Arquivos do mês November 29e 2008

Graduação

Turma de Direito (2008) - Faculdades Maringá.

Turma de Direito (2008) - Faculdades Maringá.

Einstein dizia que tudo é relativo, até o tempo. Embora a ciência ainda discuta tal afirmação, eu, em minha vã ignorância, por mais difícil que seja analisando-a friamente, às vezes concordo sem contestar com a teoria do físico alemão, graças a eventos que, a julgar pela diversão e enriquecimento que proporcionam, parecem fazer o relógio correr mais depressa.

Quando, cinco anos atrás, decidi prestar vestibular para o curso de Direito, não tinha idéia do que viria na seqüência, sequer se gostaria daquele curso que, no imaginário popular, resume-se em ler e decorar leis e mais leis. Foi assim, com a cara e (pouca) coragem, que fui para a universidade, n’algum dia do início de 2004, trajando uma camiseta vermelha, calça jeans e tênis brancos, e curioso acerca do que encontraria ali.

Foi o início de uma longa jornada. Ainda na Unipar, onde cursei os três primeiros anos da graduação, tive altos e baixos, pensei em desistir, mas também pensei em estudar e virar juiz, fui mal em provas, tirei alguns poucos “dez”, enfim, fiz tudo o que, invariavelmente, um acadêmico do curso de Direito faz. Até ir em churrascos eu fui – e churrascos divertidíssimos, os daquela época. Ao pessoal de Paranavaí, onde também deixei grandes amigos, obrigado.

Em 2007, faltando dois anos para o fim do curso, o destino marcou presença na minha vida acadêmica e, graças a ele, transferi-me para Maringá. Dentre três ou quatro estabelecimentos de ensino superior, caí na Faculdade Maringá. Por quê? Não que eu me orgulhe em dizer isso, mas foi por ter sido a primeira que vi, e a mais próxima de onde viria a morar dali a dois meses. Se o destino tratou de me tirar da Unipar, ele compensou essa mudança abrupta com uma recolocação melhor do que eu poderia esperar.

A Faculdade Maringá tem uma biblioteca precária, um sistema de provas não muito bom, mas, apesar desses contras, no meu caso especificamente, ela trouxe algo que, no meu primeiro dia lá, sentado sozinho numa carteira quase uma hora antes da aula começar (a secretaria me informara o horário errado), eu temia não encontrar: bons colegas. Esse temor rapidamente se desfez, na medida em que os alunos chegavam e, de modo geral, muito simpáticos, me davam as boas-vindas. “Parecem legais”, pensei comigo.

Em pouco tempo, o “parecem” transformou-se em “são”, e alguns colegas ganharam status de amigos. A convivência ocorreria de qualquer forma, mas fiquei gratificado de notar que, no geral, tudo fluia bem, e que eu podia contar com algumas pessoas dali.

Dois anos se passaram, e hoje tivemos o churrasco de despedida da turma de Direito de 2008 da Faculdade Maringá. Com muitas e notáveis ausências, é verdade, mas mesmo assim, marcante. E parece que foi ontem que tudo começou…

Sentirei saudades de muitas pessoas dali. Também do dia-a-dia, da tensão das provas e trabalhos, da correria para entregar peças dentro do prazo, e, principalmente, das risadas gostosas e dos papos divertidos que tínhamos entre uma aula e outra – e até mesmo durante as aulas.

Obrigado, a cada um de vocês, colegas de classe, amigos para a vida. Foi bom enquanto durou, e espero, de verdade, que nossas amizades não morram com o fim do curso. Assim sendo, ao invés de um “adeus”, deixo aqui um simples “até logo”. Então, até logo!

Street Fighter: dos gráficos 2D à reciclagem 3D

Voltando a falar dos lutadores de rua. Street Fighter foi um fenômeno, mesmo, no início dos anos noventa. Street Fighter II fez nascer filas em fliperamas, fez muita gente comprar o Super Nintendo, desencadeou a primeira e uma das maiores ondas de pirataria maciça da história, talvez alcançada apenas pelos “patches” do Winning Eleven para PlayStation 2, e… enfim, foi um fenômeno, puro e simples. Naquele tempo, Ryu e Chun-Li disputavam popularidade entre as crianças com outros ícones, como Mario Bros. e Jesus Cristo.

O clássico Street Fighter II.

O clássico Street Fighter II.

A Capcom, ao mesmo tempo que combatia a pirataria, que aumentava a velocidade das partidas e trocava as cores das roupas dos personagens (e de alguns personagens também), aproveitava essas idéias para lançar uma variedade gigantesca de títulos derivados do clássico Street Fighter II – The World Warrior. E assim, desse briga de gato e rato, a empresa sustentou a série por uns quatro anos.

Quando o cansaço bateu, a espera por um Street Fighter III começou a surgir – ou não; eu era muito novo nessa época, não lembro direito. Mas, antes da terceira “grande” versão, surgiu algo… diferente. Street Fighter Alpha (no Japão, Street Fighter Zero) deu as caras em 1995, e, mais uma vez, causou furor. O grande destaque dessa quase franquia apartada eram gráficos mais “mangálizados”, personagens com enredos bem definidos (e anteriores aos eventos de SFII), maior liberdade nas lutas, e fun factor lá em cima. A consagração veio dois anos depois, com Street Fighter Alpha 2, talvez a versão de SF que eu mais joguei na vida. O game atingiu um nível estupendo, e, ainda hoje, é meu preferido nos fliperamas do Avenida Center… Em 1998, quase que como uma coroação, Street Fighter Alpha 3 foi lançado. Também brinquei bastante com esse, em parte graças ao excelent port que a Capcom fez para o PlayStation original.

Street Fighter Alpha.

Street Fighter Alpha.

