Krigol’s e o respeito ao cliente
Nasci em 1986, quatro anos antes da promulgação da Lei nº 8.078/90, o popular Código de Defesa do Consumidor. Cresci junto com ele, e graças a isso, poucas foram as frustrações que tive decorrentes de problemas no comércio. As poucas, aliás, aconteceram graças à minha vergonha e/ou preguiça de correr atrás do prejuízo e fazer valer meus direitos, situações estas que já há algum tempo venho evitando.
Quando algum fornecedor comete algum ato negativo, comento aqui e omito o nome da empresa, por motivos éticos e também para evitar dores de cabeça posteriores - a liberdade que qualquer um tem de acessar a Justiça às vezes traz dores de cabeça dispensáveis. Foi assim com a história do notebook da loja virtual, e será sempre. Só que, quando a experiência é boa, ainda que decorrente de uma saia justa, vale a pena citar a “culpada”. Como farei agora.
Semana passada, uma amiga da faculdade trouxe um folder de um restaurante, o Krigol’s. Pelo que ela disse, trata-se de uma rede de lojas, sem estabelecimento físico, que faz entrega de refeições. Eu, como bom estudante gordo que raramente cozinha, fiquei interessado, e no dia seguinte liguei e pedi uma, para conferir. Aprovei. A comida vem numa bandeja com divisórias, e além desta, no pacote estão inclusos a salada, uma bebida (suco) e uma sobremesa, que naquela ocasião era uma banana. Garfo e faca de plástico fecham o box, e permitem a qualquer um comer até dizer chega sem sujar nada da casa (já lavou louça no frio? Então…). Terminou, junta tudo na caixinha, e leva no container na frente do prédio.
Empolgado com a experiência, ontem liguei lá e pedi duas refeições, uma para mim, e outra para a Heri. Era 11h40min, e a atendente disse-me que o pedido seria entregue 12h30min. Ok. Mas aí chegou 12h30min, e nada. Achei estranho, pois na vez passada, o entregador havia sido extremamente pontual. 12h45min, nada ainda, resolvo ligar lá. Segundo a moça, o clima acarretou muitos pedidos, e eles estavam com dificuldades para entregar todos. Somando a isso o fato de que aparentemente meu bairro fica bem longe da sede deles, e não haver muitos clientes nessas bandas (o cara me conhecia só de eu citar a rua onde moro), algo compreensível.
O tempo realmente estava ruim. Mais tarde, lá pelas 16h, fui no centro fazer algumas coisas para minha mãe, e fiquei espantado com a forte neblina:

13h, e nada ainda. A Heri, que tinha compromisso logo mais, foi embora, de estômago vazio, e indignada - com razão. Quando foi 13h15min, liguei novamente, disposto a cancelar o pedido e nunca mais fazer outro. Desta vez, me passaram para o proprietário da filial de Maringá, que explicou a situação. Além da sobrecarga de pedidos, o motoboy responsável pela minha região havia se envolvido num acidente, o que atrasou ainda mais todas as coisas. Eu entendi a situação, mas minha barriga não. Porém, antes de efetuar o cancelamento, o proprietário me garantiu que a refeição chegaria rapidamente.
E chegou. Ele mesmo trouxe, de carro. Só uma, já que a segunda eu havia cancelado. Pediu mil desculpas, e não cobrou a refeição. A deixou como cortesia.
Ontem à tarde, quando encontrei a Heri, ela me perguntou sobre o desfecho da história, enquanto xingava a Krigol’s. Após relatar o que aconteceu, foi notória a mudança de opinião dela. Isso demonstra que o respeito ao cliente é mais importante do que qualquer coisa no comércio, inclusive o lucro. Se o cara tivesse feito eu esperar um outro motoboy, e/ou me cobrado a refeição, dificilmente voltaria a pedir comida lá, por melhor que ela fosse. Já com essas duas ações, ele ganhou nossa confiança e fidelidade.
A marmita, aliás, veio no capricho: arroz, feijão, mandioca cozida, carne de porco e um kibe; salada farta; suco de laranja; e um doce de abóbora (fazia tanto tempo que não comia isso
). Vejam:



Hilder Santos
30 Mai, às 21:19
Que massa, cara. Bom saber que existem empresas que respeitam o cliente, de fato. No final, todo mundo saiu ganhando.
Agora, deixa eu ir aqui na cozinha, pois esta história me deu uma fome…
Abração, meu brother!
Thássius V'
30 Mai, às 22:03
Relato interessante. Só não entendo o motivo de citar o nome da empresa quando é para falar bem, mas emiti-lo na hora de falar mal…
Cristiano Santos
30 Mai, às 22:18
Caso raríssimo esse Rodrigo!

