Arquivos do mês December 30e 2007

Eu na Desciclopédia

Agora posso morrer feliz: estou na Desciclopédia! Brincadeira muito legal de alguns membros do fórum do Guia do PC. Obrigado! :D .

Entrevista sobre blogs ao site Cultura Online

Recentemente, no dia 17 de dezembro, para ser mais exato, o termo “weblog” completou dez anos. Muitos artigos foram publicados em sites mundo a fora, e eu, através deste humilde espaço, mais especificamente por causa deste texto, parei num deles.

O Marcelo Tavares, jornalista da revista eletrônica Cultura Online, cuja sede fica em Goiânia, entrou em contato comigo através do espaço para comentários do post supracitado, a fim de saber se eu poderia conceder-lhe uma entrevista sobre blogs. Concordei, e alguns dias depois, respondi uma bateria de perguntas.

Algum tempo passou, e eu tinha até esquecido a tal entrevista. Organizando meu e-mail, me deparei com o do Marcelo, e então fui verificar no site se a entrevista já tinha sido publicada. Para minha surpresa e gratidão, estava lá (e com minha estonteante foto ilustrando a chamada, no canal Web).

O link direto para a entrevista é este aqui. Gostei do resultado, embora o texto contenha muitos errinhos bobos de gramática e concordância, e o que é mais grave, não dá, em momento algum, link para meu blog (sem falar na screenshot minúscula do blog de uns dois anos atrás). O Marcelo apenas pescou alguns trechos de minhas respostas, emendando-as com comentários sobre a Raquel Pacheco (aka Bruna Surfistinha) e Ricardo Noblat.

Pedi autorização ao Marcelo para publicar aqui a entrevista completa. Ele liberou. Segue as perguntas e respostas:

1. Como descobriu o blog?
Não lembro ao certo, mas acho que foi no IRC. IRC é um sistema de bate-papo muito legal, o mais popular no final da década passada, começo desta. Algumas meninas tinham blogs, e pediam comentários nos bate-papos que rolavam por lá. Acho que foi aí que conheci os blogs.

2. No artigo você fala que não se deu muito bem no primerio contato com o blog. Você poderia explicar um pouco melhor?
Pelo motivo acima. Moçoilas de 14 anos, em regra, não escreviam nos blogs; elas simplesmente colavam GIFs cor-de-rosa que piscavam freneticamente na tela. Associei blogs àquelas coisas, e daí veio a repulsa inicial a eles.

3. Hoje qual é a importância do blog na sua vida, tanto profissional como pessoal?
Neste momento, o blog é meu ganha-pão. Mantenho alguns e, através da publicidade que veiculo neles, recebo alguma coisa no final do mês. Não é muito, e nem quero viver exclusivamente disso para sempre, mas é algo considerável. Minha meta é fazer dessa renda um complemento à renda principal. A exceção é meu blog pessoal, no qual não tenho pretensões financeiras. Sempre gostei de escrever, e este blog funciona como uma válvula de escape para meus textos. Quase uma terapia.

4. O artigo que está no seu blog é o primeiro, ou você ja fez outros? Qual é sua intenção em fazer esses tipos de artigo e por quê?
Não mesmo. Só no meu blog pessoal, já publiquei mais de 320 textos, no período de um ano e meio. Isso sem falar nos demais… Todo dia, religiosamente, escrevo pelo menos um texto para um dos blogs. Em dias inspirados, chego a sete, oito textos. É difícil manter uma regularidade em virtude da ausência de pautas vez ou outra, e também de outros compromissos, como a faculdade. No meu blog pessoal, não tenho um assunto definido. Escrevo sobre qualquer coisa (desde que eu não me sinta constrangido em publicá-la). Este texto, em particular (Breve análise da curta história do blog), eu não lembro muito bem quando ou porque resolvi escrevê-lo…

5. Quanto tempo você gasta diariariamente para atualizar seu blog?
Então, isso também é relativo. O maior trabalho que tenho não é escrever, mas sim garimpar e lapidar assuntos relevantes para cada um dos blogs que mantenho. Os mais focados, com assuntos definidos, recebem atualizações de acordo com o mercado: notícias, lançamentos, novas dicas, etc. Já meu blog pessoal, varia do que eu fiz, do que consumi nos últimos dias (livros, filmes, etc.), ou de idéias mirabolantes que às vezes me vem à cabeça, como aquela de ensinar a fritar um ovo.

