Arquivos do mês January 30e 2008

Alguns casos de “empreendedores”

Marketing é uma coisa fabulosa. Sabemos que tudo é feito com a finalidade de nos fazer gastar nosso rico dinheirinho com bens que, na maioria das vezes, são no mínimo dispensáveis. Mesmo assim aquele que se dispõe a contar as peças publicitárias interessantes ou divertidas já veiculadas na mídia, e que cumprem sua finalidade, definitivamente não consegue. Quando achamos que já inventaram tudo, aparece uma propaganda bem feita, um viral natural dos bons, um produto chamativo e interessante.

Sim, marketing bom é marketing que instiga a imaginação, faz com que os propensos consumidores imaginem-se usufruindo do bem, essas coisas. Marketing ruim, por sua vez, é aquele feio, que não diz a que veio, e, ao invés de fazer a boa imagem do produto que tenta vender, acaba conseguindo exatamente o contrário. Existe um terceiro tipo de marketing, ainda, que não se encaixa em nenhuma das duas classificações até aqui mostradas. É o marketing sacana, ou safado. Em geral, se aproveita da ingenuidade do consumidor para induzi-lo ao erro.

Acabei de criar essas classificações, as quais provavelmente não existem no mundo da publicidade, para introduzir um assunto que, cada vez mais, aparece nos intervalos da TV, nas páginas das revistas, nos catálogos das grandes lojas: o marketing que ilude o consumidor. Tenha certeza de que você já viu algo assim. Existem aos montes.

Wii Vision.A Dynacom é um exemplo dos melhores. A empresa, que há anos se arrasta às custas da plataforma de 8 bits da Nintendo, lançada em 1985, possui um misto de criatividade e coragem que dá medo… A última empreitada deles é o PC Game, o revolucionário PC com vídeo game (:P). O hardware? O bom e velho NES 8 bits. A diferença dos demais consoles da empresa? um joguinho que simula um desktop, com alguns programas educativos. O caça-níquel-mor da empresa, todavia, é o sugestivo Wii Vision, com joysticks sem fio. A inspiração, óbvia, é o último console da Nintendo, o Wii. A diferença entre ambos? Apenas 27 anos… Ou alguém cogitou que o hardware do “Wii Vision” fosse qualquer coisa diferente do arcaico NES 8 bits?

Pior que isso só os apresentadores do Bom Dia & Cia, do SBT, se referindo ao Dynavision Extreme como “quase igual o PlayStation 2″. Não vou me alongar nas diferenças. Citarei apenas duas: o PS2 tem 128 bits, e usa mídia DVD; o Dynavision Extreme, como reza a tradição da Dynacom, possui 8 bits, e usa cartuchos.

Os Carrinhos.Quer mais? A produtora e distribuidora Vídeo Brinquedo, com sede em São Paulo. A empresa atualmente é especializada na produção de animações 3D. Alguns títulos: Os Carrinhos, Ratatoing e Abelinha. Sentiu algo familiar? Pois é. O mote é pegar rabeira nos sucessos dos estúdios norte americanos, e só. A produção é horrível, a qualidade, lastimável. O público-alvo são crianças com dois ou três anos, e é algo até entendível – afinal, só nessa faixa etária para não notar o plágio descarado e mal feito. Essa matéria do G1 mostra o caso de maneira bastante completa.

Empreender é legal, e o Brasil destaca-se neste assunto. Porém, bom senso é bem-vindo em qualquer lugar. É por essas e outras que aprecio produtos e produções os quais costumo jocosamente chamar de “honestos”: aqueles simples, que não tentam vender o que não são, e que exatamente por isso, caem no gosto do povo. Exemplos? Minigames tipo Tetris, vendidos em qualquer camelô, e o lendário Chaves (o mexicano, não o venezuelano). São toscos? Absolutamente. Mas divertem e são autênticos. Ah sim: ainda por cima fazem muito sucesso – bem mais do que os espertalhões citados ao longo deste texto.

Estou de volta

Muita comida, frescobol, brisa, caminhadas, lugares legais e belíssimos… É, foi legal. Internet? Duas horas em dez dias, um novo recorde. Enfim, estou de volta.

