Arquivos do mês May 30e 2008

Krigol’s e o respeito ao cliente

Nasci em 1986, quatro anos antes da promulgação da Lei nº 8.078/90, o popular Código de Defesa do Consumidor. Cresci junto com ele, e graças a isso, poucas foram as frustrações que tive decorrentes de problemas no comércio. As poucas, aliás, aconteceram graças à minha vergonha e/ou preguiça de correr atrás do prejuízo e fazer valer meus direitos, situações estas que já há algum tempo venho evitando.

Quando algum fornecedor comete algum ato negativo, comento aqui e omito o nome da empresa, por motivos éticos e também para evitar dores de cabeça posteriores – a liberdade que qualquer um tem de acessar a Justiça às vezes traz dores de cabeça dispensáveis. Foi assim com a história do notebook da loja virtual, e será sempre. Só que, quando a experiência é boa, ainda que decorrente de uma saia justa, vale a pena citar a “culpada”. Como farei agora.

Semana passada, uma amiga da faculdade trouxe um folder de um restaurante, o Krigol’s. Pelo que ela disse, trata-se de uma rede de lojas, sem estabelecimento físico, que faz entrega de refeições. Eu, como bom estudante gordo que raramente cozinha, fiquei interessado, e no dia seguinte liguei e pedi uma, para conferir. Aprovei. A comida vem numa bandeja com divisórias, e além desta, no pacote estão inclusos a salada, uma bebida (suco) e uma sobremesa, que naquela ocasião era uma banana. Garfo e faca de plástico fecham o box, e permitem a qualquer um comer até dizer chega sem sujar nada da casa (já lavou louça no frio? Então…). Terminou, junta tudo na caixinha, e leva no container na frente do prédio.

Empolgado com a experiência, ontem liguei lá e pedi duas refeições, uma para mim, e outra para a Heri. Era 11h40min, e a atendente disse-me que o pedido seria entregue 12h30min. Ok. Mas aí chegou 12h30min, e nada. Achei estranho, pois na vez passada, o entregador havia sido extremamente pontual. 12h45min, nada ainda, resolvo ligar lá. Segundo a moça, o clima acarretou muitos pedidos, e eles estavam com dificuldades para entregar todos. Somando a isso o fato de que aparentemente meu bairro fica bem longe da sede deles, e não haver muitos clientes nessas bandas (o cara me conhecia só de eu citar a rua onde moro), algo compreensível.

O tempo realmente estava ruim. Mais tarde, lá pelas 16h, fui no centro fazer algumas coisas para minha mãe, e fiquei espantado com a forte neblina:

13h, e nada ainda. A Heri, que tinha compromisso logo mais, foi embora, de estômago vazio, e indignada – com razão. Quando foi 13h15min, liguei novamente, disposto a cancelar o pedido e nunca mais fazer outro. Desta vez, me passaram para o proprietário da filial de Maringá, que explicou a situação. Além da sobrecarga de pedidos, o motoboy responsável pela minha região havia se envolvido num acidente, o que atrasou ainda mais todas as coisas. Eu entendi a situação, mas minha barriga não. Porém, antes de efetuar o cancelamento, o proprietário me garantiu que a refeição chegaria rapidamente.

E chegou. Ele mesmo trouxe, de carro. Só uma, já que a segunda eu havia cancelado. Pediu mil desculpas, e não cobrou a refeição. A deixou como cortesia.

Ontem à tarde, quando encontrei a Heri, ela me perguntou sobre o desfecho da história, enquanto xingava a Krigol’s. Após relatar o que aconteceu, foi notória a mudança de opinião dela. Isso demonstra que o respeito ao cliente é mais importante do que qualquer coisa no comércio, inclusive o lucro. Se o cara tivesse feito eu esperar um outro motoboy, e/ou me cobrado a refeição, dificilmente voltaria a pedir comida lá, por melhor que ela fosse. Já com essas duas ações, ele ganhou nossa confiança e fidelidade.

