Arquivos do mês July 31e 2008

O e-mail É importante!

Dia desses li uma manchete, não me lembro onde, mais ou menos assim: “Não use o e-mail para coisas importantes”. Fiquei indignado. O e-mail é uma das coisas mais legais e antigas da Internet, e só pelo fato de ainda existir, num meio onde tudo é tão efêmero como é a Internet, mostra que ele é útil, é importante, e é, no momento, insubstituível.

O cerne da tal manchete ataca o mal uso do e-mail, segundo a ótica do autor: usá-lo para coisas importantes. “Coisas importantes” é uma definição abrangente, o que talvez faça sentido numa interpretação extrinsicamente literal, mas que, na maioria das coisas que a maioria dos mortais considera importante, o e-mail vem bem a calhar. Continue lendo ‘O e-mail É importante!’

Desbravadores

Pôster de Desbravadores.

Pôster de Desbravadores.

Desbravadores (Pathfinder, EUA, 2007) é um Tarzan mais violento, e só. Ou quase isso, já que o Fantasma está mais para Rambo do que para Rei das Selvas. O filme, do ano passado, se passa na América nua, ainda não descoberta pelos ingleses, mas sim pelo povo nórdico, os vikings (no filme chamado de “Povo do Dragão”), que querem dominar o pedaço.

Os produtores que tiveram a idéia de filmar isso são corajosos. O assunto é batido, o roteiro é cretino, e aquele papo de índio americano retrata um patriotismo exacerbado numa época em que os Estados Unidos sequer existiam – e detalhe: os índios falam inglês. Então, ou eles são muito corajosos, ou muito lunáticos, se bem que, no meu íntimo, acho mesmo é que eles são uns sacanas.

O filme começa com o Fantasma, pifiamente interpretado por Karl Urban, sozinho e abandonado num navio viking destruído. Uma índia o encontra, e aí começa o dilema do “fica ou não fica”. Logicamente ele fica, e do nada cresce, e aí ele é, obviamente, rejeitado pelos demais. Depois da sua vila ser massacrada, o Fantasma sai matando os vikings. Simples assim. Continue lendo ‘Desbravadores’

Narrow Stairs, do Death Cab for Cutie

Capa de Narrow Stairs.

Capa de Narrow Stairs.

Comecei a ouvir Death Cab for Cutie há pouco mais de dois anos, ou seja, na época pós-lançamento do Plans, penúltimo CD da banda. Os poucos fãs com quem tive contato torceram um pouco o nariz para o disco, dizendo que o anterior, Transatlanticism, era melhor. De fato, é mesmo, mas isso não quer dizer que Plans é ruim.

Três anos depois do (talvez) controverso Plans, a banda liderada pelo vocalista e guitarrista Ben Gibbard lançou Narrow Stairs, disco com onze faixas e, até onde pude perceber, com diferenças sutis, porém perceptíveis, em relação aos títulos anteriores.

Narrow Staris ficou em 1º lugar no Billboard 200, ranking semanal dos duzentos álbuns mais vendidos dos EUA, algo inédito para a banda. Foi muito bem recebido por crítica e público, e tem a essência que consagrou o Death Cab: batidas legais, letras interessantes e arranjos muito bons. Continue lendo ‘Narrow Stairs, do Death Cab for Cutie’

O sentido da vida, segundo Mario

Eu já tinha visto a imagem abaixo em outros lugares, mas hoje, passando pelo Não TÃO Gamer, me deparei com ela novamente, e a li novamente, e a achei sagaz novamente. Aí me toquei que a mensagem, que é a parte que interessa, está em inglês, e paralelamente a isso, lembrei que faz alguns dias que não atualizo este blog. Então, eureka! Vou traduzir a parada e publicar, assim eu agrado leitores que não sabem inglês, e de quebra termino o jejum prolongado que este pequeno blog ostentava.

A imagem, de uma fase do jogo Super Mario Bros., é esta abaixo (clique para ampliá-la):

Que Mario?

Que Mario?

Continue lendo ‘O sentido da vida, segundo Mario’

Tema Squared lançado

Há alguns dias lancei, publicamente, o tema que adorna o blog atualmente. Rebatizado de Squared, ele está disponível aqui, por ora apenas em inglês.

O Squared, como se vê, é bem simples, além de widget ready, XHTML 1.0 Transictional válido e duas colunas. Nada muito drástico, mas algo que funciona e é fácil de personalizar. A propósito, para quem está boiando, o Squared é um tema para WordPress.

Pretendo lançar a versão em português do Squared, além de cores diversas, diferentes do azul. Desde já, obrigado a todos que usarem esse tema que, acreditem, deu um certo trabalho fazer.

O Cavaleiro das Trevas

The Dark Knight.

Meu pôster favorito (dentre as dezenas que foram lançados pela Warner).

Quando Batman Begins terminou, com o Morcegão segurando uma carta de baralho e recebendo o aviso de que um novo criminoso estava causando encrenca em Gotham, a certeza de que uma seqüência arrasadora era apenas questão de tempo consolidou-se. E assim o foi. Três anos depois de Christopher Nolan e Christian Bale, diretor e protagonista, respectivamente, redefinirem um dos mais cultuados heróis, e também um dos mais mal tratados no cinema, a seqüência, com o prepotente título O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, EUA, 2008), estreou nos cinemas do mundo todo, não sem antes causar ansiedade em muitos fãs através de inúmeros ARGs, trailers e pôsters entusiasmantes.

O Cavaleiro das Trevas tem absolutamente tudo que faz um filme ser grande: ótimos atores, enredo bem amarrado e inteligente, personagens carismáticos, produção impecável. É, sem sombra de dúvida, um dos melhores filmes do ano, quiçá da história. É difícil encontrar um ponto fraco no longa, o que demonstra, mais uma vez, a competência da equipe e a obstinação de Nolan, que partindo da premissa de transportar o herói dos quadrinhos para a realidade, seguiu-a assustadoramente à risca. Continue lendo ‘O Cavaleiro das Trevas’

Como ser interessante?

Tirinha sagaz (clique para ler na fonte).

- Você sabe como algumas pessoas acham "talvez você tenha uma vida
interessante" uma praga?
- Sim...
- F*dam-se elas. Tá afim de uma aventura?

Se você espera ler algum tipo de manual, ou mesmo dicas rápidas, esqueça. Ou melhor, leia-as aqui (em inglês). O texto abaixo é, na realidade, uma crítica à indústria do “seja legal, seja interessante”.

O texto linkado acima é interessante. O cara que o escreveu, Jonathan Morrow, aparentemente domina o assunto, e escreve bem, de forma legível e com toques de pessoalidade que prendem a atenção de quem o lê. Isso é ser interessante, mas em parte; “escrever bem” é espécie do gênero “ser interessante”. Continue lendo ‘Como ser interessante?’