Preparativos para a viagem

Amanhã vou para o litoral (Camboriú, again), onde ficarei dez dias longe do interior do Paraná. Queria que fossem sete, mas com minhas irmãs chatas não houve acordo. Espero encontrar algum hotspot por lá… Na pior das hipóteses, terei bastante tempo livre para escrever textos a fim de abastecer este blog na volta. Isso porque será a primeira vez que saio de férias com um computador (notebook). Não sei se isso será legal ou ruim, mas enfim…

Em todo caso, já joguei no HD alguns projetos nos quais estou trabalhando, e também layouts e resources para estudar/relaxar. Ainda no campo do entretenimento, carreguei outra parte do HD com emuladores e jogos do Nintendo 64 (sobre o qual iniciei um tímido projeto) e Super Nintendo, além de dois joysticks. A segunda temporada de Heroes também está presente, bem como uma seleção de CDs de músicas decentes, um oásis em meio ao axé, pagode, sertanejo e afins que minhas irmãs, para meu total desgosto, gostam tanto. Para manter contato com quem deixarei aqui, créditos no celular e Skype, além do headphone – caindo aos pedaços, mas (ainda) funcional. E como computador tem limite, mesmo quando usado pura e simplesmente para entreter, levo dois livros na bagagem, os quais espero terminar até o retorno.

Ah sim: também pretendo ir para a areia, jogar frescobol, e, se estiver de muito bom humor, entrar na água (desde que não esteja poluída).

Voltando aos bits e bytes, se eu encontrar com facilidade pontos de acesso wifi por lá, será uma experiência interessante: trabalhar na beira da praia. Como Murphy me adora, e meu histórico de felizes coincidências, surpresas e novidades em viagens de fim/começo de ano é ridículo, melhor não contar tanto assim com a sorte.

No mais tardar, nos vemos dia 25. Os blogs ficarão parados até segunda ordem, com exceção do Guia, que fica sob os cuidados do Paulo.

See ya!

Death Note

Death Note conta a estória de Raito Yagami, um brilhante jovem japonês que, munido de um Death Note, tenta criar um mundo perfeito. Criado por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, o mangá foi publicado em 2006 no Japão, e no mesmo ano, deu origem a um filme live action (com atores de carne e osso) e ao anime (desenho). Neste, foram trinta e sete episódios, recheados de suspense e investigações.

Um Death Note é, como seu próprio nome diz, um caderno de morte. Basicamente, o humano que tiver seu nome escrito nele, morrerá. Há vários, um para cada Shinigami. Shinigamis são deuses da morte. Eles povoam um mundo paralelo ao nosso, e através dos cadernos, ganham mais tempo de vida, matando humanos antes da hora, obtendo, assim, a diferença entre a idade atual e a expectativa de vida do mesmo.

Num dia qualquer, Ryuuku, um Shinigami, farto da monotonia do mundo Shinigami, vem para o nosso mundo e “perde” um Death Note. Raito o encontra e, curioso, lê o “how to use”. Cético, faz alguns testes, que comprovam a eficácia do caderno, e a partir daí, passa a matar sistematicamente criminosos de todos os gêneros. A polícia não fica inerte, e com a ajuda de L, o maior detetive do mundo, começa uma caçada a Kira, pronúncia comum dos japoneses para “Killer”, palavra inglesa que significa “assassino”, e apelido dado ao assassino misterioso.

Boa parte do anime gira em torno não da limpeza moral que Raito faz no mundo, mas sim no jogo de gato e rato que ele e L proporcionam. A coisa fica ainda mais interessante pelo fato do pai de Raito comandar as investigações, detalhe este que, somado a outros paralelos, levam o jovem assassino a ajudar nas investigações.

L e Raito.

Há algumas partes meio forçadas, mas no geral o anime é muito instigante. O mais legal é tentar prever os movimentos e as táticas de ambos. Só que isso é meio impossível. De duas, uma: ou meu raciocínio é medíocre, ou os de L e Raito estão além da compreensão humana.

Raito, depois de fazer uma grande carnificina, argumenta que, graças à sua ação, as guerras acabaram, e a quantidade de crimes foi reduzida a praticamente zero. Nada serve de argumento para os policiais, mas pelo menos coloca em xeque a postura das autoridades. Afinal, os fins não justificam os meios? Senti falta de uma abordagem mais filosófica neste sentido. É um debate delicadíssimo e, por isso mesmo, renderia um material muito complexo e interessante, desde que o assunto fosse conduzido com o mesmo esmero que o restante do anime.