Contabilizando todo o tempo com pesquisa e leitura de material, além do tempo gasto na redação dos textos, devo gastar, num dia normal, em torno de umas seis horas. Há dias em que gasto bem menos que isso, da mesma forma que há outros em que gasto bem mais. Mas na média, fica em cerca de seis horas por dia mesmo.

6. Quais as vantagens e desvantagens desse tipo de midia?
Gosto do formato blog pela sua simplicidade, tanto em manter, quanto em escrever. Não tenho rabo preso com ninguém, não tenho editor chato enchendo o saco, não tenho prazos desumanos para cumprir, não tenho que seguir formalidades desnecessárias. Escrevo de maneira informal, expondo minha opinião, e interagindo com o público. Isso é legal, é muito legal. Quando passo alguma informação incorreta, ao invés de publicar uma errata, simplesmente corrijo o texto, e mando um comentário de agradecimento ao leitor que apontou a falhar. Simples assim. Essa é a vantagem: liberdade.

Algumas vantagens podem ser consideradas desvantagens também. Por exemplo: quando estou numa estafa gigantesca, cansado e sem vontade de escrever, um editor chato viria bem a calhar.

Uma coisa que eu não vejo com bons olhos é a facilidade em se criar blogs. Hoje, qualquer um cria uma conta num Blogger da vida e sai escrevendo o que der na telha. Maravilha. O problema é que o todo ofusca a qualidade de alguns, já que, num país onde a maioria da população é semi-analfabeta, tal quadro se reflete nos blogs. Canso de ver gente escrevendo errado, emitindo informações absolutametne incorretas, e, o que é pior, gente que não escreve: fica no “Control + C, Control + V”. Sei que esse discurso pode soar meio elitista, e talvez até seja, mas dificultar um pouco as coisas no sentido de criar uma seleção natural de blogs seria muito interessante.

Por fim, a última desvantagem dos blogs é a segregação que os próprios bloggers fazem de si mesmos. Algo como se blog fosse coisa de outro mundo, algo além da compreensão dos que não estão na coisa. Se você assinar o feed de uns dez blogs, tenha certeza de que, pelo menos sete, escreverão algo sobre blogs, ou blogosfera. Há algum tempo teve uma febre de criar rankings de blogs (porque vaidade pouca é bobagem…), e um cara fez uma análise de um deles. Assino embaixo o que ele escreveu.

7. Quais assuntos você mais gosta de ver nos blogs?
Desde que seja bem escrito, e que esteja dentro das minhas preferências, eu leio, gosto e assino o feed. Sou bem eclético quanto a isso, embora meu agregador de feeds contenha mais blogs de informática, devido aos meus próprios blogs.

8. Você acha que o blog é uma ferramenta mais democrática que outras mídias, como televisão ou rádio?
Sim, mas acho errado comparar o blog à TV, ou ao rádio. São coisas completamente distintas, não concorrem entre si…

9. Pra você, o blog é a mesma coisa que um diário pessoal?
Pode ser, mas de maneira alguma se restringe a apenas isso. Essa idéia de remeter blog a diários pessoais remonta a primeira pergunta desta entrevista, que por sua vez nos leva às meninas do IRC do final da década passada. Além dos GIFs cor-de-rosa piscantes, elas escreviam seu dia-a-dia. Essa associação ficou enraizada no Brasil, e embora nos últimos anos blogs fortes estejam mudando esse panorama, creio que ainda demorará um pouco para o coletivo deixar de associar instintivamente blog a diários pessoais.

10. Você ja encontrou muitas pessoas que não gostaram do primeiro contato com o blog? Se sim, o que você fez pra mudar essa visão?
Não me lembro de ter encontrado muitas pessoas assim, até mesmo porque falar sobre blogs fora da Internet não é algo que faço muito. Em regra, as pessoas que não conhecem o conceito de blog não diferenciam estes de sites comuns. Amigos meus dizem coisas como “Rodrigo, li aquele texto no seu site”. Ou seja, é apenas um site, ou, no caso, o site do Rodrigo.

É justamente por isso que me incomoda tanto essa mania de segregar os blogs numa classe. Penso que, se o blog é bom, pouco importa o formato: ele será reconhecido pela sua qualidade, e não por ser um blog. O blog encurta o caminho para o reconhecimento, justamente pela facilidade de criação e manutenção, mas não é o motivo do reconhecimento. Não me lembro de ninguém ser reconhecido só pelo fato de ter um blog (exceto Jorn Barger, o criador do termo “weblog”).

