participação bacana, Homem Areia foi superestimado, e Venom

O que fizeram com Venom!? É público e notório que Raimi não gosta do Venom, mas poxa, é o vilão mais legal na opinião de nove entre dez fãs. Cadê a língua, cadê o porte gigantesco, cadê a voz sinistra!? Deprimente… E teve gente que ainda gostou daquele troço preto escroto. Vejam a imagem abaixo, uma comparação entre dois action figures (bonecos) do Venom. O da esquerda reproduz o dos gibis, e o da direita, o do filme:

Comparação - Venom.

Sem falar que ele aparece só nos vinte minutos finais, e não há um close decente do seu rosto. Na verdade há, mas quando isso ocorre, o simbionte deixa à mostra o rosto do Eddie Brock.

Algo bom?

Sim. Apesar do conjunto ser péssimo, há alguns detalhes legais no filme. Basicamente, dois: as lutas, que ficaram espetaculares, e as pitadas de humor suave. Não aquela grosseria emo, mas coisas como a areia dentro do uniforme, ou as aparições do J.J. Jameson, ou ainda Bruce Campbell no restaurante francês.

Saí do cinema realmente desapontado… Como puderam estragar uma série até então imaculada!? O pior de tudo é que o filme está arrecadando horrores, já bateu os recordes de estréia e primeiro fim de semana em termos de bilheteria, e certamente baterá outros ainda. Isso dá brecha para um Homem Aranha 4. Tomara que eles parem por aqui.

[tags]homem aranha, spiderman, emo aranha, sam raimi, venom, homem aranha 3, spiderman 3[/tags]

ACP, campeão paranaense de 2007

ACP - Foto da Gazeta do Povo.

Não sou muito ligado em futebol, mas esta não dá para deixar passar: o ACP (Atlético Clube Paranavaí), time da minha cidade natal, Paranavaí, praticamente inexpressivo em âmbito nacional até então, conquistou ontem o Campeonato Paranaense, ao empatar em zero a zero com o Paraná Clube.

Paranistas e RPC, que através do digníssimo locutor pentelho Jasson Goulart fez questão de demonstrar que era Paraná Clube desde criancinha, chupem! Jogadores do ACP, direção e comissão técnica, parabéns!

E vamos que vamos: em 2008, tem Copa do Brasil e série C do Campeonato Brasileito. Não que eu goste muito de futebol, mas sabem como é, né? Minha cidade natal, e tal…

[tags]ACP, Campeão, Paranaense, Paraná, Paranavaí, Futebol[/tags]