Entre a segunda e terceira versão da série Alpha, em 1997, apareceu o outrora aguardado Street Fighter III, com o subtítulo New Generation. Essa versão foi a primeira da série (considerada como um todo) a utilizar a poderosa plataforma CPS III, da Capcom, o que refletiu-se em gráficos estupidamente bonitos, bem acima até mesmo dos belos do Alpha 3. O problema é que SFIII foi uma grande decepção. Motivo? Simples: personagens. O “New Generation” do título não é apenas um sub-título bonitinho. A Capcom jogou fora seis anos de sucesso extremo, de personagens carismáticos, conhecidos do público, enraizados na memória coletiva mundial, e apostou em novos lutadores. Mantidos, apenas Ryu e Ken, os únicos presentes em todos os games da série – desconsiderando o traumático Street Fighter 2010. Não podia sair coisa boa dali.

Oi! Cadê o resto da galera?

Oi! Cadê o resto da galera?

Alguns novatos são interessantes, como a ninja Ibuki e o grandalhão Alex. Só que, por melhores que sejam, não substituem, em hipótese alguma, nomes como Chun-Li e Zangief. Os novos personagens não agradaram, e ainda colocaram uma queniana como lutadora de capoeira. Brasileiro? São dois: um Ryu-padawan-cara-de-maloqueiro, chamado Sean, e uma… uma coisa, que vive escondida na floresta amazônica, batizada não sei por quem de Oro.

Ao contário de SFII, que teve seis versões, sua seqüência teve apenas três. Tentaram melhorar alguns pontos nas versões 2nd Impact e 3rd Strike, inclusive trazendo dois velhos conhecidos de volta: Chun-Li e Akuma. Mas era tarde demais, o estrago estava feito, e em 1999, há quase dez anos, saiu o último game-solo para arcades inédito da franquia…

Os gráficos de Street Fighter III 3rd Strike são belíssimos.

Os gráficos de Street Fighter III 3rd Strike são belíssimos.

Nesse meio tempo, a Capcom fez muitas experimentações. Tivemos os crossovers com personagens da Marvel, saindo do modesto Street Fighter vs. X-Men até o grandioso (e, em certo ponto, insosso) Capcom vs. Marvel; jogamos mais crossovers, no caso, um improvável SNK vs. Capcom, encontro de duas empresas tão rivais antigamente quanto Microsoft e Sony são hoje em dia; games “encolhidos”, como o fácil Super Gem Fighter e o divertidíssimo Super Puzzle Fighter; e até mesmo versões em 3D, na divergente série Street Fighter EX.

E aqui chegamos a um ponto de colisão que, até onde sei, ninguém “pescou” ainda. Street Fighter EX era algo bastante estranho. Na época, em 1996, os games de luta 3D clássicos, Tekken, Virtua Fighter, Toshiden, dentre outros, estavam em suas respectivas segundas versões, acompanhando a evolução dos video games onde surgiram (PlayStation e Saturn). A Capcom resolveu comprar a briga, e junto com a Arika, co-produziu (mais) essa série apartada, mostrando os street fighters em 3D. Ou quase isso. A primeira versão era tão ruim graficamente, mas tão ruim, que os personagens pareciam amontoados de caixas. Melhorou (pouca) coisa na segunda, mas enfim.

Street Fighter EX Plus Alpha.

Street Fighter EX Plus Alpha.

Eu gostava dos EXs. A proposta da Capcom era bem interessante, apesar da interface (leia-se gráficos e áudio) medíocre. O jogo era leve, gostoso de jogar, rebuscava a velha jogabilidade do Street Fighter II, só que aperfeiçoada, com combos fáceis de ser desferidos, super combos e outras coisas que tornavam as lutas disputadas, e elevavam a diversão. A série, após uma criticada terceira versão para PlayStation 2, caiu no esquecimento, como quase tudo relacionado a Street Fighter do começo da década…

…Até 2008. Como a maioria deve saber, em 2009 teremos Street Fighter IV. Apesar da empolgação, vejo alguns pontos conflitantes nesse grandioso lançamento. A Capcom, aparentemente, aprendeu com a bobagem que fez em Street Fighter III, e trará de volta todos os personagens de Super Street Fighter II Turbo, o mesmo que foi relançado em alta definição no último dia 25. Ponto positivo, mas ao mesmo tempo, negativo, pois a empresa deixou de fora todos os personagens de Street Fighter III. Não que eles fossem baluartes de criatividade e carisma, mas custava salvar alguns? Ibuki, Alex, o francês Remy, são caras que já tinham uma imagem, uma “luz própria” dentro da série. Mereciam outra chance.

Espero que tirem isso na versão final. Que eu me lembre, só o Blanka esbugalha os olhos.

Espero que tirem isso na versão final. Que eu me lembre, só o Blanka esbugalha os olhos.

O pior, entretanto, não é isso. A coisa pega no visual: 3D. Isso mesmo, igualzinho Street Fighter EX. Igualzinho mesmo, já que a Capcom faz questão de frisar, sempre que pode, que apesar do visual, a jogabilidade será idêntica à das versões em 2D. Ligando os pontos, tudo leva a crer que teremos um Street Fighter EX para consoles next-gen.

Isso é ruim? Sim e não. A série EX, como já dito, é muito divertida, e mesmo sem a Arika, creio que a Capcom tem capacidade de fazer algo empolgante. Só que, olhando por cima, sob um prisma mais filosófico, receio que SFIV pode “manchar” a trajetória da série principal, aquela que só contabilizar as versões I, II e III. Street Fighter é e sempre será sinônimo de jogo 2D. Mexer nisso é algo muito delicado, pode ser a ruína espiritual da série, ainda que SFIV venda milhões, seja um sucesso. Existem jogos de luta em 2D estupendos, como o próprio Super Street Fighter II Turbo HD Remix, e King of Fighters XII, este último de um preciosismo absurdo – 100% dos sprites utilizados no game foram desenhados à mão (veja um trailer). Por que não fazer Street Fighter IV em 2D?

