Arquivos do mês November 30e 2007

Aproveite a promoção da Brando

Porcos alto-falantes.O BLOG.MACMAGAZINE publicou uma notinha tímida sobre um aquecedor de caneas em promoção na loja virtual da Brando. A promoção consiste no seguinte: frete grátis para o mundo inteiro, até dia 5 de dezembro! E o melhor é que, aparentemente, ela é válida para todo o estoque da loja!

Maravilha! Como eles aceitam PayPal, fiz a festa por lá. Segundo informações do site, o prazo médio para a entrega é de 20 dias, o que significa que, caso tudo corra bem, terei um monte de brinquedos para curtir no Natal :D .

Quando eles chegarem, obviamente, escreverei reviews que serão publicados aqui ou no Guia. Quem tem dinheiro parado no PayPal, é uma ótima oportunidade de gastá-los com coisas úteis (ou não). A loja de bugigangas USB é espetacular!

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PS1: No último post prometi um review do notebook. Não fiz ainda porque ele não chegou. Data prevista? 10 de dezembro. Espero não ter dor de cabeça com isso (mais detalhes futuramente).

PS2: Férias, finalmente! Acabei de fazer a última prova, de Direito Processual do Trabalho. A partir de agora, escreverei com mais freqüência por aqui. Na to do list há muitos pendentes.

Liberdade no e-mail

Lá pelos idos de 2000, quando tive meu primeiro contato com a Internet através de um curso mequetrefe que fiz na Citrus Design (que, por sinal, acho que nem existe mais), logo de cara criei um e-mail e um UIN. BOL.O e-mail, feito na BOL, que na época se orgulhava de ser a primeira empresa brasileira a oferecer e-mail gratuito via propagandas na TV em horário nobre (“Todo brasileiro tem direito de ter um e-mail”, e blablablá), não existe mais; o UIN, todavia, ainda que abandonado, continua existindo, e vez ou outra tiro o pó do velho ICQ, e faço login para conversar comigo mesmo, já que não há ninguém online, ou jogar jo-ken-po com algum gringo desconhecido.

Hotmail.O velho e-mail da BOL male má foi utilizado, já que meus acesso à rede eram restritos, e dos meus amigos, um ou dois também tinham e-mail. Passado algum tempo, já com acesso discado em casa, a incríveis 52 kbps, criei outro naquele que, segundo um amigo, era o melhor e-mail: Hotmail. Por causa do “hot” no nome, imaginei que fosse um site vermelho, quente. Ledo engano: era aquele azul feio, desbotado. E, assim, me mantive fiel ao Hotmail por muito tempo…

GMX.…Até conhecer o GMX.net que, numa época onde o Hotmail se destacava por oferecer 2 MB de espaço para as mensagens, oferecia dez vezes mais que isso: 20 MB! E lá fui eu: criei outro e-mail, e fiquei com ele por mais um tempo. Criar este deu um trabalho extra. O GMX.net é um site alemão, e só permitia cadastros de alemães. Consegui minha conta utilizando um tutorial muito rodado em fóruns, mas que descobri no site do Rafael (R2O), no qual havia algumas informações sobre endereçamento de lá, e tal.

Gmail.Mas eis que, em abril de 2004, a Google lança o Gmail. Curioso como sou, recebi um convite de um leitor do finado WinAjuda, e gostei do que vi ali. Pioneiro no uso de AJAX, o Gmail era rápido, estável, fácil de usar, e oferecia 1 GB de espaço! Nessa época, salvo engano, e exceto o GMX.net, o e-mail mais espaçoso disponível era o da Yahoo! (onde também tive uma conta, pouquíssimo usada), com 5 MB.

Estava decidido a ficar com o Gmail, quando comecei a levar os sites mais a sério. Hospedagem paga, recursos legais e… e-mail do site! Personalizado, bonitão, com espaço e POP3/SMTP. Sai pra lá, Gmail! Ou melhor, dê espaço para os demais, ora bolas! Mantive o Gmail apenas para amigos e cadastros em sites de compra/fóruns/blogs/etc.

Veio um site. Depois, dois. Três. Quatro. Cino. Seis! Cheguei ao ápice da loucura ao administrar seis sites. Para conseguir administrar a enxurrada de e-mails proveniente de cada um dos sites, a solução adotada foi utilizar um cliente de e-mails. Aprendi a usá-los, e no começo, ia de Outlook Express; depois, passei para o Thunderbird até chegar ao Windows Mail, quando instalei o Vista, recentemente.

