Arquivos do mês March 31e 2008

Spider Neo: o Homem Aranha misturado com Neo de Curitiba

É impressionante o hype que a Globo consegue criar em cima de um filme. Ano passado, a exibição da longa Closer: Perto Demais, causou um boom de visitas num texto que publiquei dois anos antes. Resultado: o dia com maior visitação da história deste pequenino blog.

Está passando, na Tela Quente, o filme Homem Aranha 2, ou para quem detesta traduções de nomes de super hérois, Spiderman 2 . O Revista RPC, um programa de variedades que passa no Paraná, após o Fantástico, “coincidentemente” veiculou ontem uma matéria sobre o auto-intitulado Spider Neo, um pobre diabo jovem curitibano que acredita veementemente ser alguém com poderes especiais.

Dentre as aventuras do super herói que fala “leitê quentê”, o próprio destaca a vez em que ajudou uma pobre velhinha a entrar em casa, quando ela perdeu a chave e ficou trancada para o lado de fora. Outro exemplo de sagacidade e desenvoltura do “The One” escalador de paredes foi pular de janelas de ônibus, e dar saltos acrobáticos em praças vazias. Segundo um colega de classe, muitos garotinhos da oitava série o admiram. Cool!

Vejam o vídeo, que eu humildemente hospedei no YouTube:

Abaixo, o vídeo das peripécias do Spider Neo (e tem mais!):

Eu admiro o cara. Tipo, tem que ter coragem, né? Sem falar que ele deve ser um fanfarrão, deve ter sacaneado muito a produção do Revista RPC depois de finalizar a reportagem. Ou não! Agora, falando sério, desde a Páscoa mantenho a agora não mais identidade secreta de Spiderman maringaense. Falta aprender Le Parkou, e lançar teias ultra-resistentes (algo não tão distante), mas o mais importante eu já tenho: a máscara.

Spiderman de Maringá: quase tão bom quanto o original!

Se o Spider Neo quiser, vendo por déizão. De verdade.

E-mail não dá dinheiro

A desgraça une as pessoas. Isso é fato. Hitler já usava essa tática na década de 1940, e embora seus fins fossem inaceitáveis, a História mostra que a teoria por trás dos seus discursos entusiasmados funciona na prática. É por isso que, quando nos deparamos com algum revés, nos solidarizamos com o próximo. É com o mendigo que pede comida, com o adoecido que necessita de ajuda, com o ferido que anseia por primeiros socorros.

Essa teoria há muito tempo chegou na Internet. Ou ninguém se lembra do e-mail que, se repassado, geraria alguns dólares para ajudar no tratamento de uma menininha cancerígena? Acabei de receber mais um e-mail desses, dessa vez mostrando a imagem de um menininho totalmente deformado, acredito que por tumores. Até pensei em inseri-la aqui, mas repensei a idéia e achei que não contribuiria em nada – exceto atrair anencéfalos (no sentido figurado da palavra) oriundos de buscadores.

Há inúmeras vertentes dessa mamata, como o famosíssimo e-mail que, se repassado, renderia mais de U$ 2.000,00 ao remetente, custeados pela AOL e Microsoft. Notem: mais de dois mil dinheiros americanos por e-mail. Monetização é o caramba, o negócio é mandar e-mail. Quem dera fosse fácil asim…

A questão é: e-mail enviado não rende dinheiro, a ninguém. Poderia explicar os vários pontos que tornam isso impossível, técnica e financeiramente, mas acho que basta o grifo acima. A única conseqüência concreta dessa corrente pseudo-enriquecedora é chateação para quem a recebe, e congestionamento nos servidores de e-mail, que já sofrem com a alta demanda gerada pelos spams – cerca de 55% do tráfego.

Sei que a audiência deste humilde blog é pequenina se comparada ao mar de internautas que existe hoje no Brasil. Todavia, estou fazendo minha parte: não repassem e-mails que prometem dinheiro pelo simples ato de repassá-los. Isso é lenda urbana, não existe. O menininho cheio de tumores e a menininha cancerígena, infelizmente, até hoje não receberam sequer um centavo da Microsoft ou da AOL.

