Read my mind
23 Fev
Fazia tempo que não assistia um clipe tão legal quanto Read my mind, dos Killers. Dá vontade de colocar no repeat…
23 Fev
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22 Fev
Sete meses depois de inaugurar minha lojinha de DVDs, finalmente vendi o primeiro (um dos mais legais: Grease). Como vendedor, sou ótimo webdesigner…
10 Fev
Amanhã começa o fim. O último ano do curso de Direito, que faz com que 2008 seja, desde já, importantíssimo e crucial para meu futuro. Daqui a um ano, será festa, e canudo, e gritar “acabou!”, e começar a se ferrar no exame da Ordem. Isso imediatamente após o término. Mas e depois?
Não é novidade para quem lê este simplório blog que vivo um dilema de me dividir entre os mundos jurídico e da Internet. Isso é uma agravante na análise que devo fazer acerca do futuro. Como já enchi o saco de vocês comentei este assunto num outro texto, a partir daqui me concentro no curso de Direito mesmo.
Foi no finalzinho de 2003 que decidi, meio que por falta de opção, cursar Direito. Minha mãe já era advogada (mas sem exercer), e dois primos mais velhos estavam prestes a terminar o curso. Entrei, enfim, numa universidade particular, sem ao menos tentar uma pública, simplesmente por não existir nenhuma na cidade e eu não querer, na época, sair daqui - nessas horas eu sinto como a cegueira que nos arremata vez ou outra por motivos diversos, mas invariavelmente sentimentais, é prejudicial.
Faculdade particular tem suas vantagens, como a boa estrutura, mas carrega algumas características que, se não prejudicam, também ficam longe de serem benéficas. Talvez esses deméritos se estendam às públicas também, não sei ao certo. Eu tinha aquela sensação de que não era pra valer, de que chegaria uma hora em que as matérias, trabalhos e provas iriam apertar de tal modo, que eu seria obrigado a aprender Direito, nem que fosse na marra, e que eu conseguiria tal façanha, e que saberia muita coisa de cor e salteado. Mas o tempo passou, e nada dessa reviravolta acontecer. Claro que chegou uma hora em que eu caí em mim, e vi que era aquilo mesmo. Que dá para você levar o curso com a barriga, sem se dedicar o tanto quanto deveria, e que mesmo assim, é possível ficar parelho com os melhores da sala, com aqueles que passam o dia com a cara enfiada numa doutrina chata. E isso é tão… desanimador.
Quando saí do círculo acadêmico, e fiz uns estágios mal aproveitados e exploradores, senti o quanto eu estava aquém do que o mercado exige. E hoje, prestes a começar o último ano do curso de Direito, só sei que nada sei. Não sou acostumado a ser leigo em algo que me proponho a estudar, mesmo que de mal grado. Mas ante o Direito, e suas incontáveis lacunas e brechas e possibilidades, sinto-me um analfabeto. Uma ou outra coisa fica grudada no cérebro, mas se o assunto afunila um pouco, já complica tudo. Não é preguiça de pesquisar, coisa que sempre faço quando pinta a dúvida, mas sim frustração por precisar pesquisar coisas triviais, mesmo estando praticamente formado.
Talvez esse despreparo seja comum a todos, talvez seja reflexo de uma provável baixa qualidade de ensino, talvez seja coisa da minha cabeça. É ruim, de verdade.
Daqui a duas semanas, é a vez da minha irmã do meio começar sua jornada jurídica. Espero que ela aproveite melhor do que eu aproveitei a minha até aqui, e que, ao chegar no quinto ano, não se sinta tão ignorante quanto eu me sinto agora.