A marmita, aliás, veio no capricho: arroz, feijão, mandioca cozida, carne de porco e um kibe; salada farta; suco de laranja; e um doce de abóbora (fazia tanto tempo que não comia isso :D ). Vejam:

A produção da TV Xuxa precisa de aulas de português

Sábado de manhã, após cumprir algumas pendências no PC, fui assistir TV. Liguei, na Globo, e estava passando o famigerado TV Xuxa, da… Xuxa. Resolvi dar uma chance ao programa (que mostrou-se uma bóstia), mas valeu a pena: consegui registrar uma pérola digna do orkut. Foi durante a apresentação do grupo Falamansa, na legenda de uma música nova – não me peçam o nome, não sei, e nem quero saber.

Confiram o vídeo, porcamente registrado com o N82:

O que eu digo disso? HAHAHAHAHAHA! Obrigado :D .

Eu, modéstia à parte, sabia que “çi” é uma aberração lingüística, mas por via das dúvidas, pesquisei sobre o assunto. Resumindo a questão, deixo essa citação, extraída do excelente site do Cláudio Moreno (grifos meus):

Em 1536, Fernão d’Oliveira, nosso primeiro gramático, ainda escrevia “çidadão” e “Çíçero”, embora essa prática tenha sido criticada por Duarte Nunes de Leão, em 1576 (”Ortografia da Língua Portuguesa”), que recomenda usá-lo apenas antes de “A”, “O” e “U”, sempre no interior do vocábulo – como é até hoje.

Deixo algumas possibilidades sobre o que houve nos bastidores da TV Xuxa, para fomentar a discussão nos comentários:

  1. O cara responsável pela legenda da música é o tal do Fernão d’Oliveira;
  2. O cara responsável pela legenda da música é um MiGuXo, contratado a partir da COMUNIDADE OFICIAL da Xuxa no orkut;
  3. Foi a Xuxa, em pessoa, que escreveu a legenda – ela é loira (”a mesma praaaaaaça, o mesmo baaaaaanco…”).
  4. O cara responsável pela legenda da música é dono de algum blog, e cometeu o erro propositadamente para tentar gerar um viral em cima dele.

Façam as suas apostas!

Ps: só falta algum engraçadinho leitor encontrar um erro meu neste texto, hehe!

5 grupos nos quais eu entrei, mas não fiquei

Grupos são legais. Apesar de nunca ter freqüentado assiduamente um, reconheço que eles são legais. Promovem interação entre seus membros, possibilitam eventos legais, criam amizades duradouras. Mas, como dito, eu nunca participei efetivamente de um. Tentei algumas vezes, mas não deram muito certo.

Estou acompanhando a série Greek, centrada num esquema estranho de fraternidades de uma universidade americana, e me lembrei disso. Uma fraternidade, pelo que entendi, é o referente às repúblicas aqui do Brasil, mas bem maiores e organizadas, com filiais e tal.

Mas voltando aos grupos. Foi assistindo Greek que me lembrei que minha adolescência e fase de faculdade não foi cumprida a contento, afinal, faltaram os grupos. Partindo desse pensamento, lembrei-me das malfadadas tentativas, e resolvi compartilhá-las com vocês, mesmo algumas delas sendo meio embaraçosas. Tentei organizá-las cronologicamente, mas não tenho certeza se foi nessa ordem mesmo.

1. Futsal

Uma das primeiras palavras que eu aprendi foi “gol”. Desde pequeno demonstrava amor ao esporte bretão, paixão nacional. Tanto que meus pais eram crentes de que eu seria um fenômeno, ou quase isso. Naturalmente, quando atingi idade, me inscrevi numa escolinha de futsal.

Aquilo era muito bom. Duas vezes por semana, no fim da tarde, eu andava umas oito quadras para fazer exercícios, aguardando ansiosamente o coletivo. Fiz boas amizades que não resistiram ao tempo, e me diverti bastante naquele lugar.

Um dia, aconteceu o primeiro campeonato. E, minutos antes da minha estréia, eu travei geral. Nessa época eu tinha uns oito anos, e não sei se pela enorme quantidade de pessoas me vendo, ou se pela pressão do tal “campeonato” (que era interno, só tinha galera do próprio time), fiquei apavorado. Meu jogo foi uma droga, e ali, depois de quase um ano de treinos, eu sepultei minha promissora carreira de jogador de futebol.

