Harry Potter e a Pedra Filosofal

28 Jul, 9:52     Cultura

Harry Potter e a Pedra Filosofal.No fim do ano, será lançada a edição brasileira de Harry Potter e as Relíquias da Morte, o último dos sete livros da série Harry Potter, escrita pela inglesa J. K. Rowling. Acho que, de todos os volumes, os únicos que eu li duas vezes foram o terceiro e o quarto. E, bom, levando em conta que faz uns cinco anos que tive meu primeiro contato com este universo mágico, nada mais justo que reler todos, numa preparação digna para o desfecho de uma estória fenomenal.

Eu já lia antes de pedir Harry Potter e a Pedra Filosofal de Natal (ou aniversário) para meus pais. Gostava muito da coleção Vaga-Lume, unanimidade entre a molecada do Ensino Fundamental. Mas este livro foi importante para mim por um motivo: foi o primeiro da minha pequena biblioteca. E isso, somado à qualidade do texto, fez com que esse contato fosse amor à primeira vista - pelo livro, não pelo Harry.

O primeiro livro da série é bem singelo e, por isso, “desce” muito bem. O enredo é relativamente simples, bem amarrado e muito bem contado. A forma com que as coisas são apresentadas, especialmente quando de forma displiscente (“as fotos dos trouxas NÃO SE MEXEM!?”), é realmente encantador, e um bom diferencial dos demais da série. As personagens são bem caracterizadas e descritas, bem como os objetos e lugares, e tudo isso dá asas gigantescas à imaginação.

Nesta primeira aventura, Harry, que até seu décimo primeiro aniversário sequer suspeitava que bruxos e criaturas mágicas existiam de verdade, e vivia sob os péssimos cuidados de seus tios trouxas (ou seja, não-bruxos), os Dursley, recebe uma carta de Hogwarts, a melhor escola de bruxos do mundo, administrada pelo maior bruxo de todos os tempos, Alvo Dumbledore, convocando-o a ingressar na mesma. O recado vem através de Hagrid, o guarda-caças, que o ajuda com os preparativos para o ano letivo. Depois de comprarem o material no Beco Diagonal, uma espécie de bairro mágico escondido em Londres, eles se separam.

Dali a alguns dias, Harry embarca, através do Expresso Hogwarts, para o castelo. Durante a viagem, conhece duas pessoas que se tornariam seus melhores amigos: Rony Weasley e Hermione Granger. Também revê seu maior desafeto (já o tinha visto no Beco Diagonal), Draco Malfoy. A viagem corre tranqüila, e eles finalmente chegam ao destino.

O começo do ano é meio difícil, afinal, depois de onze anos vivendo entre trouxas, adaptar-se ao mundo dos bruxos demora um pouco. Mas Harry consegue. Suas aulas são as mais variadas e inimagináveis possíveis: Poções, Herbologia, Transfiguração, Defesa Contra a Arte das Trevas, História da Magia e Feitiços (acho que não esqueci nenhum).

Paralelamente a tudo isso, o trio de amigos tenta desvendar um segredo guardado por Fofo, um cão de três cabeças, na sala trancada do terceiro andar. Munido de sua capa de invisibilidade (presente de Dumbledore, ganho no Natal), eles se arriscam à noite e, com muita dedicação, descobrem que o segredo é a Pedra Filosofal, um artefato que dá riqueza a quem o detém, além da vida eterna.

Harry, então, se divide em três (figurativamente, por favor) para dar conta dos estudos, das investigações sobre a Pedra, e do quadribol, o esporte bruxo tão idolatrado quanto o nosso futebol. Por ser do primeiro ano, em regra Harry não poderia jogar oficialmente, mas graças a uma disputa com Draco, onde ele demonstra uma habilidade natural fora de série com a vassoura, torna-se o mais jovem apanhador em cem anos.

Há muitas reviravoltas, jogos e advinhações até o desfecho do livro. Snape, o professor de Poções que gosta de odiar Harry nas horas vagas, é desde o princípio o principal suspeito das sucessivas tentativas de furto da Pedra Filosofal. No final, entretanto, todos descobrem que o culpado é o nada suspeito Quirrel, professor de Defesa Contra a Arte das Trevas, possuído por Voldemort, o vilão da série que, não por acaso, definhou tentando matar Harry quando este era ainda um bebê, deixando-o com a característica cicatriz em formato de raio na sua testa.

Um detalhe curioso que se observa neste e nos demais livros da série é que, salvo raras vezes, Harry, Rony e Hermione quebram todos os regulamentos possíveis e, ainda assim, no final posam de heróis, com o aval de toda a direção de Hogwarts, e até do Ministério da Magia. Não que isso influenciará jovens a cometerem ilícitos na esperança de serem agraciados pelos diretores das escolas onde estudam, ou pelo Lula, mas enfim.

No final, o bem vence o mal, Grifnória ganha a taça das casas depois de sete anos de hegemonia da Sonserina, Harry, Rony e Mione derrotam o Quirrel powered by Voldemort, a Pedra Filosofal é destruída, e tudo termina bem - ou normal, já que voltar à casa dos Dursley não é algo que Harry enquadraria no termo “bem”. Isso, claro, até o próximo ano, quando novas aventuras surgirão. Mas isso é papo para um outro post

[tags]Harry Potter, Pedra Filosofal, Literatura, Livro, Hogwarts, Hermione, Rony, Voldemort[/tags]

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12 Comentários

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  1. Nelson
    28 Jul, às 10:11

    Série incrível, não?