Em suma, apesar dos pesares, é um desenho muito legal. O desenrolar da trama é bem conduzido, e a opinião do telespectador em relação a Raito é bem variável. Bom enredo, animação belíssima do estúdio Madhouse, trilha sonora da melhor qualidade, mesclando música erudita com rock pesado. Excelente anime, enfim.

***

PS1: Death Note na Wikipédia inglesa traz muitas informações, sobre o mangá, anime e filme. Só assisti o anime até agora, mas o longa-metragem já está a caminho. Não tenho nenhuma base para essa suposição, mas acho que me decepcionarei com a versão “em carne e osso”…

PS2: Pesquisando imagens para ilustrar este post, descobri que existia uma versão online do Death Note! Parece que o site fechou, e hoje pede doações para voltar à ativa. Alguém se habilita a fazer doações?

Maximum The Hormone

KoRn, SlipKnot, Nine Inch Nails… Essas são algumas bandas que já estiveram em minha playlist por algum tempo. São representantes de um gênero que ouço pouco, por não gostar mesmo: rock pesado. Até mesmo coisas mais leves (relativamente falando, claro) eu deixei meio que de lado, como Linkin Park, Papa Roach e outros. De uns três anos pra cá, tenho dado preferência a coisas mais light – The Killers, Franz Ferdinand, The Strokes, e por aí vai.

Mas, vez ou outra, tenho recaídas. E, no momento, a banda Maximum The Hormone é presença constante no Media Player. A descobri assistindo o anime Death Note (em breve um review por aqui), no qual as músicas de abertura e encerramento, a partir do vigésimo episódio, são deles: What’s up, people?! e Zetsubou Billy, respectivamente.

Como se percebe pelo nome da primeira canção, a banda é japonesa, embora mescle com o idioma nipônico, nas letras das músicas, trechos em inglês. A mistura se estende aos vocais, onde há vozes estridentes, guturais, e até uma feminina. O resultado é bastante interessante.

Ouvi o segundo disco, chamado Buiiki Kaesu. Com treze faixas, incluindo as duas citadas acima, apresenta canções variadas e bem feitas. O primeiro disco, Rokkinpo Goroshi, de 2005, ainda não ouvi, mas estou curioso para conferi-lo.

A banda é nova, logo, ainda é cedo para dizer se vingará ou não. Eles têm talento, fazem músicas com melodias que grudam no ouvido, e boas letras (pelo menos as duas as quais consegui achar a tradução), têm um futuro promissor. Resta saber se saberão aproveitar, ou cairão no abismo do esquecimento.

Confiram a abertura e encerramento do anime Death Note:


Abertura (What’s up, people?!).


Encerramento (Zotsubou Billy).

Carrinho de controle remoto (R/C)

Minhas irmãs disseram que eu estava jogando dinheiro fora. Minha mãe, que voltei a ser criança. Meu pai me apoiou, mas foi exceção. Enfim, apesar da torcida contra dentro de casa, comprei um carrinho de controle remoto na última terça-feira.

Deve ser trauma de infância… Sempre fui tarado por carrinhos R/C, mas por ironia do destino, ou avareza dos meus pais, só tive dois até terça-feira última. O primeiro era um branco, no melhor estilo DeLorean, mas que, infelizmente, só andava em círculos. Algum tempo depois, num Natal do começo desta década, ganhei uma BMW muito ajeitada. Era verde escura, conversível, grande e tinha liberdade de movimentos. O único problema é que ela consumia muita energia. Em pilhas, eram oito, só para o carrinho (ainda tinha a bateria de 9V do controle remoto). Resultado: só brinquei no dia do Natal, já que, depois, em virtude dos meus escassos recursos financeiros, aliados a um súbito esquecimento da BMW, ela ficou encostada num canto.

Ano passado o reencontrei, num estado lastimável. O interior, cheio de detalhes e dobras, estava coberto de poeira. Os vidros ficaram amarelos, incapazes de se defender da ação do tempo. Um retrovisor foi cruelmente quebrado… Seria o fim? Não! Apesar dos problemas estéticos, tecnicamente estava tudo bem. E, por isso, decidi comprar uma bateria recarregável. Estava disposto a fazê-lo, mas repensei bem quando vi o preço: R$ 50,00! Ah, não…

Terça-feira, viajei ao famoso país vizinho, e na minha lista de compras estava a tal bateria. Infelizmente, não achei-a. Então, vendo alguns carrinhos lá, o cara da loja me disse o preço: R$ 50,00. Era o que eu gastaria só na bateria… Pensei, pensei, pensei… Levei.