Eu queria um Street Fighter IV puro sangue. 2D, detalhado, em alta definição, com Ryu sendo surrado sem esbugalhar os olhos. Sei que ficarei querendo, mas não perco as esperanças. Quem sabe em 2018 a Capcom não volta às origens com Street Fighter V – e esse “V” me lembra a série de animes Victory, que me remete ao (Péssimo com “pê” maiúsculo) filme, que por sua vez leva minha mente ao pior jogo da franquia Street Fighter. Melhor parar por aqui, antes que eu resolva jogad Street Fighter 2010 no FireNes

Como usar o FriendFeed

Como usar o FriendFeed.

Tutorial completo!

Já abordei, há alguns meses, o conceito de Lifestream por aqui. Trata-se de um “HUB pessoal”, uma página na qual todas as suas atividades online ficam agregadas, todas baseadas em blogs e/ou redes sociais, dos mais variados tipos e escopos. Ainda bato na tecla que o futuro é este, mas não é sobre isso que quero escrever. Hoje, quero ensinar como usar o FriendFeed, um dos melhores serviços de Lifestream do momento.

O FriendFeed não é a coisa mais difícil do mundo. Para ser bem sincero, é até fácil usá-lo. Talvez esse “tutorial” seja dispensável, mas na dúvida, achei melhor arriscar.

Para ajudar na localização, já que o texto é beeeem grande, produzi um sumário:

  1. O que é o FriendFeed? E por que ele?
  2. Cadastro
  3. Inserindo seu conteúdo no FriendFeed
  4. Amigos
  5. Página inicial
  6. Microblog
  7. Listas de amigos
  8. Salas
  9. Widgets e integração com WordPress
  10. Conclusão

1. O que é o FriendFeed? E por que ele?

Basicamente, é um serviço de lifestream. Ele agrega, numa única página, tudo que você produz na Internet, nos mais variados serviços disponíveis, de blogs a microblogs, passando por sites de foto, vídeo e redes sociais, com foco ou sem foco. É a melhor forma, atualmente, de acompanhar e consumir o conteúdo publicado por pessoas interessantes. Ao invés de cadastrar diversos feeds de vários locais no seu agregador de feeds, é muito mais prático adicionar essa pessoa no FriendFeed – caso ela use, ou não (via “amigo imaginário”).

Existem outros serviços de lifestream, mas que se destacam, além do próprio FriendFeed, só dois. Um é o Plaxo Pulse, bastante popular até. O outro, é o SweetCron, que foge um pouco do conceito dos dois serviços já citados, pois trata-se de um sistema, particular, sem a parte social da coisa – que, acho eu, é das mais importantes.

Prefiro o FriendFeed por alguns motivos subjetivos e objetivos. Ele foi criado por ex-googlers, uma ótima credencial. Lá fora, o FriendFeed é, de longe, o mais usado. Por fim, é simples, bem resolvido, sem firulas inúteis, e funciona maravilhosamente bem. Precisa de algo mais?

2. Cadastro

O primeiro passo no FriendFeed é fazer seu cadastro. Na página inicial do FriendFeed, clique no botão laranja Create an account (ou neste link, para ir direto ao cadastro).

Aqui começa tudo.

Aqui começa tudo.

O formulário de cadastro é muito simples. Ele pede e-mail (Email address), nome (Name), apelido (Nickname; aparecerá na sua URL, como http://friendfeed.com/nome), senha (Password) e confirmação da senha (Confirm password). Por fim, há uma caixa de seleção (Make my feed public (anyone can read it)), que nada mais é a opção de deixar sua “produção online” disponível a todos, e não apenas a amigos. Se quer deixar público, marque; se não, desmarque.

Formulário de cadastro do FriendFeed.

Formulário de cadastro do FriendFeed.

A tela seguinte serve para convidar seus amigos. A menos que não se importe de ser tachado de spammer chato por 90% dos seus amigos, pule essa etapa. Finalmente, sua conta estará criada. O último passo antes de começar a usar efetivamente o FriendFeed é clicar no link de ativação, enviado no e-mail inserido no formulário de cadastro.

3. Inserindo seu conteúdo no FriendFeed

Sua página inicial mostra uma timeline, ou linha do tempo, onde, além das suas atualizações, aparecem também as dos seus contatos. Como sua conta é recém-criada, não há atualizações, nem suas, nem dos seus amigos. Vamos aprender, então, como inserir os serviços que você usa no FriendFeed.

Clique no link Import site, no topo da página (indicado por este ícone: Ícone de inserir conteúdo.). Uma nova página aparecerá, com um montão de ícones de vários e vários serviços web:

Serviços disponíveis no FriendFeed.

Serviços disponíveis no FriendFeed.

Note que, à esquerda, estão os serviços disponíveis, e à direita, na parte branca do quadro, os serviços seus, já cadastrados.

Caso algum serviço não apareça nessa listagem resumida, clique no link See all 49 services ». Assim, o quadro se expandirá, e passará a mostrar todos os serviços que o FriendFeed suporta:

Todos os serviços suportados pelo FriendFeed.

Todos os serviços suportados pelo FriendFeed.

Todo conteúdo mostrado no FriendFeed é pego via feeds RSS. Apesar disso, na maioria dos casos não é pedido o endereço em si do feed, mas apenas o endereço da sua página e/ou nome de usuário. Cada caso é um caso, portanto, fique atento.

Vamos ver como associar um serviço ao FriendFeed. No caso, o blog, que, acho eu, é o tipo mais popular. Clique no link Blog (o primeiro). Na mesma tela (thanks, AJAX!), o quadro dá lugar a um pequeno formulário, que pede apenas o endereço do blog. Se este possuir mais de um autor, marque a caixa This blog has multiple authors, e, no campo que surge, seu nome de usuário neste blog. Na seqüência, clique no botão Import Blog.

Importando um blog.

Importando um blog.

Pronto, seu blog será mostrado na parte branca do quadro, junto aos demais serviços! Aproveite o ensejo, e cadastre todos os serviços que usa. Quanto mais abrangente for, melhor.

4. Amigos

Voltando à sua página inicial, a coisa ficará mais animada, com seu material na timeline. Mas ainda falta algo, inerente a qualquer rede social: amigos! Vamos buscar eles, e, de quebra, conhecer outros recursos muito legais que o FriendFeed proporciona nessa área.

