Carter Webb, interpretado por Adam Brody, é um roteirista de filmes pornográficos que após tomar um toco da namorada, uma famosa atriz (ou algo parecido), sai de Los Angeles rumo a um pacato bairro em Detroit. Lá, além de cuidar da sua avó, ele conhece as mulheres da casa vizinha, e com as três mantém relacionamentos distintos que, por vezes, se cruzam durante a trama.
Eu e as mulheres (In the land of women, EUA, 2007) tem o mesmo nome, em português, da empoeirada categoria de posts sobre mulheres que mantenho neste blog. Só que, ao contrário das minhas lamúrias, o filme leva o nome brasileiro ao pé da letra, e mostra como Carter reage em suas relações com o sexo oposto. (O que, claro, deveria ser o mote da minha categoria, mas que, por incapacidade de quem aqui escreve, jamais atingiu seu objetivo).
É difícil desassociar a imagem de Brody do Seth, de The O.C., e isso só é reforçado no início deste filme pelas roupas e trejeitos de Carter. Felizmente, com o desenrolar da trama pequenos nuances e características afloram diferenças entre os dois personagens. O resto do elenco é carismático, e entra no clima do longa, um tanto quanto despretensioso, e por isso mesmo, agradável. Meg Ryan, que interpreta a matriarca da família vizinha, Sarah, está bem no papel, bem como suas filhas, a adolescente rebelde Lucy, vivida por Kristen Stewart, e a pequena precoce Paige, por Makenzie Vega.
Carter é um bom ouvinte, e isso facilita a aproximação com o as três vizinhas. Há longos passeios feitos por ele e Sarah, conversas francas e meio constrangedoras com a adolescente Lucy, e um encantamento inocente por parte da pequena Paige. Paralelamente a isso, Carter vive a crise de meia idade. Com 26 anos, e de saco cheio do que faz, sua ida para a casa da avó é, antes de qualquer coisa, uma tentativa de se encontrar e tomar um novo rumo em sua vida.
Apesar do tom meio arrastado, o filme, que marca a estréia do cineasta Jon Kasdan, é legal. É interessante a diferença existente entre as três mulheres, especialmente as duas mais velhas, na relação com Carter. A maturidade da mãe e a inconseqüência da filha são mostradas com bastante veracidade, e colocar um cara que não sabe nem o que fazer com a própria vida no meio dessa conturbada relação gera conflitos que fazem pensar. Não espere um blockbuster, ou mesmo um filme cult. Eu e as mulheres é só um (delicioso) passatempo.
Outros textos sobre Eu e as mulheres:
- Adam Brody troca TV por cinema em ‘Eu e as mulheres’, do G1;
- (In the Land of Women) Eu e as mulheres, por Lívia;
- Comentários de Cinema: “Eu e as mulheres.”, por Ramon Vítor;
- Nas locadoras: Eu e as Mulheres, por Rodrigo Fernandes;
- Eu e as Mulheres, por Max Cirne.
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![]() Eu e as mulheres, de Jon Kasdan |
![]() The O.C., de Josh Schwartz |
Neste dia, em anos anteriores...
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Tags: adam brody, carter, cinema, comédia, drama, eu e as mulheres, filme, in the land of women, meg ryan, the o.c.



Eu já vi esse filme e gostei. Não é nada mto espetacular, mas é bom.
E tem o Seth Cohen (Adam quem?! =D) e a Kristen Stewart!
Eu vi o trailer desse filme, parece bom!
qualquer dia eu assisto!