Desde o começo do ano, porém, vinha enfrentando um pequeno problema. Como estou estudando em outra cidade, quando volto para a minha natal, ficava ilhado, longe dos meus e-mails. Num fim de semana, sem problemas; em feriados prolongados, um desespero. Vez ou outra trazia o PC comigo, mas cá entre nós, não é a solução mais cômoda e interessante do mundo. Em breve chegará o notebook (e quando isso acontecer, esperem por um review caprichado), e aí o problema será muito maior…

Prevendo tal situação, a princípio pensei em ficar alternando os arquivos do banco de dados das mensagens entre meu desktop e o notebook. Algo um tanto complexo, chato e suscetível a falhas, mas aparentemente, funcional. Mas logo descartei a idéia, e já estava conformado em concentrar minhas caixas de entrada no notebook. Mas eis que, num lampejo meio desesperançado, resolvi dar uma conferida nas configurações do Gmail. E não é que isso resolveu o problema completamente?

Num dado momento de sua curta, meteórica e vitoriosa história, o Gmail deu a seus usuários a opção de cadastrar contas POP3/SMTP no serviço, utilizando-o como um cliente de e-mail online. Ou seja, posso cadastrar meus e-mails ali, e acompanhá-los online, usando o espaço de armazenamento e todos os recursos do Gmail, em qualquer PC que esteja conectado à Internet (e, no futuro, offline também, graças ao Google Gears).

O caminho das pedras é fácil. Clique em Configurações, no canto superior direito da janela. Na próxima tela, a de configurações, clique na aba Contas. No campo Pegar mensagens de outras contas, clique em Adicionar outra conta de e-mail. Uma popup surgirá, e nela será pedido primeiramente o e-mail, e em seguida, alguns dados referentes à conta:

Configurando contas de e-mail no Gmail.

Na tela seguinte, o assistente pergunta se você deseja também, além de receber, enviar e-mails por esta conta. Por fim, é enviado um código para o e-mail recém-cadastrado, que deve ser copiado e colado na tela seguinte. Pronto!

Caso tenha dificuldades nas opções da tela de configuração de contas, este help pode ajudar. Vale dizer que há um limite de cinco contas.

Agora posso ler meus e-mails em qualquer canto do mundo, independente de programa, tudo num só lugar. O único contra é ficar, com essa mudança, ainda mais dependente do Google. Mas é apenas questão de mercado: se aparecer um serviço melhor, mudo para ele.

Enfim, eu e meus correspondentes virtuais agradecemos!

Nobuo Uematsu e a bela trilha sonora de Final Fantasy VII

Eu sou suspeito para falar de Final Fantasy VII, o melhor RPG já criado para um vídeo game. Tudo foi feito sob medida: gráficos espetaculares para a época, personagens extremamente carismáticos, enredo bem construído, cheio de detalhes, e com um final de perder o fôlego, e uma trilha sonora de marcar época. Enfim, já falei bastante sobre este assunto aqui. Hoje, vou me dedicar à trilha sonora.

Nobuo Uematsu.Consegui (não me pergunte como) as trilhas sonoras completas do jogo e do filme. São lindas, espetaculares, um primor de música instrumental. O responsável por tal primazia chama-se Nobuo Uematsu, esse carinha da imagem ao lado. Criador de inúmeras trilhas sonoras, de vários jogos da Square(-Enix), seu trabalho em Final Fantasy VII foi marcante.

Uma orquestra japonesa interpretou alguns temas do jogo, e partes da apresentação foram parar no YouTube. Aumente o som, desate o nó da gravata, e aprecie essa obra-prima:

Opening

A primeira seqüência do jogo, onde Aerith aparece, e em seguida, a câmera sobe, mostrando a cidade Midgar e seus sete reatores Mako de cima. Depois ela baixa, foca no trem onde Cloud e o pessoa da AVALANCHE estão, e começa a primeira parte jogável.

Aerith’s theme

Aerith (ou Aeris, no Ocidente) é uma das personagens mais cativantes do jogo, mesmo morrendo pouco antes da metade deste. Sua música tema é uma das mais bonitas de todas.

Final Fantasy VII Main Theme

Essa música traz boas recordações. Ela é tocada na maior parte do tempo, no jogo, enquanto se anda no mapa. Na época em que está jogando o game, às vezes deixava o boneco parado, no meio do mapa, só para ficar ouvindo essa canção…

Cloud Smiles

Essa é do filme, salvo engano, da seqüência final. Destaque para a flauta, e a melodia que, para variar, é belíssima.

Final Fantasy Main Theme

Essa música é bem legal, e não sei por que, me remete a formaturas e/ou casamentos (!?). Essa é a última da apresentação, e no meio dela, surpresa: o próprio Nobuo surge, e toma o lugar do maestro. Muito legal!