11. Deixo espaço pra você falar um pouco de você. Falar de assuntos considerados importantes que não foram abordados acima.
Falar sobre mim? Ahn… então… :) . Tenho 21 anos, alterno minha residência entre Paranavaí (cidade onde nasci) e Maringá (estudo Direito), ambas no Paraná, e pretendo me tornar advogado depois que me formar, no final de 2008. Sempre gostei muito de tecnologia, especialmente informática e Internet. Tudo começou como hobby, e daí a coisa foi evoluindo, e hoje vivo disso.

Os blogs em que escrevo são os seguintes:

A quem tem interesse em criar um blog, recomendo, antes de tudo, muita leitura e um domínio mínimo do nosso vernáculo. A web está saturada de material de baixa qualidade, mas ávida por bons textos. Sempre há lugar para os bons.

Quem quiser entrar em contato, meu e-mail é ghedin[§]gmail.com.

Obrigado pela oportunidade, Marcelo!

Ian Spector: a próxima vítima de Chuck Norris

Chuck Norris.Chuck Norris é uma lenda viva. Os Chuck Norris’ facts, comentários e tiradas sobre feitos sobre-humanos do herói dos anos oitenta, caíram na Internet e viraram sensação mundial. Como efeito colateral, resgatou a imagem do ator, que andava no limbo junto com outros mothafockers das antigas (Charles Bronson que o diga), e o colocou sob os holofotes novamente. Tanto que, na última vez que passou na Sessão da Tarde aquele filme tosqueira em que ele é o índio espírito da floresta, já da fase decadente que todo ator enfrenta, eu assisti, só para vê-lo em ação.

Tanto buzz tinha que dar algum revés. E aconteceu: Ian Spector, através da editora Penguim, lançou o livro The Truth About Chuck Norris: 400 facts about the World’s Greatest Human (numa tradução livre, algo como “A verdade sobre Chuck Norris: 400 fatos do maior homem do mundo”). Chuck não ficou nada contente, e processou o rapazote, alegando mau uso de marca registrada, enriquecimento injusto e violação de privacidade, e pedindo uma indenização. Certo ele. Se alguém publicar um livro com os Rodrigo Ghedin’s facts, eu processo também.

Essa história toda, porém, colocou em cena algo tão na cara, que me pergunto o porquê disso não ter acontecido ainda: o próprio Chuck explorar essa mina de ouro. Imagine um livro oficial sobre os fatos? Ou então, um documentário sobre o ator? Ahn, ahn?

***

PS1: Ah sim, os fatos do Chuck Norris… Clique aqui e divirta-se. Se quer em português, a entrada na Desciclopédia e o ChuckNorris.com.br são imperdíveis.

PS2: A capa do livro ficou MUITO boa.

PS3: Sabia que o nome verdadeiro do Chuck Norris é Carlos Ray Norris? o_O

Soluções

Calor infernal, domingão monótono. Ainda bem que existe quintal bem arejado, access point e KartRider… Ah, e amanhã sai o review do notebook, lá no Guia.

Resultado do vestibular de verão (2007) da UEM

Há pouco mais de uma hora saiu o resultado do vestibular de verão 2007 da UEM, e como tenho amigos que o prestaram, baixei o listão com os resultados de todos os inscritos. Embora o site esteja tranqüilo, diferentemente do passado, disponibilizo aqui o arquivo contendo o listão. Para baixá-lo, clique aqui, ó.

Dell Vostro 1000

Com quase vinte dias de antecedência, chegou agora pouco meu Dell Vostro 1000. Conforme prometido, em breve um review

A terceira temporada de The O.C.

Não curto muito acompanhar séries, tendo em vista minha indisciplina para com elas, motivada pela relutância em ficar uma hora por dia parado na frente do monitor, assistindo um episódio. Por isso mesmo, quando gosto de alguma, de duas, uma: ou faço um esforço e me torturo diariamente no PC, ou compro logo a série em DVD. A esta última opção, só recorro em casos muito especiais, quando a série vale mesmo a pena. E, depois de assistir alguns episódios na SBT (lembrar da dublagem e do Celso Portioli me dá calafrios), comprei o box da primeira temporada de The O.C. (análise aqui). Excelente, uma das melhores coisas que já assisti na TV. Trama bem amarrada e inteligente, pitadas de humor deliciosas, enfim, um deleite.

Algum tempo depois, quando entrou na promoção, comprei a segunda temporada também (análise aqui). Bem aquém, roteiro um tanto previsível, e partes absolutamente desnecessárias, chegando ao ponto de constranger.