2. Marianinhos

Meus pais eram religiosos meio que exemplares, do tipo que iam à missa todo fim de semana, participavam de grupos (MFC), e faziam caridades. Hoje em dia a coisa está meio mudada, não sei se por influência negativa minha e das minhas irmãs, mas está. Como filho de um casal exemplar, porém, por vezes tentei freqüentar grupos religiosos, como o Marianinhos.

A pré-adolescência é um período conturbado. Afinal, não se é nem muito criança para estar entre elas, nem muito adolescentes para estar entre eles. E aí rola uma espécie de loteria: ora você fica com os mais velhos, ora com os mais novos, sem nenhum motivo ou critério claro. Numa dessas, ao invés de entrar no grupo de jovens, acabei entrando no Marianinhos, uma espécie de grupo de jovens para crianças – sim, sei que é paradoxal.

O grupo era bacana, os monitores/professores/whatever se esforçavam bastante, e no começo a coisa fluía maravilhosamente bem, mesmo o membro mais velho, descontando eu, sendo cinco anos mais novo que eu. Mas aí aconteceu uma queda de produção, os encontros ficaram mornos, e isso, somado ao horário ingrato (15h, aos domingos!? Quem marcou essa m*rda de horário?), me afastaram do negócio. Deve ter durado uns dois meses.

3. Interact

O sonho de viajar para o exterior. Acho que todo mundo já o teve, não importa a idade, não importa onde se viva. Com meus quinze anos, a idéia de ser intercambista era bastante chamativa, e o atalho mais curto para atingi-la, era o Interact.

O Interact, para quem não sabe, é uma versão adolescente do Rotary, aquele grupo de senhores nobres de conduta ilibada que se reune periodicamente para comer bem e, nos intervalos, fazer alguma obra de caridade qualquer. O espírito é o mesmo na versão teen, acrescidas algumas dinâmicas bobas, e encontros anuais para promover a integração dos membros. Deve ser legal, se você se deixa “contaminar” (não achei palavra melhor) pelo espírito da coisa. Minha imunidade, porém, deve ser alta, já que não agüentei muito tempo ali.

Foram duas semanas, e no meio delas, um encontro estadual! Participei do ENID, que naquele ano, coincidentemente aconteceu na minha cidade, Paranavaí. Passei um fim de semana trancafiado numa escola da periferia, e… ok, eu confesso, foi bem legal. Joguei futebol, assisti palestras das quais não lembro bolhufas, fui numa festa dos anos sessenta, onde dancei com uma menina. Acho que foi a primeira vez, e não foi muito bom. Digo, o fato em si foi, mas alguns idiotas de uma figa rapazes rindo da minha falta de malemolência, definitivamente, não. Foi lá, também, que eu acho que, pela primeira vez, flertei com uma menina: ela se ofereceu para segurar meu relógio durante uma partida de futebol (óun…), e, não sei se foi impressão minha, mas ela sempre me olhava. Uma pena a ficha ter caído um tempão depois. Se bem que, mesmo que eu tivesse retribuído o flerte, minha timidez certamente não teria deixado nada acontecer.

Três reuniões, e um encontro estadual. Duas semanas. Ali acabou minha participação no Interact.

4. RPG

Desde pequeno, me interesso por RPG. Mas não o tradicional. Gosto do eletrônico, jogado no vídeo game. Final Fantasy VII e VIII, Brave Fencer Musashi, Vagrant Story… Boas lembranças!

Um dia, o Rafael me convidou para participar de um RPG de verdade. Já tinha lido e ouvido muito sobre D&D, Vampiro, e outros clássicos do assunto. Topei. Deveria ser legal, né? Bom, é… deveria, mas não é. Esse negócio de deixar a imaginação fluir além das fronteiras do consciente e/ou normal me assustou. Saí da casa do Rafael um tanto traumatizado, e, claro, jamais criei meu personagem, nem voltei a jogar RPG de verdade. Dados de duzentas faces? Livros estranhos? Pessoas vestidas de preto e com cabelo oleoso? Tô fora.

Foi no grupo de RPG minha participação mais fugaz. Durou uma tarde, e só.

5. Grupo de jovens

Eu entrei no grupo de jovens porque estava afim de uma menina. (Estava meio receoso de como colocar isso aqui de maneira sutil, então achei melhor mandar na lata mesmo). A igreja fica no outro lado da cidade, e tirando ela e um colega de faculdade que eu nem sabia que freqüentava o grupo, não conhecia mais ninguém.