O acesso à área de amigos é feito clicando no link Friends, no canto superior direito, ao lado do seu nome. A página de amigos traz seis abas, as quais serão explicadas, na seqüência, abaixo.

A primeira aba, Subscriptions, apresenta os amigos que você segue. Pode-se cancelar o acompanhamento de cada amigo, acessar suas páginas particulares, gerenciá-los dentro de listas (maiores explicações mais a frente), sendo essa última ação possível de ser feita em lote, ou seja, vários contatos de uma só vez. Pousando o cursor do mouse sobre o nome de algum contato, um popup surge, contendo um resumo dele no FriendFeed.

Popup contendo o resumo do Cristiano Santos.

Popup contendo o resumo do Cristiano Santos.

A aba seguinte, Subscribed to me, é exatamente o contrário da primeira. Ao invés de mostrar que você segue, essa mostra quem te segue. De diferente, apenas a possibilidade de seguir quem você ainda não segue, e apagar quem você não quer que lhe siga.

Seguindo alguém que lhe segue.

Seguindo alguém que lhe segue.

A aba Imaginary, próxima na seqüência, é das mais interessantes. Não se trata de um recurso para autistas, nem para malucos. Os “amigos imaginários” aos quais o FriendFeed se refere são aqueles que, embora usem serviços ali disponíveis, não possuem conta no FriendFeed. Isso é extremamente comum, dada a pouca popularidade (ainda) do FriendFeed.

Para criar um amigo imaginário, clique no botão Create imaginary friend. Um popup aparecerá, pedindo um nome para seu amigo. Depois, uma página idêntica à dos seus serviços, mostrada ali em cima, surgirá. Faça a festa, catalogue tudo que desejar, até insira um foto do seu amigo. Tudo aparecerá como se fosse o próprio que tivesse feito. A única diferença é que esse perfil é privado, ou seja, só você tem acesso a ele.

No FriendFeed, o Nasc é meu amigo imaginário.

No FriendFeed, o Nasc é meu amigo imaginário.

Seguindo as abas, temos a Recommended. É uma página contendo inúmeros “amigos de amigos” que você não segue. Ótimo para encontrar conhecidos e/ou pessoas interessantes e próximas, que por um motivo qualquer, ainda não estão no seu rol de amigos.

Em seguida, temos a aba Stats, deveras interessante e que ratifica o vício absurdo das pessoas no Twitter. Nessa aba, há dois gráficos: um mostra os serviços mais usados de todos os seus contatos, e o outro, apenas os seus serviços mais usados.

Estatísticas de uso no FriendFeed.

Estatísticas de uso no FriendFeed.

A última aba, chamada Find + Invite, é a fonte de todos os contatos possíveis. Ali é possível pesquisar por amigos que porventura já estejam cadastrados no FriendFeed; importar contatos da sua lista nos e-mails (Gmail, Yahoo! e Hotmail); convidar, um a um, seus amigos; e conectar-se a amigos em comum com o Facebook. Uma ampla gama de possibilidades, para não deixar ninguém de fora – a menos que esse ninguém queira ficar de fora, claro.

Encontre seus amigos - aonde eles estiverem!

Encontre seus amigos - aonde eles estiverem!

Adicione seus amigos, crie uns imaginários para casos especiais, e vamos logo botar a mão na massa!

5. Página inicial

Agora que o básico do FriendFeed já foi feito, ou seja, a adição de seu conteúdo, e dos seus amigos, podemos ver a página inicial como um todo. Veja um exemplo abaixo (clique para ampliar a imagem):

Página inicial do FriendFeed.

Página inicial do FriendFeed.

Há três áreas principais: topo, sidebar (coluna à esquerda) e conteúdo (grande coluna à direita).

Sem muito segredo, no topo ficam uma barra de pesquisa universal, e, à direita, links principais. Na sidebar, estão as Lists (listas, será explicado mais à frente), e links para essa mesma página (inicial), Rooms (salas, espécies de mini-feeds específicos), e Everyone, que é um “meta feed”, contendo atualizações de todos os usuários do FriendFeed.

Na coluna central, ficam as atualizações suas e dos seus amigos. A princípio, a página é estática, mas clicando no link Real-time, no canto superior direito, a tela muda, e passa a trabalhar em tempo real, mostrando, no ato, todas as novidades suas e dos seus contatos.

FriendFeed em tempo real.

FriendFeed em tempo real.

Para deixar as coisas ainda mais confortáveis, existe um link no canto direito, abaixo dos modos de visualização, chamado Open mini window. Quando clicado, ele abre um popup que exibe as atualizações em tempo real. Ótimo para se manter atualizado (e/ou se dispersar e perder tempo).

Voltando ao modo tradicional (clique no link Standard), cara entrada na timeline tem quatro links pequenos no rodapé. São eles: Comment, Like, Hide e More. Nas suas próprias entradas, apenas o link Like é suprimido – afinal, se você publicou, automaticamente deve ter gostado do conteúdo.

Exemplo dos links de rodapé.

Exemplo dos links de rodapé.

O link Comment permite adicionar um comentário à entrada. Em alguns serviços, como o Google Reader, existe uma vinculação entre ambos. Nesse caso, por exemplo, quando eu compartilho algum post no Google Reader, junto com algum comentário, o FriendFeed “converte” esse comentário para seu próprio sistema.

Já o Like é um sistema de aprovação. Se você leu/viu/ouviu algo, e gostou, dar um Like, que significa “gostar” em inglês, é uma excelente forma de reconhecer a qualidade do conteúdo. Existe a opção de “desgostar”, bastando, para tal, clicar no link Un-like.

Hide, como o nome sugere (”esconder”, em inglês), esconde uma entrada da sua timeline, tanto sua, quanto dos seus contatos – nesse caso, apenas na sua timeline, não na dele, ou dos outros. Útil para fazer uma filtragem de serviços que não gosta, por exemplo, já que é possível estender a seleção para todas as entradas de determinado serviço, tanto suas, quanto dos seus contatos. Uma opção legal nesses casos extremos é abrir exceções para entradas comentadas ou “gostadas”.