Um empresário consciente precisa entender que quanto mais ele surpreender o consumidor com ações para agregar valor ou seu produto ou serviço, melhor. Na minha opinião, infelizmente a visão do empresário brasileiro não é do empreendedorismo, mas de criar um negócio para “não ter mais patrão!” E o fato do consumidor ainda não exercer o seu DIREITO cobrando melhores serviços pela sua falta de cultura justamente porque o Código de Defesa do Consumidor é muito novo e ainda não ser totalmente conhecido do mesmo agravam ainda mais esse quadro e iniciativas com essa aqui relatada são raras.
Resta cada um de nós denunciarmos cada caso veementemente para a mudança de conduta e formar opiniões favoráveis ao consumidor e fazermos relatos como esse em prol dos que fazem de tudo para tornar o consumidor um Rei, ou pelo menos fazer com que ele se sinta assim.
Parabéns Rodrigo pela iniciativa! Abraços!
Rafael
30 Mai, às 23:42
Legal.
O cara foi muito prestativo com você. O mínimo que você deveria fazer agora,é pagar o dobro,na próxima refeição que você comprar por lá,haha.
Esse post me deu uma fome…
Hum…Miojo,haha.
Abraços.
robin
01 Jun, às 00:40
vc saberia m informar um player tipo o WMP ou o proprio para windows xp light?
vlw
Derek Willi
01 Jun, às 16:03
É bom saber quando uma empresa não agrada o cliente, mas acredito que seja melhor ainda quando sabemos de casos como este, tão raros de acontecer. Atualmente qualquer empresa faz o produto final, para se destacar no mercado além da boa e velha qualidade e agilidade é necessário que as pessoas façam a diferença.
Neto Cury
03 Jun, às 09:07
Ao contrário de você, eu não me furto de citar quem me atende mal, tanto que existem dezenas de artigos contra a telefônica, mas, vamos a comentário:
Parabéns, se existissem mais artigos como esse seu, com certeza maus comerciantes quebrariam.
abração
Matheus Bonela
03 Jun, às 13:44
Excelente artigo, e a Kringol’s parece ser ótima, mas acho que no fim de mundo onde moro nem tem =/
Eduardo Coelho
03 Jun, às 14:14
Ghedin, o empresário realmente teve uma atitude muito boa e ainda fedelizou um cliente.
Ah, o problema dessas comidas prontas é que geralmente não são completas (carboidratos, proteinas, etc), é saudável a comida deste?
Entrei no site deles e não encontrei informações se tem tele-entrega em Floripa.
Magaiver
03 Jun, às 20:22
Só pra saber:
Quanto custa a “quentinha”?
Eu lembro que no meu tempo eu pegava ali no “disk-presidio”, uma portinha horrível ali na av. paraná, descendo a banca de revista.
Era ruim, mas era barato!!
E como todo estudante sabe, a refeiçao tem que ser BBB: Bom, barato e bastante.
Para a refeiçao valer a pena, ele tem que ter pelo menos 2 B’s.
Rodrigo P. Ghedin
05 Jun, às 17:54
Testando navegador…
Letícia
11 Jun, às 00:11
nossa, pena que não moro mais em Maringá. eu sou fã de delivery e sempre fui estudante gorda, então seria uma beleza esse tal de Krigol’s. hahaha
Mounter
13 Jun, às 01:29
Olá, muito legal saber que existem pessoas conscientes nesse mundo, principalmente empresários e deveriam sempre lembrar que não só o produto faz o negócio e sim o cliente!
Abraços
Cristiano Santos
13 Jun, às 08:52
Veja se tem cabimento!

Se a moda pega!!!
Abraços!