Fui a algumas reuniões, e até me enturmei a ponto de ter a liberdade de fazer piadinhas com os outros membros, algo típico de velhos camaradas. As reuniões eram aos domingos (mas que raio de mania do pessoal da igreja de fazer reunião aos domingos!), à noite, e tirando a parte do rezar, era legal também. Os temas debatidos eram bem atuais e relevantes, e eles organizavam festas legais, e participavam da organização das festonas da igreja em questão, famosas na cidade inteira, e que eu freqüento desde que me conheço por gente. Quando as reuniões acabavam, era comum irmos para a frente da casa de um dos membros jogar conversa foram e ouvir alguém tocar violão e cantar. Era legal.

Mas, como dito, eu tinha um motivo para estar ali. Dei algumas investidas tímidas, acho que todo mundo notou, mas quem eu queria que notasse fingiu que não, talvez para não me magoar, e… bem, saí do grupo. Foi bom enquanto durou, uns dois meses, se não e falhe a memória.

O que tirei disso tudo?

Que, mesmo quando as coisas parecerem chatas ou enfadonhas, devo ter mais persistência. O grupo escolar sempre foi meu único refúgio de amigos, ou colegas, e a proximidade do fim do curso superior meio que me deixa apreensivo neste sentido (também). Afinal, meu círculo de amigos “naturais”, ou seja, aqueles que conheci ao acaso, e que ficaram, é super restrito. Será que virarei um eremita?

Claro, ainda dá tempo de procurar grupos para me integrar mais, e nem falo de AA, ou qualquer coisa do tipo auto-ajuda. Tem… tem… Ah, não conheço nenhum. Existe algum GDSG?

Back to Fusion

De volta ao bom e velho Fusion (tema do blog). Uma mudança aqui, uma adatação ali, e ele está novo de novo. Na minha opinião, o tema mais legal que já desenvolvi para este blog.

Som branco, a solução contra vizinhos barulhentos

Sim, eu sei que som não tem cor, muito menos branca. Só que som branco, ou barulho branco, existe, e é algo muito útil atualmente, em meio ao caos sonoro em que vivemos.

Essa terminologia foi dada porque o som branco se comporta da mesma maneira que a luz branca. A luz branca é a combinação de todas as cores juntas. O som branco, é a combinação de todas as diferentes freqüências de espectros sonoros. Física definitivamente não é meu forte, logo, não entendo a fundo o que signifique isso, apesar de que, com o conceito acima (extraído daqui), seja possível formar uma idéia mental do fenômeno.

A principal aplicação do som branco é se sobrepor a sons externos. Digamos que você esteja tentando dormir, mas na sala, o resto da família discute calorosamente um assunto irrelevante e idiota. O som branco, nesta situação, isolaria seu quarto, anulando a conversa que está rolando na sala, deixando-o dormir tranqüilamente.

Tenho usado MUITO essa técnica para poder dormir sossegado, seja por causa da sucursal do inferno que se instalou na esquina de casa (também conhecido como boteco com karaokê), seja pelos vizinhos sem noção de Maringá. O melhor exemplo, e não por acaso o que eu uso, é o ventilador. O som produzido por ele é branco, o que significa que ele isola barulhos externos. Em geral, a velocidade mais lenta já resolve – só houve um caso em que precisei da intermediária. Se estiver frio, basta ligá-lo contra a parede. Gasta mais energia? Sem dúvida. Mas antes isso do que uma noite mal dormida, e conseqüentemente, um dia seguinte podre.

Há outros exemplos de sons brancos, como o chiado da TV fora do ar, ou mesmo CDs para estimular a concentração. Em níveis elevados, eles são usados como métodos de tortura, para forçar prisioneiros a confessarem o que sabem. Na Wikipedia inglesa há mais aplicações existentes.