Oculte conteúdo que não lhe agrada.

Oculte conteúdo que não lhe agrada.

Por último, além de poder filtrar a timeline por amigo, é possível fazer essa filtragem por serviço. Digamos que você queira ver, na timeline, apenas as entradas de blogs suas e de seus amigos. Encontre alguma do gênero, e clique no ícone (no caso dos blogs, este: Ícone de blog.). Apenas posts de blogs serão mostrados:

Filtragem por serviço.

Filtragem por serviço.

Esse é o básico da página inicial do FriendFeed. Existem algumas peculiaridades ainda, as quais serão abordadas mais à frente, começando pelo…

6. Microblog

Sim, sim: o FriendFeed possui um microblog built in. Ele se assemelha mais ao Pownce do que ao Twitter, por permitir, além de mensagens curtas, a publicação de links e imagens, e se destaca mais no uso das salas (Rooms), que será explicado adiante.

O microblog do FriendFeed, em si, é restrito ao próprio serviço, o que limita um pouco seu alcance, já que (ainda) é um tanto raro encontrar quem use o serviço regularmente, sem falar na concorrência praticamente desleal que existe com o Twitter. De qualquer maneira, ele está lá, e pode ser usado a qualquer momento. Na página inicial, a da timeline, antes das entradas, ao lado do botão de importação de conteúdo seu, existem três links, precedidos da palavra Post: Message, Link e Photos, nessa ordem.

Microblog no FriendFeed.

Microblog no FriendFeed.

Clicando num deles, na mesma tela (thanks AJAX again!) surgem o formulário para envio do conteúdo, de acordo com a opção escolhida. O mais interessante é que é possível “mesclar” os três tipos numa só mensagem, bastando clicar nos links que aparecem no rodapé do formulário. Vejam:

Enviando mensagem no microblog do FriendFeed.

Enviando mensagem no microblog do FriendFeed.

O resultado é bem interessante, e aceita as mesmas regalias que uma entrada convencional tem na timeline, como o recebimento de Likes, e comentários no FriendFeed.

Mensagem no FriendFeed.

Mensagem no FriendFeed.

Tenho sérias dúvidas se esse serviço algum dia irá “pegar”, mesmo que o FriendFeed ganhe a popularidade que merece. Como já dito, a concorrência com o Twitter, cuja popularidade é estrondosa, é difícil de ser batida, e o Twitter, através de serviços complementares derivados de sua API, como o TinyURL embutido na interface web (que nem sempre funciona, é verdade), e o Twitpic, dificulta ainda mais a vida de candidatos ao seu posto. Por outro lado, quando o assunto são as salas, esse microblog ganha ares de fórum, e aí a coisa fica realmente interessante. Maiores detalhes à frente, na parte dedicada a elas.

7. Listas de amigos

As listas (Lists, no site) é um recurso relativamente novo no FriendFeed. Listas são, na realidade, uma forma de categorizar seus amigos, dividindo-os segundo critérios por você definidos. Há alguns “pré-instalados”, a saber: Favorites (favoritos), Personal (pessoal) e Professional (profissional).

As listas aparecem na sidebar do FriendFeed, são os primeiros itens dela. Elas podem ser expandidas, mostrando os amigos de cada uma, e pode-se criar novas listas a partir do link new list.

Listas em ação (exemplo meramente ilustrativo :-).

Listas em ação (exemplo meramente ilustrativo :-) .

Embora seja possível adicionar amigos clicando no nome de uma das listas, a maneira mais fácil de fazer isso é através da aba Subscriptions, dentro da área Friends, já comentada no início deste tutorial. A maior vantagem desse método é trabalhar em lotes, ou seja, colocando vários contatos de uma só vez. Para tal, basta marca as caixas de seleção, e então usar o menu drop and down no topo da listagem.

Listas em lote.

Listas em lote.

Infelizmente, o processo inverso (remoção de listas) só pode ser feito individualmente. Nessa mesma tela, pouse o cursor sobre um contato, até o menu popup característico aparecer. Nele, além dos serviços que o amigo usa, as listas nas quais ele está incluso aparecerão na parte inferior. Clique no botão add/edit, e então, remova-o das que quiser.

Adicione ou remova um amigo de suas listas.

Adicione ou remova um amigo de suas listas.

Para a remoção, porém, é melhor ir até a página da lista, acessível através do nome da mesma na sidebar. Nessa página, que é parecida com a inicial, porém só mostra atualizações dos amigos da lista, no topo dela, clique no link Add/remove friends. A área se abrirá, e mostrará seus contatos. Basta clicar na imagem de um para removê-lo da lista em questão.

Remover amigo de uma lista.

Remover amigo de uma lista.

Curiosidade: a página inicial é, na realidade, uma lista! Note, na penúltima imagem, acima, que o primeiro item chama-se Home feed. Isso quer dizer que, se você quer ter um amigo apenas n’alguma lista, mas fora da timeline principal, simplesmente remova-o da lista Home feed, e pronto.

As listas podem ser muito úteis para separar, por assuntos, seus amigos. Afinal, hoje existe uma multiplicidade enorme de perfis de contatos, uns mais pendentes à nossa vida profissional, outros à pessoal, e ainda temos aqueles que admiramos, mesmo sem conhecer pessoal ou virtualmente. Com poucos contatos, talvez seja algo fácil de lidar, mas na medida em que o número de amigos passa aos dois, três dígitos, uma boa organização é crucial para não perder nada de quem realmente interessa.

8. Salas

As salas (Rooms) são espécies de mini-fóruns dentro do FriendFeed. Aqui o “microblog” do serviço ganha razão de ser, já que ele é a porta de entrada para iniciar threads, ou discussões, dentro das salas. Existe a possibilidade de inserir outros tipos de conteúdo, mas essa decisão cabe apenas ao administrador da sala, e dando uma olhada superficial nas salas existentes, vê-se que essa liberdade é pouco usada.

