Posts do mês Janeiro de 2008

Death Note

14 Jan

Death Note conta a estória de Raito Yagami, um brilhante jovem japonês que, munido de um Death Note, tenta criar um mundo perfeito. Criado por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, o mangá foi publicado em 2006 no Japão, e no mesmo ano, deu origem a um filme live action (com atores de carne e osso) e ao anime (desenho). Neste, foram trinta e sete episódios, recheados de suspense e investigações.

Um Death Note é, como seu próprio nome diz, um caderno de morte. Basicamente, o humano que tiver seu nome escrito nele, morrerá. Há vários, um para cada Shinigami. Shinigamis são deuses da morte. Eles povoam um mundo paralelo ao nosso, e através dos cadernos, ganham mais tempo de vida, matando humanos antes da hora, obtendo, assim, a diferença entre a idade atual e a expectativa de vida do mesmo.

Num dia qualquer, Ryuuku, um Shinigami, farto da monotonia do mundo Shinigami, vem para o nosso mundo e “perde” um Death Note. Raito o encontra e, curioso, lê o “how to use”. Cético, faz alguns testes, que comprovam a eficácia do caderno, e a partir daí, passa a matar sistematicamente criminosos de todos os gêneros. A polícia não fica inerte, e com a ajuda de L, o maior detetive do mundo, começa uma caçada a Kira, pronúncia comum dos japoneses para “Killer”, palavra inglesa que significa “assassino”, e apelido dado ao assassino misterioso.

Boa parte do anime gira em torno não da limpeza moral que Raito faz no mundo, mas sim no jogo de gato e rato que ele e L proporcionam. A coisa fica ainda mais interessante pelo fato do pai de Raito comandar as investigações, detalhe este que, somado a outros paralelos, levam o jovem assassino a ajudar nas investigações.

L e Raito.

Há algumas partes meio forçadas, mas no geral o anime é muito instigante. O mais legal é tentar prever os movimentos e as táticas de ambos. Só que isso é meio impossível. De duas, uma: ou meu raciocínio é medíocre, ou os de L e Raito estão além da compreensão humana.

Raito, depois de fazer uma grande carnificina, argumenta que, graças à sua ação, as guerras acabaram, e a quantidade de crimes foi reduzida a praticamente zero. Nada serve de argumento para os policiais, mas pelo menos coloca em xeque a postura das autoridades. Afinal, os fins não justificam os meios? Senti falta de uma abordagem mais filosófica neste sentido. É um debate delicadíssimo e, por isso mesmo, renderia um material muito complexo e interessante, desde que o assunto fosse conduzido com o mesmo esmero que o restante do anime.

Em suma, apesar dos pesares, é um desenho muito legal. O desenrolar da trama é bem conduzido, e a opinião do telespectador em relação a Raito é bem variável. Bom enredo, animação belíssima do estúdio Madhouse, trilha sonora da melhor qualidade, mesclando música erudita com rock pesado. Excelente anime, enfim.

***

PS1: Death Note na Wikipédia inglesa traz muitas informações, sobre o mangá, anime e filme. Só assisti o anime até agora, mas o longa-metragem já está a caminho. Não tenho nenhuma base para essa suposição, mas acho que me decepcionarei com a versão “em carne e osso”…

PS2: Pesquisando imagens para ilustrar este post, descobri que existia uma versão online do Death Note! Parece que o site fechou, e hoje pede doações para voltar à ativa. Alguém se habilita a fazer doações?

Maximum The Hormone

14 Jan

KoRn, SlipKnot, Nine Inch Nails… Essas são algumas bandas que já estiveram em minha playlist por algum tempo. São representantes de um gênero que ouço pouco, por não gostar mesmo: rock pesado. Até mesmo coisas mais leves (relativamente falando, claro) eu deixei meio que de lado, como Linkin Park, Papa Roach e outros. De uns três anos pra cá, tenho dado preferência a coisas mais light - The Killers, Franz Ferdinand, The Strokes, e por aí vai.

Mas, vez ou outra, tenho recaídas. E, no momento, a banda Maximum The Hormone é presença constante no Media Player. A descobri assistindo o anime Death Note (em breve um review por aqui), no qual as músicas de abertura e encerramento, a partir do vigésimo episódio, são deles: What’s up, people?! e Zetsubou Billy, respectivamente.

Como se percebe pelo nome da primeira canção, a banda é japonesa, embora mescle com o idioma nipônico, nas letras das músicas, trechos em inglês. A mistura se estende aos vocais, onde há vozes estridentes, guturais, e até uma feminina. O resultado é bastante interessante.

Ouvi o segundo disco, chamado Buiiki Kaesu. Com treze faixas, incluindo as duas citadas acima, apresenta canções variadas e bem feitas. O primeiro disco, Rokkinpo Goroshi, de 2005, ainda não ouvi, mas estou curioso para conferi-lo.

A banda é nova, logo, ainda é cedo para dizer se vingará ou não. Eles têm talento, fazem músicas com melodias que grudam no ouvido, e boas letras (pelo menos as duas as quais consegui achar a tradução), têm um futuro promissor. Resta saber se saberão aproveitar, ou cairão no abismo do esquecimento.