    E é interessante, se não surpreendente, como as coisas ficam mais “sérias” a partir do 5º livro…


  2. Beto Hayasida
    28 Jul, às 14:38

    Harry também foi um dos primeiros livros que eu li. E como eu sou curioso, eu já li o epílogo do último livro, em inglês mesmo, agora eu sei como a história acaba, mas não sei ainda o que acontece no sétimo livro…


  3. Mário Yanase
    28 Jul, às 16:02

    HAHA! Confessou. Bom, comecei a ler, de fato, com Harry Potter também. rs… =D Mas, parei a partir do 4 livro… Agora só estou assistindo aos filmes.

    P.S. “This is SPARTA!” Leônidas- Boa ^^


  4. Lali
    28 Jul, às 16:33

    Toda quarta era “dia de biblioteca” com a Dona Regina e era obrigatório levar um livro pra casa. 80% dos alunos odiavam, mas como eu era muito empolgada chegava a pegar 4 ou 5.
    As histórias cheias de mistério da coleção Vaga-Lume, Sidney Sheldon e uns de crônicas eram meus preferidos. (Viva a coleção Vaga-Lume)
    Foi aí que tive contato com Harry Potter; nem sabia como era a história, só sabia que era muito difícil pegar no colégio os tais livros do menino-bruxo, todo mundo queria!
    Li posteriormente e comigo também foi amor à primeira vista - pelo livro E pelo Harry no meu caso Rodrigo uhahuahua
    Ahhhh boas lembranças, parabéns pelo post, ótimo como sempre :D
    []’s


  5. Pepe
    30 Jul, às 10:38

    Na minha opinnião o melhor livro ainda é o Terceiro, mas esse é muito bom mesmo.

    ´Quando novas aventuras surgirão…` muito Globo isso hein…


  6. Rodrigo P. Ghedin
    02 Ago, às 16:43

    @ Nelson

    Exatamente. Embora o quinto livro esteja longe de ser meu favorito, é um importante ponto de mudança na série.

    @ Beto Hayasida

    Estou me controlando, evitando spoilers, e não lendo absolutamente nada sobre o último livro.

    Não quero estragar o prazer de lê-lo :).

    @ Mário Yanase

    Os filmes são infinitamente inferiores aos livros… Passo batido por eles (os filmes).

    @ Lali

    Santa biblioteca da escola! Foi lá também que comecei a ler, quando estava na oitava série, eu acho.

    Fui influenciado a comprar/ler Harry Potter pela finada revistinha Herói 2000. Comprava todo mês, e vez ou outra saía uma matéria falando de Harry, e tal… Aí um dia pedi para meus pais, e o resto é história!

    @ Pepe

    O terceiro realmente é um dos melhores, embora minha preferência fique dividida entre ele e o quarto (neste, acho legal o levíssimo e suave flerte entre Harry e Cho).

    Só faltou um “…e muita confusão” para ficar Sessão da Tarde total, hahaha!

    []’s!


  7. wagner
    12 Ago, às 12:21

    quero ler o livro mais nao consigo…………pela a internet……………….


  8. anderson viana
    12 Ago, às 15:23

    Antes de sair o filme Harry Potter e a pedra filosofal, eu não tinha vontade de conhece o mundo de Harry Potter, mais assim que saiu o filme eu não parei de ler os livros, dês da câmara secreta ate o príncipe mestiço.
    No cinema eu já assisti 5 vezes o mesmo filme o da ordem da fênix fora as locações que são quase toda a semana. Mas enfim eu amo Harry Potter não tenho vergonha de dizer, mas eu acho que as pessoas não deveriam deixar de fazer outras coisas, sair com amigos conversar com seus pais fazer um programa diferente e não se prender apenas em Harry Potter, por mais legal que seja.
    Desculpe-me se estou sendo intrometido mais essa é minha opinião, e eu tenho apenas 15 anos e não acho sensato as pessoas se distanciarem do mundo por causa de um simples livro.


  9. Rodrigo P. Ghedin
    15 Ago, às 10:11

    @ Wagner

    Vai comprar, rapá!

    @ Anderson Viana

    Acrescente à lista de coisas que adoradores de Harry Potter não devem fazer: assistir mais de duas vezes um filme da franquia no cinema, e alugar mais de uma vez por ano cada filme da série.

    Brincadeira :D.

    []’s!


  10. Arlison borges
    06 Set, às 15:02

    O Filme Hrry potter é a Pedra filozofal foi um filme muito bom eu gostei muito o senario estava otimo foi um dos filmes que eu mais gostei parabens ao s senegrafistas do filme aos produtores a Harry potter é a todos que fizeram o filme e eu só muito fá de Harry potter.

    ASS: Arlison borges
    CIDADE: Caruaru
    ESTADO:Pernabuco


  11. vinicius
    15 Set, às 12:33

    Rodrigo P. Ghedin cenario eh com“c´´ e nao com “s´´


  12. Marcos Potter
    05 Nov, às 16:58

    Caraaaaaaaaaa!!!!!! Harry Potter eh demais…..sem comentários!!!!! Marcos…

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