Pode-se buscar por salas já existentes, ou criar uma sua. As salas são temáticas, mas a maioria é relacionada à tecnologia e Internet. Elas se mostram de maneira bastante semelhante à timeline principal, mas limitada aos posts dos membros da sala, e ao conteúdo dos serviços trazidos pelo administrador.

Sala Brasileiros.

Sala Brasileiros.

Os recursos “gostar” e comentários ganham mais relevância dentro das salas, afinal, além delas serem locais que propiciam o uso desses recursos, estes são a única maneira de prover algum feedback ao material publicado.

Para publicar um post numa sala, o primeiro passo é cadastrar-se numa. Feito isso, o formulário de microblog ganha uma opção a mais, além de My feed, no campo To (destinatário): o nome da sala cadastrada. Basta marcar o nome da sala para onde se deseja que a mensagem seja redirecionada, escrevê-la e, enfim, publicá-la.

Salas aparecem no microblog.

Salas aparecem no microblog.

E assim a conversa rola. Tal qual ocorre com seus amigos, pode-se escolher em quais listas os posts de cada sala aparecerão. Dá para, por exemplo, remover as salas da timeline principal, e criar uma lista exclusiva para elas, melhorando a organização. Fica a seu critério.

A criação de uma sala é bastante simples. Entre na página de criação, e preencha o formulário. É possível fazê-la pública (qualquer um entra e comenta), semi-pública (qualquer um pode ler e comentar, mas só administradores podem publicar posts), ou privadas (somente pessoas convidadas podem acessar a sala), com o adicional, nessa última, de restringir o poder de convidar aos administradores ou não. Na mesma tela, pode-se convidar seus amigos, digitando o nome de usuário deles no FriendFeed, ou mesmo quem ainda não tem cadastro lá, através do comentário. Por fim, uma mensagem para os convidados.

Criando uma sala.

Criando uma sala.

Após criada a sala, ela aparecerá, obviamente vazia. Esse é o momento de colocar uma imagem ilustrativa da mesma, e aguardar os membros chegarem. Criei uma do WinAjuda, e você está, desde já, convidado a entrar.

Sala WinAjuda.

Sala WinAjuda.

Ali no link Change picture pode-se inserir ou trocar a imagem da sala, e mais abaixo, no Import site, o administrador pode trazer conteúdo externo (de serviços) para a sala.

9. Widgets e integração com WordPress

Widget é o nome dado a “pedaços” de um serviço que, através de pequenos trechos de código, são mostrados em sites externos.

O FriendFeed possui uma seção recheada de widgets. Existem vários, desde crachás, passando por links, até um famigerado “status”. O mais legal é o Feed widget, que inclusive utilizo aqui no blog, no rodapé da página. Ele gera uma timeline portátil, que pode ser levada para qualquer página, personalizada, enfim, o usuário faz gato e sapato da timeline, deixando-a a sua cara. Quem entende CSS, pode personalizar ainda mais a lista, e para isso conta com a valiosa ajuda desta página, do próprio FriendFeed.

De minha parte, o Feed widget é o suficiente. Porém, há quem queira mais, ou as mesmas coisas oferecidas pelos widgets, mas via plugins (para o WordPress, no caso). Nesse último caso, o plugin FriendFeed Activity Widget faz o serviço – desde que seu tema seja compatível com widgets.

Quem tem leitores que usam o sistema de “Likes” e comentários do FriendFeed com freqüência, encontra no FriendFeed Comments uma boa forma de convergir os dois espaços de comentários. Esse plugin busca, no FriendFeed, comentários e “Likes” relacionados ao post em foco. Num cenário aonde o FriendFeed seja muito utilizado, ele vem bem a calhar.

O Post to FriendFeed adiciona, às entradas do seu blog no FriendFeed, um resuminho em forma de mensagem, além de uma imagem relacionada. É uma boa forma de enriquecer as entradas de blogs na timeline.

Devem existir outros plugins para WordPress relacionados ao FriendFeed. Se descobrir mais, atualizo a lista.

10. Conclusão

Este tutorial está longe de ser uma “bíblia” do assunto, porém contém o básico para que qualquer um conheça e comece a usar o FriendFeed, incluindo recursos mais avançados, sem maiores dificuldades. Torço muito para que o serviço “pegue”, se torne popular, pois seu conceito é muito interessante, e quanto mais pessoas o utilizarem, melhor para todos. Tenho muitos contatos online que gostaria de acompanhar mais de perto, sem que, para tal, eu tenha que visitar várias redes sociais, ou cadastrar uma dúzia de feeds adicionais em meu agregador. Nessa problemática, o FriendFeed entra como a solução perfeita.

Minha pequenina parte no sentido de ajudar a popularizar o FriendFeed é esse tutorial. Não é grande coisa, mas espero ser útil para iniciantes e desconfiados, e, claro, que traga mais gente para cá. Você também pode ajudar. Se cadastre, use o serviço, divulgue-o. Além disso, divulgue também esse tutorial. Basta copiar e colar um dos códigos dos banners abaixo:

Como usar o FriendFeed
<a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/2008/11/26/como-usar-o-friendfeed/" title="Tutorial completo.">Como usar o FriendFeed</a>

Como usar o FriendFeed.
<a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/2008/11/26/como-usar-o-friendfeed/" title="Tutorial completo."><img title="Como usar o FriendFeed." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/wp-content/uploads/2008/11/friendfeed120x60.jpg" alt="Como usar o FriendFeed." /></a>

Como usar o FriendFeed.
<a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/2008/11/26/como-usar-o-friendfeed/" title="Como usar o FriendFeed."><img title="Como usar o FriendFeed." src="http://www.rodrigoghedin.com.br/wp-content/uploads/2008/11/friendfeed125x125.jpg" alt="Como usar o FriendFeed." /></a>

Se alguém quiser em outros tamanhos, avise nos comentários. Na medida do possível, atualizei esse tutorial. A colaboração de todos é muito bem-vinda.

Obrigado pela atenção, e nos vemos no FriendFeed :) .