Audi do Paraguai.

É um Audi “não autorizado”, já que não apresenta a marca da montadora alemã na grade frontal. Algo normal em se tratando de um produto chinês. A cor é um amarelo metalizado, misturado com preto. Parece aquelas pinturas bregas que o Luciano Huck faz nos carros do quadro Lata Velha, embora a do carrinho seja mais bonita. Ele veio cheio de adesivos ridículos, os quais tratei logo de remover, no primeiro dia.

Como todo produto chinês, a qualidade não é das melhores. Pra começar, a antena não encaixava no controle remoto. Tive que desmontá-lo, e, assim, aos pedaços, encaixar a antena no buraco, fechando tudo em seguida. Outro detalhe ruim, para não dizer péssimo, é a bateria. É recarregável, mas tem só 700 mAh, que convertidos em tempo, proporciona apenas 20 minutos de diversão. Aquelas pilhas recarregáveis de câmeras digitais, por exemplo, têm 2500 mAh. Estou entre duas: ou montar uma bateria usando seis dessas pilhas (o que não sei se dará certo), ou comprar uma de 3000 mAh da Venom.

Hoje, enquanto fazia um vídeo para colocar neste texto, houve um pequeno acidente. O carrinho saltou um degrau de cerca de sete centímetros, e por causa da queda, alguma coisa estranha aconteceu nas rodas frontais. Veja o acidente:

Após o resgate, ao colocá-lo de volta à ação, notei um barulho estranho ao fazer curvas… Minha irmã também notou. Vejam:

E lá fui eu abrir o maledeto carrinho. Fiquei impressionado com a simplicidade. Ele possui LEDs nas rodas (dois em cada), além de quatro LEDs embaixo do carro, bem no meio dele – é o “neon”. Além disso, o farol acende quando acelera para frente, e as luzes traseiras, que num carro normal são as de freio, nele acendem quando se dá ré. Toda a parte elétrica do carrinho é controlada por uma única placa, que distribui fios a torto e a direito sob a carenagem.

Interior do carrinho.
Clique para ampliar. Tá sujo assim porque anteontem levantamos poeira na área da casa da Heri, haha!

Desmontei também a parte responsável por virar os pneus frontais. Tem um motorzinho com uma pá que fica dentro de uma espécie de leme. Quando se mexe no direcional do controle remoto, ele vira para o lado correspondente, fazendo o eixo que segura as duas rodas virar. É tudo bem simples, mas nem por isso menos interessante. Remontei tudo, e resolveu o problema. Antes, porém, fiz um vídeo do interior do carrinho:

Só faltou ver o motor responsável pela aceleração, mas nisso eu mexo outro dia… De volta à ação, finalmente fiz o vídeo e as fotos restantes. Confira-os:

Visão frontal, no melhor estilo Velozes e Furiosos.

Vista panorâmica, do tipo propaganda de carro.

Toda a imponência do meu Audi “la garantia soy yo!”.

Controle Remoto.

Dinheiro jogado fora, coisa de criança… Não importa. É muito legal. Só faltam a bateria de maior duração, e a Heri comprar outro carrinho, para fazermos corridas emocionantes nos fins de semana, em estacionamentos vazios de supermecados.

Uma experiência traumática com e-commerce

Comprar pela Internet já é comum para muitas pessoas. Aquele medo de fraudes, potencializado por filmes da Sessão da Tarde nos quais pivetes de doze anos faziam rombos na economia dos EUA escrevendo cinco linhas no MS-DOS, diminuiu muito, em boa parte graças à agilidade das lojas virtuais, e aos muitos relatos de compras bem sucedidas, sejam de estranhos, sejam de conhecidos.

Grandes lojas, como Submarino, Saraiva e Americanas, possuem certificados de segurança, criptografia pesada, políticas de troca claras e funcionais, e reputações imaculadas. Claro que, vez ou outra, cometem deslizes, mas no geral, são confiáveis. Essa é a palavra mágica para ser bem sucedido no chamado e-commerce.

Quando mudamos o foco para vendedores autônomos e lojas pequenas e desconhecidas, a situação muda completamente. O medo de comprar no Mercado Livre, por exemplo, é real e justificável, afinal, a picaretagem rola solta por lá, o que não significa que não existam bons vendedores que utilizam o site como plataforma de vendas. Basta ficar atento a alguns detalhes, e a transação provavelmente será tranqüila.

