Não sou muito de acompanhar séries. Apesar da maioria ser legal, sempre acabou deixando de lado, acho que por preguiça. Das poucas que assisti nos últimos tempos, porém, a melhor, sem sombra de dúvida, foi Californication.

Hank Moody em seu Porsche velho e sujo.
Californication não tem efeitos especiais, não conta com super astros, nem um roteiro mirabolante. Nada disso. É só a história de um escritor-de-um-livre-só, bêbado e com uma vida sexual bastante ativa, que tenta sair do fundo do poço e reatar com sua ex-namorada, mãe de sua filha. Simples assim. O que faz a série ser divertidíssima é justamente o life style do protagonista, Hank Moody, interpretado pelo surpreendente David Duchovny, que na década passada viveu o agente Mulder, em Arquivo X - série que nem fazia questão de acompanhar por pura preguiça.
O adjetivo “surpreendente” relacionado a Duchovny justifica-se pela diferença entre o personagem atual e o da série de ficção científica de anos atrás. Alguns mais desavisados podem até pensar tratarem-se de duas pessoas diferentes, tamanha a distância entre as duas atuações. Ele rouba a cena em Californication, seja pelo tom absurdamente despretensioso de Moody, seja pelas atitudes non sense do mesmo.
Californication não se resume apenas a Duchovny, porém. O seriado, criação de Tom Kapinos, pega um tema que à primeira vista pode parecer desinteressante, e o faz divertido e profundo. O elenco de apoio também é deveras competente; rola uma sinergia rara de ver em primeiras temporadas com o de Californication. Tudo isso, somado, resulta numa série fenomenal.
A primeira temporada teve apenas doze episódios, em parte graças à greve dos roteiristas, que atingiu todas as séries ano passado. Apesar disso, essa dúzia foi mais que suficiente, a ponto de eu arriscar dizer que, se fossem mais, talvez o ritmo e a qualidade dos episódios fossem afetados. A segunda temporada começou recentemente nos EUA, e a julgar pelos dois primeiros episódios, que já assisti, o nível continua alto, mesmo levando em conta o desfecho da primeira, bem delicado de ser tratado numa segunda temporada.
Não recomendável para crianças, mas altamente indicada para quem gosta de um bom seriado com temática mais adulta, Californication é uma das melhores séries que apareceram nos últimos tempos. Ok, talvez seja exagero de alguém que não é exatamente um consumidor ávido de seriados, mas a julgar pelos poucos outros que assisti (Greek, Heroes e Pushing Daisies), Californication é, de longe, a melhor dentre elas.
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![]() Californication, de Tom Kapinos |
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Tags: californication, crítica, david duchovny, escritor, fracasso, hank moody, série, seriado, temporada, tom kapinos

Nunca tive a oportunidade de ver essa, ultimamente só tenho vis The Big Bang Theory e Lost, quem nunca viu Big Bang, devia ver, é bem legal heheheh.
Pior que eu tenho muita preguiça de assistir séries, Californication foi a única que assisti por completo uma temporada e o “life Style” de H. Moody me atraiu por completo.
Arrisco a dizer que nem gostaria de ver uma segunda temporada, com medo de estragar o que já é uma excelente série. Espero que a segunda temporada seja realmente tão alto nivel e profunda quanto a primeira.
A única série que conseguiu atrair minha atenção.
Ops!!
A segunda, a primeira foi Smallville. rs rs ;D