Professor italiano é retirado da sala de aula pela Polícia Federal

Um professor italiano de um curso de Direito de uma instituição de ensino superior de Maringá foi levado, na manhã desta segunda-feira (24), à Delegacia de Polícia Federal (PF) e notificado a deixar o País por estar em situação considerada irregular de permanência no Brasil

(…)

O italiano, que fala português, afirma que aguarda a finalização de um processo no Ministério do Trabalho para a retirada de um visto de trabalho. Ele disse que vai voltar a Roma em uma semana, como foi notificado pela PF, e que vai retornar ao Brasil com a autorização para trabalhar.

A matéria na íntegra pode ser conferida no site d’O Diário (registro gratuito necessário).

A intervenção da Polícia Federal aconteceu na minha sala, segunda-feira, durante a aula do professor italiano, de Direito Internacional. Na metade da aula, um senhor aparentando ser um aluno entrou, e ficou ali por algum tempo. Faltando uns vinte minutos para sermos liberados, o coordenador de ensino chamou o professor na porta, e em seguida uma mulher da Polícia Federal entrou, explicou a situação, e saiu acompanhada do professor e outras pessoas que não consegui identificar.

A sala ficou, assim… sem palavras para a ação praticamente cinematográfica. Alguns, que não simpatizam com a metodologia do professor, comemoraram; outros, e eu me incluo neste grupo, ficaram um tanto quanto indignados com o modus operandi da PF, que o expôs a uma situação constrangedora. Parece-me que o flagrante era necessário (e aqui entra o tiozão aluno), e por este motivo a ação não poderia proceder de outra forma.

Corre nos bastidores o rumor de que tudo isso seria fruto de uma denúncia anônima, de algum aluno insatisfeito. Numa conversa que tive com o prof.º semanas antes, quando perguntei a ele sobre o relacionamento com as turmas, o mesmo me disse que estava tendo alguns problemas com uma das duas turmas noturnas. Nada foi confirmado; como dito, são só boatos.

A instituição de ensino, Faculdades Maringá, até o momento não se manifestou. Hoje o coordenador do curso de Direito foi na minha sala convidar os alunos para um congresso de Filosofia do Direito (’té parece), e quando questionado pelos alunos sobre a situação do professor, limitou-se a dizer, de maneira um tanto quanto seca, que na próxima sexta teremos aula com outro professor, e que o italiano voltará à Itália a fim de regularizar sua situação.

Saldo da Páscoa

Homem Aranha, Gianduia e Sonho de Valsa.

Assim não há regime que agüente: 1,2 quilo de cholocate. Será uma briga feia entre a tentação do alimento dos deuses e a necessidade de emagrecer, potencializada pela iminente perda do terno que comprei (por uma cacetada) dois anos atrás.

Agora, indignante mesmo é a máscara do Spiderman que, infelizmente, tenho quase certeza que não entrará na minha cabeça. Por que não fazem em três tamanhos (P, M e G)?

LOL, MILF, WTF e outras abreviaturas estranhas

Não é por falta de assunto, mas sim coincidência, que volto a citar Hank Moody para ilustrar o assunto de um post. No sexto episódio de Californication, durante a entrevista em que ele faz uma explícita analogia entre blogs e fezes, Hank diz que a Internet está “emburrecendo” as pessoas, e que abomina gírias e abreviaturas estranhas, como o LOL. Confesso que não sou muito adepto dessas convenções cibernéticas, mas ignorá-las ou combatê-las é meio idiotice a essa altura. Está enraizado, especialmente aonde se fala inglês, idioma do qual deriva a maioria dessas… dessas coisas. Faço minha parte, escrevendo tentando escrever corretamente até mesmo em bate-papos, mas me limito a isso.

O chato é que, muitas vezes, o significado fica oculto, e prejudica a interpretação dos textos. Não se trata de ignorância do leitor, afinal, ninguém é obrigado a saber que diabos significa MILF; trata-se de… uma certa áurea de mistério, igual a das reuniões da maçonaria. Ou seja, uma puta besteira, que ganha status de última bolacha do pacote só porque é secreta. Tipo aquele cara que “sabia” o segredo de todos, e acabou ficando maluco quando alguém “descobriu” o seu (não consegui lembrar nem o nome da crônica, muito menos o autor – alguém me ajuda?).