Se a compra é num site, vale a pena conferir a credibilidade do mesmo no BuscaPé e, principalmente, no orkut. Recomendo a rede social preferida dos brasileiros justamente por este motivo, e também por não haver moderação nos comentários. Ou seja, se a loja é ruim, vão descer o pau nela, ao contrário do BuscaPé, onde aparentemente não existe essa transparência.

Como os leitores regulares deste blog devem saber, estava atrás de um notebook simples, que atendesse minhas necessidades profissionais. Em outras palavras, algo com wifi, e que suporte o Fireworks, da Adobe. Fiz uma pesquisa extensa e cansativa em inúmeras lojas virtuais. Na primeira triagem, selecionei modelos com bom custo benefício; na segunda, uma nova triagem usando os mesmos critérios, mas dando preferência aos mais baratos; por fim, escolhi um através da reputação das lojas. Era um HP DV6208.

HP DV6208.O site da loja que escolhi não era legal. Tinha (e ainda deve ter) um design horrível, que não transmitia confiança. Mas, como havia relatos garantindo a loja no BuscaPé, segui em frente. Ao fazer o cadastro, outro ponto negativo: certificado inválido. Como ia comprar via boleto bancário, sem precisar, assim, emitir quaisquer informações sigilosas, ignorei este detalhe e continuei a compra.

Antes de fechar mesmo, resolvi tirar a única dúvida que restara através do suporte online, no site: o notebook é refurbished ou não? No link para iniciar o atendimento via chat, havia uma moça bonita, loira e de óculos, com o telefone na mão. Abaixo dela, a mensagem “olá, em que posso ajudá-lo?”. Seria ingenuidade infantil de minha parte acreditar que tal imagem correspondia à realidade, mas mesmo precavido, o cara do atendimento conseguiu me assustar. Logo após o “boa tarde”, ele emendou direto um “podemos teclar no messenger?”. Estranhei, e questionei o motivo, enquanto inúmeras possibilidades enchiam minha cabeça. Na resposta, ele disse que o sistema de atendimento era instável, e poderia cair a qualquer momento. Disse que não precisava, pois a dúvida era simples, mas, por precaução, adicionei ele como contato no messenger. Ah sim, obtive a resposta que queria (o notebook era novo).

Após realizar o pagamento via boleto bancário, contactei o cara para enviar-lhe o comprovante. E… ahn… ele usa emoticons! Milhares deles, coloridos e piscantes. Medonho. Se fosse meu empregado, demitiria com justa causa. Veja a situação da coisa:

Emoticons da loja.

Bah, tudo bem, já estava pago mesmo… E aí começou o martírio. Quinze dias úteis para o recebimento. No décimo sexto dia, nada ainda. Ligo lá, e a informação que recebo é de que o produto ainda não chegou do “fornecedor”. Sei, fornecedor, né…? Mais cinco dias, e nada. Arrependido até a medula de ter comprado lá, liguei para a loja física (que aparentemente existe, já que o site possui fotos do local), e cancelei a compra. Iniciava ali outra via crucis: receber o dinheiro de volta. O prazo dado foi de setenta e duas horas, mas sem muita surpresa, eles não cumpriram novamente. Liguei lá de novo, mantendo a calma, mas sendo seco e duro nas palavras. Não sei se minha ameaça de levar a pendenga pra Justiça surtiu efeito, ou de fato a devolução estava agendada para aquele dia, mas o fato é que, no final da tarde, o dinheiro tinha entrado na minha conta. Sem o valor do frete, mas o que é um grão para quem estava prestes a perder a colheita inteira?

Deve haver alguma moral da história nisso tudo, a qual eu ainda não identifiquei. Tomei todas as precauções, chequei fontes e opiniões de pessoas que compraram lá… Tudo beleza, tudo ok. Mas, não sei se pelo azar que me é inerente, ou se por incompetência muito bem disfarçada da loja em questão, o serviço ficou bastante aquém do esperado. Mesmo sem ter tirado moral alguma deste episódio, uma coisa é certa: não compro mais bens de custo elevado em sites desconhecidos. E só reforça essa postura o fato de ter pedido um notebook na Dell no mesmo dia em que cancelei a compra acima relatada, esta sim uma experiência de e-commerce exemplar e sem traumas.