Agora colarei algumas músicas que eu mesmo enviei, para o iJigg, diretamente da minha coleção. São músicas tão marcantes quanto as incluídas aí em cima.

Beyond The Wasteland

Do filme, toca bem no começo, quando Yazoo e Loz perseguem Cloud no deserto, a mando de Kadaj. É uma das minhas favoritas.

One Winged Angel

Não se assuste! Apesar do começo meio Psicose, essa música é entusiasmante. Afinal, é a trilha sonora da batalha derradeira, de Cloud e cia. contra Sephiroth em sua última e mais poderosa forma! Outra detalhe: de acordo com este site não-oficial, esta é a música preferida de Nobuo.

Sairin Katatsubasa No Tenshi

Para fechar, segue abaixo uma versão diferente da música acima, criada para o filme:

Não tenho costume de fazer “posts musicais” como este. Espero que gostem, e até a próxima!

[tags]Música, Final Fantasy, Advent Children, Nobuo Uematsu, Nobuo, Square, Classical[/tags]

Sephirot 666

E ainda duvidam da crueldade do Sephirot, vilão do jogo Final Fantasy VII. Vejam o tamanho da One Winged Angel, música-tema do personagem:

One Winged Angel.

Mais tarde, se tudo der certo, um post musical sobre FFVII.

Barbarella, a rainha da galáxia

Jane Fonda - Barbarella.Barbarella, Barbarella, Barbarella… Mas quem diabos é essa tal de Barbarella? Confesso que nunca tinha ouvido este nome, até minha irmã e as amigas dela começarem a praticamente cultuá-la, graças à exibição do filme numa madrugada em que elas estavam reunidas.

Respondendo a pergunta do primeiro parágrafo, Barbarella é a “rainha da galáxia”. Uma heroína intergalática que vive no ano 40000 d.C (sic), combatendo vilões como Duran Duran e Rainha Negra. De acordo com a resenha presente na parte traseira do DVD nacional, ela é algo como uma “James Bond de saias” – se bem que, a julgar pelo filme, está mais para uma James Bond sem saias, blusa e peças íntimas.

Barbarella dos quadrinhos.A personagem foi criada pelo francês Jean-Claude Forest, sob a forma de uma revista em quadrinhos, em 1962. O mote das aventuras dela teoricamente seria salvar o Universo, mas na real ela gosta é de ser salva e “recompensar” os mocinhos.

Em 1968, estrelando Jane Fonda, foi rodado o filme Barbarella. Verdade seja dita, Jane Fonda é um espetáculo. Belíssima mulher, tanto para os padrões da época (imagino), quanto para os atuais. Pois bem, o filme é trash, considerando ter sido rodado na década de sessenta e, apesar disso, exigir efeitos especiais complexos. Sem falar na trilha sonora, que parece ter saído de um dos discos do Tom Jones. Mas, tal qual todo material trash, é divertidão.

Na trama, a paz universal é abalada pelo Duran Duran, um terráqueo que fugiu e criou o Raio Positrônico, capaz de destruir tudo e todos. O chefão do Universo, então, convida Barbarella, que prontamente aceita a missão de deter o bandido. A partir daí, começa uma sucessiva leva de acontecimentos, que basicamente podem ser resumidos da seguinte forma: Barbarella corre perigo; mocinho salva Barbarella; Barbarella “recompensa” o mocinho.

Pode soar pornográfico, e talvez até seja. Barbarella é uma moça um tanto… dada. Pelo visto, daqui a quarenta mil anos sexo será igual aperto de mão, ou agradecimento verbal (”obrigado”). O detalhe mais interessante é que o sexo é encarado de maneira diferente. O único contato corporal é feito com a palma da mão. Através de uma pílula, o casal tem orgasmos violentos, do tipo que levanta os cabelos – literalmente. O primeiro cara que a salva no filme, porém, é old school, e quer a coisa do jeito tradicional, ou na visão da heroína, primitivo. E não é que ela gosta da coisa?

Há muita coisa trash no filme, o que é garantia de boas risadas. Desde o pai do Daniel Radcliffe, o ator John Phillip Law, que interpreta o anjo Pylgar e, acredite ou não, consegue ser mais insosso que o Harry Potter das telonas, até os nomes absolutamente estranhos dados às parafernalhas inventadas pelo criativo roteirista. Isso sem falar na mania de discrição deles, o que demanda um sem número de coisas secretas. Até o pescoço da Barbarella é secreto, e nele fica pendurada a chave invisível (corte de custo já!).

Pylgar.