Tal qual um algoz de panelinhas, um Robin Hood dos desconhecedores de abreviaturas esdrúxulas, adotei a causa e decidi expôr ao mundo esses significados obscuros. Até hoje não havia encontrado uma explicação, sequer um indício do que tais abreviaturas significam. Nem mesmo em blogs que as usam à exaustão. Felizmente, o segredo não é tão secreto assim, de modo que bastou uma rápida pesquisa e um pouco do meu parco inglês para decifrá-lo.

Comecemos pelo mais elementar e, se me permitem o comentário, bobo: LOL. Por dedução, é fácil entender que ele significa risada. Mas, LOL? A pronúncia, algo como “é-lôuél”, ao contrário do “hahaha”, não lembra risada. Na realidade, não lembra mesmo, já que trata-se da abrevitura de “laughing out loud”, expressão que, em português, é algo como “morrendo de rir”. Continua bobo, de qualquer maneira.

O ASL era super comum na época de ouro do bate-papo, quando o ICQ era rei. Era uma forma abreviada de perguntar a idade, o sexo e a cidade do interlocutor recém-abordado para uma conversa. As letras significam “age”, “sex” e “location”. Era tão famoso que antigas versões do MSN Messenger tinham um emoticon contendo essas três letras. Este aqui, ó: ASL - Age, sex, location..

De todas essas abreviaturas, a que mais simpatizo é IMHO. Talvez seja uma sensação particular, mas parece-me que a própria palavra emana algo… humilde. Destrinchando-a, temos a frase “in my humble opinion”, ou em nosso vernáculo, “na minha humilde opinião”. Existe a variação IMO também, onde o “humble” (”humilde”) cai fora, mas esta é pouco usada.

Uma muito útil para quem acessa o e-mail do trabalho é a NSFW. Tanto que, acho eu, ela ou algo parecido com ela deveria ser adotado de forma maciça por aqui… NSFW não é uma versão do Need For Speed. Trata-se de uma sigla que indica ser o link, imagem ou anexo, inadequado para o ambiente de trabalho. “Not safe for work”, que traduzindo ao pé da letra, fica “inseguro para o trabalho”. Interpretando, seria algo como “não abra esse troço se seu chefe estiver por perto!”.

Uma das mais famosas é o WTF. Usada para designar coisas bizarras, quer dizer “what the fuck”, e geralmente é procedido por um “is this?”. Juntando tudo, temos a tradução “que p*rra é essa?”. Existe um movimento (link NSFW!) tentando padronizar uma versão abrasileirada, o MQP (”mas que p*rra”). Ainda não ganhou apoio enfático dos internautas brasileiros, mas tem potencial.

MILF. Essa era a que mais me deixava em dúvida. Adjetivo para mulheres, não conseguia determinar o ponto-comum entre elas. Até hoje. MILF é, nada mais, nada menos, que “mothers I’d like to fuck”, ou “mães que eu gostaria de f*der”. Atenção: não se trata de incesto, já que as mães em questão são as outras, não a sua. O achei meio pesado, mas… É, talvez, o único caso em que a ocultação do significado seja plausível. Ou não.

Ainda temos o legalzão O RLY?, geralmente usada na forma de imagem, com uma coruja de olhos arregalados ao fundo. É a abreviatura de “oh, really?”, um “é sério!?” com alto teor sarcástico (exemplo).

Para encerrar, afinal, não consigo me lembrar de outros, temos o clássico OMG, cujo qual tem correspondente nacionalizado, muito usado, aliás. OMG significa “oh my God!”, e sua tradução é o indefectível “ah, meu Deus!”.

Faltou alguma? Expliquei de forma equivocada as abreviaturas mostradas ao longo do texto? Complemente-o, através dos comentários.

E só pra constar, evitem usar esse monte de porcaria em seu dia-a-dia. Seus superiores, professores, e a língua portuguesa de modo geral agradecem.

Vácuo…

Hank Moody, de Californication.

