Dirigir em rodovia é perigoso, e requer atenção. Mesmo com informações por todos lados, e direção defensiva na moda, infelizmente sempre há os engraçadinhos, os apressadinhos, e outros “inhos” que poderiam muito bem ficar em casa, ou viajar de carona, ao invés de guiar. Enfim, acidentes acontecem, e a menos que algo divino e inexplicável ocorra no sentido de mudar a mentalidade de todos os motoristas do mundo, sempre acontecerão.
Não sou sádico a ponto de rir da desgraça alheia. Alguns acidentes, porém, chamam a atenção, seja pelas circunstâncias, seja pelo resultado. Nesses casos, aquela velha máxima “seria cômico se não fosse trágico” se encaixa perfeitamente.
Hoje eu estava vindo para Maringá, pelo mesmo caminho de sempre. Tudo normal: muitos caminhões, muito motorista orelhudo andando a 60 Km/h, os policiais fazendo blitz… Na altura de Mandaguaçu, começa um trecho duplicado que atravessa Maringá e segue em frente.
Um pouco antes de chegar na cidade, vi um acidente curioso. Aparentemente não houve feridos, muito menos mortos. Um Monza chapou a traseira de um Vectra e, como se tivesse sido milimetricamente colocado ali, ficou exatamente no meio da valeta que separa as duas pistas. Exceto pelos envolvidos no acidente, acho que ninguém que passou no local conseguiu segurar, no mínimo, um sorriso amarelo.
Utilizando minhas habilidades artísticas no CorelDRAW, fiz um desenho ilustrando a situação:

O mais bizarro, porém, aconteceu perto de Garuva, na Serra do Mar, BR-376 (só faltou o CEP, hein?). Este eu não presenciei, apenas vi na televisão.
Um caminhão tombou. Na outra pista, o motorista de um outro caminhão parou. Ele e mais dois que estavam no segundo queriam ver de perto o acidente. Pularam a mureta e… Caíram! Entre as pistas, há um precipício de 20 metros de altura! Dois dos três morreram, e o terceiro ficou gravemente ferido. E como desgraça pouca é bobagem, três horas mais tarde outro cabeçudo fez a mesma coisa, e morreu também.
O Paraná TV fez uma reportagem, que pode ser conferida aqui (cadê os vídeos embarcados/embedded, hein RPC?).
— Que absurdo…
— Pois é.
¬¬
[tags]Acidente, Carro, Automóvel, Rodovia, Automobilístico, PT, Trânsito[/tags]
Neste dia, em anos anteriores...
- Meus antigos sites (2007)
isso me lembra alguns acidentes no mínimo ‘inusitados’ que eu presenciei ou assisti também ehehehhe
realmente esse da valeta foi peculiar
muito legal seu blog
a partir de hoje vou acompanhar sempre
Post engraçado, Ghedin.
Aliás… “seria cômico se não fosse trágico”. Heh.
@ Lali
É, eu também lembro de algo sempre que leio um texto do tipo em blogs alheios.
No mais, obrigado pelo elogio, e aguardo seu retorno ao meu blog.
@ Nelson
Obrigado, Nelson :). E, realmente, “seria cômico se não fosse trágico”.
[]’s!
Credo, que curiosidade desse povo! (ou quem sabe falta do que fazer?)
Como dizem, “A curiosidade matou o gato”…
@ Rafael
Hahaha, outro velho ditado que se encaixa perfeitamente à segunda situação :). Muito bom!
[]’s!
Caramba Ghedin, quase um Tintoretto, além do mais eu não sabia que a diferença de um Vectra e um Monza era o farol ligado (minha vida mudou depois disso).
Como alguém pula em um local sem ver?
@ Pepe
A princípio eu iria desenhar o Vectra certinho, de costas e todo detonado. Mas aí bate aquela preguiça, e como ele não era o mais importante no contexto, fiz um Control + D básico no CorelDRAW. Tá valendo, né?
E sobre os espertões que pularam na valeta, se tem uma coisa que eu aprendi com a vida e que nunca falhou, é que a burrice humana não tem limites :).
[]’s!