O som branco foi um achado. Já tinha ouvido muita gente dizer que só consegue dormir com o ventilador ligado, mas nunca tinha associado uma coisa à outra. Foi lendo um blog, salvo engano o Magaiver, que tomei ciência do assunto, e consegui fazer a associação e entender o poder do barulhinho do ventilador. Ainda bem, pois já estava pensando seriamente em fazer um isolamento acústico no meu quarto…

Google Health, ou sua ficha médica nas mãos da Google

Ontem o Google Health foi aberto ao grande público. Em testes há algum tempo num hospital de Cleveland, o novo serviço da Google, livre de propagandas e com privacidade garantida (segundo a empresa), promete muito, e se emplacar, poderá mudar a forma como os hipocondríacos as pessoas cuidam da saúde.

O objetivo da Google, além de ganhar MUITO dinheiro, é organizar toda a informação do mundo, e redistribui-la de maneira acessível a todos. O Google Health é um importante passo para atingir este objetivo. A idéia do novo serviço é fazer as vezes de histórico pessoal de saúde. Ali ficarão armazenadas todas as informações relativas à saúde, como exames, tratamentos, doenças, problemas e remédios. Essas informações podem ser compartilhadas com médicos, ajudando-os a saber rapidamente o histórico do paciente. Além disso, pesquisas de perfis e casos semelhantes podem ser feitas, ajudando a encontrar soluções mais eficazes para problemas de saúde.

A idéia é boa, de verdade. O problema é a mantenedora dos dados. Até hoje, a Google não deu bola fora em se tratando do sigilo de dados, mas… É de se ficar com um pé atrás. Imagine um desafeto tendo acesso às suas informações, fraquezas, alergias. Seria, no mínimo, desastroso. A empresa enfatiza bastante essa questão da privacidade, o que pode trazer um pouco mais de segurança aos primeiros beta testers.

Uma parte das vidas de muitos internauta estão nas mãos do Google, o que faz ter sentido aquela frase “eu tenho medo do Google!”. Não sei ainda se irei aderir ao Google Health, embora esteja tentado a fazê-lo. E não sei, também, se quero que o serviço vingue, faça sucesso…

Meu primeiro flagra fotográfico

O que justifica um celular com câmera? Uns podem dizer que é a portabilidade, outros, o preço, e há ainda quem diga que pode ser pela qualidade. De minha parte, comungo das três opiniões, tanto que, após dividir por anos uma velha (e boa) Sony Cyber-shot DSC-S40 com minha irmã mais nova, decidi comprar uma só para mim. Como meu velho (e horrível) celular já pedia substituição há tempos, pesquisei e, enfim, cheguei ao Nokia N82, o celular com a melhor câmera fotográfica do mercado.

Sobre o N82, só elogios. O celular é espetacular, e a câmera superou minhas expectativas. Quem ainda acha que câmera em celular é quebra-galho de baixa qualidade, comece a rever seus conceitos. Nokia N82 e N95, e Sony Ericsson K850 estão aí para dizer exatamente o contrário. O flash de xenônio, última vantagem das câmeras compactas em relação aos celulares, começa a se popularizar nestes últimos.

Estou preparando um mega-review do Nokia N82, que provavelmente será publicado no WinAjuda. Aqui, quero falar sobre algo que ocorreu ontem: o primeiro “flagra” com a câmera do celular, a primeira situação inusitada, registrada graças à portabilidade do celular – afinal, quando eu carregaria uma câmera convencional para o estágio da faculdade?

Estava voltando do estágio, prestes a atravessar a Av. Colombo, uma grande avenida que corta Maringá de ponta a ponta, quando notei uma aglomeração num dos semáforos. Olhei, e… fogo! Um Chevete branco, possivelmente mais velho que eu, estava pegando fogo, literalmente. Saquei o celular, e registrei a fumaça subindo. Vejam (clique para vê-la em tamanho real, sem retoques, nem cortes):

Chevete véio pegando fogo.

Foi minha primeira experiência do tipo, e espero que aconteça mais vezes. Calma, não desejo que mais carros antigos quebrem na minha frente, mas sim que eu possa registrar pequenos acontecimentos cotidianos com a câmera-celular. Jornalismo cidadão, essas coisas. Adoro isso.

Ontem, me enrolei um pouco, não sei se pela empolgação, ou pela falta de habilidade, típica de iniciantes. Com o tempo a técnica se aperfeiçoa, e o ato passa a ser mais natural, quase automático. Embora ainda não tenha enviado, a foto acima, bem como as demais de minha autoria, podem ser conferidas no meu Flickr.