Em Californication, Hank Moody, personagem principal representado por David Duchovny, sofre de falta de criatividade para escrever um novo livro. O último escrito por ele foi lançado sete anos atrás. Numa passagem, no sexto episódio, acho, Hank diz a alunos do ensino médio algo do tipo: “Ser escritor é um saco. É como ter dever de casa todo dia para o resto da vida”. A pressão deve ser grande, ainda mais quando se é um escritor famoso. A expectativa por parte dos leitores é gigantesca, e a linha entre um novo sucesso e o iminente fracasseo é extremamente tênue.

Não sou escritor, ou melhor, autor de livros. Escrevo uns rabiscos aqui e em outros poucos blogs, e só. Também escrevo petições para a faculdade, se bem que lá a coisa é quase mecânica, do tipo “pegue uns artigos, cite uns autores e faça um pedido”. Mas mesmo nos blogs, algo que, em sua essência, poderia ser considerado um repositório de qualquer coisa, seja ela equiparável a um romance de Machado de Assis, seja ela algo digno do vaso sanitário, é aceitável. Afinal, o controle de qualidade sou eu mesmo, não? Sim, mas na prática as coisas não são tão simples assim.

Às vezes vejo a data do último texto publicado aqui, e me sinto culpado. Aí, dando uma de Dom Quixote, abro o editor de textos, e me vejo lutando contra monstros imaginários, monstros que são, na realidade, a mais pura e completa falta de assunto, de criatividade. Não tenho compromisso com ninguém, falando de forma objetiva. Se ficar meses sem escrever uma palavra aqui, um ou outro leitor me cobrará novidades, mas pára por aí. Não ficarei mais pobre ou menos rico, muito menos serei punido por abandonar o blog. Mas ficarei com peso na consciência, e voltarei a brigar com os monstros imaginários do editor de textos. Como se vê, essa liberdade proporcionada pelo blog é uma faca de dois gumes.

Hank, no auge da sua inépcia em criar um novo romance, passa a escrever num blog da Hell-A Magazine. Numa entrevista na rádio, o locutor elogia a nova empreitada do personagem, e este emenda o seguinte: “Mas é… É mais um monte de merda. Sabe, coisas me irritam e eu descarrego. Escrevo tudo”. Legal.

Os melhores games do PlayStation

Acho que fui um privilegiado. Em 1996, quando ele era peça rara, ainda estava atrás do Saturn, da Sega, em termos de qualidade e variedade de jogos, enfim, quando ainda era praticamente desconhecido, ganhei um PlayStation, da Sony. Era o quadradão, o joystick não vibrava, nem tinha direcionais analógicos, e os jogos eram meio escassos. Junto, recebi também quatro games – Mortal Kombat III, VR Soccer ‘96, Crash Bandicoot e Tekken 2. Passei dias enfurnado no quarto, jogando e jogando e jogando…

Ainda hoje tenho esse console. Amarelado com o tempo, ele só funciona de cabeça para baixo, graças ao famoso problema com o canhão de laser. Mesmo assim, sua durabilidade é notável: 12 anos firme e forte. Há muito deixei-o de lado em prol do computador, mas durante muito tempo o bom e velho PlayStation foi um grande companheiro.

Aficionado por games como eu era, comprava revistas especializadas, jogava praticamente tudo que saía, sabia os próximos lançamentos e os games do momento. Foi a época áurea da minha vida de gamer, já que, na geração seguinte, preços proibitivos e outras ocupações meio que me afastaram dos joysticks.

Dia desses, relembrando o famoso e inesquecível bordão do Street Fighter Zero 3 (“Go for glory!”), me veio a idéia de compilar uma lista top five dos games que joguei. Vejam: não se trata do melhor game tecnicamente falando, ou do mais popular; é uma lista dos meus favoritos. Nessa, Tomb Raider, aclamado pela crítica, não entra, bem como Twisted Metal II, verdadeira febre lá pelos idos de 1998. Alguns nomes eu consegui pescar na memória, outros foram lembrados com a ajuda de listas como esta. Vamos lá (lista em ordem alfabética)? Continue lendo ‘Os melhores games do PlayStation’