O retorno dos Street Fighters

2009 tem tudo para ser o ano de Street Fighter. A veterana série de jogos de luta da Capcom, há muito esquecida num arquivo qualquer da empresa japonesa, volta com força total. Além de um novo filme (e que os produtores tenham piedade de nós, e não nos dê outro Van Damme para odiar), teremos o ultra-esperado Street Fighter IV, que promete apagar a má impressão deixada pela terceira versão, e fazer tanto estrago quanto Street Fighter II fez no início da década de 90.

Antes desses dois grandes eventos, temos um menor, mas nem por isso menos interessante. Trata-se do lançamento de Super Street Fighter 2 Turbo HD Remix, para PlayStation 3 e XBox 360, via download em suas respectivas redes, marcado para 25 de novembro – portanto, daqui a três dias.

Super Street Fighter II Turbo HD Remix.

Super Street Fighter II Turbo HD Remix.

O jogo é uma releitura, em alta definição, do maior jogo da franquia, Super Street Fighter 2 Turbo, que além de trazer o melhor elenco já posto à disposição dos jogadores, trouxe ao universo SF os Super Combos, comandos especiais e muito poderosos possíveis apenas quando a “barrinha do turbo” está cheia, e que, se desferidos na “morte” do adversário, alteram o plano de fundo do cenário, e apresentou ao mundo Akuma, o street fighter mais poderoso ever.

Ah, foram muitas tardes da minha infância perdidas jogando isso – pra ser mais exato, jogando Super Street Fighter II, no Super Nintendo, sem Super Combos, nem Akuma. Mas enfim, a nostalgia é quase a mesma.

Hadouken!

Hadouken!

Além da qualidade gráfica e sonora que o remake trará, o trabalho de divulgação da Capcom está sendo primoroso. Os vídeos/trailers rebuscam a gênese da série, o torneio Street Fighter. Mostram as etapas, uma a uma, com os vitoriosos, criando uma espécie de roteiro de filme “b”, aqueles cujo, coincidentemente, Van Damme é um dos maiores expoentes. A cereja do pudim é a música de fundo, absolutamente nostálgica, que está me fazendo perder um tempão para descobrir seu nome – sem sucesso, ainda. Confira as duas partes da historinha já divulgadas (se quiser assistir em HD, o que é bastante recomendável, clique aqui e aqui):

O jogo é idêntico ao original de 1994, salvo pelos gráficos e áudio. Só sinto o fato dele não sair para PC… Seria o máximo, especialmente se seguisse o mesmo modelo de distribuição dos consoles. Steam?

A quarta temporada de The O.C.

The O.C.: A quarta temporada completa.

The O.C.: A quarta temporada completa.

Foi com uma certa melancolia que, dia desses, inseri o terceiro disco do box da quarta temporada de The O.C. Afinal, seria a última vez que repetiria esse ato tendo por objetivo assistir um episódio inédito da série. Série esta que, apesar de descer a ladeira a partir da segunda temporada, ainda ocupa o posto de minha favorita.

A quarta e última temporada do seriado de Ryan, Seth e companhia é mais curta que as demais. Enquanto as três primeiras tinham, em média, 24 episódios, a última contém apenas 16. Dizem que foi planejado, outros que a série foi cortada no meio do caminho (e isso é bem provável), mas enfim, são só 16 mesmo.

(From now on, spoilers.)

Tudo começa aonde a terceira temporada termina: no acidente que culmina com a morte de Marissa, talvez a decisão mais estúpida de Josh Schwartz, idealizador e produtor da série. Não que ela seja a personagem mais carismática do mundo, mas sua saída desencadeou um desequilíbrio no quarteto principal (ou, agora, trio). Pois bem, o começo é praticamente um déja vù da terceira, só que substituindo Trey pelo Volchock. Ryan se isola, dá uma de Tyler Durden, mas após acertar as contas com o bad ass da temporada passada, que acaba indo para a prisão, volta a ficar em paz consigo mesmo – e à casa da piscina dos Cohen. Aí sim, a nova temporada começa para valer.

A morte de Marissa afeta alguns personagens, em especial a Summer, que vira uma pentelha ambientalista e ignora, de todas as formas, Seth. Felizmente, até o fim ela muda, e da mistura da Summer fútil com a Summer “Greenpeace” surge uma pessoa mais madura, algo que é mostrado com ênfase num dos (poucos) extras do pacote.

Seth é o personagem melhor trabalhado, acho eu. Nessa temporada, ele, no mínimo, foi mais aprofundado. Sua vagueza no mundo, do tipo “o que estou fazendo? Para aonde vou?”, é tocante, quase triste – é preciso, porém, que se leia tal situação nas entrelinhas. Senti uma certa identificação nisso com meu momento atual, e essa sensação pode ter afetado a opinião expressa no início deste parágrafo…

Ryan se envolve com Taylor, que passa a ser uma das protagonistas, no caso, “substituindo” Marissa. Taylor entrou bem na trama, ou melhor, passou de coadjuvante para principal com naturalidade. Só não foi perfeito porque, por melhor que ela seja, sempre fica a impressão de que a usaram como estepe da Marissa. Uma pena.

O clima da série volta a ser mais ameno, e isso me lembrou os tempos nostálgicos da primeira temporada. A segunda e terceira são muito pesadas, tensas, menos digeríveis. Só que, ao mesmo tempo em que essa última temporada traz de volta o tom descontraído da primeira, ela carrega outro tom, quase antagônico. Um quê de tristeza. Parece despedida, todo mundo preocupado, querendo se mostrar tranqüilo, mas com dificuldades para esconder as lágrimas, os temores.

O final, para variar, é ruim. Perderam a chance de fazer algo no nível do da primeira temporada, que considero um dos finais de temporada (de todas as séries) mais intensos e bem feitos de todos os tempos. No encerramento da série, há um fast forward muito rápido, desnecessariamente apressado, cheio de quadros quebrados, mostrando o que houve com os personagens alguns anos depois. E, no fim, Ryan, então um arquiteto formado (com a mesma cara de oito anos antes), resolve dar uma chance a outro loirinho-projeto-de-bandido, tal qual Sandy fez com ele. E fim!