Confiram a abertura e encerramento do anime Death Note:


Abertura (What’s up, people?!).


Encerramento (Zotsubou Billy).

Carrinho de controle remoto (R/C)

11 Jan

Minhas irmãs disseram que eu estava jogando dinheiro fora. Minha mãe, que voltei a ser criança. Meu pai me apoiou, mas foi exceção. Enfim, apesar da torcida contra dentro de casa, comprei um carrinho de controle remoto na última terça-feira.

Deve ser trauma de infância… Sempre fui tarado por carrinhos R/C, mas por ironia do destino, ou avareza dos meus pais, só tive dois até terça-feira última. O primeiro era um branco, no melhor estilo DeLorean, mas que, infelizmente, só andava em círculos. Algum tempo depois, num Natal do começo desta década, ganhei uma BMW muito ajeitada. Era verde escura, conversível, grande e tinha liberdade de movimentos. O único problema é que ela consumia muita energia. Em pilhas, eram oito, só para o carrinho (ainda tinha a bateria de 9V do controle remoto). Resultado: só brinquei no dia do Natal, já que, depois, em virtude dos meus escassos recursos financeiros, aliados a um súbito esquecimento da BMW, ela ficou encostada num canto.

Ano passado o reencontrei, num estado lastimável. O interior, cheio de detalhes e dobras, estava coberto de poeira. Os vidros ficaram amarelos, incapazes de se defender da ação do tempo. Um retrovisor foi cruelmente quebrado… Seria o fim? Não! Apesar dos problemas estéticos, tecnicamente estava tudo bem. E, por isso, decidi comprar uma bateria recarregável. Estava disposto a fazê-lo, mas repensei bem quando vi o preço: R$ 50,00! Ah, não…

Terça-feira, viajei ao famoso país vizinho, e na minha lista de compras estava a tal bateria. Infelizmente, não achei-a. Então, vendo alguns carrinhos lá, o cara da loja me disse o preço: R$ 50,00. Era o que eu gastaria só na bateria… Pensei, pensei, pensei… Levei.

Audi do Paraguai.

É um Audi “não autorizado”, já que não apresenta a marca da montadora alemã na grade frontal. Algo normal em se tratando de um produto chinês. A cor é um amarelo metalizado, misturado com preto. Parece aquelas pinturas bregas que o Luciano Huck faz nos carros do quadro Lata Velha, embora a do carrinho seja mais bonita. Ele veio cheio de adesivos ridículos, os quais tratei logo de remover, no primeiro dia.

Como todo produto chinês, a qualidade não é das melhores. Pra começar, a antena não encaixava no controle remoto. Tive que desmontá-lo, e, assim, aos pedaços, encaixar a antena no buraco, fechando tudo em seguida. Outro detalhe ruim, para não dizer péssimo, é a bateria. É recarregável, mas tem só 700 mAh, que convertidos em tempo, proporciona apenas 20 minutos de diversão. Aquelas pilhas recarregáveis de câmeras digitais, por exemplo, têm 2500 mAh. Estou entre duas: ou montar uma bateria usando seis dessas pilhas (o que não sei se dará certo), ou comprar uma de 3000 mAh da Venom.

Hoje, enquanto fazia um vídeo para colocar neste texto, houve um pequeno acidente. O carrinho saltou um degrau de cerca de sete centímetros, e por causa da queda, alguma coisa estranha aconteceu nas rodas frontais. Veja o acidente:

Após o resgate, ao colocá-lo de volta à ação, notei um barulho estranho ao fazer curvas… Minha irmã também notou. Vejam:

E lá fui eu abrir o maledeto carrinho. Fiquei impressionado com a simplicidade. Ele possui LEDs nas rodas (dois em cada), além de quatro LEDs embaixo do carro, bem no meio dele - é o “neon”. Além disso, o farol acende quando acelera para frente, e as luzes traseiras, que num carro normal são as de freio, nele acendem quando se dá ré. Toda a parte elétrica do carrinho é controlada por uma única placa, que distribui fios a torto e a direito sob a carenagem.

Interior do carrinho.
Clique para ampliar. Tá sujo assim porque anteontem levantamos poeira na área da casa da Heri, haha!

Desmontei também a parte responsável por virar os pneus frontais. Tem um motorzinho com uma pá que fica dentro de uma espécie de leme. Quando se mexe no direcional do controle remoto, ele vira para o lado correspondente, fazendo o eixo que segura as duas rodas virar. É tudo bem simples, mas nem por isso menos interessante. Remontei tudo, e resolveu o problema. Antes, porém, fiz um vídeo do interior do carrinho:

Só faltou ver o motor responsável pela aceleração, mas nisso eu mexo outro dia… De volta à ação, finalmente fiz o vídeo e as fotos restantes. Confira-os:

Visão frontal, no melhor estilo Velozes e Furiosos.

Vista panorâmica, do tipo propaganda de carro.

Toda a imponência do meu Audi “la garantia soy yo!”.

Controle Remoto.

Dinheiro jogado fora, coisa de criança… Não importa. É muito legal. Só faltam a bateria de maior duração, e a Heri comprar outro carrinho, para fazermos corridas emocionantes nos fins de semana, em estacionamentos vazios de supermecados.