Estágio, teoria e prática
Estou fazendo malabarismos, com êxito, para manter os blogs, em especial o WinAjuda, atualizados, e conciliar essa atividade com a faculdade e o novo estágio, que comecei semana passada, num escritório de advocacia.
O estágio é, para mim, a prova derradeira acerca do meu futuro no mundo jurÃdico. De todas as carreiras possÃveis que o curso de Direito oferece, a advocacia é a que mais me seduz, tanto pelas celeumas de alto nÃvel que propicia, quanto pelo uso intensivo e decisivo da escrita, que, por sinal, gosto muito. Como na prática a teoria é outra, um estágio fazia-se necessário para eu concluir se é nisso mesmo que quero investir, ou se o diploma do curso ficará pendurado na parede, como tantas vezes já disse, em tom jocoso, por aqui.
Fazer petições, protocolá-las, atender clientes, pesquisar… É basicamente isso o que faço, todas as tardes. Ao contrário das duas malfadadas oportunidades que tive quando ainda estava no primeiro ano da graduação, desta vez sou, de fato, um estagiário, e não um office boy baixo-custo. O trabalho é mais puxado, mas pelo menos é algo que, encarnando um advogado, eu faria (ou farei, espero). Não dá para ter a medida exata da responsabilidade que é postular em nome de outras pessoas, que confiam e dependem de você, mas pelo menos as experiências circunstanciais, como as que citei no inÃcio do parágrafo, são passÃveis de serem realizadas, e extremamente válidas.
A parte da responsabilidade, aliás, acredito que só sentirei quando estiver com a carteirinha da OAB na mão. Não é minha preocupação no momento, em todo caso, já que, para quem não conhecia quase nada da prática na prática, o que vier é lucro. Aos poucos se chega no que é almejado. Agora, o objetivo é conhecer o dia-a-dia de um escritório, os macetes e as peculiaridades que aula alguma ensina, que só o contato direto com a advocacia proporciona. Sob este prisma, o estágio está sendo maravilhosamente bom.
Tive sorte, também, tanto na forma como encontrei esta oportundiade, através de duas amigas da faculdade, quanto na advogada com quem trabalho, atenciosa e paciente para ensinar coisas triviais, porém ininteligÃveis a mim num primeiro momento. Talvez o fato dela ter se formado recentemente, de modo que a graduação ainda esteja viva em si, colabore neste sentido.
As férias começam semana que vem, e não poderiam vir num momento melhor: poderei organizar todos os meus compromissos, dar cabo de uma vez por todas da monografia, e, no segundo semestre, estudar. Sim, sei que isso soa como eterna promessa de acadêmico, mas no quinto ano, à s portas do temido exame da Ordem, acho que não terei muita escolha. Chegou o ponto derradeiro, o “ou vai, ou racha”. E, cá entre nós, eu não quero “rachar”.