Death Note
14 Jan
Death Note conta a estória de Raito Yagami, um brilhante jovem japonês que, munido de um Death Note, tenta criar um mundo perfeito. Criado por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, o mangá foi publicado em 2006 no Japão, e no mesmo ano, deu origem a um filme live action (com atores de carne e osso) e ao anime (desenho). Neste, foram trinta e sete episódios, recheados de suspense e investigações.
Um Death Note é, como seu próprio nome diz, um caderno de morte. Basicamente, o humano que tiver seu nome escrito nele, morrerá. Há vários, um para cada Shinigami. Shinigamis são deuses da morte. Eles povoam um mundo paralelo ao nosso, e através dos cadernos, ganham mais tempo de vida, matando humanos antes da hora, obtendo, assim, a diferença entre a idade atual e a expectativa de vida do mesmo.
Num dia qualquer, Ryuuku, um Shinigami, farto da monotonia do mundo Shinigami, vem para o nosso mundo e “perde” um Death Note. Raito o encontra e, curioso, lê o “how to use”. Cético, faz alguns testes, que comprovam a eficácia do caderno, e a partir daí, passa a matar sistematicamente criminosos de todos os gêneros. A polícia não fica inerte, e com a ajuda de L, o maior detetive do mundo, começa uma caçada a Kira, pronúncia comum dos japoneses para “Killer”, palavra inglesa que significa “assassino”, e apelido dado ao assassino misterioso.
Boa parte do anime gira em torno não da limpeza moral que Raito faz no mundo, mas sim no jogo de gato e rato que ele e L proporcionam. A coisa fica ainda mais interessante pelo fato do pai de Raito comandar as investigações, detalhe este que, somado a outros paralelos, levam o jovem assassino a ajudar nas investigações.

Há algumas partes meio forçadas, mas no geral o anime é muito instigante. O mais legal é tentar prever os movimentos e as táticas de ambos. Só que isso é meio impossível. De duas, uma: ou meu raciocínio é medíocre, ou os de L e Raito estão além da compreensão humana.
Raito, depois de fazer uma grande carnificina, argumenta que, graças à sua ação, as guerras acabaram, e a quantidade de crimes foi reduzida a praticamente zero. Nada serve de argumento para os policiais, mas pelo menos coloca em xeque a postura das autoridades. Afinal, os fins não justificam os meios? Senti falta de uma abordagem mais filosófica neste sentido. É um debate delicadíssimo e, por isso mesmo, renderia um material muito complexo e interessante, desde que o assunto fosse conduzido com o mesmo esmero que o restante do anime.
Em suma, apesar dos pesares, é um desenho muito legal. O desenrolar da trama é bem conduzido, e a opinião do telespectador em relação a Raito é bem variável. Bom enredo, animação belíssima do estúdio Madhouse, trilha sonora da melhor qualidade, mesclando música erudita com rock pesado. Excelente anime, enfim.
***
PS1: Death Note na Wikipédia inglesa traz muitas informações, sobre o mangá, anime e filme. Só assisti o anime até agora, mas o longa-metragem já está a caminho. Não tenho nenhuma base para essa suposição, mas acho que me decepcionarei com a versão “em carne e osso”…
PS2: Pesquisando imagens para ilustrar este post, descobri que existia uma versão online do Death Note! Parece que o site fechou, e hoje pede doações para voltar à ativa. Alguém se habilita a fazer doações?





