Archive for December, 2007

Casais inteligentes enriquecem juntos, de Gustavo Cerbasi

Friday, December 14th, 2007

Casais inteligentes enriquecem juntosDiz um colega de classe que, a partir do momento em que se une as escovas de dentes, já era: a união está consolidada. Se fosse por isso, eu já estaria fadado ao matrimônio precoce, pois a Heri deixa uma escova de dentes em casa para quando almoça lá. Independente do nível do relacionamento, Gustavo Cerbasi propõe em Casais inteligentes enriquecem juntos, que desde cedo deve-se programar a aposentadoria, palavra esta que, em seu vocabulário, significa obter a independência financeira. O livro, da editora Gente, traz dicas e mais dicas sobre o assunto. É curtinho, dá para ler numa tarde.

Basicamente, o autor sugere que os casais façam um belo pé de meia desde a fase do namoro, de modo que após vinte ou trinta anos, recebam de juros do banco o mesmo que recebem em seus empregos. Ou seja, o título do livro é meio equivocado, já que ele não ensina a ficar rico, mas sim a poupar. Logo, deveria se chamar “Casais inteligentes poupam juntos”, ou qualquer coisa do tipo.

Há dicas valorosas, como “comprar a prazo empobrece”, mas também há muitas dicas úteis que são mostradas de forma vaga. Uma que senti muita falta é em relação aos investimentos. Afinal, ao longo do livro ele fala, diz e repete para fugirmos da poupança e investirmos em aplicações mais rentáveis. Mas QUAIS aplicações, cara pálida? Não sou economista, não sei se é vantagem tirar tudo da poupança e investir em CDB, fundos de investimento, ações, etc. (Rafael? Me dá uma ajuda?). Senti falta disso, já que os bancos não são exatamente o tipo de lugar onde se tira dúvidas com imparcialidade - acho eu.

Há outras alternativas além dos fundos imaginários que rendem 12% a.a. líquido. Ele recomenda investir moderadamente em ações, ou virar picareta e enriquecer fazendo bons negócios com imóveis. Mas o conselho primordial é sempre aquele: faça um pé de meia para viver de juros. E se você acha que estou sendo repetitivo com isso, espere até ler o livro…

É um bom livro, de verdade. Desde que terminei de lê-lo, fiquei meio neurótico e ver minhas economias na poupança, rendendo male má 6% a.a., está me deixando louco. Se não tivesse tanta aversão a filas de banco, já teria ido à minha agência e perguntando mais sobre o tal HiperPoup e o Tesouro Nacional, investimentos que, segundo apurei de minhas leituras, são mais rentáveis que a poupança e tão seguros quanto. Um dia eu vou lá. Um dia…

Se você tem planos de viver uma velhice tranqüila, vai fundo e leia o livro. Se quer enriquecer, porém, recomendo literatura mais focada. A propósito, no final do livro há um guia bem interessante de sites e livros de finanças. Aparentemente são ótimas recomendações.

Games no Guia

Wednesday, December 12th, 2007

Agora o Guia do PC tem uma seção de games! Confiram lá :D .

Harry Potter e as Relíquias da Morte

Monday, December 10th, 2007

Harry Potter e as Relíquias da Morte.É tão triste quando você aprecia algo sabendo que será a última vez… Tive essa sensação quando enfrentava Sephirot em sua forma celestial, no final de Final Fantasy VII; quando matava os últimos nazistas numa praça de Moscou, em Call of Duty 2; quando apreciava a beleza estonteante da Natalie Portman, caminhando toda meninona e de cabelos compridos no final de Closer, e também quando vibrava com o viadinho do Frodo destruindo o Um Anel, em O Senhor dos Anéis… (Chega de exemplos, né?). A última do tipo foi com a série de livros Harry Potter. Há algumas semanas li Harry Potter e as Relíquias da Morte, o sétimo e último da saga criada por J. K. Rowling.

Este livro teve um gostinho especial, não só por ser o último, mas também por ser bastante diferente dos demais em sua estrutura. Aquela velha fórmula “Harry sai da casa dos Dursley; Harry arranja muita confusão em Hogwarts; Harry volta para a casa dos Dursley” foi deixada de lado, algo já previsto no final do sexto livro (Harry Potter e o Enigma do Príncipe). Ficou diferente, embora não demore muito para a sensação de novidade dar lugar a uma mesmisse quase depressiva, de tão monótona. Felizmente, quando o livro está prestes a ficar insuportável, há uma reviravolta que dá início à última parte, e a coisa toda fica realmente interessante.

A trama é bem construída, e faz remissão a todos os livros anteriores, até mesmo ao patinho feio do grupo (Harry Potter e a Câmara Secreta). As tais Relíquias da Morte, do subtítulo, são objetos especiais de encher os olhos. Elas têm papel importante na história, como sempre ocorreu com os subtítulos. Achei, todavia, que a autora acrescentou muitos detalhes que poderiam ser evitados, o que tornaria o enredo mais fluído e menos “complexo”.

Há mortes, algumas tolas e sem sentido. Gente que ressuscita, mortos que conversam com vivos, e o que era um livro de fantasia definitivamente faz jus ao gênero no qual se insere. Não que esses detalhes sobrenaturais estraguem o livro, mas eu faria diferente (e a Rowling nem para pedir palpites pra mim…). Enfim, é um bom passatempo, obrigatório para quem leu os seis anteriores. No final, há um epílogo interessante. É bem clichêzão, mas acredito que não poderia ser de outra forma.

Uma coisa que a série perdeu com o passar do tempo foi a diversão. Claro, sim, sei… A estória ficou mais sombria, adulta, séria e blablablá. Mas não interessa. Os dois volumes que mais me divertiram foram o terceiro (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban) e o quarto (Harry Potter e o Cálice de Fogo), este último em especial. Talvez pelo clima de flerte no ar, no quarto livro, pela expectativa das beijocas com a Cho Chang, e, embora tenha sido no quinto (Harry Potter e a Ordem da Fênix), pela forma magistral com que o primeiro beijo do casal foi relatado (se eu fosse escritor, sentiria inveja profunda da Rowling por ela ter escrito algo tão legal).

Rowling está sentada num caminhão de dinheiro, e irá ganhar mais sobre os direitos dos três filmes que restam. Se quiser, não precisa escrever mais nenhuma linha em toda sua vida - exceto o preenchimento de cheques. Além do dinheiro, e aqui deixo de lado a ironia, ela não precisa mais por ter contribuído como poucos para a popularização da leitura entre aqueles que mais precisam dela, mas que ao mesmo tempo, são os que mais torcem o nariz para páginas cheias de letras: as crianças. O fênomeno que este livro foi não tem antecedentes na história. Li o primeiro da série (Harry Potter e a Pedra Filosofal) com catorze anos, e digo, para quem quiser ouvir, que essa série foi importante na minha formação. E não, ao contrário do que possa parecer aos ouvidos de lunáticos e desocupados, não sou chegado em “magia das trevas”. Ela foi importante por ter despertado, ou melhor, aguçado meu gosto pela leitura. Já lia antes, mas depois de Harry Potter, passei a ler muito mais.

E como merchã bom tem que ser divulgado, finalizo este texto indicando um presentaço de Natal, indicado para todas as idades. O Submarino pôs à venda um box pra lá de especial, com os sete livros da coleção e uma camiseta de brinde, a um preço estupidamente baixo. Aproveitem, e se deliciem com as aventuras de Harry Potter e seus amigos!


Lifestream