The Machine Girl

Pôster de 'The Machine Girl'.

O cinema japonês é irrelevante. Quer gostem, ou não, até hoje não me lembro de algum blockbuster vindo das terras nipônicas. Normal, afinal, não dá para ser bom em tudo. Salvo produções obscuras, e os longas de animes, é difícil encontrar produções japonesas no ocidente, especialmente no Brasil.

Mas a Internet (ah, a Internet!) encurta distâncias, contribui para a globalização cultural, e deixa ao alcance de qualquer ser na face da Terra pérolas como The Machine Girl, ou Kataude mashin gâru no original, filme gore que é sensação no mundo underground. Nunca ouviu falar da menina-máquina? Vamos a um breve resumo, então, extraído do doentemente legal Nipofilia:

Escrito e dirigido por Noboru Iguchi, The Machine Girl narra a saga de uma colegial em busca de vingança pela morte de seu irmão nas mãos da Yakusa. Além da amputação de seu braço esquerdo.

Achou a resenha curta? Pra ser sincero, está é longa demais. Isso porque The Machine Girl é pura e simplesmente uma desculpa para Noboru Iguchi, roteirista e diretor, mostra gore, gore e um pouco mais de gore.

Abertura. Já começa bem :-)

É difícil encontrar um equivalente a The Machine Girl famoso por essas bandas. Talvez a associação mais fácil seja Kill Bill, do Quentin Tarantino. A diferença é que A Noiva pega leve perto da Ami Hyuga, protagonista interpretada por Minase Yashiro (que é bem gatinha). Ami é uma colegial que, após presenciar a morte do irmão, parte em busca de vingança, perde um braço, mas ganha uma metralhadora no lugar. Troca justa, não?

O filme extrapola todos os limites de “forçação” de barra e coerência. É um espetáculo de sangue jorrando, membros cortados, mais sangue jorrando e outras cabeças, pernas e braços sendo cortados como se fossem manteiga. Seria completo se o momento lésbico de Ami e Miki acontecesse, mas ele (infelizmente) fica só na expectativa.

Não bastasse os duzentos quilos de gore gratuito, o filme ainda vai além, e mostra situações absolutamente bizarras, como, por exemplo, o tempura. De braço. Isso mesmo: uma das vilãs faz um tempura com o braço de Ami.

Braço de tempura.

Quer outra? O espirra-sangue. A Amy pega o corpo de uma de suas vítimas, entra no banheiro, e “espreme” o cadáver, de modo que joga sangue que não acaba mais.

Espirra-sangue.

Mesmo com uma proposta evidente de não ser levado a sério, The Machine Girl causa alguns embrulhos no estômago. Mas, se você assisti-lo entre o almoço e a janta, e sem nenhuma comida por perto, tem grandes chances de dar algumas gargalhadas com as peripécias de Amy, em sua busca por vingança pela morte de seu irmão, Yu.

Já falei que rola um sutiã-broca na batalha final?

Sutiã-broca.

O Danilo, do Nipofilia, fez uma crítica mais consistente sobre o filme. Ele é “b”, é forçado e é para estômagos fortes. Se você se encaixa no perfil, e deu mais risada do que sentiu medo ao assistir coisas como Jogos Mortais, talvez The Machine Girl lhe caia bem. Talvez.

Nota: O O O O O O O X X X (7,0)

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