Apesar dos pesares, a quarta temporada é melhor que a terceira, que é muito, mas muito fanfarrona mesmo. E fanfarrona no sentido nato da palavra, ou seja, quase caricata, forçada ao extremo, um desafio ao bom gosto dos telespectadores. É difícil se conformar com o fato de uma série tão promissora, com uma primeira temporada tão bem feita e arrasadora, acabar assim, de forma melancólica, no décimo sexto episódio… Valeu como final, e dadas as circunstâncias, foi digno até, mas poderia ter sido bem melhor.

Coisas boas? Sim, sim. O episódio do Natanuká é o segundo melhor de todos (perde para o da primeira). Nesse, Ryan e Taylor sofrem um acidente, e caem num “universo paralelo”, onde Ryan não fora adotado pelos Cohen. Ver como os personagens se desenvolveram (ou não, no caso da Summer) nesse contexto é interessante. Alguma queixa? Faltou o Luke ali – provavelmente não conseguiram convencer o Chris Carmack a fazer essa ponta. Nesse episódio, aliás, também se encontra o momento mais emocionante dessa temporada, a passagem no aeroporto, quando Ryan espera a chegada de Marissa, e… bem, vejam por si mesmos :) .

Momento emocionante.

Momento emocionante.

Piadinhas indiretas também estão presentes, como aquela da segunda temporada, em que Seth diz, através de analogias, que a então atual temporada é melhor que a primeira. Nesta, da quarta, Seth diz, indiretamente, que Chilli e Johnny são dois personagens que nunca deveriam ter existido na série:

Chili e Johnny, chatos e dispensáveis.

Chili e Johnny, chatos e dispensáveis.

Lembro de ter dado risada outras vezes enquanto assistia, o que significa que há outras passagens sutis como essa acima.

Foi bom enquanto durou, de verdade.

Vamos ganhar um notebook?

Promoções na Internet são bem legais (aliás, já viram e estão participando da do WinAjuda?). A do WinAjuda está prestes a terminar, mas paralelamente a ela, estou tentando organizar outra, para sair no Natal. Digo tentando porque ela depende, diretamente, da ajuda dos leitores e amigos.

Deixe-me explicar melhor. O Superdownloads, veterano site de downloads nacional, está com uma promoção na qual quem indicar mais amigos para se cadastrar lá, leva um notebook. São três modelos, um Apple, um LG e um Acer. O link da promoção, com meu código de indicação, é este aqui.

Ok, eu ganho o notebook, e fica por isso mesmo? Não! Caso eu ganhe o notebook, não ficarei com ele. Ou melhor, ficarei alguns dias, só para escrever um review no WinAjuda. Depois disso, sortearei o notebook entre os leitores do site, que, afinal, caso eu ganhe, serão os responsáveis diretos por isso.

Superdownloads 10 anos

Banner da promoção.

Como dependo de indicações para levar e, posteriormente, sortear o notebook entre os leitores, vim pedir cadastros aqui também, na humildade, certo mano?. Quem quiser ajudar, basta clicar aqui e se cadastrar.

O Superdownloads foi o primeiro site de downloads que usei, e mesmo estando na concorrência, ainda o visito e gosto de lá. Há programas para todos os gostos, de vários sistemas e até web apps. Vale a visita, independente da promoção.

Relações de consumo na Internet: Direitos e garantias do consumidor em face das lojas varejistas

Já entreguei e defendi minha monografia, logo, falta apresentar, aqui no blog, ela em si. Meu trabalho insere-se no ramo do Direito do Consumidor, no caso, relacionado à Internet. O comércio eletrônico é algo bastante recente no Brasil e, portanto, carente de estudos sobre. Essa carência mostrou-se real ante a falta de material de pesquisa, durante a elaboração da monografia.

Apesar dessa escassez doutrinária, felizmente na prática a Lei nº 8.078/90, o famoso Código de Defesa do Consumidor, abriga praticamente por completo as relações de consumo consubstanciadas na Internet. Isso chega a ser curioso, haja vista o CDC ser cinco anos mais antigo que a própria Internet comercial brasileira.

Minha monografia teve um foco bastante definido, já que o assunto (comércio eletrônico), se abordado por completo fosse, teria resultado num trabalho extenso e, certamente, pouco aprofundado. Não que o resultado tenha sido algo profundo; reconheço que faltou uma imersão maior em determinados pontos, tidos como de suma importância dada a sua diferença em relação ao comércio convencional. No entanto, dentro do que foi proposto quando da elaboração do projeto, acredito que os objetivos principais foram atingidos: o trabalho agrega informações básicas sobre as relações de consumo na Internet, trata os pontos principais concernentes ao assunto, e aponta soluções e entendimentos majoritários nas questões ainda conflituosas.

Quem tiver interesse, pode ler o trabalho, na íntegra, clicando aqui (formato *.pdf; para lê-lo, utilize o Foxit Reader).

Na seqüência, o vídeo da minha defesa, prejudicado por um erro de logística. Apoiei o celular na minha carteira, de uma maneira que, embora me enquadrasse relativamente bem, era um tanto quanto instável. Não deu outra: pouco a pouco, o celular foi escorregando, até me tirar de foco, e filmar só o teto. Felizmente, não há muita emoção visual ao longo da defesa, de modo que, o que importa, mesmo, é o áudio.

Por fim, a apresentação de slides, porcamente demonstrada via Google Docs, que distorceu o posicionamento dos títulos, e trocou a fonte dos mesmos. Mas, como dizem, o que vale é a intenção, né?

Reitero os agradecimentos descritos na monografia, bem como aos (muitos) outros que ficaram de fora. Por mais individual que um TCC seja, é praticamente impossível finalizá-lo sem a ajuda alheia. Felizmente, durante essa curta jornada, a maioria a quem recorri me ajudou prontamente. Uma vez mais, obrigado!