Mas, já que tinha metade da série, resolvi terminá-la. E assim, no momento em que o box da terceira temporada de The O.C. entrou em promoção, comprei-o.

(Daqui em diante, spoilers!)

Essa temporada começa exatamente onde a segunda termina: no tiro de Marissa em Trey. Este, para felicidade geral de todos que gostam da série, sumiu depois do primeiro episódio. Uma pena terem incluído, lá na frente, outro mothafocka tão idiota quanto o irmão de Ryan, o tal do Volchock.

Ao invés de retornar ao tom light da primeira temporada, esta mostra que, realmente, é seqüência da segunda. Entenda tal constatação no sentido metafísico, “espiritual”. Tramas paralelas continuam cansativas, e certas ações são previsíveis e/ou idiotas ao extremo, como o fato de Ryan e Marissa terem um namoro telepático, já que eles mal se vêem ou conversam; Volchock não diz a que veio, fica rondando, dá uns pegas na Marissa e, pasmém, depois a mata. Legalzão ele, né?

Apesar dos pesares, há cenas muito divertidas, especialmente com o casal Summer e Seth. A mais legal, sem dúvida, é quando ele, tentando obter o apoio de Taylor (nova personagem) para que os pais deixassem Marissa estudar na Harbor, lhe oferece favores sexuais. É a cena mais non sense da série, e por isso mesmo, uma das mais divertidas.

Favores sexuais.

Ele ainda fuma maconha, mente sobre sua reprovação na Brown (e causa um imbróglio de proporções gigantescas), além de desferir suas piadinhas alucinadamente. Deviam mudar o foco da série; tirá-lo de Ryan, e jogá-lo em Seth. Seria bem mais divertidona (ou não!).

Seth acendendo um baseado.

Ryan vira um pegador nato; além de finalmente copular com Marissa, logo nos primeiros episódios, ele tem uma one night-stand com a loirinha (bem gatinha) que trabalha com sua mãe, e logo em seguida, se envolve com Sadie, a prima do Johnny. Aliás, é com Sadie que ele tem as idéias mais toscas do mundo, como morarem juntos em Berkley… Mas, como todas as mulheres da vida dele, ela vai embora.

Velhos conhecidos reaparecem: Theresa e Anna! A primeira está bem gorda, e não, o filho dela que misteriosamente aparece no começo da segunda temporada, não é de Ryan. Anna está magrela e bronzeada – e estranha. Mas ela é tão legal!

Anna.

A intervenção de Theresa é horrível. Começa a rolar um clima, aí Ryan dá uns sopapos em Volchock, e quando ela vê as marcas das agressões na mão do mocinho bad boy, tem um xilique e vai embora. Mas hein!?

A porçõa old do elenco, encabeçada por Sandy, Kirsten e Julie, ficou meio apagada. No começo, Kirsten quase é enganada por uma tiazona golpista que conhece na clínica de desintoxicação. Aí Julie frusta os planos dela, e ela… some. Isso que é foda: num episódio, há tanto enfoque na tiazona que a sensação que fica é de que ela passará a integrar o elenco; no outro, ela some sem deixar rastros, e nunca mais tocam no nome da coitada (tanto que eu nem lembro qual é). Sandy assume a presidência do Newport Group, e vira um sacana. No final, ele abdica do sonho de construir um hospital, no qual havia tanta maracutaia que faria nosso Congresso se envergonhar, e reassume a posição de pai de família exemplar. Assim, num estalar de dedos. Muito mal contada essa história, e abrupta essa mudança.

Sandy discursando.

Ah sim: depois de amargar meses vivendo num trailer, Julie se casa com Dr. Roberts, o pai da Summer.

Parece que fizeram tudo de qualquer jeito, que os roteiros não passaram por revisões, e que foram escritos na medida em que a série era filmada, sem nenhum tipo de planejamento. Resumindo, saiu um serviço de porco.

Pra fechar, o final é pesado, tal qual foi o da segunda, e isso passou uma sensação de mais do mesmo não muito agradável… Seria mil vezes melhor se tivessem encerrado com um clima alegre, na formatura do quarteto (que foi bem legal, de verdade!).

Embora tenha zilhões de pontos negativos, ainda assim acho que a terceira é melhor que a segunda, e que ambas ficaram a anos-luz da primeira… Uma pena. A série já foi para o saco, terminando na metade da quarta temporada. Resta um box (quero o especial!), que adquirirei quando o preço baixar. Então, até lá!