A quarta temporada de The O.C.

The O.C.: A quarta temporada completa.

The O.C.: A quarta temporada completa.

Foi com uma certa melancolia que, dia desses, inseri o terceiro disco do box da quarta temporada de The O.C. Afinal, seria a última vez que repetiria esse ato tendo por objetivo assistir um episódio inédito da série. Série esta que, apesar de descer a ladeira a partir da segunda temporada, ainda ocupa o posto de minha favorita.

A quarta e última temporada do seriado de Ryan, Seth e companhia é mais curta que as demais. Enquanto as três primeiras tinham, em média, 24 episódios, a última contém apenas 16. Dizem que foi planejado, outros que a série foi cortada no meio do caminho (e isso é bem provável), mas enfim, são só 16 mesmo.

(From now on, spoilers.)

Tudo começa aonde a terceira temporada termina: no acidente que culmina com a morte de Marissa, talvez a decisão mais estúpida de Josh Schwartz, idealizador e produtor da série. Não que ela seja a personagem mais carismática do mundo, mas sua saída desencadeou um desequilíbrio no quarteto principal (ou, agora, trio). Pois bem, o começo é praticamente um déja vù da terceira, só que substituindo Trey pelo Volchock. Ryan se isola, dá uma de Tyler Durden, mas após acertar as contas com o bad ass da temporada passada, que acaba indo para a prisão, volta a ficar em paz consigo mesmo – e à casa da piscina dos Cohen. Aí sim, a nova temporada começa para valer.

A morte de Marissa afeta alguns personagens, em especial a Summer, que vira uma pentelha ambientalista e ignora, de todas as formas, Seth. Felizmente, até o fim ela muda, e da mistura da Summer fútil com a Summer “Greenpeace” surge uma pessoa mais madura, algo que é mostrado com ênfase num dos (poucos) extras do pacote.

Seth é o personagem melhor trabalhado, acho eu. Nessa temporada, ele, no mínimo, foi mais aprofundado. Sua vagueza no mundo, do tipo “o que estou fazendo? Para aonde vou?”, é tocante, quase triste – é preciso, porém, que se leia tal situação nas entrelinhas. Senti uma certa identificação nisso com meu momento atual, e essa sensação pode ter afetado a opinião expressa no início deste parágrafo…

Ryan se envolve com Taylor, que passa a ser uma das protagonistas, no caso, “substituindo” Marissa. Taylor entrou bem na trama, ou melhor, passou de coadjuvante para principal com naturalidade. Só não foi perfeito porque, por melhor que ela seja, sempre fica a impressão de que a usaram como estepe da Marissa. Uma pena.

O clima da série volta a ser mais ameno, e isso me lembrou os tempos nostálgicos da primeira temporada. A segunda e terceira são muito pesadas, tensas, menos digeríveis. Só que, ao mesmo tempo em que essa última temporada traz de volta o tom descontraído da primeira, ela carrega outro tom, quase antagônico. Um quê de tristeza. Parece despedida, todo mundo preocupado, querendo se mostrar tranqüilo, mas com dificuldades para esconder as lágrimas, os temores.

O final, para variar, é ruim. Perderam a chance de fazer algo no nível do da primeira temporada, que considero um dos finais de temporada (de todas as séries) mais intensos e bem feitos de todos os tempos. No encerramento da série, há um fast forward muito rápido, desnecessariamente apressado, cheio de quadros quebrados, mostrando o que houve com os personagens alguns anos depois. E, no fim, Ryan, então um arquiteto formado (com a mesma cara de oito anos antes), resolve dar uma chance a outro loirinho-projeto-de-bandido, tal qual Sandy fez com ele. E fim!

Apesar dos pesares, a quarta temporada é melhor que a terceira, que é muito, mas muito fanfarrona mesmo. E fanfarrona no sentido nato da palavra, ou seja, quase caricata, forçada ao extremo, um desafio ao bom gosto dos telespectadores. É difícil se conformar com o fato de uma série tão promissora, com uma primeira temporada tão bem feita e arrasadora, acabar assim, de forma melancólica, no décimo sexto episódio… Valeu como final, e dadas as circunstâncias, foi digno até, mas poderia ter sido bem melhor.

