Rodrigo Ghedin

Encore Mobilis: eu compro!

Agora que o árduo trabalho de reformular o WinAjuda está praticamente finalizado, posso voltar a distribuir com igualdade meu tempo entre os sites e blogs.

E tempo é algo que eu poderia otimizar com a ajuda de um notebook, ou laptop, como os americanos gostam de chamar. No dia-a-dia, em vários momentos o ócio ocupa um espaço que poderia muito bem ser aproveitado para tarefas produtivas, caso as ferramentas para tal, no meu caso um PC e uma conexão à Internet, estivessem à mão. O problema é que há pouco mais de um ano gastei boa parte das minhas economias no desktop que estou usando agora, o que torna absolutamente inviável a aquisição de um notebook. Na época não cogitei a possibilidade de uma máquina móvel por dois motivos:

  • O PC era compartilhado (minhas irmãs usavam antes de eu mudar-me para Maringá);
  • Eu tinha uma casa só.

Mas mesmo se pudesse voltar no tempo e tivesse a opção de escolher entre meu desktop atual, e um notebook, ficaria em dúvida, simplesmente porque um notebook com o poder do meu desktop custa, no mínimo, três vezes o que paguei por este.

Uma máquina rápida é essencial para mim. Só para explanar essa necessidade, vou citar o estado do meu PC ontem, algumas horas antes de enviar o novo WinAjuda para o ar: EasyPHP (Apache, MySQL e PHP, um servidor local) aberto e ativo; Opera com, no mínimo, dez abas abertas ao mesmo tempo; GreatNews e Thunderbird tomando conta dos feeds e e-mails, respectivamente; CloneDVD rippando um DVD; Notepad++ cheio de arquivos *.php; Fireworks com uns três *.png relativamente pesados; Explorer transferindo algumas centenas de MBs para o pendrive da Heri… UFA!

Não é qualquer máquina que agüenta essa carga de trabalho sem dar sinais de fraqueza. A minha foi montada tendo esse tipo de cenário em mente, e exatamente por isso, resiste a situações críticas iguais e até piores que a relatada acima.

Evidentemente, não é toda hora que o PC fica sobrecarregado assim. É, na verdade, o contrário: na maior parte das vezes, trabalho com o trio Opera, Thunderbird e GreatNews. Ou seja, navegador, cliente de e-mails e agregador de feeds. Um conjunto básico de produtividade, do qual qualquer computador consegue dar conta. E é aqui que entra um tipo de hardware que tem absolutamente tudo para fazer sucesso: os notebooks de pobre.

Perdoem a definição porca do negócio, mas é que eu realmente não sei como chamá-lo. Talvez UMPC? Não, não… Comparar uma coisa de 450 MHz e 128 MB de memória, rodando Linux com tudo no básico, com uma mini-central de entretenimento e produção powered by Vista é apelação. Tablet PC? Pode ser. Um termo que defina esse sonho de consumo é o que menos importa, afinal.

O que motivou-me a escrever este texto foi um outro, publicado pelo Charles Pilger, no qual uma das notícias mais excitantes das últimas semanas é dada: a PoliShop, aquela empresa que vende produtos pra lá de duvidosos nos buracos das emissoras pequenas de TV, irá comercializar, a partir de julho, o Mobilis, da Encore.

Não sabe o que é o Mobilis? Pois é, eu também não sabia. Mas assim que baixei e li o press release, me apaixonei. Afinal, ele tem navegador, cliente de e-mails, suporta Flash e Java, traz editor de textos, planilhas e apresentações de slides. Tem portas USB, conexões wifi, ethernet, conversa com celulares GPRS/CDMA, tudo numa tela de 7″ touchscreen. E advinha o preço? Menos de um salário mínimo, singelos R$ 340,00. O que eu posso querer mais!?

Encore Mobilis.

A data divulgada para o início da comercialização é 1º de julho. Está quase aí. Sem dúvida, será meu presente de férias. Comprarei assim que aparecer, antes mesmo do George Foreman apresentá-lo na TV (e oferecer, INTEIRAMENTE GRÁTIS, UM AB-TONER PARA VOCÊ MALHAR ENQUANTO NAVEGA NA INTERNET!!! NÃO É DEMAIS??? Tosco).

Algumas dúvidas quanto ao preço e funcionamento do Mobilis ainda pairam no ar, mas não passando de R$ 400,00, está valendo. Se for possível hackeá-lo então… Imaginem um Windows XP Tablet PC Edition mutilado com o nLite rodando nessa coisinha? Ou mesmo um Linux mais parrudo, talvez um Xubuntu? As possibilidades seriam incontáveis…

Independente desses detalhes, dia primeiro está aí. Assim que colocar as mãos no meu, farei um review detalhado. Isso, claro, se tudo acontecer conforme o prometido: configuração igual à do press release, e preço inferior a R$ 400,00 (o AB-Toner “di grátis” eu dispenso).

[tags]Mobilis, Encore, Tablet PC, PoliShop, Linux, OLPC, Mobile[/tags]

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Publicado em 07 de June de 2007, às 11:17 pm, na categoria Eu e a tecnologia.

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  1. Rodrigo Ghedin » Cadê o Mobilis? Ou qualquer UMPC?
  2. É O MEME, É A PROMOÇÃO, É SÓ NA MINHA MÃO « Pirão Sem Dono

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