Rodrigo Ghedin

Má influência para jovens acadêmicos cariocas de classe média

Espancando a empregada, de Robert Cooper.Recebi um e-mail do Submarino anunciando descontos de até 80% para livros. Cliquei no link, dei uma vasculhada, abri a página de literatura estrangeira, e… Olhem a pérola que encontrei:

Espancando a empregada, de Robert Cooper.

Será que aqueles animais já leram?

Piadinha cretina, eu sei. Falando sério agora, alguém já leu esse livro?

Eu poderia estar lá…

Há alguns meses, num dia chuvoso, peguei um avião Airbus 320, da Tam, com destino a São Paulo, aeroporto de Congonhas. Cheguei são e salvo, felizmente.

Hoje, num dia chuvoso, saiu de Porto Alegre um avião Airbus 320, da Tam, com destino a São Paulo, aeroporto de Congonhas. Ele derrapou na pista, bateu num depósito, e causou uma tragédia incomensurável, infelizmente.

Isso, somado ao caos aéreo prestes a completar um ano, manifesta em mim um sentimento quando o assunto é avião: medo.

[tags]Avião, Tragédia, TAM, Airbus 320, Congonhas, São Paulo[/tags]

As cinco músicas

Fui convidado pelo Norberto Kawakami para escrever algo dificílimo: listar cinco músicas. Como não identifiquei parâmetros para a seleção no texto do Kawakami, fui ler o post que originou este “meme”, do iftk. E lá, li o que mais temia: “(…) algumas músicas que adoro e que marcaram alguma fase da minha vida”.

Listarei aqui as cinco músicas preferidas atualmente. Não exatamente as que eu mais ouço, ou as que mais me empolgam, mas aquelas que, quando faço um esforço mental, são as primeiras que vêm à mente. Enfim, meu top five do dia 16 de julho de 2007. Afinal, como tudo na vida, preferência musical é algo instável, e amanhã meu top five pode ser diferente do de hoje.

9ª Sinfonia

Beethoven.A obra máxima e última completa de Ludwig van Beethoven, finalizada em 1824. Ela evidencia com toda força algo que sempre comento quando o assunto é cultura: o tempo ratifica a qualidade das coisas. Esta obra, com quase 200 anos de idade, continua atual, e é de uma beleza de arrepiar.

Gosto de, vez ou outra, colocar os fones de ouvido, erguer o volume no último, e me deixar levar pelo som durante longos setenta minutos. Aliás, a capacidade do CD foi decidida, ainda que indiretamente, por esta música (leia mais aqui). Dá para notar a influência e importância dela no mundo, não?

Um dos meus primeiros contatos com a 9ª Sinfonia ocorreu graças ao anime Evangelion, da Gainax, que considero outra obra prima da humanidade. O A metade final do episódio 24 tem um trecho dela como música de fundo, que pode ser ouvido abaixo:

The blower’s daughter

Damien Rice.Certamente a música romântica mais bonita de todos os tempos. Tema do filme Closer: Perto demais, sobre o qual já escrevi aqui, é interpretada pelo irlandês Damien Rice, e está em seu disco de estréia, O.

A letra é lindíssima, e segundo consta, foi inspirada numa passagem real da vida de Damien. A melodia é fantástica! Esta música certamente será ouvida por muitas gerações no futuro. É de marcar época, definitivamente.

A canção não teve tanto impacto no Brasil por causa de três pessoas maquiavélicas: Ana Carolina, Seu Jorge e Simoni. Esses seres criaram versões em português de The blower’s daughter, empestearam as rádios com seus excrementos, e jogaram Damien para escanteio (leia mais). Mas, afinal, talvez tenha sido melhor assim…

From me to you

The Beatles.Numa lista de músicas não pode faltar os Beatles. Esta, curiosamente, não está em nenhum dos álbuns oficiais lançados na Inglaterra; From me to you apareceu, lá, apenas num single, junto com Please Please Me, sucesso do álbum homônimo (e primeiro da banda).

Gosto muito dessa música porque ela é a cara da primeira fase dos Beatles, não por acaso, minha preferida. Musiquinha leve, sem maiores pretensões, com uma levada contagiante, letra simples, mas honesta, e uma performance solta do quarteto de Liverpool.

Celia inside

The Cardigans.Os Cardigans é aquela banda-referência para mim quando o assunto é vocalista feminina. Nina Person possui uma voz fora do comum, que casa perfeitamente com o tom leve das canções dos primeiros discos do grupo. Aliás, são estes os melhores, e que apresentaram clássicos ao mundo, como Lovefool, My favourite game e Daddy’s car.

Celia inside é minha favorita por vários fatores. A melodia tem o jeito Cardigans de se fazer música boa, Nina estava inspirada na interpretação, e o conjunto forma uma música deliciosa. Embora a letra seja meio… complexa, vale pela qualidade geral.

Somebody told me

The Killers.Aprecio muito música indie/alternativa/whatever, e esta talvez tenha sido a última “onda” com a qual me identifiquei recentemente. Então, nada mais justo que um representante do gênero entrar na lista.

E aqui bateu aquela dúvida: qual? Decidi pela banda do gênero que mais ouço hoje, The Killers, e isso trouxe outro “problema”: qual música? Afinal, só no primeiro disco há umas cinco que disputam entre si o título de favorita da banda. Jenny was a friend of mine com um solo no final muito bom; On top com uma batida contagiante; Mr. Brightside que dispensa apresentações… Acabei optando por Somebody told me, que além de possuir o clipe mais legal dos Killers, marcou um momento muito bacana da minha vida.

***

Gostei do exercídio, e também da minha lista de música. Fui selecionando as canções enquanto redigia o texto, e isso pode ter afetado o resultado final (embora não acredite muito nessa possibilidade). Todas as cinco músicas aqui apresentadas foram e ainda são marcantes para mim. Elas conseguem sintetizar bem meu gosto musical.

Um detalhe curioso que notei ao final, é que não há nenhum cantor ou banda nacional… Mas se tivesse que incluir algum, seria a banda Pato Fu.

Aqui é aquela parte desconfortável de convidar outros a darem seqüência à “corrente”, não? Pois bem: Tuca, Patrícia/Luciana e Thássius.

[tags]Músicas, Top five, Cinco, Canções, Lista, Playlist[/tags]

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