Coisas boas? Sim, sim. O episódio do Natanuká é o segundo melhor de todos (perde para o da primeira). Nesse, Ryan e Taylor sofrem um acidente, e caem num “universo paralelo”, onde Ryan não fora adotado pelos Cohen. Ver como os personagens se desenvolveram (ou não, no caso da Summer) nesse contexto é interessante. Alguma queixa? Faltou o Luke ali – provavelmente não conseguiram convencer o Chris Carmack a fazer essa ponta. Nesse episódio, aliás, também se encontra o momento mais emocionante dessa temporada, a passagem no aeroporto, quando Ryan espera a chegada de Marissa, e… bem, vejam por si mesmos :) .

Momento emocionante.

Momento emocionante.

Piadinhas indiretas também estão presentes, como aquela da segunda temporada, em que Seth diz, através de analogias, que a então atual temporada é melhor que a primeira. Nesta, da quarta, Seth diz, indiretamente, que Chilli e Johnny são dois personagens que nunca deveriam ter existido na série:

Chili e Johnny, chatos e dispensáveis.

Chili e Johnny, chatos e dispensáveis.

Lembro de ter dado risada outras vezes enquanto assistia, o que significa que há outras passagens sutis como essa acima.

Foi bom enquanto durou, de verdade.

7 Respostas para “A quarta temporada de The O.C.”


  • Uma das minhas séries favoritas. Porém, ao contrário da maioria, eu aprovei a saida da Marissa. Já na segunda temporada o seriado inteiro girava em torno dela. Na terceira temporada a coisa estava tão chata que não existia outra solução senão matar a personagem mesmo. Acho que a entrada da Taylor foi excelente e me prendeu muito mais a frente da televisão. Enfim, preferências a parte, é uma pena que tenha acabado. Eu acho que poderiam ter seguido adiante. Smallville e Charmed são exemplos de séries que perderam o rumo lá pela quarta temporada mas que conseguiram se reestruturar.

    • Oi Felipe,

      Eu não acho a Marissa muito legal, mas ela era vital para a série. Veja na primeira temporada: era inconseqüente, o que agitava as coisas, mas sem “pesar” o clima, tal qual acontece nas segunda e terceira temporadas.

      Também senti muito o fim da série, mas talvez tenha sido melhor assim. Uma porque os personagens-chave foram para a faculdade após a quarta temporada, e outra que, insistir n’algo que não está legal é bastante arriscado. Pode melhorar, sim, mas as chances de ficar algo constrangedor são altas. Vide o próprio Smallville (ou você engoliu Jimmy Olsen mais velho que o Clark, e aquela Liga da Justiça mirim? :D ).

      []’s!

  • Acho que fui a única do mundo que não gostou daquele episódio alternativo da quarta temporada. Bom, também sou a única que gosta da Marisa : D

    Achei a quarta temporada fraca, sem a Marisa não tem O.C. Foi melhor ter terminado mesmo.

    Eu gostei do final, conectando o final da série com o início. Foi o melhor final que podia ser feito.

  • Eu amo The Oc
    Eh minha serie predileta
    Fiquei tristona quando acabo
    eu gostei de tds as serie
    e amei o episodio alternativo
    foi dificil ver the oc sem a marissa
    mas eu axei bem legal

  • aaa…Marissa não deveria ter morrido,se não a série poderia atee hoje estar no ar,os americanos se revoltaram com a morte dela e o programa passou a perder audiencia e faliu,a Rachel(Summer),disse que nem tinha graça gravar sem a Mischa(Marissa)!
    e deu no que deu acabou#Pra mim foi a melhor série do mundoo!eu sempre vouu amar”

  • pra qm goosta ainda passa no SBT,The O.C e One tree hill começa ás 17:00 e vai seguindoo,é todo sabado!

  • O ultimo capitulo da serie foi um lixo n mostro muito bem o rumos q os personagens tomaran

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