A pérola do filme, o ápice, a tosqueira-mor, todavia, é a passagem abaixo, que, não por acaso, é o primeiro resultado na busca por “Barbarella” no YouTube:

Contextualizando. O tiozão com cara de Galvão Bueno é o vilão Duran Duran, a mocinha dentro do caixão é a Barbarella, e o caixão é, na realidade, a “máquina do prazer”. Duran Duran capturou Barbarella, e a submeteu à tal máquina, que mata as mulheres de… ahn, prazer. Só que a virilidade da heroína é tamanha, que sequer a maléfica máquina do prazer é capaz de segurá-la e, pasmém, ela quebra a máquina.

Tosco, mas ainda não é o bastante. Essa cena dá margem para o maior, melhor e mais incrível trocadalho do carilho da história do cinema. Para a máquina funcionar, é preciso que alguém toque uma música no piano. E… bem, Duran Duran toca uma para Barbarella. Literalmente. Sem malícia.

O filme está à venda no Submarino, por um precinho camarada (R$ 13,00). Vale muito a pena, tanto pela Jane Fonda, quanto, principalmente, pelas boas gargalhadas que ele proporciona. Reúna os amigos, estoure uma pipoca, e prepare-se para o festival. Comentários pertinentes e engraçados durante a exibição são altamente recomendados.

How addicted are you to reality TV?

Esse sistema de post pago, no qual despretensiosamente inscrevi este humilde blog há algum tempo, às vezes prega algumas peças. Até ontem, só tinha recebido uma proposta, certa vez: avaliar um site de relacionamentos meio, ahn… “adulto”, se é que me entendem. Foi devidamente recusado. Ontem, recebi outra, desta vez para avaliar uma enquete, tipo aquela que já publiquei no BlogAjuda sobre blogs. O tema? Reality Shows. Nada contra, mas baseado em quê me escolheram? Ninguém sabe – talvez nem eles mesmos.

Como um filho que não foge à luta, fiz o tal teste, munido de meus parcos conhecimentos baseados no primeiro No Limite, e n’alguns episódios da primeira edição do Big Brother. Até que me saí bem, para alguém com essa bagagem:

O teste é legalzinho, e quem tem saco pra assistir esses programas, especialmente as versões originais (American Idol, Survivor, etc.), tem tudo para gostar. Afinal, quando o assunto era blogs, eu gostei bastante. (Aliás, os resultados de ambos os testes demonstram o quão inapto para este review eu sou). No final do teste, além do resultado, aparece um código para você pendurar em seu blog/site, igual essa aí em cima.

Para fazer o teste, clique aqui, ó. Se serve de consolo, no site há outros testes, e o pessoal por traz do site Quizlee está sempre criando e publicando novos. Aqui no Brasil, o Edney ganhou bastante notoriedade com esse tipo de material. Taí uma boa idéia para um site…

Ah sim! Acho que está bem explícito, mas com é exigência do programa, lá vai o disclaimer: este é um post pago, o que, de maneira alguma, influenciou a opinião deste que vos escreve. Caso queira ter seu site/produto avaliado por mim, clique aqui.

(In English: this is a paid post, but it isn’t influenced the author’s opinion. If you want that I review you site/product, just click here).

A escritora do curso via satélite

Dia desses, estava assistindo TV, e vi uma propaganda de um curso superior via satélite. Nela, uma ex-aluna fazia o jabá do tal curso, dizendo todas aquelas bobagens inerentes à publicidade do tipo, além de ressaltar que, após tê-lo concluído, tornara-se professora e escritora. Não que eu duvide da capacidade da moça, mas… Por que ela não escrevia antes? Afinal, por mais que o curso seja bom, e não quero entrar neste mérito, dificilmente vê-se recém-graduados tornando-se escritores – eu, pelo menos, nunca vi.

Continuando nesta linha de raciocínio, tive um pensamento meio mesquinho e invejoso, mas que me pareceu sensato naquele momento. Talvez o nível, os critérios, enfim, o “desconfiômetro” da escritora do curso via satélite seja baixo, mas ela não perceba isso. Talvez seu livro contenha textos intragáveis, mas para ela, a pessoa que escreveu aquilo, seja um épico de Camões, ou uma tragédia de Shakespeare. E isso a enche de coragem e determinação para publicar seu material, independente da qualidade deste, sem medo do que público e crítica dirão. Algo mais ou menos como aquela velha história de que felizes são os ignorantes.

Ou então, e acredito piamente nessa hipótese, estou perdendo a confiança no meu taco, achando tudo que escrevo (quando o faço) um lixo, o que é, cá entre nós, muito, mas muito mais grave do que recém-formados em cursos de graduação via satélite publicando livros e aparecendo na TV como se fossem quase-membros da ABL.