Diz um colega de classe que, a partir do momento em que se une as escovas de dentes, já era: a união está consolidada. Se fosse por isso, eu já estaria fadado ao matrimônio precoce, pois a Heri deixa uma escova de dentes em casa para quando almoça lá. Independente do nível do relacionamento, Gustavo Cerbasi propõe em Casais inteligentes enriquecem juntos, que desde cedo deve-se programar a aposentadoria, palavra esta que, em seu vocabulário, significa obter a independência financeira. O livro, da editora Gente, traz dicas e mais dicas sobre o assunto. É curtinho, dá para ler numa tarde.
Basicamente, o autor sugere que os casais façam um belo pé de meia desde a fase do namoro, de modo que após vinte ou trinta anos, recebam de juros do banco o mesmo que recebem em seus empregos. Ou seja, o título do livro é meio equivocado, já que ele não ensina a ficar rico, mas sim a poupar. Logo, deveria se chamar “Casais inteligentes poupam juntos”, ou qualquer coisa do tipo.
Há dicas valorosas, como “comprar a prazo empobrece”, mas também há muitas dicas úteis que são mostradas de forma vaga. Uma que senti muita falta é em relação aos investimentos. Afinal, ao longo do livro ele fala, diz e repete para fugirmos da poupança e investirmos em aplicações mais rentáveis. Mas QUAIS aplicações, cara pálida? Não sou economista, não sei se é vantagem tirar tudo da poupança e investir em CDB, fundos de investimento, ações, etc. (Rafael? Me dá uma ajuda?). Senti falta disso, já que os bancos não são exatamente o tipo de lugar onde se tira dúvidas com imparcialidade - acho eu.
Há outras alternativas além dos fundos imaginários que rendem 12% a.a. líquido. Ele recomenda investir moderadamente em ações, ou virar picareta e enriquecer fazendo bons negócios com imóveis. Mas o conselho primordial é sempre aquele: faça um pé de meia para viver de juros. E se você acha que estou sendo repetitivo com isso, espere até ler o livro…
É um bom livro, de verdade. Desde que terminei de lê-lo, fiquei meio neurótico e ver minhas economias na poupança, rendendo male má 6% a.a., está me deixando louco. Se não tivesse tanta aversão a filas de banco, já teria ido à minha agência e perguntando mais sobre o tal HiperPoup e o Tesouro Nacional, investimentos que, segundo apurei de minhas leituras, são mais rentáveis que a poupança e tão seguros quanto. Um dia eu vou lá. Um dia…
Se você tem planos de viver uma velhice tranqüila, vai fundo e leia o livro. Se quer enriquecer, porém, recomendo literatura mais focada. A propósito, no final do livro há um guia bem interessante de sites e livros de finanças. Aparentemente são ótimas recomendações.
O maior investimento você já faz: estudar. Quando terminar sua faculdade ganhará dinheiro normalmente. É a conseqüência.
Um investimento que sempre da um bom retorno e é seguro (não tanto como a poupança) são contas de aplicação a desvantagem é que você não poderá dispor do seu dinheiro por um bom tempo.
Tesouro Nacional? Terias coragem de investir na dívida do país?!
Dinheiro pra poupança não sobra desde 1998 pelo que eu me lembro…rs
Fui numa palestra ótima numa igreja evangélica uma vez, o palestrante era ótimo, e falava sobre o controle financeiro domiciliar, mas até hoje não consegui colocar nada em prática, sempre falta grana!
Investi em ações da Petrobrás, em menos de um mês já rendeu 12%.
Dê uma olhada em minhas críticas à respeito desse livro.Além disso, falo de outros do mesmo gênero.
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