Há lugares onde a Internet é mais restrita que em Cuba?
Cof, cof… (Tirando a poeira do blog).
Hoje, como a maioria deve saber, é o Download Day 2008, uma ação da Mozilla para promover o lançamento do Firefox 3. O objetivo é realizar, só hoje, mais de cinco milhões de downloads da nova versão do navegador, estabelecendo um recorde mundial. O fato deste recorde ainda não existir, o que significa que mesmo que sejam feitos dois downloads dará ao programa tal honraria, é um mero detalhe. Queremos, mesmo, é atingir a marca estabelecida.
Detalhe que o programa ainda não saiu, e já passou metade do dia… Será que mudaram a data?
Enfim, não é sobre isso que quero falar. No site oficial da promoção, há um mapa mundi que mostra, por país, quantas pessoas já aderiram à idéia, e se comprometeram a realizar o download hoje. Passando o cursor sobre um país, aparece o nome do mesmo, e a quantidade de signatários (?) do download.
Ao passar o cursor sobre Cuba, que apenas há poucos meses permitiu que habitantes comuns comprassem PCs, mas que mesmo assim, ainda restringe o acesso à Internet apenas à elite e ao governo, vemos o número 446.

Analisando outros países, especialmente os africanos, vê-se que lá a quantidade de participantes cubanos não é tão pequena quanto se poderia esperar. Só a título de exemplo, alguns: Mauritânia (61), Tanzânia (100), Angola (293), Togo (58), Gâmbia (49), Moçambique (119). Saindo da África, há outras nações mal representadas, também: Mongólia (286), Tajiquistão (82), Coréia do Norte (309), Haiti (142).
Claro que há vários fatores que envolvem tais números, e que a promessa de baixar um programa em determinado dia não pode ser tomada como parâmetro para mensurar a quantidade de habitantes que têm acesso à Internet num determinado país. O Brasil, por exemplo, possui quase (ou mais) de 20 milhões de internautas, mas no Download Day, tem pouco menos de 100 mil participantes.
De qualquer maneira, é curioso.